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Pronasci Juventude inicia atividades em Pernambuco com participação de mais de 200 jovens

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Recife, 28/5/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), participou, em Pernambuco (PE), das aulas inaugurais do Pronasci Juventude no estado. Realizada na quarta-feira (27), a programação reuniu mais de 200 adolescentes e jovens dos territórios do Recife e do Cabo de Santo Agostinho em atividades com oficinas, apresentações culturais, acolhimento e participação comunitária.

Executado pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE), em parceria com a Senad e prefeituras municipais, o programa atenderá 500 jovens ao longo dos próximos 12 meses.

As cerimônias ocorreram no Centro Cultural Mestre Dié, no Cabo de Santo Agostinho, e no Compaz Escritor Ariano Suassuna, no Recife, reunindo estudantes, equipes multiprofissionais, oficineiros, gestores públicos e representantes do Governo Federal.

O formato das aulas inaugurais priorizou a participação dos jovens. Antes da composição da mesa institucional, eles participaram de oficinas de fotografia, teatro, capoeira, dança, escrita criativa, arteterapia e jogos cooperativos.

A secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos do MJSP, Marta Machado, destacou a relevância das comunidades atendidas e da articulação entre o Governo e iniciativas já consolidadas no estado.

“Estamos trabalhando com comunidades afetadas pelo mercado ilícito e que vivem essas dinâmicas, mas que também são muito potentes. A ideia é que o programa seja referência nesses territórios, em parceria com os Compaz, que já são referências em políticas de assistência social e cultura de paz”, afirmou.
Segundo a secretária, a integração entre iniciativas federais e políticas locais amplia o alcance das ações. “Essa combinação do Governo Federal com o melhor que já existe aqui transforma o programa em uma referência para o Brasil inteiro”, acrescentou.

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A coordenadora nacional do Pronasci Juventude, Monalyza Alves, afirmou que a ação busca construir políticas públicas centradas nas pessoas e na transformação social dos territórios. Segundo ela, o grande interesse pelas vagas demonstra a demanda existente. “Nossa expectativa inicial era atender 200 jovens no Cabo de Santo Agostinho, mas tivemos mais de 1.500 inscritos. Isso mostra o quanto esses territórios precisam de oportunidades”, ressaltou.

O Pronasci Juventude integra o Pronasci II e o Plano Juventude Negra Viva, articulando proteção social, formação cidadã e inclusão produtiva como estratégias de prevenção às violências e fortalecimento das juventudes. Ao longo de um ano, os participantes terão acompanhamento multiprofissional, oficinas culturais e esportivas, cursos de formação profissional ofertados pelo IFPE, por meio do Pronatec, e auxílio permanência mensal de R$ 500.

Atualmente, o programa funciona em estados como Amazonas (AM), Bahia (BA), Rio de Janeiro (RJ), além do Distrito Federal (DF), atendendo cerca de 4 mil jovens em todo o País. Em Pernambuco, os participantes estão distribuídos entre os territórios do Ibura, Joana Bezerra e Cordeiro, no Recife, e Ponte dos Carvalhos e Gaibu, no Cabo de Santo Agostinho.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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BRASIL

Proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital entra em debate sobre influenciadores mirins

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Brasília, 29/5/26 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) participou do Brasília Tech Summit, realizado na quinta-feira (28), no Sesi Lab Brasília. O evento reuniu representantes do Governo Federal, do mercado e da sociedade civil para discutir os rumos da economia digital no Brasil, com temas como marcos regulatórios, Inteligência Artificial (IA), proteção de dados e direitos, meios de pagamento, novos modelos de negócios, soberania digital e geração de empregos.

O secretário nacional de Direitos Digitais, Victor de Oliveira Fernandes, participou do painel Regulamentação e Direitos: O Novo Marco dos Influenciadores Mirins no Brasil, ao lado da gerente de Políticas Públicas do YouTube no Brasil, Alana Rizzo; da psicóloga e ex-atriz mirim Cecília Dassi; e da gerente de Relações Institucionais do Conselho Digital, Roberta Jacarandá.

O debate abordou o ECA Digital (Lei 15.211/2025) e o Decreto nº 12.880/2026, que regulamenta a norma, com destaque para o Artigo 34, que trata da regulamentação da atividade artística no ambiente digital. A partir de 16 de junho, as plataformas deverão exigir dos produtores de conteúdo a apresentação de alvará para conteúdos habituais protagonizados por crianças e adolescentes com monetização e impulsionamento.

Fernandes ressaltou que a opção regulatória brasileira busca adequar os ambientes digitais à experiência de usuários em desenvolvimento, conforme a faixa etária. Segundo ele, outros países, como a Austrália, decidiram proibir o acesso de crianças e adolescentes às redes sociais, medida ainda em análise na Espanha e na Indonésia.

“Para que crianças e adolescentes continuem acessando ambientes digitais é preciso garantir ambientes seguros. Se as redes sociais fossem praças públicas, não seria lógico proibir o acesso, mas garantir iluminação, policiamento e regras claras de uso”, afirmou.

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Presente na abertura, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, abordou a necessidade de equilibrar regulamentação, inovação e segurança jurídica sem impedir o avanço dos mercados digitais.

