A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) inicia, em julho, os atendimentos do Hospital Estadual do Alto Tapajós, em Alta Floresta, e está com obras em estágio avançado em três novos hospitais estaduais. As iniciativas têm o objetivo de facilitar o acesso da população do interior do Estado aos serviços especializados.
“Os cidadãos estão nos municípios e os serviços públicos precisam estar cada vez mais próximos deles. É por isso que estamos construindo hospitais regionais. Estamos levando atendimento especializado para o interior, reduzindo a necessidade de deslocamentos para Cuiabá e garantindo uma estrutura de qualidade para atender a população onde ela vive”, declarou o governador Otaviano Pivetta.
Segundo o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Juliano Melo, o Governo de Mato Grosso investe mais de R$ 600 milhões nas obras dos quatro hospitais para aumentar a assistência no Estado.
“Todos os novos hospitais vão atender demandas de média e alta complexidade, reduzindo a transferência de pacientes do interior de Mato Grosso para a capital Cuiabá, sobretudo em casos mais graves”, afirmou.
Conforme a secretária adjunta de Gestão Hospitalar da SES, Mara Penha, a Secretaria já investiu mais de R$ 31 milhões no aparelhamento do Hospital Estadual do Alto Tapajós e está finalizando o processo de aquisição de mais equipamentos com investimento adicional de R$ 69 milhões para contar com um parque tecnológico moderno.
“Muito em breve, pacientes com casos de alta complexidade na região poderão ser atendidos em Alta Floresta com os mais elevados padrões de assistência hospitalar. Teremos, ao todo, 162 leitos na unidade, sendo 40 de Unidade de Terapia Intensiva”, revelou.
A estrutura do Hospital Estadual do Alto Tapajós, em Alta Floresta, conta com 18 mil m² de área construída, fruto de um investimento de R$ 186,9 milhões em obras. Entre as especialidades previstas para a unidade, estão: oncologia, cardiologia intervencionista, ortopedia, cirurgia geral, pediatria clínica e cirúrgica, urgência e emergência, neurologia e neurocirurgia.
Já os três novos hospitais em construção também possuem uma área total de cerca de 18 mil m², entre edificação principal e edificações periféricas.
“Os hospitais que estão sendo construídos em Juína, Confresa e Tangará da Serra devem ser concluídos no primeiro semestre do ano que vem. Serão estruturas de excelência, comparável a do Hospital Central de Alta Complexidade, em Cuiabá, e pensadas para atender a população do interior de Mato Grosso”, afirmou a secretária adjunta de Infraestrutura e Tecnologia da Informação, Mayara Galvão.
As obras do Hospital Estadual do Noroeste Mato-grossense, em Juína, estão com 65% de execução em um investimento previsto de R$ 136 milhões.
Já o Hospital Estadual do Araguaia Xingu, em Confresa, atingiu 64% dos R$ 147 milhões previstos de investimento.
A construção do Hospital Estadual do Médio Norte, em Tangará da Serra, chegou a 63% de andamento, com a previsão de investimento de R$ 145 milhões em obras.
As três unidades de saúde contarão com 10 consultórios médicos, dois consultórios para atendimento a gestantes, seis salas de centro cirúrgico, além de espaços para banco de sangue e realização de exames, como tomografia, colonoscopia e raios X.
Em março deste ano, o Governo de Mato Grosso anunciou ainda a construção do Hospital Estadual do Sudoeste Mato-grossense, em Pontes e Lacerda. Com investimento previsto de R$ 135 milhões, a nova unidade terá 175 leitos, sendo 30 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em uma área de 30 mil m².
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) deu início à construção de uma atuação conjunta com o Poder Executivo estadual para enfrentar os possíveis impactos do fenômeno climático El Niño. Nesta quarta-feira (01), o presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira recebeu representantes da Defesa Civil de Mato Grosso para debater medidas preventivas no estado.
