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EDUCAÇÃO

Mulheres Mil: Mato Grosso do Sul tem cerca de 210 vagas de qualificação profissional

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Com início previsto para setembro de 2026, o programa Mulheres Mil oferta cerca de 210 vagas gratuitas em cursos de qualificação profissional no estado de Mato Grosso do Sul. As oportunidades são voltadas à educação profissional e tecnológica (EPT) e visam promover a inclusão produtiva e a autonomia das mulheres na região. 

No estado, as vagas estão distribuídas em cursos de formação inicial e continuada (FIC), todos na modalidade presencial, ofertados pelo Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) e pela Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso do Sul (MS-SEDUC): 

  • Agricultor Orgânico (carga horária de 200 horas): ofertado pelo IFMS em Coxim (38 vagas) e Três Lagoas (37 vagas). 
  • Copeiro (carga horária de 192 horas): ofertado pela MS-SEDUC em Campo Grande (20 vagas). 
  • Cuidador De Idoso: ofertado pelo IFMS em Aquidauana (38 vagas – 200h), Campo Grande (38 vagas – 200h) e Três Lagoas (38 vagas – 192h). 

Como se inscrever – Para conferir o detalhamento das oportunidades, os requisitos de participação e o processo seletivo, as candidatas devem acessar o Painel de Oportunidades do Pronatec e selecionar o filtro “Mulheres Mil”. Em seguida, precisam escolher o estado e o mês “Setembro”. As inscrições e a consulta aos editais de ingresso também podem ser realizadas diretamente junto às instituições de ensino ou em seus respectivos canais oficiais. 

Mulheres Mil – O programa Mulheres Mil atende mulheres maiores de 16 anos em situação de vulnerabilidade social, vítimas de violência, com baixa ou nenhuma escolaridade e é fomentado pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) 

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Fonte: Ministério da Educação

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EDUCAÇÃO

Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

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Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

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A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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EDUCAÇÃO

Guias orientam escolas para análise dos resultados do Ideb

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O Ministério da Educação (MEC) promoverá, entre 8 e 11 de setembro, uma mobilização nacional para apropriação dos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). A iniciativa, intitulada Dia D, busca garantir que as unidades de ensino separem um dia para realizar a leitura detalhada dos resultados da própria escola no Ideb, de forma a aprofundar as análises além da média geral. Para auxiliar na realização desse processo, a pasta disponibilizou, na página do Brasil Aprende+, quatro guias de apoio, cada um trazendo orientações específicas para redes de ensinogestorescoordenadores pedagógicos e professores

Os materiais buscam ressaltar a ideia de que, apesar dos avanços constatados no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) de 2025, redes e escolas crescem em ritmos diferentes. Dessa forma, o objetivo é reforçar a necessidade do fortalecimento do regime de colaboração para ampliar as oportunidades de ensino e reduzir as desigualdades.  

Os guias foram criados para serem utilizados como ponto de partida ou como complemento das estratégias estabelecidas pelas escolas, de maneira a subsidiar o planejamento e o redirecionamento de ações, com vistas à superação das defasagens de aprendizagem identificadas. Os dados encontrados no Dia D devem ser articulados com outros indicadores produzidos na própria escola, como os relatórios individuais e as avaliações internas, e com outros dados relacionados à redução de desigualdades, à promoção de equidade e de clima escolar positivo, além daqueles que as redes e comunidades escolares julgarem relevantes. 

A construção dos guias segue uma linha comum de raciocínio, com todos eles trazendo apresentação, explicação sobre o Dia D e seus objetivos, considerações sobre a importância de interpretar os dados, instruções de como construir o Dia D e informações sobre as responsabilidades compartilhadas. Além disso, cada um deles trará metodologias para as atividades particulares dos profissionais de educação, bem como orientações para o desenvolvimento dos planos de ação. 

Leia mais:  Regulação e supervisão do MEC não se aplicam a cursos livres

Brasil Aprende+ – Vinculado ao Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens, o Brasil Aprende+ é uma estratégia de mobilização nacional que reúne União, estados, municípios e o Distrito Federal para melhorar a aprendizagem dos estudantes do ensino fundamental. O objetivo é identificar os desafios de cada território, chegar às escolas e ajudar as redes na construção de respostas para melhorar a aprendizagem dos estudantes. Para tal, visa transformar os dados do Índice de Aprendizagem da Educação Básica (Ideb) de 2025 em ações concretas dentro das redes e das escolas a partir de 2026. 

A iniciativa tem como foco, na esfera dos cerca de 5,7 mil municípios avaliados, os 442 que apresentaram média inferior a 5 nos anos iniciais do ensino fundamental (sendo que 320 deles registraram crescimento no Ideb enquanto cerca de 120 apresentaram queda ou permaneceram estagnados). Considerando essa diversidade, o MEC não vai tratar o conjunto como uma situação única, mas trabalhar para compreender as diferentes trajetórias e necessidades de cada rede. A mobilização será desenvolvida em oito etapas, com atuação conjunta entre a pasta e as redes de ensino, desde a análise dos resultados até o acompanhamento das ações realizadas nas escolas. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB) 

Fonte: Ministério da Educação

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