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Capacidade ferroviária de São Paulo ganha força com R$ 2 bilhões de investimentos na Baixada Santista

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O acesso ferroviário ao Porto de Santos ganhou mais capacidade logística nesta terça-feira (30), com a entrega do Centro de Controle Operacional Integrado (CCOI) e um conjunto de obras de infraestrutura que contaram com aproximadamente R$ 2 bilhões em investimentos na Baixada Santista. As obras, entregues pelo Ministério dos Transportes e pela MRS, ampliam a capacidade de circulação dos trens, aumentam a eficiência das operações ferroviárias e fortalecem o escoamento de cargas no maior porto da América Latina. A cerimônia de inauguração contou com a presença do ministro dos Transportes, George Santoro.

“Esse investimento é para melhorar a produtividade do Porto de Santos. São mais cargas movimentadas em menos tempo dentro da operação, o que reduz custos logísticos e aumenta a competitividade do Brasil. Ao mesmo tempo, estamos contribuindo com soluções para os conflitos urbanos, trazendo mais segurança para a população”, afirmou o ministro dos Transportes, George Santoro.

O novo CCOI permitirá que as concessionárias MRS, Rumo, VLI e Ferrovia Interna do Porto de Santos (FIPS) planejem de forma conjunta a circulação dos trens que acessam o Porto de Santos. A integração das operações deve melhorar a coordenação entre as empresas, aumentar a eficiência do tráfego ferroviário e ampliar a capacidade de atendimento às operações portuárias.

Além de modernizar a malha ferroviária, os investimentos bilionários no setor geraram aproximadamente dois mil empregos diretos e indiretos.

“O objetivo sempre foi trabalhar em sintonia com as demais ferrovias para termos trens maiores, mais eficiência na chegada aos terminais e uma integração profunda e digital, com a informação correta para melhorar o desempenho de toda a operação”, explicou o presidente da MRS Logística, Guilherme Segalla de Mello.

Projetos entregues

Entre as principais intervenções estão a implantação de seis novos pátios ferroviários, a modernização de mais de 90 quilômetros de vias, a instalação de 126 novos aparelhos de mudança de via (AMVs) e a implementação de sistemas de sinalização que ampliam a segurança e a capacidade operacional da malha ferroviária.

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As obras também prepararam a ferrovia para a circulação de trens de até 2.400 metros de comprimento e incluíram intervenções voltadas à mobilidade urbana e à segurança, como o viaduto de Cubatão e passarelas para pedestres em Santos e Guarujá. Os empreendimentos fazem parte do Plano de Investimentos da MRS para a renovação da concessão, aprovado pelo Ministério dos Transportes, pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e pelos órgãos de controle.

“Tínhamos a certeza de que essa renovação antecipada geraria impactos importantes. Hoje vemos uma convivência harmônica entre os diferentes modais de transporte. É isso que se espera da integração multimodal, e a transformação que o Porto de Santos tem vivido é um exemplo desse processo”, disse o diretor-geral da ANTT, Guilherme Sampaio.

Investimentos

A conclusão das obras na Baixada Santista integram um ciclo de investimentos conduzido pelo Ministério dos Transportes para ampliar a capacidade da malha ferroviária e fortalecer a logística nacional. Entre 2023 e 2025, os aportes em infraestrutura ferroviária somaram R$ 30,54 bilhões, impulsionando projetos de modernização, expansão e aumento da capacidade operacional em diferentes regiões do país.

“Estamos olhando a malha ferroviária de forma integrada. Quando conectamos os portos, ampliamos as opções para o transporte de cargas e fortalecemos toda a cadeia de exportação brasileira”, concluiu Santoro.

A estratégia também contempla novos empreendimentos estruturantes. Nesta segunda-feira (29), o Ministério dos Transportes assinou um memorando de entendimentos para a elaboração do projeto do Ferroanel de São Paulo, iniciativa que deverá ampliar a capacidade logística, reduzir gargalos operacionais e separar a circulação de trens de carga e de passageiros na Região Metropolitana da capital paulista.

