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Defesa Civil de MT mapeia áreas de risco em Guarantã do Norte e Novo Mundo

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A Defesa Civil de Mato Grosso realiza nesta semana, entre os dias 8 e 12 de junho, as áreas suscetíveis a desastres nos municípios de Guarantã do Norte e Novo Mundo. A ação tem como objetivo fortalecer a prevenção e gestão de risco na região.

Para o mapeamento das áreas mais vulneráveis, a equipe técnica da Defesa Civil estadual realiza vistorias em campo, o levantamento de informações junto a moradores e às coordenadorias municipais, e analisa as características do terreno e dos bairros próximos às áreas de risco.

O trabalho envolve o uso de ferramentas tecnológicas, imagens de satélite, sistemas de georreferenciamento e registros históricos de ocorrências para auxiliar na identificação das áreas mais vulneráveis.

Com base nos levantamentos, a Defesa Civil estadual elabora um relatório para as Prefeituras, destacando as áreas que demandam maior atenção do poder público. As informações servem de base para o planejamento de ações preventivas, atualização de planos de contingência e definição de medidas para reduzir possíveis impactos à população.

Rede de Proteção e Defesa Civil

O mapeamento de áreas de risco nos municípios faz parte do planejamento estratégico da Defesa Civil de Mato Grosso para fortalecer a rede estadual de proteção e defesa civil. Em 2025, pelo menos 15 municípios contaram com o apoio do Estado para identificação das áreas vulneráveis.

Em 2026, também contaram com apoio da Defesa Civil estadual para o mapeamento os municípios de São Pedro da Cipa, Colíder, São José dos Quatro Marcos, Luciara, São Félix do Araguaia, Jaciara, Santo Antônio do Leste, Poxoréu, Primavera do Leste e Água Boa.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Presidente da Fórmula Truck afirma que MT tem o “melhor autódromo da América Latina”

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O presidente da Fórmula Truck, Gilberto Hidalgo, afirmou que o Autódromo Internacional de Mato Grosso, localizado no Parque Novo Mato Grosso, já se consolidou como referência no automobilismo da América Latina. A declaração foi feita durante a etapa da competição, realizada em Cuiabá, entre sexta-feira e domingo (13 a 15.6).

“É o melhor autódromo da América Latina. A gente voltou para Cuiabá e encontrou uma estrutura muito forte, preparada para receber grandes competições com frequência, praticamente todo final de semana. Isso movimenta muito a cidade, o comércio, os restaurantes e a rede de hotelaria”, afirmou.

O presidente destacou ainda o impacto econômico estimado da etapa na capital. “O evento deve deixar na cidade cerca de R$ 30 milhões em movimentação econômica, principalmente no comércio, restaurantes e hotelaria”, completou Hidalgo.

O governador Otaviano Pivetta acompanhou a realização da etapa e afirmou que a Fórmula Truck reforça um novo momento vivido por Mato Grosso no cenário do automobilismo e dos grandes eventos.

“É um novo tempo que nós estamos vivendo aqui no Mato Grosso, especialmente em Cuiabá. Essa prova faz parte de um ciclo de grandes competições que já está em andamento. Nós já estamos inseridos no calendário nacional e internacional do automobilismo, e isso fortalece o turismo, o mercado hoteleiro e toda a economia do Estado”, disse.


Governador Otaviano Pivetta e o secretário de Estado de Esporte, Cultura e Lazer, David Moura l Foto: Antônio Pinheiro/Secom-MT

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, destacou o impacto direto do evento na economia local, com intensa movimentação de trabalhadores e serviços ao longo do fim de semana.

“A quantidade de gente trabalhando aqui é fantástica, assim como a geração de empregos e renda. Eventos como este movimentam toda a cadeia produtiva da cidade, do comércio aos serviços, e mostram a força de Cuiabá para receber grandes eventos”, pontuou.

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Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Painel de Audiência pública debate impactos do domínio social estruturado para o sistema de justiça

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Palestrantes debatem no palco do auditório do TJMT sob um grande telão azul de A expansão do conceito de “domínio social estruturado” e seus reflexos para o sistema de justiça criminal foram tema do primeiro painel da audiência pública “A Lei do Combate ao Crime Organizado no Brasil e os impactos no sistema de justiça criminal: desafios e oportunidades”. O evento foi realizado nesta sexta-feira (12), no Espaço Justiça, Cultura e Arte Desembargador Gervásio Leite, no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em Cuiabá.

O desembargador e expositor do painel, Wesley Sanches Lacerda explicou que o domínio social estruturado é uma das novas tipologias penais criadas pela Lei nº 15.358/2026, conhecida como Marco Legal do Combate ao Crime Organizado. Conforme ele explicou o crime está relacionado à ocupação e ao controle territorial, econômico e social exercidos por organizações criminosas, grupos paramilitares ou milícias privadas sobre determinadas localidades.

