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Segunda fase da Operação Carrasco desarticula esquema de maus-tratos a animais e estelionato

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Porto Alegre, 15/6/2026 – Nesta segunda-feira (15), a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, por meio da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas, vinculada à 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (DPM), deflagrou a segunda fase da Operação Carrasco para apurar a atuação de um grupo suspeito de praticar maus-tratos a animais, associação criminosa e estelionato. A operação contou com o apoio estratégico e de inteligência da Coordenação-Geral de Repressão a Crimes Cibernéticos (Ciberlab) do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

A ação resultou no cumprimento de três mandados de prisão preventiva e 12 mandados de busca e apreensão domiciliar. Entre os investigados estão uma mulher que se apresentava publicamente como protetora de animais e dois médicos-veterinários. Durante a ação, foram apreendidos telefones celulares, computadores e outros materiais que passarão por análise pericial.

“A cooperação de inteligência com o Ciberlab foi fundamental para o avanço das apurações, e a integração entre as forças de segurança demonstra a importância da cooperação institucional no enfrentamento de crimes cada vez mais complexos e com forte utilização de recursos tecnológicos”, ressaltou a delegada responsável pelas investigações, Luciane Bertoletti.

Suspeita de uso da causa animal para arrecadar recursos

As apurações apontaram indícios de que animais resgatados eram submetidos à eutanásia mesmo quando havia possibilidade de tratamento ou necessidade de confirmação diagnóstica.

Segundo os elementos reunidos até o momento, a prática estaria associada à captação de recursos por meio de campanhas divulgadas em redes sociais, nas quais eram solicitadas doações para supostos tratamentos veterinários.

De acordo com a Polícia Civil, a principal suspeita teria utilizado sua imagem pública vinculada à causa animal para arrecadar recursos junto à população. A análise preliminar identificou centenas de campanhas realizadas desde 2020, movimentando valores provenientes de milhares de doadores.

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As diligências também buscam identificar o destino de animais que passaram pelos cuidados da organização ligada à principal suspeita e apurar a extensão dos prejuízos causados aos doadores. Um dos focos atuais é o levantamento de registros de identificação animal para verificar a quantidade de animais potencialmente afetados pelo esquema.

Durante o cumprimento das medidas judiciais, também foi resgatado um cão em estado de debilidade física que, segundo os policiais civis, era frequentemente utilizado em campanhas de arrecadação divulgadas nas redes sociais.

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul segue com as diligências para aprofundar a apuração dos fatos, identificar possíveis vítimas e reunir novos elementos probatórios.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Fundo Nacional de Segurança Pública impulsiona modernização da segurança pública no Amapá com mais de R$ 20 milhões

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Macapá, 15/06/26 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) realizou, nesta segunda-feira (15), ações para fortalecer a segurança pública do Amapá com recursos superiores a R$ 20 milhões viabilizados pelo Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP). Os recursos contemplam obras concluídas, equipamentos já incorporados à estrutura estadual e novos projetos voltados à ampliação da Academia Integrada de Formação e Aperfeiçoamento (Aifa).

Entre as obras e melhorias entregues estão a primeira fase da reforma das instalações da Academia Integrada de Formação e Aperfeiçoamento, vinculada ao Instituto de Ensino de Segurança Pública (Iesp), executada com recursos de R$ 1.650.327,48, e a ampliação da estrutura da unidade, incluindo a implantação de academia de musculação, com investimento de R$ 2.738.088,85.

Reforço à coordenação operacional

O estado também recebeu a Unidade Móvel de Comando e Controle, adquirida com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública no valor de R$ 12.230.500,00. O equipamento amplia significativamente a capacidade de coordenação integrada das forças de segurança, permitindo o monitoramento em tempo real de operações, grandes eventos e situações de crise.

A estrutura vinha sendo utilizada em atividades estratégicas no estado desde o final de 2025 e passa agora a integrar definitivamente o patrimônio operacional da segurança pública amapaense.

