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Barra do Bugres adere a referencial de integridade municipal

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Barra do Bugres é o quarto município de Mato Grosso a aderir ao Referencial Técnico para Implantação de Programas de Integridade nos Municípios, iniciativa inédita no país que busca fortalecer a transparência, a eficiência administrativa e a confiança da população na gestão pública. A assinatura do termo de adesão ocorreu na manhã desta quinta-feira (27), na sede da Controladoria-Geral do Estado (CGE-MT), durante reunião da Rede de Controle da Gestão Pública de Mato Grosso.A adesão do município foi formalizada pela prefeita Maria Azenilda Pereira, acompanhada pelo secretário municipal de Finanças, Carlos Luiz Pereira Neto, e por representantes do Comitê de Gestão e Governança. Também assinaram o documento o titular da 10ª Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Cuiabá e integrante da Rede de Controle, promotor de Justiça Gustavo Dantas Ferraz, a coordenadora adjunta do CAO e titular da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Barra do Bugres, promotora de Justiça Kelly Cristina Barreto dos Santos, além do secretário Controlador-Geral do Estado, Paulo Farias, e integrantes da Rede de Controle.O convite para a adesão do Município partiu da promotora de Justiça Kelly Cristina Barreto dos Santos, em atendimento às diretrizes do Planejamento Estratégico Institucional (PEI 2024-2031) do MPMT. Entre os objetivos definidos pelo Ministério Público estão o fortalecimento dos mecanismos de controle social, o incentivo à transparência, o aperfeiçoamento dos órgãos de controle interno e a promoção de medidas preventivas para a proteção do patrimônio público e o combate à corrupção.Antes da assinatura, a equipe da CGE-MT apresentou o referencial técnico, elaborado pela Rede de Controle da Gestão Pública de Mato Grosso como um guia prático para auxiliar municípios na implantação de programas de integridade. Estruturado para atender administrações de diferentes portes, o documento oferece orientações para prevenção de irregularidades, gestão de riscos, fortalecimento da governança e aprimoramento dos serviços prestados à população.Durante a reunião, o secretário Controlador-Geral do Estado e coordenador da Rede de Controle, Paulo Farias, destacou que a iniciativa é fruto da atuação conjunta das instituições que compõe a rede. Segundo ele, o referencial busca fortalecer a confiança da sociedade na administração pública. “Quando a gente fala de integridade, muitas pessoas associam o tema apenas ao combate à corrupção, mas não é só isso. Estamos falando também da capacidade de entregar serviços públicos de qualidade para a população”, afirmou. Ele explicou ainda que o material foi desenvolvido para estabelecer parâmetros comuns e disponibilizar ferramentas que auxiliem os municípios na implementação de boas práticas de governança.A prefeita Maria Azenilda Pereira classificou a adesão como mais um avanço da atual gestão. “É uma experiência boa estar à frente da Prefeitura. Já estamos no segundo mandato e colecionamos importantes avanços, como o de hoje. É uma grande conquista”, declarou. A gestora acrescentou que o município vem investindo em obras e ações estruturantes e afirmou que a adesão ao programa representa mais um passo para consolidar melhorias permanentes na administração pública.O promotor de Justiça Gustavo Dantas Ferraz ressaltou que a proposta tem caráter preventivo e foi construída para ser aplicada à realidade de municípios de diferentes portes. Conforme destacou, o programa contribui para a modernização da gestão pública e para a prevenção de riscos ao patrimônio público. “A cultura de integridade é um dos pilares fundamentais para garantir uma gestão pública eficiente, transparente e voltada ao interesse coletivo”, enfatizou.Já a promotora de Justiça Kelly Cristina Barreto dos Santos explicou que o convite ao município surgiu após conhecer o referencial e identificar que Barra do Bugres já vinha adotando medidas alinhadas às boas práticas de governança. “Quando tomei conhecimento do programa e vi que o município já avançava nessa área, entendi que o referencial poderia fortalecer esse trabalho. A ideia foi mostrar que os municípios contam com o apoio de uma rede de instituições e oferecer um caminho para consolidar uma política pública permanente de integridade”, afirmou. A promotora ressaltou ainda que a adesão contribui para fortalecer a eficiência administrativa e o diálogo entre as instituições.Segundo a promotora de Justiça, a adesão ao referencial facilitará o acompanhamento das ações e o aperfeiçoamento dos processos administrativos. “O trabalho mais importante é instituir uma cultura de integridade, que envolve confiança da população, eficiência do serviço público e melhor prestação de atendimento ao cidadão. O município ganha em organização e segurança para gestores e servidores, e a população é beneficiada porque isso se reflete diretamente na qualidade dos serviços públicos”, acrescentou.Sobre o Referencial Técnico – Lançado em fevereiro deste ano pela Rede de Controle da Gestão Pública de Mato Grosso, o Referencial Técnico para Implantação de Programas de Integridade nos Municípios é uma iniciativa pioneira no Brasil e já desperta interesse de outros estados. Antes de Barra do Bugres, aderiram ao instrumento os municípios de Cáceres, Santo Antônio de Leverger e Ipiranga do Norte. O documento reúne orientações técnicas unificadas para fortalecer a governança, reduzir custos e ampliar a eficiência da gestão pública municipal.Transparência no SUS – A reunião da Rede de Controle da Gestão Pública de Mato Grosso desta quinta-feira (27) também teve como pauta a apresentação do projeto nacional Transparência nas Filas do Sistema Único de Saúde (SUS), conduzido pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Além dos promotores de Justiça Gustavo Dantas Ferraz e Kelly Cristina Barreto dos Santos, também participou da reunião o promotor de Justiça Milton Mattos da Silveira Neto, da 7ª Promotoria de Justiça Cível de Cuiabá (Defesa da Saúde).A proposta apresentada pelo TCU pretende estimular a transparência ativa dos sistemas de regulação assistencial, permitindo que cidadãos e órgãos de controle acompanhem informações sobre o funcionamento das filas do SUS. Entre os objetivos estão o mapeamento da maturidade dos sistemas de regulação, o fortalecimento do controle social e a disponibilização de dados que possibilitem ao cidadão acompanhar sua posição na fila e os tempos de espera para atendimentos especializados.

