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SAÚDE

Brasil fortalece cooperação com Moçambique e reforça compromisso com a formação de profissionais para sistemas públicos de saúde

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O Brasil e Moçambique deram mais um passo no fortalecimento da cooperação bilateral em saúde com a inauguração, nesta segunda-feira (13), em Maputo, da primeira Escola de Saúde Pública de Moçambique, iniciativa que amplia a formação de profissionais, a produção de conhecimento e a capacidade de resposta dos sistemas públicos de saúde diante dos desafios contemporâneos. 

A agenda integra a parceria histórica entre os dois países e dá continuidade ao diálogo bilateral intensificado durante a celebração dos 50 anos das relações diplomáticas entre Brasil e Moçambique. A cooperação na área da saúde é uma das prioridades dessa relação, baseada no intercâmbio técnico, científico e institucional. 

A nova Escola totalmente digitalizada representa um marco para a formação de recursos humanos em saúde nos países africanos de língua portuguesa e reforça o entendimento compartilhado de que sistemas públicos de saúde se fortalecem por meio de investimentos permanentes em ensino, pesquisa, inovação e qualificação da gestão. “Inovação sem acesso não deve ser chamada de inovação, mas de injustiça”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.  

Durante a cerimônia, o ministro do Brasil, destacou que os sistemas de saúde enfrentam desafios globais que exigem respostas cada vez mais integradas e baseadas em evidências. Entre eles estão os impactos das mudanças climáticas sobre a saúde, o envelhecimento da população e a necessidade de ampliar o acesso a medicamentos, vacinas, diagnósticos e novas tecnologias. “A cooperação entre Brasil e Moçambique demonstra que o fortalecimento dos sistemas públicos de saúde passa pela formação de profissionais qualificados e pela troca de conhecimentos entre países que compartilham desafios e soluções”, destacou Padilha.

Moçambique
Foto: Rafael Nascimento/MS

Nesse contexto, a formação de profissionais torna-se estratégica para preparar médicos, enfermeiros, farmacêuticos, nutricionistas, gestores, pesquisadores e demais trabalhadores da saúde para responder às transformações demográficas, ambientais e tecnológicas, reduzindo desigualdades e fortalecendo os sistemas públicos. 

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O Brasil também colocou que tem atuado para fortalecer esses temas na agenda internacional da saúde. Entre as iniciativas estão o Plano de Ação em Saúde de Belém, voltado à adaptação e à resiliência dos sistemas de saúde frente às mudanças climáticas; a Coalizão Global para Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Equitativo, lançada durante a presidência brasileira do G20, que busca ampliar a capacidade de pesquisa, desenvolvimento, produção e acesso a tecnologias em saúde nos países em desenvolvimento; e a Parceria para a Eliminação de Doenças Socialmente Determinadas, no âmbito dos BRICS, voltada ao enfrentamento das desigualdades que impactam as condições de saúde das populações. 

Ao celebrar o lançamento da primeira Escola de Saúde Pública de Moçambique, o ministro da Saúde do país, Ussene Isse, classificou a iniciativa como “um dia histórico ” e a realização de “um sonho de 18 anos “. Destacou que a escola é totalmente digitalizada, utiliza tecnologia de ponta e representa um marco para a formação de profissionais de saúde no país. 

Isse agradeceu ao Brasil, ao ministro Alexandre Padilha e à Fiocruz pelo apoio à criação da escola, ressaltando que a parceria contribui para o fortalecimento do capital humano e do sistema de saúde moçambicano. 

O ministro afirmou ainda que a nova instituição fortalecerá a resposta aos desafios da saúde pública, impulsionará a inovação e a transformação digital e contribuirá para um sistema de saúde “mais robusto, mais equitativo e mais justo”. Segundo ele, a escola também consolida Moçambique como referência na formação em saúde pública para os países africanos de língua portuguesa. 

A cooperação entre a Fundação Oswaldo Cruz Fiocruz e o Instituto Nacional de Saúde de Moçambique constitui um dos pilares da Escola Pública de Saúde. Ao falar sobre a nova escola, o presidente da Fiocruz, Mário Moreira, ressaltou o caráter inovador da iniciativa e seu potencial para fortalecer a cooperação entre Brasil, Moçambique e os demais países de língua portuguesa. Segundo ele, a escola “já nasce moderna, contemporânea, antenada com os grandes desafios da saúde pública”, apoiando-se em tecnologias digitais para ampliar sua capacidade de atuação. 

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Moreira destacou ainda que a parceria entre os dois países vai além da cooperação técnica. ” Essa cooperação com Moçambique, para além de uma cooperação técnica, é uma cooperação para o desenvolvimento mútuo de ambos os países. Nós acreditamos firmemente que esse tipo de cooperação é estruturante para o desenvolvimento dos países, numa perspectiva de justiça social, que permita às pessoas terem acesso à melhor saúde possível “, afirmou. 

Regina Xeyla
Ministério da Saúde  

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Contratualização no SUS e os desafios da gestão municipal são debatidos durante o Conasems

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O financiamento da saúde, os modelos de contratação e os principais desafios da gestão municipal estiveram no centro do seminário “Contratualização no SUS: planejamento, instrumentos jurídicos e desafios da gestão municipal”, realizado na manhã desta terça-feira (14), durante o Congresso do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), em Porto Alegre. O debate reuniu representantes da gestão pública e especialistas para discutir a contratualização como ferramenta essencial para a organização das redes de atenção à saúde e para a execução das políticas públicas nos territórios. 

