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Ministério das Cidades e BNDES lançam estudo para orientar mobilidade urbana nas regiões metropolitanas

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O Ministério das Cidades e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançaram, nesta quarta-feira (1º), no Rio de Janeiro, o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU). Desenvolvido entre 2024 e 2026, o levantamento reúne diagnósticos, propostas e uma carteira de projetos para orientar a expansão e a qualificação do transporte público coletivo de média e alta capacidade nas 21 regiões metropolitanas mais populosas do Brasil.

A entrega final do estudo foi realizada na sede do BNDES, com a participação do ministro das Cidades, Vladimir Lima, do diretor de Planejamento e Relações Institucionais do BNDES, Nelson Barbosa, do secretário Nacional de Mobilidade Urbana, Marcos Daniel Souza dos Santos, e de representantes do Banco, de estados, municípios, especialistas e equipes técnicas envolvidas na elaboração do trabalho.

Para o ministro Vladimir Lima, o ENMU representa uma ferramenta estratégica para que o país avance em uma política nacional de mobilidade urbana de longo prazo, baseada em planejamento, dados e integração entre os entes federativos.

“O Estudo Nacional de Mobilidade Urbana ajuda o Brasil a olhar para esse desafio com planejamento, com dados, com visão de futuro e com compromisso com a vida real da população brasileira. É um trabalho que olha para os próximos 30 anos e ajuda a organizar uma visão nacional sobre os desafios da mobilidade urbana no Brasil”, afirmou.

O estudo aponta uma carteira de 187 projetos voltados à ampliação das redes de transporte público coletivo de média e alta capacidade, com mais de 3 mil quilômetros de sistemas como metrôs, BRTs, trens e VLTs. A estimativa é que a carteira possa viabilizar investimentos da ordem de R$ 430 bilhões nos próximos 20 anos.

Segundo o ministro, o tema vai além da infraestrutura física e tem impacto direto na vida cotidiana da população. “Quando falamos de mobilidade urbana, pensamos em ônibus, trilhos, corredores, estações e terminais. Mas também estamos falando do tempo da vida das pessoas. Essa é uma preocupação do Governo do Brasil”, destacou. “Melhorar a mobilidade é devolver tempo às pessoas.”

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O ENMU considera projeções populacionais e de demanda em um horizonte de 30 anos e reúne, entre seus produtos, diagnóstico dos sistemas de transporte, proposição de redes estruturais, banco de projetos, mapas, sistema de informações georreferenciadas e insumos para a construção de uma Estratégia Nacional de Mobilidade Urbana.

Durante o evento, também foi lançado o portal Mobilidade Brasil, que consolida informações do estudo e permite consultar dados e projetos por região metropolitana. A ferramenta deve apoiar estados, municípios e demais parceiros na estruturação de projetos e na tomada de decisão sobre investimentos em transporte público.

O estudo também aponta benefícios sociais, ambientais e econômicos associados à implantação da carteira de projetos. Entre os impactos estimados estão redução no tempo médio de deslocamento, diminuição do custo das viagens, redução de emissões de gases de efeito estufa, prevenção de vítimas no trânsito e geração de empregos ao longo da cadeia produtiva.

Para o ministro das Cidades, a entrega do ENMU conclui uma etapa de diagnóstico e planejamento, mas abre uma nova fase de estruturação de projetos, captação de recursos e cooperação federativa. “A partir daqui, temos que transformar diagnóstico em projeto, projeto em investimento, investimento em obra, e obra em serviço de qualidade para a população”, afirmou.

Ciclo de projetos

O secretário Nacional de Mobilidade Urbana, Marcos Daniel Souza do Santos, participou do lançamento do ENMU e do bloco dedicado ao primeiro ciclo de projetos. Em sua fala, ele destacou que o estudo representa uma resposta concreta à necessidade de coordenação da Política Nacional Mobilidade Urbana e do Marco Legal do Transporte Público.

Marcos Daniel defendeu que a governança metropolitana precisa se traduzir em benefícios perceptíveis para o usuário, especialmente por meio da integração dos sistemas, da bilhetagem e de políticas tarifárias mais coordenadas. “Na visão do usuário, é aí que vai aparecer o resultado da governança metropolitana. A pessoa quer chegar ao seu destino. Ela não sabe quem é o responsável, mas precisa chegar da forma mais rápida e eficiente. É isso que a gente tem que entregar”, afirmou.