Leia mais:  Iniciativa inédita une instituições no Projeto Lótus

Fonte: Ministério Público MT – MT

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MPMT e Prefeitura alinham ações para desocupação de áreas verdes

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O avanço de ocupações irregulares em áreas públicas situadas nos loteamentos Senador Jonas Pinheiro e Residencial Ilza Therezinha Picoli Pagot foi tema de uma reunião realizada nesta sexta-feira (28) entre o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e a Prefeitura de Cuiabá. O encontro foi conduzido pela promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, titular da 17ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística da Capital, e contou com a participação do Prefeito Abilio Brunini, da Secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, e de técnicos da administração municipal. Na ocasião, foram discutidas as medidas adotadas para conter novas invasões e garantir a proteção das áreas.Recentemente, o MPMT notificou o Município de Cuiabá para que, no exercício do poder de polícia administrativa, adotasse providências destinadas à desocupação de duas áreas verdes ocupadas irregularmente. Parte da região afetada está inserida em Área de Preservação Permanente (APP), com a presença de nascente difusa. A atuação ministerial considera o crescimento das ocupações em uma área classificada pela Defesa Civil como de alto risco, exigindo medidas preventivas para impedir novas construções e assegurar a preservação ambiental.Segundo a promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, a atuação conjunta busca assegurar o cumprimento da legislação urbanística e ambiental. A região já havia sido alvo de ações fiscalizatórias anteriormente. Em abril de 2025, foram realizadas demolições de imóveis em construção e sem ocupação. Já na quinta-feira (27), uma nova operação resultou na demolição de 19 edificações desabitadas erguidas irregularmente na área invadida.De acordo com a secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, o trabalho da Prefeitura tem sido realizado em consonância com as orientações do Ministério Público. “A ação teve como foco construções sem ocupação identificadas durante o monitoramento da área. Além de famílias em situação de vulnerabilidade, foram encontradas edificações de grande porte e padrão construtivo elevado, evidenciando que parte das ocupações não está relacionada exclusivamente à necessidade de moradia. O Município seguirá adotando medidas para impedir novas invasões e garantir o cumprimento da legislação”, afirmou.A promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa reforçou que o Ministério Público continuará acompanhando o caso e adotando as medidas extrajudiciais e judiciais necessárias para promover a desocupação das áreas irregularmente ocupadas, assegurar a preservação das áreas verdes e proteger os recursos ambientais existentes na região.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Iniciativa inédita une instituições no Projeto Lótus

