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Agricultores e Governo debatem novas tecnologias para produção familiar

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Nesta quinta-feira (25.07) será realizada uma reunião para debater o apoio técnico da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) e Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) na difusão de novas tecnologias para o Assentamento Rural Cachimbo.

Com uma produção de 10 mil quilos de polpa de frutas por ano, o Assentamento está localizado no município de Peixoto de Azevedo (691 km ao Norte de Cuiabá), no distrito União do Norte. Até 2021, os agricultores pretendem atingir uma produção de 50 mil quilos de polpa por ano.

A secretária da Associação de Mini e Pequenos Agricultores do Projeto de Assentamento Cachimbo (Agripac), Liliane Vieira da Cruz, conta que a agroindústria possui uma despolpadeira de frutas com capacidade para produzir 150 quilos de polpa por dia.

A agroindústria recebeu recursos na ordem de R$ 40 mil do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Agropecuário (Prodesa), para construção do prédio e aquisição de equipamentos. No ano de 2016, a Agripac recebeu recursos na ordem de R$ 59 mil do PPP-Ecos (Programa de Pequenos Projetos Ecossociais) para reforma do prédio e manutenção dos equipamentos.

Em 2021, produtores pretendem produzir 50 mil quilos de polpa/ano

A Seaf é a gestora do programa e a Empaer é responsável pela elaboração de projetos e assistência técnica na execução da agroindústria. Participam também as prefeituras municipais e organização de agricultores.

A agroindústria é administrada pela Agripac e conta com a parceria de produtores rurais na produção de polpa de caju, acerola, manga, cupuaçu, açaí, maracujá, cajazinho e outros. Os produtos são vendidos para o comércio local no valor de R$ R$ 12, o quilo das polpas de maracujá e acerola, as demais por R$ 10, o quilo.

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De acordo com Liliane, a reunião vai contar com a presença do secretário de Agricultura Familiar, Silvano Amaral, do presidente da Empaer, Renaldo Loffi, e da diretora da Empaer, Selma Rodrigues de Morais. O objetivo é fortalecer a agricultura familiar, incentivar a produção da comunidade, garantir a comercialização e, acima de tudo, melhorar a vida dos agricultores com a geração de renda e o desenvolvimento da economia local.

Selma destaca que foi solicitada da Agripac a instalação de Unidades de Referência Tecnológica (URT) na área de fruticultura para atender a agroindústria o ano todo. E outra unidade com o cultivo da cultura do café, que poderá se tornar outra fonte de renda para os agricultores familiares do Assentamento Cachimbo, onde vivem 12 mil moradores.

A reunião será realizada no Clube da Terceira Idade, no distrito União do Norte, no período da manhã. A expectativa de participação é de 200 agricultores familiares. Segundo Liliane, a reunião também vai auxiliar os participantes na confecção de Declaração de Aptidão do Pronaf (Dap), crédito rural, sistema de irrigação para produção de frutas o ano todo e outros.

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Ouvidoria Itinerante leva serviços ao Asa Bela e região

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Moradores do bairro Asa Bela e região, em Várzea Grande, terão acesso a diversos serviços gratuitos neste sábado (26), das 8h às 12h, durante mais uma edição da Ouvidoria Itinerante do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). A ação será realizada no Centro Comunitário do Asa Bela e reunirá atendimentos nas áreas da saúde, assistência jurídica, orientação ao consumidor e oportunidades de qualificação profissional.Entre os serviços oferecidos estão consultas médicas, com vagas limitadas, vacinação contra a influenza, atualização da caderneta de vacinação e distribuição de kits de higiene bucal. A iniciativa busca facilitar o acesso da população a atendimentos essenciais e fortalecer a aproximação entre o Ministério Público e a comunidade.O evento contará ainda com a participação do Núcleo Jurídico da Faculdade de Direito de Cuiabá, que disponibilizará uma equipe de advogados para prestar orientações gratuitas à população. Os moradores poderão esclarecer dúvidas jurídicas e, quando cabível, receber apoio para o ajuizamento de ações sem custos.Também estarão disponíveis informações sobre oportunidades de emprego e cursos profissionalizantes, ampliando as possibilidades de inserção e qualificação no mercado de trabalho.Na área de defesa do consumidor, uma equipe do Procon prestará orientações relacionadas a demandas envolvendo fornecimento de energia elétrica, abastecimento de água, cartões de crédito e outros serviços. O objetivo é auxiliar os cidadãos na busca por soluções para problemas de consumo.Durante toda a manhã, a população poderá ainda apresentar sugestões, reclamações, denúncias e demandas diretamente à equipe da Ouvidoria Itinerante do MPMT. A iniciativa tem como propósito ouvir os cidadãos e contribuir para o encaminhamento de questões que impactam a qualidade de vida da comunidade.Para a ouvidora-geral do MPMT, procuradora de Justiça Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres Campos, a Ouvidoria é a principal porta de entrada do cidadão no Ministério Público, especialmente para a população em situação de vulnerabilidade. “Nós temos certeza de que o nosso patrão é o povo, é a coletividade. Por isso, precisamos ir até eles”, afirmou. A participação é gratuita e aberta a toda a população.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Temporada de apresentações teatrais encerra com visita a nove municípios

