O que começou com a venda de doces caseiros para complementar a renda da família se transformou em um dos mais conhecidos empreendimentos de turismo rural de Mato Grosso. No Assentamento São Francisco, em Jaciara, a agricultora familiar Maria Leni de Oliveira encontrou no empreendedorismo uma forma de permanecer no campo, gerar renda e reunir toda a família em torno de um mesmo propósito.
Proprietária do Vale do Chico, ela abriu as portas da propriedade para receber visitantes em busca de contato com a natureza, tranquilidade e experiências únicas. O local é conhecido pelos ofurôs naturais, trilhas ecológicas, cachoeiras e pelo encontro das águas do Córrego Buriti com o Rio Fortaleza, que chama a atenção pelas diferentes cores e temperaturas das águas.
Hoje, o empreendimento recebe turistas de diversas regiões do Brasil e também de outros países. Entre os visitantes que já conheceram o Vale do Chico estão grupos da Coreia do Sul, da Tailândia e de outras nacionalidades, atraídos pelas belezas naturais e pela experiência de vivenciar o turismo rural em uma propriedade da agricultura familiar.
A história começou em 2016, quando os filhos de Maria Leni adquiriram a propriedade. Na época, ela trabalhava com costura e buscava uma forma de complementar a renda, já que no sítio pequeno nem sempre garantia o sustento da família.
“Como a renda do sítio pequeno é mais difícil, comecei a fazer doces caseiros para vender. As vendas foram aumentando e, junto com elas, surgiu a oportunidade do turismo rural. Com o apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), da Empaer, por meio das orientações do extensionista Geraldo Donizete, e do financiamento da Desenvolve MT, conseguimos ampliar nossa estrutura e transformar esse sonho em realidade”, relembra.
Em março de 2023 o sonho passou a ser realidade. O crescimento ocorreu de forma planejada. Com assistência técnica e acesso ao crédito, foram construídas novas estruturas para receber os visitantes. O empreendimento também recebeu orientações para adequação ambiental, implantação de acessos e obtenção das licenças necessárias, garantindo segurança aos turistas e preservação dos recursos naturais.
“Antes era um espaço muito pequeno. Recebíamos os turistas e também morávamos ali. Com os projetos e o financiamento conseguimos construir nosso salão e melhorar toda a estrutura. Hoje trabalhamos em família. Meus filhos, minha nora e meu genro ajudam no atendimento. É um empreendimento de família para receber famílias.”
O Vale do Chico oferece diferentes modalidades de visitação. No sistema Day Use, os visitantes desfrutam de café da manhã, trilhas, banhos de cachoeira e almoço. Há também a opção de camping, em que os turistas passam a noite na propriedade, com estrutura para barracas, inclusive para locação, e passeios programados no dia seguinte.
O turismo rural representou uma mudança de vida para Maria Leni. Quando decidiu deixar a cidade para viver no sítio, seu marido já enfrentava problemas de saúde e a aposentadoria não era suficiente para manter a família. Filha da agricultura familiar, ela enxergou na propriedade uma oportunidade para recomeçar.
“Eu queria muito que isso desse certo. Sou da agricultura familiar e sempre sonhei em viver no campo. Quando surgiu a oportunidade do turismo rural, agarrei com todas as forças. Passamos por muitas dificuldades, mas hoje conseguimos gerar renda para toda a família.”
Além de proporcionar uma experiência em meio à natureza, o Vale do Chico foi idealizado para ser um espaço de contemplação e descanso. Por isso, caixas de som não são permitidas e todos os visitantes recebem previamente orientações sobre as regras de convivência.
“Aqui produzimos paz, literalmente. Não temos som. Quem vem procura descanso, tranquilidade e contato com a natureza. Queremos que as pessoas contemplem esse ambiente e entendam a importância de preservar.”
A preservação ambiental é um dos pilares do empreendimento. A propriedade possui licenciamento ambiental, segue as normas sanitárias e adota práticas sustentáveis, como reciclagem e destinação correta dos resíduos produzidos.
“Nós aprendemos que é preciso cuidar da natureza para que ela continue cuidando da gente. Fazemos a separação dos resíduos, encaminhamos os recicláveis para coleta em Jaciara e destinamos corretamente o lixo orgânico. Quem visita nosso espaço também participa desse compromisso.”
Orgulhosa da trajetória construída ao lado da família, Maria Leni resume o significado do empreendimento. “Com apoio do Governo do Estado, sou uma mulher que vive da agricultura familiar, do turismo rural e tenho sucesso com isso. Nosso sonho virou realidade e hoje conseguimos gerar renda, preservar a natureza e proporcionar uma experiência única para quem nos visita.”
A Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) concluiu, nos dias 26 e 27 de junho, a etapa presencial do Doutorado em Direito, ofertado pela Faculdade Autônoma de Direito de São Paulo (Fadisp), em parceria com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) e o Ministério Público Estadual.
O encerramento das disciplinas marca o início de uma nova fase do programa, dedicada à pesquisa acadêmica e à elaboração das teses pelos doutorandos. Ao todo, 18 magistrados(as) integram a turma do curso de pós-graduação stricto sensu.
As últimas atividades presenciais foram compostas pelos módulos “Seminário de Pesquisa em Ciência do Direito”, ministrado pela professora doutora Cíntia Brunetta, e “Função Social dos Institutos de Direito Público”, conduzido pelo professor doutor Rafael Soares da Fonseca.
