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SAÚDE

Ministério da Saúde destaca políticas de inovação durante a BIO International Convention, nos Estados Unidos

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A corrida global pela inovação e o futuro da medicina atraiu mais de 21 mil cientistas, investidores e líderes de dezenas de nações para San Diego, nos Estados Unidos, durante a BIO International Convention 2026, realizada entre os dias 22 e 25 de junho. A convenção reuniu especialistas para debater os avanços em biotecnologia e novas soluções para a área da saúde.

A programação contou com espaços de debates, reuniões bilaterais, visitas técnicas e painéis temáticos. O Ministério da Saúde foi representado pelo secretário-adjunto da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE), Eduardo Jorge Valadares Oliveira, que levou para o evento temas prioritários da agenda pública como a estruturação do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, o papel das Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) e a criação de programas estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo Eduardo Jorge, experiências recentes, como a pandemia de Covid-19, evidenciaram a importância da produção nacional e da autonomia tecnológica. “Trabalhamos muito nos últimos anos com projetos de transferência de tecnologia. É isso que vai transformar o conhecimento adquirido em descobertas originais e em novos produtos disponibilizados à população brasileira”, afirmou.

O Brasil no cenário da inovação

No espaço do XI Summit Brasil, durante o Painel “Ambiente Regulatório e Político em Evolução: Celeridade, Inovação e Competitividade no Brasil”, o debate foi sobre os rumos da saúde e reuniu lideranças dos setores público e privado. O secretário-adjunto da SCTIE chamou atenção para desafios transnacionais e que impactam diretamente o SUS como o aumento dos gastos com medicamentos de alto custo, os tratamentos para doenças raras e ultrarraras e a velocidade das transformações tecnológicas.

 Assim, para fortalecer a indústria brasileira, aumentar a concorrência e diminuir os custos, o governo tem investido em programas estratégicos. Entre os exemplos, Eduardo Jorge destacou que o Ministério está implantando a inovação radical em saúde, com foco em soluções capazes de reduzir vulnerabilidades e fortalecer a soberania tecnológica nacional. “Inovação deve ser entendida como algo que chega ao paciente e gera impacto concreto na sociedade, como a ampliação do acesso, a geração de empregos e o fortalecimento da saúde pública. Inovação é tecnologia que transforma”, ressaltou.

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Investimento em saúde

Durante participação brasileira no painel “Financing Innovation Access in Diverse Economies”, realizado no âmbito do B20, o Ministério da Saúde destacou que o Brasil está trabalhando em várias frentes para garantir o acesso equitativo às inovações em um dos maiores sistemas públicos universais de saúde do mundo – o SUS. O secretário-adjunto da SCTIE ressaltou que o país vem ampliando a compreensão de que a saúde não deve ser vista como despesa social, mas como um vetor estratégico de desenvolvimento econômico, capaz de impulsionar a produtividade e fortalecer cadeias produtivas essenciais para a soberania nacional.

“O Brasil tem buscado mudar a visão de como encaramos o investimento em saúde. Acreditamos nos benefícios econômicos, como o aumento da produtividade da força de trabalho e das cadeias de valor de setores estratégicos. Por exemplo: um terço de todos os trabalhadores qualificados estão atuando no setor saúde; 25% de todos os investimentos em pesquisa e desenvolvimento estão relacionados a tecnologias de saúde” relatou.

Orçamento, regulação e incorporação

Na mesa-redonda “Brazil Roundtable on Biotechnology Collaboration”, o debate abordou os desafios da incorporação de novas tecnologias e da ampliação do acesso a medicamentos no SUS, sem comprometer o ritmo das inovações. Entre as regras que direcionam esse processo está uma orientação do Tribunal de Contas da União (TCU), instruindo que novos produtos só podem ser incluídos no sistema mediante a existência de orçamento previamente aprovado, em conformidade com a Lei de Responsabilidade Fiscal. A medida fortalece o diálogo entre o Ministério da Saúde e o Congresso Nacional, responsável pela definição do orçamento federal, e incentiva a criação de rubricas específicas para essas incorporações. Além de ampliar a transparência sobre a origem dos recursos destinados aos novos tratamentos, a iniciativa oferece maior previsibilidade às empresas que investem em tecnologias para a saúde e contribui para a sustentabilidade financeira do SUS.