Representando o Ministério da Saúde, o secretário adjunto de Atenção Especializada à Saúde, Carlos Amilcar Salgado, destacou a necessidade de um planejamento claro para a contratualização e chamou a atenção para os desafios relacionados ao financiamento do sistema, especialmente diante dos custos da atenção especializada. “Precisamos, antes de tudo, ter clareza sobre o que se pretende contratar. A contratualização começa pelo planejamento, pela identificação das necessidades da rede e pela definição dos resultados que se espera alcançar”, afirmou.

O Ministério da Saúde prevê que o financiamento será uma questão central para o SUS nos próximos anos. Será necessário construir soluções para garantir a sustentabilidade e a ampliação do acesso.

Seminário debate “Atenção Especializada e a Integralidade na RAS”

Durante o seminário “Atenção Especializada e a Integralidade na RAS”, realizado na tarde desta terça-feira (14), o Ministério da Saúde abordou como o planejamento, o financiamento e a governança fortalecem o cuidado integral no SUS.

Para os técnicos do Ministério, a Atenção Especializada não pode ser vista como uma série de serviços isolados, e sim como um componente estratégico na rede que precisa estar articulado com a Atenção Primária. A integralidade é considerada um eixo estruturante, com a APS coordenando o cuidado, tendo a Atenção Especializada como apoio técnico que amplia a capacidade resolutiva e garante a continuidade assistencial. Além dessa integração, a organização da jornada do usuário também é fundamental para garantir atendimento no tempo certo e evitar desperdícios.

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Vigilância epidemiológica

No painel “O papel da vigilância em saúde na redução da mortalidade nos territórios”, o debate técnico destacou a importância do uso de informações epidemiológicas para orientar o planejamento das ações de saúde e apoiar a redução de mortes evitáveis. Entre os temas abordados estiveram o monitoramento das doenças e dos agravos não transmissíveis, das violências e dos acidentes, a qualificação dos sistemas de informação e a integração entre vigilância, Atenção Primária e demais políticas públicas. Também foram apresentadas experiências desenvolvidas por estados e municípios para fortalecer a promoção da saúde, a prevenção e a vigilância nos territórios.

A organização regional da imunização no Sistema Único de Saúde (SUS) e as estratégias voltadas à ampliação e qualificação das coberturas vacinais também estiveram em debate durante a programação técnica do 39º Congresso do Conasems. O painel abordou temas como planejamento territorial, monitoramento de indicadores e organização das ações de vacinação, com destaque para o microplanejamento como instrumento de apoio à definição de estratégias adaptadas às diferentes realidades dos municípios.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Ministério da Saúde apresenta estratégia sobre Rede Nacional de Dados em Saúde

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O Ministério da Saúde apresentou nesta terça-feira (14), a estratégia de federalização da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS). A iniciativa conclui a etapa de articulação com os estados e passa para a municipalização, ampliando o acesso dos gestores locais às informações de saúde produzidas em seus territórios. A CIT ocorreu em Porto Alegre/RS, durante o 39º Congresso do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS).

A proposta cria condições técnicas para o uso qualificado desses dados por estados e municípios, apoiando o planejamento, o monitoramento, a avaliação de políticas públicas e a tomada de decisão no Sistema Único de Saúde (SUS).

“A federalização consolida a RNDS como uma infraestrutura pública nacional de interoperabilidade, capaz de conectar União, estados e municípios de forma segura, integrada e descentralizada. Essa estratégia amplia a capacidade do SUS de utilizar os dados como instrumento para qualificar a atenção à saúde, fortalecer a tomada de decisão e promover uma gestão mais eficiente e integrada em todo o território nacional”, explica Ana Estela Haddad, secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde.

Da etapa estadual à municipalização

A primeira fase da estratégia mobilizou as 27 unidades da Federação em um processo estruturado de oficinas, reuniões técnicas, agendas bilaterais e acompanhamento contínuo. Como resultado, todos os estados receberam credenciais de acesso à RNDS, realizaram diagnósticos sobre infraestrutura e maturidade no uso de dados e elaboraram planos estaduais de trabalho para orientar a implementação da iniciativa.

Com essa base consolidada, o Ministério da Saúde inicia agora a municipalização da estratégia, organizada em três ciclos progressivos. O primeiro será voltado às capitais, sob coordenação direta do Ministério da Saúde e com apoio das Secretarias Estaduais de Saúde. Na sequência, a iniciativa será expandida para municípios estratégicos, com liderança dos estados e acompanhamento técnico do Ministério. O terceiro ciclo prevê a universalização da estratégia, alcançando todos os municípios brasileiros e consolidando o uso qualificado das informações da RNDS em todo o território nacional.

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Capacitação

A nova etapa será acompanhada por um seminário de mobilização, pela abertura oficial das atividades e pelo início das oficinas de capacitação ainda neste ano. A ação reforça o compromisso do Ministério da Saúde com a transformação digital do SUS e com uma gestão cada vez mais orientada por dados, evidências e cooperação entre União, estados e municípios.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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