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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Ministério dos Transportes libera tráfego na passagem inferior de viaduto em Formosa (GO)

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O Ministério dos Transportes libera nesta quinta-feira (2) o tráfego na passagem inferior do primeiro viaduto da Travessia Urbana de Formosa, na BR-020/GO. A secretária nacional de Transporte Rodoviário, Viviane Esse, fará uma visita técnica ao canteiro de obras, acompanhada pelo diretor de Obras Públicas, Allan Magalhães. 

Na ocasião, técnicos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) apresentarão o andamento dos serviços, as etapas em execução e o cronograma de entregas. 

Retomado em agosto de 2024, o empreendimento integra o Novo PAC e prevê a duplicação de 12 quilômetros da BR-020/GO e a construção de quatro novos acessos com viadutos e vias marginais. O valor do investimento é de R$ 257,7 milhões.

A intervenção busca aumentar a segurança viária, melhorar a fluidez do trânsito e reduzir congestionamentos em um dos principais corredores rodoviários do país, que liga Brasília a Fortaleza e recebe tráfego diário de mais de 10 mil veículos.

Cobertura de imprensa
Não é necessário credenciamento prévio para jornalistas interessados na cobertura do evento.

Serviço
Liberação do primeiro viaduto da Travessia Urbana de Formosa (BR-020/GO)
Data: Quinta-feira, 2 de julho
Horário: 9h
Local: Viaduto da Entrada Sul 

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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CMSE assegura atendimento eletroenergético em 2026 com reservatórios em níveis elevados no início do período seco

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O Ministério de Minas e Energia (MME) realizou, nesta quarta-feira (1º/7), a 320ª reunião ordinária do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). O colegiado destacou a melhora contínua das condições hidrometeorológicas na Região Sul ao longo do mês de junho, especialmente na bacia do rio Iguaçu, em comparação aos meses anteriores. O cenário contribuiu para a recuperação dos níveis de armazenamento dos reservatórios da região, que alcançaram níveis satisfatórios, reforçando a segurança do atendimento eletroenergético do país em 2026.

De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a atuação frequente de frentes frias e massas de ar frio nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste favoreceu a ocorrência de chuvas e a redução das temperaturas ao longo do período. Nessas três regiões, os termômetros registraram valores abaixo da média histórica para a época do ano.

Já as bacias dos rios Iguaçu, Tietê, Grande, Paranaíba e a incremental à UHE Itaipu apresentaram totais de precipitação superiores à média mensal. No caso das bacias dos rios Tietê, Grande e Paranaíba, os índices históricos de chuva para esta época do ano são naturalmente reduzidos. Para grande parte das demais bacias do Sistema Interligado Nacional (SIN), os cenários apresentam condições próximas à média histórica. Na reunião, também foi ressaltada a elevada probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026, com predominância de projeções que apontam para intensidade forte ou muito forte.

No que se refere ao atendimento de potência do SIN, o ONS informou que, em cenários de maior demanda e condições climáticas adversas, está prevista a utilização complementar de usinas termelétricas, aliada à operação otimizada das hidrelétricas do rio São Francisco e ao uso estratégico do reservatório da UHE Itaipu.

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Ainda durante a reunião, o ONS apresentou o Plano da Operação Energética (PEN) que avalia os critérios de garantia de suprimento de energia e potência, no horizonte 2027 a 2030. Os resultados serão divulgados no Portal do PEN (Sumário Executivo e Resultados em Power BI) no dia 7 de julho, data em que também será realizada reunião com agentes. Os Relatórios Finais serão divulgados no referido Portal do ONS e no SINtegre no dia 31 de julho.

Informações Técnicas:

Condições Hidrometeorológicas: em junho, a precipitação foi superior à média mensal na área incremental à UHE Itaipu e nas bacias dos rios Iguaçu, Tietê, Paraíba do Sul, Grande e Paranaíba e no trecho montante à UHE Três Marias, no São Francisco. Ressalta-se que a média é baixa nas bacias da região Sudeste nessa época do ano. Nas demais bacias hidrográficas de interesse do SIN, os totais de precipitação foram inferiores à média.

