Pesquisar
Close this search box.

POLÍTICA NACIONAL

Mulheres pedem aprovação imediata do projeto que torna a misoginia crime

Publicado

Participantes de debate sobre o projeto de criminalização da misoginia (PL 896/2023) pediram que o texto seja votado no Plenário da Câmara dos Deputados antes das eleições. De acordo com as ativistas, a medida é fundamental para enfrentar a violência de gênero, que tem origem na cultura de ódio às mulheres.

O debate foi promovido na quarta-feira (8) pela Comissão Permanente Mista de Combate à Violência contra a Mulher do Congresso Nacional.

Já aprovado no Senado, o projeto de lei equipara a misoginia ao racismo — que é um crime inafiançável e imprescritível. A misoginia é definida como a prática, a indução ou a incitação à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa da dignidade da mulher em razão de sua condição de mulher. A pena prevista pela proposta é de dois a cinco anos de reclusão e multa.

A autora do projeto é a senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA).

Modelo civilizatório

A secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, Estela Bezerra, ressaltou que o Brasil é o quinto país que mais assassina mulheres no mundo. Para ela, o que está em jogo com a aprovação ou não do projeto não é só a vida das mulheres, mas o modelo civilizatório do país.

“Por um lado, nós temos uma fila de mulheres a serem vitimadas por feminicídio. Por outro lado, a gente tem uma fila ainda maior de feminicidas sendo construídos; essa prática de meninos construindo listas de meninas estupráveis está acontecendo neste momento. Então é preciso dar um basta, que é aprovar o projeto de lei que criminaliza a misoginia no nosso país”, afirmou.

Estela Bezerra disse que a aprovação do projeto vai passar à sociedade a mensagem de que não será admitida “uma mentalidade onde um corpo de uma mulher seja desrespeitado de tal forma que ela possa ser executada”.

Leia mais:  Audiência defende políticas permanentes para proteção do território ianomâmi

Aversão estrutural

A coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher, Marlise Matos, lembrou que é dever constitucional do Estado proteger todas as pessoas contra qualquer forma de violação. No entanto, ela destaca que, na prática, a violência contra a mulher impede ou anula o exercício de todos os direitos humanos.

“A gente precisa efetivamente avançar, porque o ódio e a discriminação funcionam como combustível para formas privadas e públicas de violência de gênero contra as mulheres, e essa aversão estrutural impede que elas ocupem mais espaços de poder”, disse Marlise Matos.

Ela acrescentou que “os discursos de ódio são as primeiras expressões das formas de violência. Nunca começa com a facada, com o tiro, muito raramente”.

Legislação recente

A deputada federal Luizianne Lins (Rede-CE), que é a presidente da Comissão Permanente Mista de Combate à Violência contra a Mulher, enfatizou que a legislação que tem o objetivo de proteger as mulheres é muito recente no Brasil.

Ela lembrou que a Convenção de Belém, que foi o primeiro diploma legal a reconhecer a violência contra a mulher no país, é de 1994, e que a Lei Maria da Penha tem apenas 20 anos (entrou em vigor em 2006).

A parlamentar pediu a mobilização das mulheres para que o projeto que criminaliza a misoginia seja aprovado — e para que a lei daí resultante seja cumprida.

— É tudo muito recente. Só que nós não podemos esperar 12 anos de uma lei para outra. Nem muito menos esperar que as leis, por si só, só porque são leis, vão ser cumpridas. O movimento de mulheres tem de estar sintonizado o tempo inteiro com essas conquistas, porque, se não tiver mulherada na rua mobilizada, as próprias leis aprovadas por esta Casa serão invisibilizadas — argumentou a deputada.

Leia mais:  Comissão convoca Mauro Vieira para explicar facções classificadas como terroristas

Urgência

Na semana passada, os deputados federais aprovaram um requerimento de urgência para que a proposta seja votada diretamente no Plenário da Câmara (sem ter de passar pelas comissões da Casa).