Com o encerramento das disciplinas, os doutorandos passam agora a se dedicar integralmente à elaboração de suas pesquisas. Conforme previsto no edital do programa, a conclusão do curso depende da integralização de 55 créditos, distribuídos entre disciplinas, estágio docente (agendado para novembro de 2026, em São Paulo), publicações acadêmicas, atividades complementares, orientação e defesa da tese.
De acordo com a assessora pedagógica da Esmagis-MT, Polyana Olini, os prazos já estão definidos para as próximas etapas. A fase de qualificação das teses deverá ser concluída até 30 de setembro de 2028, enquanto as defesas finais devem ocorrer até 30 de novembro de 2028. Iniciado no final de 2024, o curso tem duração mínima de 36 meses e máxima de 48 meses, sem possibilidade de prorrogação.
Para os magistrados participantes, o doutorado tem se destacado pela profundidade dos conteúdos e pela troca de experiências entre diferentes instituições do sistema de justiça.
O juiz Bruno D’Oliveira Marques avalia que o programa contribui diretamente para a qualidade da atuação jurisdicional. “O doutorado foi uma oportunidade de aprendizado enriquecedora. O modelo interinstitucional possibilita, além do aprofundamento acadêmico, uma troca de experiências que certamente refletirá na qualificação das decisões judiciais e na melhoria da prestação jurisdicional”, afirmou.
No mesmo sentido, o juiz Ramon Fagundes Botelho destacou a relevância dos temas abordados e a qualidade do corpo docente. “Tivemos aulas com professores de renome nacional e temas extremamente relevantes, como teoria do direito, judicialização da política e da saúde e instituições constitucionais. O curso fortalece a atuação jurisdicional e incentiva a produção de pesquisas com potencial de aplicação prática”, pontuou.
Segundo ele, o caráter interinstitucional do programa também amplia o intercâmbio entre os participantes. “Além da troca com professores de excelência, há um diálogo muito enriquecedor entre magistrados, membros do Ministério Público e do Tribunal de Contas, o que contribui para a construção de soluções mais completas para os desafios do sistema de justiça”, completou.
“A temática do doutorado também, por si só, é relevantíssima para atuação jurisdicional, porque afeta a função social da justiça e das instituições constitucionais. Então, tem tudo a ver com a nossa atuação e vai engrandecer ainda mais a nossa atuação jurisdicional. Tem teses muito legais dos colegas, quase todas elas buscando a originalidade, conseguindo o que futuramente vai servir para aplicação prática na nossa área. Do meu ponto de vista, como juiz de direito, ajudou muito e tem ajudado a fortalecer a minha atuação e aprofundar as pesquisas acadêmicas, trazendo novas ideias originais para aplicação e melhoria da nossa atuação no Poder Judiciário, que é o, em essência, o doutorado busca.”
Participam do programa os magistrados Agamenon Alcântara Moreno Júnior, Alex Nunes de Figueiredo, Alethea Assunção Santos, Ana Cristina Silva Mendes, Antônio Fábio da Silva Marquezini, Bruno D’Oliveira Marques, Caio Almeida Neves Martins, Cássio Luis Furim, Fabio Petengill, Gabriela Carina Knaul de Albuquerque e Silva, Gonçalo Antunes de Barros Neto, Helena Maria Bezerra Ramos, Jamilson Haddad Campos, Jeverson Luiz Quintieri, Luís Aparecido Bortolussi Júnior, Márcio Vidal, Ramon Fagundes Botelho e Serly Marcondes Alves.
Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.
As obras de implantação da infraestrutura do Sistema BRT seguem em andamento com a execução de acabamentos. Para a próxima semana, está prevista a construção de calçadas e meios-fios, a sinalização e a finalização do asfalto em alguns trechos.
Entre o viaduto da Sefaz e o prédio da Defensoria Pública, está programada a finalização do asfalto em frente ao SBT, em frente à Sefaz e na esquina em frente à Receita Federal. Além disso, serão concluídas a sinalização, além da execução de meios-fios, sarjetas e calçadas.
Já entre o CREA e a Praça Ipiranga serão feitos meios-fios, calçadas, sinalização e instalação de equipamentos para a operação do Sistema BRT. No trecho da Praça Ipiranga até a Avenida XV de Novembro também está previsto o reparo de um ponto do asfalto.
Na Prainha e na Avenida XV de Novembro, os trabalhos serão na sinalização, tanto na pista quanto na instalação de placas de sinalização.
O Consórcio também trabalha na implantação da ligação entre o Aeroporto e o novo terminal de Várzea Grande. Para a próxima semana, está prevista a terraplanagem e o início da pavimentação.
Também estão em andamento as obras de construção das estações do sistema em todo o trajeto, o que pode provocar interdições pontuais de faixas próximas ao canteiro central para a operação de máquinas.
Complexo Leblon
As obras do Complexo Leblon também seguem em andamento com a terraplanagem e a pavimentação da Rua Boa Vista e a execução dos muros de contenção da trincheira da Rua Boa Vista.
Já em frente à Todimo, estão sendo executadas escavações para as contenções e trabalhos na estrutura do viaduto da Rua Trigo de Loureiro.