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Janine Russczyk
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Governo do Brasil amplia investimentos na saúde da Bahia com pacote de mais de R$ 500 milhões

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciam, nesta quarta-feira (1º), mais de R$ 500 milhões em investimentos para fortalecer a saúde na Bahia. O pacote inclui a inauguração do novo Hospital Estadual Litoral Norte, em Alagoinhas; a entrega de uma policlínica, em Camaçari; e a distribuição de 256 veículos do programa Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde. As ações integram um conjunto de investimentos do Governo do Brasil em todo o Nordeste, destinados à ampliação e à qualificação do Sistema Único de Saúde (SUS).

“Vir à Bahia para inaugurar mais um hospital é a demonstração de que podemos garantir melhores condições de vida para o nosso povo. O Brasil é o único país do mundo com mais de 100 milhões de habitantes que conta com um Sistema Único de Saúde universal. Fico feliz porque cada baiano e cada baiana, independentemente de quem sejam, terão acesso a um atendimento de qualidade”, reiterou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Com capacidade para 190 leitos destinados a atendimentos clínicos, cirúrgicos, pediátricos e obstétricos, o Hospital Estadual Litoral Norte, em Alagoinhas, é o primeiro do estado financiado pelo Novo PAC Saúde, com investimento de R$ 76 milhões, e beneficiará 544 mil habitantes de 18 municípios baianos. A nova estrutura fortalece a rede pública de saúde com o objetivo de reduzir o vazio assistencial e o déficit de serviços de média e alta complexidade na região.

“Estamos construindo a maior rede pública de diagnóstico e tratamento do câncer do mundo. Quando se trata de cuidar de quem mais precisa, o nosso compromisso é oferecer o que há de melhor. Este hospital tem um papel fundamental nesse esforço, ampliando o acesso da população a um atendimento especializado. É um cuidado com qualidade, responsabilidade e, acima de tudo, de forma gratuita pelo SUS”, disse o ministro Padilha.

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Para garantir o funcionamento da unidade, o Ministério da Saúde destinará R$ 92,4 milhões anuais ao custeio dos serviços hospitalares, por meio do Teto de Média e Alta Complexidade (MAC). Além disso, o estado da Bahia receberá um incremento de R$ 1,5 milhão por mês no Teto MAC Estadual, totalizando R$ 18 milhões por ano para ampliar a oferta de atendimentos especializados.

Na agenda, o ministro Padilha também assinou a adesão de três instituições baianas, sendo duas privadas e uma filantrópica, à modalidade de crédito financeiro do programa Agora Tem Especialistas. Com adesão de cerca de R$ 30 milhões, o Hospital SIM, em Irecê, o Hospital de Olhos Beira Rio, em Itabuna, e as Obras Sociais Irmã Dulce, em Salvador, realizarão consultas, exames e cirurgias para pacientes do SUS em troca de abatimento de impostos.

Novos veículos para o cuidado de pacientes do SUS

Com foco na ampliação do acesso aos serviços de saúde e na garantia de mais agilidade no atendimento, foram entregues 256 veículos do programa Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde para a Bahia. Os investimentos somam mais de R$ 118,7 milhões e beneficiarão mais de 150 municípios.

Do total, 180 veículos, entre vans e micro-ônibus, vão assegurar o transporte adequado e seguro de pacientes que precisam se deslocar para atendimentos em outros municípios, reduzindo as barreiras de acesso. Além disso, foram entregues 58 Unidades Odontológicas Móveis para fortalecer a Atenção Primária à Saúde e ampliar a oferta de serviços de saúde bucal em áreas mais remotas, além de 18 ambulâncias do SAMU 192, que reforçarão a capacidade de resposta às urgências e emergências no estado.