Para a diretora do FNSP, Camila Pintarelli, os resultados alcançados refletem o impacto direto das medidas de aperfeiçoamento da gestão implementadas pelo Fundo nos últimos anos.

“Essas ações demonstram que investir em governança produz resultados concretos para a população. Os mecanismos de gestão implementados pela equipe do Fundo Nacional de Segurança Pública têm permitido qualificar a execução e a liquidação dos recursos transferidos aos estados, acelerando a transformação do orçamento em resultados efetivos. A conclusão dessas obras e a disponibilização de equipamentos estratégicos ao Amapá evidenciam como uma gestão próxima, técnica e orientada a resultados contribui para fortalecer as capacidades operacionais das forças de segurança e gerar benefícios concretos para a sociedade”, explicou a diretora.

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Novos investimentos previstos

Novos projetos estão programados para ampliar a infraestrutura da Aifa/Iesp. Com recursos transferidos pelo Fundo Nacional de Segurança Pública, encontram-se em fase interna de licitação a construção de uma piscina semiolímpica, com investimento previsto de R$ 2.057.155,40, e a implantação de campo de futebol, urbanização e paisagismo da academia, no valor de R$ 2.204.614,87.

Considerando as intervenções concluídas e os projetos em fase de licitação, os recursos destinados ao fortalecimento da formação policial no estado somam R$ 8.650.186,60.

Missão do MJSP no Amapá

A agenda do FNSP no Amapá segue até 17 de junho. Durante a missão técnica, equipes da Diretoria do Fundo realizam reuniões e atividades de orientação voltadas ao aperfeiçoamento da gestão dos recursos federais, com foco em licitações, planejamento orçamentário, doações, convênios e contratos de repasse.

A atuação possui especial relevância diante do volume expressivo de emendas parlamentares destinadas à segurança pública no estado, especialmente aquelas voltadas à execução de obras e projetos estruturantes. O objetivo é apoiar os gestores locais na superação de entraves administrativos, ampliar a eficiência da execução dos recursos e garantir maior celeridade na entrega de resultados à população.

As iniciativas desenvolvidas no Amapá integram a estratégia do Ministério da Justiça e Segurança Pública de fortalecer as capacidades operacionais dos estados por meio dos repasses do Fundo Nacional de Segurança Pública, promovendo projetos estruturantes que ampliam a eficiência, a integração e a modernização das instituições de segurança pública em todo o Brasil.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Penitenciária em Dourados (MS) recebe ações integradas do Programa Brasil Contra o Crime Organizado e reforça a segurança na região de fronteira

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Dourados, 15/06/2026 – A Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN) e a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul (AGEPEN-MS) intensificaram nesta semana as ações do Programa Brasil Contra o Crime Organizado na Penitenciária Estadual de Dourados (PED), localizada em Dourados (MS), a aproximadamente 120 quilômetros da fronteira com o Paraguai. Situada em uma das regiões mais estratégicas do país para o enfrentamento ao crime organizado, a unidade passou a concentrar ações integradas do Projeto Padrão Segurança Máxima (PSM) com a Força Penal Nacional (FPN), a Operação MUTE e a Operação Modo Avião. 
As ações mobilizam servidores da Força Penal Nacional (FPN), coordenada pela Polícia Penal Federal (PPF), equipes especializadas da Diretoria de Inteligência Penal da SENAPPEN e da Gerência de Inteligência do Mato Grosso do Sul, 50 policiais penais do estado e policiais penais operacionais do Comando de Operações Penitenciárias MS (COPE). A atuação integrada reúne inteligência, tecnologia e apoio operacional especializado em unidades prisionais de alta complexidade. Atualmente, a PED custodia aproximadamente 2800 pessoas privadas de liberdade.

