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AGRONEGÓCIOS

Fisco digital e Reforma Tributária encerram era da gestão informal

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A digitalização acelerada do fisco, somada às novas exigências da Reforma Tributária, impõe um novo patamar de exigência para a administração de propriedades rurais. O modelo de gestão baseado na informalidade ou na administração puramente operacional atingiu seu limite: a Receita Federal agora opera com cruzamento de dados em tempo real, tornando a precisão documental, contratual e tributária uma questão de sobrevivência do negócio, e não mais uma opção burocrática.

A mudança de paradigma é clara. A nota fiscal rural deixou de ser um mero comprovante de venda para se tornar o principal elo entre o patrimônio do produtor e os sistemas de monitoramento do governo. Qualquer inconsistência ou falha no registro de insumos, vendas ou despesas alimenta, instantaneamente, os bancos de dados da Receita, expondo o produtor a autuações rápidas e onerosas. A precisão técnica na contabilidade rural passou a ser, portanto, a primeira linha de defesa contra o aumento da carga fiscal.

Insegurança contratual custa caro

O mesmo rigor se aplica à segurança jurídica. Acordos verbais ou contratos de gaveta em arrendamentos e parcerias, comuns em décadas passadas, tornaram-se passivos perigosos. A crescente complexidade das leis agrárias e a vigilância dos órgãos de controle exigem documentos estruturados que blindem a atividade produtiva contra litígios. A falta de um contrato sólido, que defina com clareza responsabilidades, prazos e obrigações, é hoje o principal vetor de paralisia de investimentos e de riscos ao patrimônio da família.

A nova lógica da sucessão familiar

O cenário tributário também altera as regras do jogo para o planejamento sucessório. A continuidade do negócio familiar enfrenta barreiras impostas pela dificuldade em organizar o patrimônio sob a ótica das novas exigências tributárias. A ausência de um planejamento sucessório antecipado, com suporte jurídico especializado, converte a transição entre gerações em um processo caro, muitas vezes levando ao desmembramento de áreas produtivas para o pagamento de tributos em inventários.

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Profissionalização como estratégia de mercado

O produtor que mantém o foco apenas na porteira, negligenciando a gestão contábil e jurídica, está operando com um risco desnecessário. A Reforma Tributária não deve ser interpretada apenas como uma nova obrigação, mas como o sinal definitivo para a profissionalização completa da fazenda.

O produtor que integra a assessoria contábil e jurídica ao planejamento da safra ganha previsibilidade de custos e segurança para crescer. Antecipar-se a essas mudanças, organizando o histórico documental da propriedade e revisando contratos, é hoje o diferencial entre quem terá fôlego para competir nos próximos anos e quem será surpreendido pela nova malha fiscal.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIOS

Gergelim: o novo trunfo do produtor mato-grossense para garantir o lucro

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Mato Grosso, tradicionalmente reconhecido pela hegemonia na produção de soja e milho, diversificou sua matriz produtiva e consolidou o gergelim como uma cultura estratégica para o desenvolvimento econômico estadual. Com uma participação de 73% na produção nacional, o estado deixou de ser um produtor de nicho para se tornar o principal fornecedor do mercado brasileiro, com reflexos diretos na balança comercial.

Dados comparativos entre as safras 2018/19 e a projeção para 2025/26 revelam a velocidade da expansão: a produção estadual cresceu 465%, enquanto a área cultivada avançou 588%. Esse movimento é resultado da adaptação da oleaginosa à janela da safrinha, período em que o gergelim demonstra maior resiliência a condições climáticas adversas em comparação a outras culturas, garantindo estabilidade produtiva.

A escala alcançada por Mato Grosso permitiu a conquista de mercados externos exigentes. Entre 2020 e 2025, o volume de exportações de gergelim teve alta de 600%. A demanda é sustentada principalmente pela China e pela Índia, países que utilizam o grão tanto para o consumo in natura quanto para a extração de óleo e processamento industrial.

Para o produtor rural, a adoção do gergelim atua como um mecanismo de proteção de receita. A cultura oferece uma alternativa de fluxo de caixa que reduz a dependência exclusiva das oscilações de preços internacionais da soja e do milho, permitindo a manutenção da rentabilidade mesmo em ciclos de retração das commodities principais.

O próximo estágio do setor, segundo analistas, é a elevação do valor agregado. Embora o estado domine o volume exportado, o desafio atual é a industrialização. A transformação do grão em derivados, como óleo e farelos, dentro de Mato Grosso, é vista como o passo necessário para maximizar a captura de margens na cadeia produtiva e encerrar a dependência da exportação da matéria-prima bruta.

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Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIOS

Agro atinge PIB recorde de R$ 279 bilhões e 24% da economia estadual

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O agronegócio de Minas Gerais consolidou em 2025 o seu maior Produto Interno Bruto (PIB) desde o início da série histórica, em 2010. Segundo levantamento da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), realizado em parceria com o Sistema Faemg e a Fundação João Pinheiro (FJP), o valor do setor atingiu R$ 279 bilhões. O montante representa um avanço nominal de R$ 42 bilhões em relação ao ano anterior.

Com esse desempenho, o agronegócio mineiro passa a representar 24% de toda a economia do Estado. A performance é atribuída à resiliência da cadeia produtiva frente a desafios climáticos e à capacidade de diversificação da matriz agrícola e pecuária.

Dados técnicos apontam que o resultado foi impulsionado tanto pelo ganho de escala na produção de grãos, como soja e milho, quanto pela manutenção da liderança estadual na cafeicultura e na pecuária leiteira e de corte. O setor agropecuário mineiro demonstra, segundo os institutos, um efeito multiplicador que movimenta desde a indústria de insumos e máquinas até o setor de serviços e logística regional.

O recorde reflete o fortalecimento da posição de Minas Gerais como protagonista no cenário nacional. A representatividade de quase um quarto do PIB estadual sublinha a importância da competitividade do campo para o desenvolvimento econômico local, garantindo não apenas a balança comercial, mas a geração de emprego e renda em centenas de municípios mineiros que têm na atividade rural o seu principal motor de crescimento.

Fonte: Pensar Agro

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