Primeira policlínica 100% Novo PAC Saúde do Brasil é entregue em Camaçari

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Em Camaçari, o ministro visitou a nova Policlínica Regional, a primeira do país construída com projeto arquitetônico e investimentos integralmente financiados pelo Novo PAC Saúde. Ao todo, foram investidos R$ 17 milhões para a obra e quase R$ 13 milhões na aquisição de equipamentos. Serão beneficiados cerca de 637 mil habitantes de seis municípios da região, com a oferta de consultas em mais de 20 especialidades médicas, além de exames e procedimentos diagnósticos, como tomografia computadorizada, mamografia e colonoscopia.

A unidade representa uma iniciativa inovadora que amplia a capacidade de planejamento e execução de obras em todo o país. A estratégia utiliza modelos de infraestrutura para acelerar a implantação de equipamentos públicos de saúde, reduzir prazos e garantir que a população tenha acesso aos serviços em menos tempo.

AdaptaSUS: estruturas para monitoramento e gestão de emergências

Em Salvador (BA), o ministro da Saúde inaugurou os Centros de Informação em Saúde e Clima (CISC), iniciativa que será ampliada para outras sete cidades: Belo Horizonte (MG), Belém (PA), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Porto Alegre (RS) e Santarém (PA). As unidades vão integrar dados epidemiológicos, demográficos, socioeconômicos e climáticos para monitorar riscos em tempo real, emitir alertas precoces e subsidiar decisões estratégicas, com foco na proteção das populações mais vulneráveis.

O investimento total é de R$ 9 milhões, dos quais R$ 2,5 milhões serão destinados à aquisição de equipamentos e mobiliário, e R$ 6,5 milhões ao custeio das equipes pelos próximos 24 meses.

Ainda na capital do estado, foi inaugura a primeira Base Regional Nordeste da Força Nacional do SUS (FN-SUS). A estrutura integra o processo de regionalização das operações da Força Nacional e atuará de forma permanente na articulação, preparação e resposta a emergências em saúde, em coordenação com as redes locais e com a Central da FN-SUS, em Brasília. A unidade ampliará a capacidade de resposta do SUS a eventos extremos, como desastres socioambientais, epidemias e impactos do El Niño.

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Avanço na retomada de obras da saúde com novos investimentos do PAC

Também foi anunciada a retomada de 12 obras na área da saúde em 11 municípios baianos, além do ressarcimento de outras 22 estruturas já concluídas. Ao todo, o Governo do Brasil investirá mais de R$ 14,7 milhões, por meio do Pacto Nacional pela Retomada de Obras da Saúde. A iniciativa contribuirá para ampliar o acesso aos serviços de saúde e fortalecer a infraestrutura do SUS.

Veja como o Agora Tem Especialistas amplia o acesso a consultas, exames e cirurgias no SUS

Rafaelle Pereira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Ministério da Saúde e governo do Espírito Santo fortalecem vigilância das doenças preveníveis por vacina

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O Ministério da Saúde (MS), em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo (Sesa), realizou na segunda (29) e terça-feira (30), no município de Serra (ES), a Oficina de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis. A atividade reuniu referências municipais e regionais da vigilância epidemiológica e equipes dos Centros de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) para fortalecer o potencial de prevenção, qualificar o monitoramento epidemiológico e ampliar a capacidade de resposta frente a doenças evitáveis por vacinação.

Durante a programação foram abordados temas relacionados à vigilância de doenças como difteria, tétano neonatal, tétano acidental, coqueluche, paralisias flácidas agudas (PFA) e poliomielite, sarampo e meningites. As discussões destacaram a importância da manutenção de sistemas de vigilância sensíveis e oportunos para reduzir riscos de transmissão e evitar a reintrodução dessas doenças no Brasil. Entre os pontos debatidos destacaram-se a notificação imediata de casos suspeitos, a suspeição clínica precoce, a adoção tempestiva de medidas de controle, o acompanhamento sistemático dos indicadores de vigilância, além de estratégias para ampliar a capacidade de detecção de casos e surtos nos municípios.