A expectativa das ativistas é que a votação ocorra antes do recesso parlamentar de julho, mas ainda não há acordo entre os partidos sobre o texto final a ser aprovado.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Comentários Facebook
publicidade

POLÍTICA NACIONAL

Vai à CAS ampliação da tarifa social de energia para tratamento domiciliar

Publicado

Famílias com renda de até quatro salários mínimos e que tenham em casa pacientes em tratamento domiciliar com uso contínuo de equipamentos elétricos poderão passar a ter acesso à Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE).

A ampliação do benefício é determinada por um projeto de lei do Senado aprovado nesta terça-feira (14) na Comissão de Infraestrutura (CI). De autoria do senador Romário (PL-RJ), o PLS 187/2017 recebeu texto alternativo do senador Laércio Oliveira (PP-SE) e segue agora para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

Hoje a tarifa social já pode ser concedida a famílias com renda de até três salários mínimos que tenham integrante cuja doença exija o uso contínuo de equipamentos elétricos. O texto aprovado amplia esse limite para quatro salários mínimos, retira a exigência de que o paciente seja atendido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e mantém como requisito a inscrição da família no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

Custeio

Para as novas famílias incluídas, com renda entre três e quatro salários mínimos, o benefício deverá ser financiado prioritariamente com recursos do Fundo Social, repassados à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), conforme a disponibilidade orçamentária. Segundo o relator, a medida busca evitar que o custo da ampliação seja transferido para a conta de luz dos demais consumidores.

— Nas situações em que o tratamento exige uso contínuo de equipamentos dependentes de energia elétrica, os custos podem comprometer a viabilidade desse tipo de iniciativa. Por esse motivo justifica-se a extensão, garantindo a continuidade e eficácia do atendimento domiciliar — argumenta Laércio.

O projeto também atualiza as regras do atendimento domiciliar no SUS. O texto deixa claro que esse cuidado pode incluir o uso de equipamentos elétricos necessários ao tratamento e diferencia o atendimento da internação em casa. A lei resultante do projeto entrará em vigor no exercício financeiro seguinte ao de sua publicação.

Leia mais:  Acordo de coprodução de cinema com a China é aprovado em Plenário

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Comentários Facebook
Continue lendo

POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova projeto que proíbe armas para quem tem medida protetiva

Publicado

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou, em maio, projeto de lei que proíbe a concessão de posse, porte e compra de armas de fogo e munições para pessoas que tenham medidas protetivas de urgência deferidas.

O texto aprovado é a versão do relator, deputado Alberto Fraga (PL-DF), para o Projeto de Lei 269/26, da deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP).

Fraga mudou o texto original para manter o tratamento dado anteriormente ao tema (PL 3874/23).

Desta forma, o substitutivo aprovado altera a Lei Maria da Penha e o Estatuto do Desarmamento para tornar obrigatória a suspensão de armas a partir da concessão da medida protetiva.

Tempo da suspensão
A suspensão da posse ou do porte de armas valerá até:

  • A revogação da medida protetiva;
  • O arquivamento do inquérito policial; ou
  • O trânsito em julgado do processo criminal, o que ocorrer por último.

Em seu parecer, Alberto Fraga afirmou que a presença de arma de fogo em ambiente doméstico marcado por problemas graves de relacionamento, num cenário de tensões e violências, pode agravar o risco de desfechos trágicos.

Próximos passos
O projeto ainda será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Defesa dos Direitos da Mulher; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Da Reportagem/RM
Edição – Natalia Doederlein

Fonte: Câmara dos Deputados

Comentários Facebook
Leia mais:  Projeto torna crime o uso de animais no tráfico de drogas
Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie

DIAMANTINO

POLÍTICA MT

POLICIAL

MATO GROSSO

POLÍTICA NACIONAL

ESPORTES

Mais Lidas da Semana