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) lançaram, nesta sexta-feira (28), o Projeto Lótus, iniciativa voltada à promoção da saúde mental, do bem-estar e da valorização dos profissionais que atuam no sistema penitenciário. Durante a solenidade, realizada no auditório da Sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá, foi assinado o Termo de Cooperação Técnica entre as instituições parceiras, formalizando a união de esforços para a execução da iniciativa.O Projeto Lótus marca o início de uma importante ação voltada ao cuidado e fortalecimento dos servidores que atuam diariamente em ambientes de alta complexidade e pressão emocional. A proposta reúne o Ministério Público de Mato Grosso, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, o Ministério Público do Trabalho, a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o Instituto Ação pela Paz e a organização Nova Acrópole.Coordenadora do Centro de Apoio Operacional (CAO) da Execução Penal do MPMT, a procuradora de Justiça Josane Fátima de Carvalho Guariente destacou que a saúde mental dos profissionais do sistema prisional precisa ser tratada como uma prioridade institucional. Segundo ela, dados apontam que cerca de 80% dos afastamentos registrados no sistema penitenciário de Mato Grosso em 2025 tiveram como causa principal o sofrimento psíquico. “A saúde mental de quem trabalha no cárcere não é um detalhe humanitário. É uma questão de segurança pública, de eficiência institucional e de justiça. Foi dessa constatação que nasceu o Projeto Lótus, para oferecer espaços seguros de escuta, acolhimento e valorização desses profissionais”, afirmou a procuradora de Justiça.A diretora-executiva do Instituto Ação pela Paz, Maria Solange Rosalem Senese, ressaltou a importância de investir em iniciativas que promovam o fortalecimento emocional e humano das pessoas. “Os projetos que desenvolvem competências emocionais e fortalecem valores e virtudes têm demonstrado resultados muito positivos. Ao cuidar das pessoas, contribuímos para transformar realidades e construir uma sociedade mais segura e mais pacífica”, observou.Representando o Ministério Público do Trabalho, o procurador do Trabalho e coordenador regional da Conap em Mato Grosso do Sul, Celso Rodrigues Fortes, enfatizou que a melhoria do sistema prisional passa necessariamente pela valorização dos servidores. “Não há como transformar a realidade do sistema prisional sem cuidar das pessoas que o fazem funcionar diariamente. O policial penal e os demais servidores precisam ter um ambiente de trabalho saudável para exercer suas funções com dignidade e qualidade”, declarou.A promotora de Justiça do MPMS Jiskia Sandri Trentin celebrou a concretização da iniciativa, construída ao longo dos últimos dois anos. “Sempre refletimos sobre quem são as pessoas que trabalham nas unidades prisionais fiscalizadas pelo Ministério Público e sobre as condições que possuem para desempenhar uma atividade tão complexa. O Projeto Lótus nasceu dessa preocupação e da construção coletiva entre diversas instituições”, destacou.O vice-reitor da Universidade Federal de Mato Grosso, professor doutor Silvano Macedo Galvão, ressaltou a importância da aproximação entre a academia e a sociedade. “Projetos como o Lótus permitem que o conhecimento produzido na universidade chegue mais rapidamente à população e contribua de forma efetiva para enfrentar desafios reais da sociedade”, afirmou.Representando a Secretaria de Estado de Justiça, o secretário adjunto de Inteligência, Diogo Santana Souza, destacou que a valorização dos policiais penais e demais servidores é essencial para o fortalecimento do sistema. “Quem cuida da ordem e da segurança das unidades prisionais precisa ter a garantia de que o Estado também cuidará do seu bem-estar. O Projeto Lótus reforça que a saúde mental é um pilar fundamental para a eficiência do sistema penitenciário”, disse.A procuradora-chefe do Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso, Thaylise Campos Coleta de Souza Zaffani, lembrou que a ideia de desenvolver uma ação voltada aos profissionais do sistema prisional surgiu a partir do diálogo entre as instituições. “Existem muitas iniciativas voltadas à população privada de liberdade, mas também é necessário olhar para quem está diariamente na linha de frente. Esse projeto representa esse olhar de cuidado para os servidores”, pontuou.Já a promotora de Justiça Regilaine Magali Bernardi Crepaldi, auxiliar da Corregedoria-Geral do MPMT, destacou a importância do acolhimento e da atuação integrada das instituições. “Não é possível ignorar o sofrimento de quem trabalha no sistema prisional. Quando um profissional adoece, os reflexos alcançam toda a coletividade. Por isso, é fundamental construir caminhos que promovam acolhimento, saúde e qualidade de vida”, afirmou.A coordenadora do Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho do MPMT, promotora de Justiça Gileade Maia, no evento representando o procurador-Geral de Justiça do MPMT, Rodrigo Fonseca Costa, ressaltou que a iniciativa foi construída a partir da escuta das necessidades dos próprios profissionais. “O diálogo se transformou em cooperação e a cooperação resultou neste projeto. O Lótus demonstra que cuidar das pessoas é uma responsabilidade compartilhada e uma estratégia indispensável para a construção de ambientes de trabalho mais saudáveis”, declarou.Desenvolvido pelo CAO da Execução Penal e realizado pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) do MPMT, o Projeto Lótus tem como propósito criar espaços de escuta, diálogo e acolhimento aos profissionais do sistema penitenciário. A proposta prevê encontros temáticos, rodas de conversa e atividades voltadas à promoção da saúde mental, ao fortalecimento dos vínculos humanos, ao desenvolvimento pessoal e à valorização dos servidores. A iniciativa busca contribuir para a construção de ambientes de trabalho mais saudáveis e humanizados, reconhecendo que o cuidado com aqueles que atuam na linha de frente do sistema penitenciário também é fundamental para a efetividade das políticas públicas de segurança e execução penal.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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