Para o coordenador-geral substituto de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis do MS, Marcelo Yoshito Wada, a atividade é estratégica para impulsionar as ações locais. “A integração entre as esferas federal, estadual e municipal, reforçada por meio de atividades de formação, atualização profissional e exercícios aplicados à rotina dos serviços, contribui para ampliar a capacidade técnica das equipes locais e consolidar ações coordenadas para prevenção e controle das doenças imunopreveníveis. Trata-se de um caminho para fortalecer a preparação para emergências em saúde pública”, explica.

Teoria aplicada à prática dos atendimentos em saúde

Além das apresentações técnicas, a oficina incorporou metodologias práticas voltadas à qualificação da atuação das equipes de saúde. O cronograma incluiu estudos de caso para condução das ações de notificação e investigação, atividades interativas para tomada de decisão em situações de risco e exercícios voltados à organização da resposta em campo diante de eventos de interesse para a saúde pública.

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Foram contempladas atividades voltadas ao enfrentamento de cenários de reintrodução de doenças eliminadas no país, incluindo debate sobre o risco do retorno do sarampo e um simulado integrado de resposta rápida, que abordou desde análise da suspeição à interrupção da cadeia de transmissão. As equipes participaram de um treinamento sobre rastreamento e monitoramento de contatos com uso da ferramenta Go.Data, utilizada para apoiar ações de investigação epidemiológica e contenção de surtos.

O encontro apresentou uma análise do contexto epidemiológico internacional, marcado pelo aumento de casos de sarampo, coqueluche e difteria em diferentes países. O cenário reforça a necessidade de vigilância ativa e preparação contínua das equipes nacionais, considerando fatores como mobilidade populacional e potencial risco de reintrodução dessas doenças no Brasil. A oficina também abordou, como um dos temas centrais, o desafio relacionado às baixas coberturas vacinais, que ampliam a vulnerabilidade da população e reforçam a importância do monitoramento qualificado dos indicadores epidemiológicos e de imunização para subsidiar a tomada de decisão.

Impressões locais

A médica e responsável técnica pela vigilância de difteria, tétano, coqueluche e PFA do município de Serra (ES), Camila Ewald Eller, destacou a importância do fortalecimento das capacidades locais de vigilância e o papel da oficina na ampliação do conhecimento técnico e na qualificação dos profissionais diante de doenças que, embora eliminadas ou pouco frequentes, seguem exigindo monitoramento contínuo. “Comecei a atuar nas imunopreveníveis há uma semana e a oficina trouxe muito conhecimento científico sobre todos os processos, tanto de tratamento quanto de características dessas doenças. Como muitas delas não fazem parte da rotina de quem está na linha de frente, foi importante para compreendê-las melhor. Vou levar isso junto comigo para a SESA”, disse.

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Para a enfermeira Dalciania Vervloet, coordenadora da Vigilância Epidemiológica do município de Laranja da Terra (ES), a formação é uma oportunidade de agregar conhecimento para ser compartilhado e aplicado no território. “O evento foi de grande importância, principalmente pra gente, que trabalha lá na ponta, que somos referência e estamos no município desenvolvendo o trabalho. A oficina veio para contribuir, para dar um horizonte, um norte para podermos realizar esse trabalho da melhor forma. Parabenizo toda a equipe envolvida”, declarou.

Ao avaliar os resultados da atividade, a responsável técnica pelas ações de controle e manejo de meningite da SESA, Elisa Citty Duccini, falou sobre a relevância da oficina como apoio técnico aos municípios, especialmente diante do cenário epidemiológico e dos riscos de reintrodução de doenças eliminadas no país. “Foi de suma importância o Ministério vir auxiliar nessa primeira oficina da vigilância das imunopreveníveis. O ponto mais crucial foi a sensibilização sobre o trabalho para evitar a a reintrodução do sarampo, além dos aspectos de todas as doenças que a gente trabalhou, como difteria, tétano, coqueluche, a PFA e as meningites.”

Suellen Siqueira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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