Segundo o presidente do TJMT, a iniciativa surgiu diante das informações sobre os efeitos do fenômeno em outros países e dos primeiros reflexos observados em algumas regiões de Mato Grosso. A preocupação vai além das altas temperaturas e inclui riscos relacionados à redução dos recursos hídricos, ao aumento das queimadas e impactos na saúde da população, especialmente crianças e idosos.
Durante a reunião, ficou definida a realização de um novo encontro já na próxima semana. A proposta é ampliar o diálogo com outros órgãos e segmentos da sociedade para construir um plano de ações preventivas.
“Temos que estar preparados para qualquer eventualidade. Iniciamos esse debate hoje e vamos levar isso adiante, não apenas com conversas, mas com medidas necessárias de prevenção e enfrentamento a esse malefício. Essa é uma preocupação do Judiciário e vamos convidar outros segmentos para se unirem a nós”, explicou José Zuquim Nogueira.
Para o secretário adjunto de Proteção e Defesa Civil do Estado, coronel BM Marcelo Reveles, a participação do Poder Judiciário fortalece a capacidade de articulação da Defesa Civil. Segundo ele, a parceria permitirá ampliar o alcance das ações até os municípios, facilitando a mobilização de diferentes instituições e levando orientações preventivas à população.
A próxima etapa dos trabalhos prevê a criação de um grupo ampliado de discussão, com a participação de secretarias estaduais e de outras instituições. Além de tratar dos efeitos do El Niño, a iniciativa pretende fortalecer o sistema de Defesa Civil nos municípios, ampliando a capacidade de prevenção, resposta e proteção da população diante de eventos climáticos extremos.
“A Defesa Civil tem uma característica de agregar e a chegada do Judiciário de Mato Grosso nos ajuda a fortalecer ainda mais o nosso trabalho, chegando na ponta, nos municípios, que é o que buscamos há bastante tempo. Então, esse apoio do presidente Zuquim vai contribuir para que consigamos dar o atendimento e cuidado que a população merece”, pontuou Reveles.
O primeiro encontro também contou com a participação do juiz auxiliar da Presidência e secretário-geral do TJMT, Agamenon Alcântara Moreno Júnior, e membros da Defesa Civil de Mato Grosso.
Nesta quarta-feira (1º), durante a segunda fase da Operação Gomorra, foram cumpridas 26 ordens judiciais, sendo oito mandados de busca e apreensão, uma medida de afastamento de sigilo fiscal, quatro afastamentos cautelares de servidores públicos e 13 ordens de indisponibilidade de bens e arresto de ativos financeiros. A operação conduzida pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio do Núcleo de Ações de Competência Originária Criminal (Naco Criminal), investiga supostas fraudes em processos licitatórios e na execução de contratos firmados com a administração pública. Durante o cumprimento dos mandados, as equipes apreenderam R$ 17 mil em espécie na residência de um dos investigados. Além disso, o Naco Criminal requereu à Justiça o bloqueio de ativos financeiros que somam mais de R$ 2,9 milhões. A medida visa assegurar eventual ressarcimento aos cofres públicos e preservar recursos que possam estar relacionados aos fatos apurados. A ação contou com apoio da Polícia Civil, da Controladoria-Geral do Estado (CGE) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).As diligências foram realizadas nos municípios de Cuiabá e Campo Verde. Na capital, os mandados foram cumpridos em residências e empresas ligadas aos investigados. Já em Campo Verde, as ações ocorreram na Prefeitura Municipal e nas residências de dois servidores públicos investigados.A nova etapa da operação também incluiu medidas de quebra de sigilos telemático e fiscal, além do afastamento de servidores públicos de suas funções e da indisponibilidade de bens de investigados, entre particulares e agentes públicos.Segundo o MPMT, as determinações judiciais têm como objetivo aprofundar as investigações, reunir novas provas e apurar a eventual participação de agentes públicos e particulares em irregularidades relacionadas a contratos administrativos e procedimentos licitatórios.