Questionado sobre o risco de regras limitarem a liberdade de expressão, Motta declarou: “Havia uma dicotomia entre liberdade e responsabilidade, como se não pudessem andar juntas. Hoje todos se conscientizam de que é possível aliar a liberdade econômica, política e de opinião à responsabilização de quem atua nesse meio. Temos que cumprir esse papel sem desequilibrar para nenhum dos lados”.

Conhecida nacionalmente pelos papéis interpretados na infância em novelas de TV, Cecília Dassi falou sobre os riscos da ausência de uma rede efetiva de proteção no ambiente digital e os impactos na saúde mental de crianças e adolescentes.

“Havia poucas crianças em sets de filmagem, então era mais fácil para os juizados fiscalizarem excessos. Minha mãe estava sempre presente nas gravações e já chegou a intervir quando um diretor gritou comigo”, relembrou a ex-atriz. Ela destacou ainda o receio de que a falta de limites entre atividade profissional e lazer invisibilize o trabalho infantil remunerado nas plataformas e aumente a exposição a situações inadequadas, mesmo dentro de casa e com autorização dos responsáveis.

Para a gerente de Políticas Públicas do YouTube, é importante reforçar que um ambiente digital seguro também contribui para o desenvolvimento infantil. “A ideia não é proteger as crianças da internet, mas protegê-las no ambiente digital. Esse espaço precisa ter cuidado, mas também brincadeira e aprendizado, importantes para o desenvolvimento tanto no on-line quanto no off-line”, enfatizou.

Segundo Cecília Dassi, a família também tem papel fundamental nesse processo. “Precisamos olhar crianças e adolescentes como sujeitos de direito. Muitas vezes, elas são filmadas sem consentimento e tratadas como se não tivessem direito sobre a própria imagem”, pontuou.

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Tecnologia e regulamentação flexível

O debate também abordou os impactos da Inteligência Artificial na proteção de direitos. Segundo o Conselho Digital, é fundamental uma regulamentação flexível, capaz de acompanhar a velocidade das transformações tecnológicas e garantir responsabilidade compartilhada entre Estado, empresas e famílias, com papéis claros e responsabilidades proporcionais.

O Projeto de Lei (PL) 2338/2023, que estabelece um marco regulatório para a IA no País, já foi aprovado pelo Senado. Pela proposta, sistemas de armas autônomas e tecnologias voltadas à produção e disseminação de material de abuso ou exploração sexual de crianças e adolescentes são considerados de risco excessivo e ficam proibidos. Também será vedado o uso de ferramentas para avaliação de traços de personalidade e comportamento com o objetivo de prever crimes.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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BRASIL

Governo do Brasil disponibiliza 670 vagas em cursos gratuitos de comércio exterior para mulheres e pessoas negras

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O Governo do Brasil reforçou o seu compromisso de promover a inclusão racial no comércio exterior, com o lançamento de mais vagas de formação na área. Estão abertas as inscrições para cursos gratuitos de comércio exterior, presenciais e online, destinados a mulheres e pessoas negras no Programa Raízes Comex, iniciativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). 

Ao todo, estão sendo disponibilizadas 670 vagas em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e o Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo, Campinas e Guarulhos (Sindasp).

“Com a abertura desta terceira turma, o curso se consolida como uma importante iniciativa do Programa Raízes Comex, que lançamos em 2024 para ampliar oportunidades para pessoas negras no comércio exterior. Estou certa de que um comércio exterior mais diverso e inclusivo é também mais forte e mais competitivo e é por isso que seguimos apostando na consolidação e ampliação do Raízes”, destacou a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres.

ONLINE — Na modalidade online, estão abertos 250 acessos gratuitos à plataforma EduComex, desenvolvida pelo Sindasp, para capacitação de profissionais da área de comércio exterior. As inscrições começaram na última terça-feira (26/5) e seguem até 18 de junho.

Os resultados serão divulgados em 26 de junho. A plataforma EduComex reúne mais de 180 horas de aulas gravadas, abrangendo desde conteúdos introdutórios até tópicos avançados em comércio exterior, organizados em trilhas temáticas desenvolvidas por especialistas do setor. Ao final das capacitações, os participantes receberão certificado de conclusão reconhecido pelo mercado.

PRESENCIAL — Na modalidade presencial, estão disponíveis 420 vagas em parceria com o Senac, distribuídas entre os estados do Paraná, Pernambuco, Goiás, Pará, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.

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As inscrições seguem abertas para as turmas de Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Campinas (SP) e Uberlândia (MG), com início das aulas previsto para o mês de junho. Podem se candidatar pessoas negras (com acesso prioritário), a partir de 16 anos, com renda familiar de até dois salários mínimos por pessoa e que estejam cursando, no mínimo, o 2º ano do Ensino Médio.

No momento, as turmas de Paranaguá (PR), Recife (PE), Goiânia (GO) e Belém (PA) já iniciaram os cursos.

PROGRAMA — O Raízes Comex é uma iniciativa do MDIC voltada à promoção da inclusão racial no comércio exterior. Por meio de ações estruturadas de capacitação e mobilização empresarial, o programa busca reduzir desigualdades históricas e ampliar o acesso de pessoas negras a oportunidades no setor. O objetivo das parcerias com Senac e Sindasp é ampliar o alcance territorial das capacitações e o acesso de novos talentos ao comércio exterior.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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