Com a Operação MUTE, a equipe realiza revistas estruturadas para busca de aparelhos celulares e materiais ilícitos do ambiente prisional, enquanto com a Operação Modo Avião há o emprego de tecnologia especializada para identificação de sinais de telefonia móvel, fortalecendo a capacidade de monitoramento e contribuindo para a interrupção de comunicações criminosas originadas no interior das unidades prisionais.
Durante a ação também foi utilizado georradar, equipamento capaz de identificar estruturas subterrâneas sem a necessidade de escavações ou intervenções físicas no terreno. A ferramenta permite localizar possíveis túneis, galerias, cavidades e outras alterações estruturais que possam representar riscos à segurança da unidade prisional.

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A PED também integra o Projeto Padrão Segurança Máxima, iniciativa da SENAPPEN que prevê investimentos em equipamentos, tecnologia e qualificação profissional. A unidade deverá receber equipamentos como aparelhos de raio X, scanners corporais (body scan) e viaturas especializadas, ampliando a capacidade de fiscalização, controle de acessos e segurança institucional.

Para o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, a atuação simultânea das diferentes frentes do Programa Brasil Contra o Crime Organizado demonstra a estratégia adotada pelo Governo Federal para enfrentar as organizações criminosas. “Estamos levando para as unidades prisionais estratégicas aquilo que há de mais moderno em tecnologia, inteligência e procedimentos operacionais. O enfrentamento ao crime organizado exige integração permanente entre União e estados. Quando fortalecemos o controle prisional, interrompemos fluxos de comunicação criminosa, reduzimos a capacidade de articulação dessas organizações e ampliamos a proteção da sociedade.”

Segundo o diretor-presidente da AGEPEN-MS, Rodrigo Rossi Maiorchini, as ações demonstram a relevância da unidade o enfrentamento às organizações criminosas. “A Penitenciária Estadual de Dourados ocupa uma posição estratégica no sistema prisional brasileiro e desempenha papel fundamental para a segurança pública da região. Essa ação conjunta fortalece os nossos protocolos, amplia as capacidades operacionais das equipes e contribui para elevar os padrões de segurança da unidade. Um esforço que beneficia diretamente a sociedade e reforça a presença do Estado no combate ao crime organizado.”

 

O portal do Brasil | Ministério da Justiça e Segurança Pública

SENAPPEN
Divulgação SENAPPEN

Força Penal Nacional em Mato Grosso do Sul

O Ministério da Justiça e Segurança Pública autorizou, por meio da Portaria MJSP nº 1.214/2026, o emprego da Força Penal Nacional em unidades prisionais de Mato Grosso do Sul pelo período inicial de 90 dias.

A atuação é coordenada pela Polícia Penal Federal e reúne policiais penais de diferentes unidades da Federação, promovendo a integração de experiências e boas práticas desenvolvidas pelos sistemas penitenciários estaduais e federal.

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Atualmente, a missão conta com policiais penais federais e estaduais mobilizados, oriundos dos estados do Acre, Bahia, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Roraima, São Paulo e Sergipe, que atuam em conjunto com a Polícia Penal Federal e os policiais penais de Mato Grosso do Sul.

Sobre o Padrão Segurança Máxima

O Projeto Padrão Segurança Máxima (PSM) integra o Programa Brasil Contra o Crime Organizado, coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, e tem como objetivo fortalecer o controle prisional, ampliar a capacidade de enfrentamento às organizações criminosas e modernizar o sistema penitenciário brasileiro.

Estruturado nos eixos de inteligência e operações, modernização tecnológica e capacitação de servidores, o projeto prevê investimentos em equipamentos, infraestrutura, tecnologia e qualificação profissional para 138 unidades prisionais estratégicas em todo o país.

A iniciativa busca integrar inteligência, tecnologia e atuação operacional para fortalecer as polícias penais, ampliar a segurança das unidades prisionais e contribuir para a proteção da sociedade.

Ascom MJSP/ SENAPPEN 

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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