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O secretário também apontou dois caminhos de atuação para o Ministério das Cidades a partir do estudo: a estruturação de uma plataforma nacional de dados para induzir a gestão integrada e a formação de quadros técnicos locais em estados, municípios e regiões metropolitanas. Segundo ele, a transformação da mobilidade urbana exige informação qualificada, capacidade institucional e equipes permanentes preparadas para estruturar projetos, contratos e arranjos de governança. “A gente precisa investir nesses quadros, investir nas estruturas e nas secretarias de mobilidade locais, com força para debater tanto os projetos quanto essa estrutura de governança”, disse.

Assessoria Especial de Comunicação Social do Ministério das Cidades
Atendimento à Imprensa
Telefone: (61) 2034-4282
E-mail: [email protected]

Fonte: Ministério das Cidades

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DEFESO ELEITORAL 2026

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Em razão do período de defeso eleitoral, algumas páginas e conteúdos do site do Ministério de Minas e Energia (MME) serão temporariamente alterados, ocultados ou terão atualização suspensa, em conformidade com a legislação eleitoral vigente.
As publicações e atualizações serão retomadas gradualmente após o encerramento do período de restrições legais.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]

Fonte: Ministério de Minas e Energia

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BRASIL

Luz do Povo amplia inclusão energética e beneficia mais de 78 milhões de brasileiros

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Criado com intuito de fortalecer o combate à pobreza energética e reduzir o peso da conta de energia no orçamento das famílias de baixa renda, o programa Luz do Povo consolidou uma nova etapa da política de inclusão energética no Brasil. A iniciativa já beneficia cerca de 78,3 milhões de consumidores, alcançando aproximadamente 20,6 milhões de famílias em todo o país.

“O Luz do Povo é uma política pública que leva dignidade, justiça social e segurança para milhões de famílias brasileiras. Ao reduzir o peso da conta de luz no orçamento doméstico, garantimos que os recursos das famílias de menor renda possam ser destinados a outras necessidades, como alimentação, saúde e educação. O Governo do Brasil segue fortalecendo o combate à pobreza energética e assegurando que a energia elétrica cumpra seu papel de promover desenvolvimento, inclusão e qualidade de vida em todo o país”, afirma o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

Lançado em julho de 2025, o programa garante gratuidade no consumo de até 80 kWh/mês às famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) e que atendem aos critérios estabelecidos. A partir de 2026, a iniciativa foi ampliada com a criação do Desconto Social, que isenta a cobrança da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) para famílias com renda per capita entre meio e um salário-mínimo e consumo de até 120 kWh/mês.

Estima-se que aproximadamente 4,2 milhões de unidades consumidoras passaram a ser beneficiadas pelo Desconto Social, somadas às cerca de 16,4 milhões de unidades já contempladas pela Tarifa Social.

O fortalecimento do programa também se reflete nos recursos destinados à política. Financiada pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), a Tarifa Social de Energia Elétrica conta com orçamento de R$ 10,4 bilhões em 2026. No segundo semestre de 2025, primeiro período de vigência do Luz do Povo, os desembolsos destinados ao benefício chegaram a aproximadamente R$ 5 bilhões, crescimento superior a 52% em relação aos seis meses anteriores.

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Energia elétrica leva mais desenvolvimento à população

Além da ampliação dos benefícios, o Luz do Povo avançou na identificação e inclusão de famílias elegíveis. Para isso, foram realizadas ações de comunicação digital por meio de mensagens enviadas pelo WhatsApp e pela caixa postal do Gov.br. A iniciativa alcançou beneficiários já contemplados, famílias que atendem aos critérios para receber a Tarifa Social e cidadãos aptos ao novo Desconto Social, reforçando a importância da atualização cadastral no CadÚnico para garantir o acesso automático aos benefícios.

Com a modernização dos mecanismos de atendimento e a ampliação do público contemplado, o programa Luz do Povo consolidou uma nova etapa das políticas voltadas à inclusão energética, ampliando o acesso aos descontos na conta de energia elétrica e fortalecendo a proteção às famílias de menor renda em todo o país.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]

Fonte: Ministério de Minas e Energia

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