Homem de cabelos grisalhos curtos, terno azul e gravata vermelha fala ao microfone em um púlpito de madeira. Ao fundo, há um painel digital azul com a inscrição “É uma tipologia complexa que fala de ocupação de territórios, de meios de transporte. Por isso se usa a terminologia estrutural”, afirmou. Ele apontou que a lei descreve situações como bloqueio de acessos, domínio de meios de transporte, instalação de barricadas e ocupação econômica de determinadas localidades.

Desembargador Wesley destacou que um dos desafios da nova legislação está relacionado à sua aplicação prática, uma vez que todas as consequências previstas pela Lei 15.358 estão vinculadas à caracterização dos crimes de domínio social estruturado e favorecimento ao domínio social estruturado, previstos nos artigos 2º e 3º da norma.

Assim, as condutas descritas pela lei estão associadas a situações bastante específicas, como ocupação territorial, bloqueio de acessos e controle de atividades em determinadas localidades, o que pode gerar debates sobre sua incidência em diferentes regiões do país.

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“Ela é uma lei de difícil ocorrência no território nacional. Ela tem umas especificidades geográficas do município do Rio de Janeiro. Dificilmente a gente vai ver uma figura típica dessas ocorrendo aqui em Mato Grosso, em São Paulo, em Minas Gerais, nos vários estados do Brasil”, pontuou.

Como exemplo, que ilustra uma hipótese típica de domínio social estruturado, o desembargador citou um caso recente no Rio de Janeiro envolvendo um condomínio no bairro da Pavuna da Zona Norte. “A facção criminosa passou a exigir o pagamento mensal de R$ 300 por apartamento a 800 moradores, de duas torres, totalizando cerca de R$ 240 mil por mês. Esse é um caso de domínio social estruturado”, explicou.

Por conta disso, o desembargador, ao abordar os reflexos da nova legislação para o sistema de justiça criminal, observou que a criação de novos tipos penais exigirá adaptações institucionais e interpretação jurídica especializada. “Novas tipologias penais demandam uma nova justiça criminal”, afirmou.

Homem de terno escuro, camisa branca e gravata azul fala ao microfone sentado em uma poltrona clara. Ao fundo, uma parede com textura de cubos de madeira e um telão digital à esquerda.Em seguida o debatedor do painel o delegado Rafael Scatolon avaliou que a nova legislação surge em um momento importante no enfrentamento às facções criminosas. Para ele, o crescimento dessas organizações ao longo dos últimos anos demonstrou a necessidade de instrumentos específicos para tratar condutas relacionadas ao controle exercido por organizações criminosas sobre determinados territórios e comunidades. “Penso que essa lei veio em um bom momento. Apesar do legislador ter demorando para enfrentar esse tema de facção criminosa”, disse.

O delegado também destacou situações em que os criminosos utilizam o nome de facções para intimidar vítimas e obter vantagens econômicas, prática que, segundo ele, poderá encontrar enquadramento mais adequado a partir das novas previsões legais. “A criação deste crime é para que situações como essa não continuem sendo estimuladas”, afirmou.

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Já o vice-presidente da OAB-MT, Giovane Santin, fez uma fala voltada à criminologia crítica e defendeu que o enfrentamento das organizações criminosas exige mais do que o endurecimento da legislação penal.

Homem de terno azul, camisa branca, gravata rosa e óculos olha para o lado. Ao fundo, uma mulher sentada mexe no celular e há uma placa de acessibilidade (cadeirante).“O crescimento das facções nas últimas décadas demonstra que a repressão criminal, embora necessária, não é suficiente para solucionar o problema. As facções conseguiram se expandir e tomar os espaços que estavam vazios, deixados pelo Estado. O direito penal, por si só, não é suficiente para trazer soluções efetivas relacionadas aos fenômenos criminais existentes”, argumentou.

Giovane ressaltou que ao longo dos últimos 30 anos, 11 leis ampliaram penas e mecanismos de repressão ao crime organizado, mas as facções continuaram se fortalecendo. “Nós estamos combatendo as consequências daquilo que é produzido pelas facções criminosas e não as suas causas”, argumentou o advogado.

O painel contou ainda com a participação da mediadora e subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso, Anne Karine Louzich Hugueney.

Audiência pública – A iniciativa foi promovida pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ), em parceria com o Ministério Público do Estado (MPE), a Polícia Judiciária Civil (PJC) e a OAB-MT. O objetivo foi reunir representantes do Judiciário, Ministério Público, advocacia, forças de segurança e especialistas da área jurídica para debater os reflexos da legislação de enfrentamento ao crime organizado no sistema de justiça criminal brasileiro.

O painel completo está disponível no canal do TJMT no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=70cR1MxQkvs

Leia mais sobre

Audiência pública reúne centenas de pessoas para discutir lei de combate ao crime organizado

https://www.tjmt.jus.br/noticias/2026/6/audiencia-publica-reune-centenas-pessoas-para-discutir-lei-combate-ao-crime-organizado

Autor: Larissa Klein

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

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Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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