Em relação à Energia Natural Afluente (ENA), ainda durante junho, foram observados valores abaixo da média histórica para os subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte, sendo 93%, 82%, 59% e 58% da Média de Longo Termo (MLT), respectivamente. Em termos de SIN foi verificada ENA de 82% da MLT.

Com relação à previsão meteorológica, o tema foi apresentado na reunião pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), a convite do CMSE. Os destaques da previsão indicam, no horizonte de uma semana, chuvas abaixo da média nas bacias do Iguaçu e Jacuí e, na segunda semana, chuvas acima da média em parte da bacia do Paraná e condições normais nas demais bacias. Para a segunda quinzena, a previsão indica chuvas acima da média em parte da bacia do Paraná, Iguaçu e no Alto Uruguai. Nas demais bacias, chuvas em torno da média.

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Energia Armazenada: ao final de junho, foram verificados armazenamentos equivalentes de 66%, 63%, 89% e 95% nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte, respectivamente. No SIN, o armazenamento foi de aproximadamente 71%.

Previsão Hidroenergética para Julho/2026:

Subsistema

ENA (% MLT)
Cenário Superior

ENA (% MLT)
Cenário Inferior

EARmáx (%)
Cenário Superior

EARmáx (%) Cenário Inferior

Sudeste/Centro-Oeste

105% 

87% 

63,8% 

62,3% 

Sul

125% 

50% 

75,2% 

52,2% 

Nordeste

61% 

61% 

84,4% 

88,6% 

Norte

72% 

68% 

93,3% 

93,1% 

SIN (total)

102%  

74% (4º menor em 96 anos) 

69,7% 

66,1% 

Expansão da Geração e Transmissão: a expansão verificada em junho de 2026 foi de 184,5 MW de capacidade instalada de geração centralizada de energia elétrica, com destaque para entrada em operação comercial do Complexo Fotovoltaico Lagoinha, no município de Russas/CE, com 165 MW. No caso da transmissão, entraram em operação comercial 1.012 km de linhas de transmissão, com destaque para a entrada da LT 500 kV Xingó – Camaçari II C1 e C2 (357 km cada) e da LT 500 kV Presidente Juscelino – Vespasiano 2, C1 e C2 (149 km cada). Não houve entrada em operação comercial de novos transformadores com tensão igual ou superior a 230 kV.

Comercialização: No âmbito do monitoramento da comercialização, a Câmara de Comercialização de Energia (CCEE) apresentou os resultados da liquidação financeira do Mercado de Curto Prazo (MCP), referente à contabilização de maio de 2026. O montante totalizou R$ 3,07 bilhões, dos quais R$ 2,64 bilhões foram liquidados, com R$ 414,81 milhões (15,70% do liquidado) creditados à Conta de Energia de Reserva – CONER, enquanto R$ 424,40 milhões permaneceram inadimplidos.

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Exportação/Importação: Considerando os meses de maio e junho de 2026 (dados preliminares), não houve exportação de energia proveniente de usinas hidrelétricas. Quanto à exportação termelétrica, em maio de 2026, o montante foi de 754 MWmédios (561 GWh), sendo 98% para a Argentina e 2% para o Uruguai. Em junho de 2026, o montante foi de 1.169,5 MWmédios (814 GWh), sendo 85% para a Argentina e 15% para o Uruguai. Não houve importação comercial nos meses de maio e junho de 2026.

O CMSE, na sua competência legal, continuará monitorando, de forma permanente, as condições de abastecimento e o atendimento ao mercado de energia elétrica do País, adotando as medidas para a garantia do suprimento de energia elétrica. As definições finais sobre a reunião do CMSE desta quarta-feira (01/07) serão consolidadas em ata devidamente aprovada por todos os participantes e divulgada conforme o regimento.

*Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico 

Fonte: Ministério de Minas e Energia

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