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Após percorrer diversas regiões de Mato Grosso e mobilizar milhares de estudantes ao longo de 2026, o projeto “Prevenção Começa na Escola”, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), encerrou o circuito de apresentações teatrais com atividades em nove municípios. Nas sétima e oitava etapas, cerca de 8,7 mil crianças, adolescentes e integrantes da rede de proteção acompanharam os espetáculos que abordaram temas como violência doméstica, abuso sexual de crianças e adolescentes e bullying.Desenvolvido pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente, em parceria com a Cia Vostraz de Teatro, o projeto utiliza a linguagem artística para estimular a reflexão sobre situações de violência e incentivar a busca por ajuda e proteção. As apresentações reuniram estudantes, educadores, autoridades locais, representantes das forças de segurança e membros do Ministério Público, fortalecendo a atuação integrada da rede de proteção à infância e à adolescência.A sétima etapa contemplou os municípios de Cocalinho, Nova Nazaré e Água Boa, alcançando aproximadamente 2,2 mil pessoas. O delegado de Polícia Civil Carlos Alberto Silva, que atua nos três municípios, destacou a relevância da iniciativa para a prevenção e o enfrentamento da violência envolvendo crianças e adolescentes. Segundo ele, o projeto amplia o acesso a informações essenciais para a identificação de possíveis vítimas e para a orientação da comunidade. “Ao levar esse conteúdo para o ambiente escolar, o projeto contribui para a formação de uma sociedade baseada no respeito e em valores que fortalecem o convívio social”, enfatizou.Na mesma linha, a comandante do 16º Batalhão da Polícia Militar, major Thamires Andrade de Almeida Oliveira, ressaltou a importância das ações de conscientização voltadas ao público infantojuvenil. Conforme a oficial, as apresentações auxiliam crianças e adolescentes a reconhecer situações de violência que estejam vivenciando ou presenciando, além de reforçar a necessidade de procurar ajuda. “Ao compreenderem melhor esses casos, eles passam a ter condições de denunciar e permitir que as autoridades adotem as medidas necessárias para garantir a proteção das vítimas”, destacou.Em Água Boa, o promotor de Justiça Luiz Alexandre Lima Lentisco observou que as peças abordam temas que exigem atenção permanente das instituições e da sociedade, como a violência doméstica e o abuso sexual de crianças e adolescentes. Para ele, a iniciativa fortalece a conscientização e contribui para a prevenção dessas violações. “As apresentações ajudam a sensibilizar crianças e adolescentes sobre problemas graves que afetam a sociedade e reforçam a importância da informação e da denúncia como instrumentos de proteção”, afirmou.A oitava e última etapa levou as apresentações aos municípios de Alta Floresta, Carlinda, Itanhangá, Tapurah, Nova Maringá e São José do Rio Claro, reunindo aproximadamente 6,5 mil participantes. Em Alta Floresta, o promotor de Justiça Guilherme da Costa destacou o caráter educativo do projeto e sua contribuição para o enfrentamento de problemas que impactam diretamente crianças, adolescentes e suas famílias.Conforme o promotor de Justiça, as peças abordam situações recorrentes acompanhadas pelos órgãos de proteção, especialmente casos de violência doméstica contra a mulher e de abuso sexual de crianças e adolescentes. “As apresentações promovem um diálogo educativo e acessível sobre realidades que exigem atenção permanente da sociedade, além de aproximar o público da atuação do Ministério Público e da rede de proteção no enfrentamento dessas violações”, ressaltou.Já em São José do Rio Claro, o promotor de Justiça Luiz Eduardo Martins Jacob Filho afirmou que a peça “RE-Cortes” retrata de forma impactante e esclarecedora situações cotidianas de violência doméstica, favorecendo a reflexão e o reconhecimento de comportamentos abusivos. Segundo ele, a encenação também desempenha um importante papel de incentivo à denúncia e à busca por apoio. “A peça é também convidativa, porque incentiva as pessoas a denunciarem”, ressaltou. O promotor acrescentou que o Ministério Público e os demais órgãos do sistema de garantia de direitos permanecem à disposição para acolher vítimas e adotar as providências necessárias para assegurar sua proteção.Para o procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado, titular da Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente, os resultados alcançados ao longo da temporada evidenciam o potencial da arte como ferramenta de conscientização e prevenção. De acordo com ele, ao levar o teatro para o ambiente escolar, o projeto promove reflexões sobre temas sensíveis que impactam a vida de crianças, adolescentes e famílias, estimulando o diálogo, o reconhecimento de situações de violência e o fortalecimento da cultura da proteção e da denúncia.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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