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Aos 15 anos, Cemaden amplia monitoramento e reforça prevenção de desastres em todo o país

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Há 15 anos, após a maior tragédia socioambientais da história do país, o Brasil começou a estruturar uma nova capacidade de monitoramento e alerta de desastres. Criado em 1º de julho de 2011, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), celebra seu aniversário ampliando a rede de monitoramento e fortalecendo ações de prevenção em todo o território nacional.  

A tragédia atingiu a Região Serrana do Rio de Janeiro com enchentes e deslizamentos que causaram a morte de mais de 900 pessoas. Cerca de sete municípios foram atingidos. O desastre foi classificado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o oitavo maior deslizamento de terra do mundo nos últimos 100 anos. Desde então, o Centro consolidou-se como uma das principais estruturas nacionais voltadas à prevenção e à gestão de riscos de desastres.   

Segundo a diretora do Cemaden, Regina Alvalá, o fortalecimento do sistema nacional de monitoramento é uma resposta necessária às mudanças climáticas.   

“Com o aumento da frequência e intensidade dos fenômenos meteorológicos e climáticos extremos, associados à variabilidade climática e ao aquecimento global, é fundamental ampliar a cobertura territorial e populacional do sistema de monitoramento e alertas de desastres”, afirma.  

Expansão da rede de monitoramento  

Desde 2023, os investimentos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) vêm permitindo ampliar e modernizar a rede observacional do Centro. Em março de 2026, foi realizada a inclusão de 162 municípios no sistema de monitoramento, que passou de 1.133 para 1.295 municípios.  

O programa destinou um aporte inicial de R$ 50 milhões, que possibilitou a aquisição e instalação dos equipamentos de monitoramento.   

Em 2022, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizou o Censo Demográfico, cerca de 1.942 municípios estavam suscetíveis a desastres geo-hidrológicos, e concentravam mais de 148 milhões de brasileiros. Desse total, cerca de 8,9 milhões de pessoas viviam em áreas classificadas como de risco.   

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Em revisão mais recente dos critérios federais de suscetibilidade, 2.095 municípios brasileiros passaram a integrar a lista de localidades prioritárias para monitoramento de riscos geo-hidrológicos. A expectativa é que, com cerca de R$ 60 milhões em recursos adicionais previstos no programa, a rede observacional se aproxime da totalidade até o final de 2026.  

Além da ampliação territorial, os investimentos contemplam a modernização da infraestrutura tecnológica do Centro, incluindo a construção de um novo datacenter, fundamental para suportar o aumento do volume de dados gerados pela rede de monitoramento.  

Monitoramento que faz diferença na ponta  

A importância desse monitoramento é percebida por quem atua diariamente na gestão de riscos. É o caso do desastre ocorrido em municípios do Agreste Paraibano, quando a barragem do Camará rompeu, em 17 de junho de 2004. O caso ilustra uma combinação de fatores que favorece a ocorrência de desastres socioambientais: elementos naturais (no caso, as chuvas) e falhas humanas (em obras de construção e manutenção).  

A tragédia resultou em cinco mortes e cerca de 3 mil pessoas desabrigadas. O coordenador da Defesa Civil de Alagoa Nova, Givaldo Soares, conta que a noite do desastre segue viva em sua memória.   

“Se tivéssemos pluviômetros já instalados dentro do nosso município, talvez a gente já teria emitido algum alerta para as chuvas naquele período, evitando parte da tragédia que nos marcou”, lamenta. Para o gestor, o acesso a dados em tempo real e ao suporte técnico do Cemaden fortalece a capacidade das equipes locais de atuar preventivamente e de proteger a população.  

O município de Alagoa Nova é um dos 2.095 suscetíveis a desastres decorrentes de deslizamentos, enxurradas e inundações e concluiu, em fevereiro de 2026, o processo de adesão ao acordo com o Cemaden para a instalação de pluviômetros — equipamentos que mensuram o volume de chuva em localidades em um determinado período.  

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Parceria com defesas civis estaduais  

No Amapá, onde 14 dos 16 municípios são considerados suscetíveis a desastres geo-hidrológicos, a instalação de novos pluviômetros também ampliou significativamente a capacidade de monitoramento das equipes da Defesa Civil local.  

De acordo com o subtenente do setor de monitoramento da Defesa Civil do Amapá, Marlon Dias de Oliveira, a disponibilização de dados em tempo real elevou o nível de prontidão das equipes e permitiu antecipar avisos internos, fortalecendo a preparação para eventos extremos. Os equipamentos foram instalados no município em novembro de 2025.  

“Apesar do curto período desde a instalação dos pluviômetros mais recentes no estado, a presença dos equipamentos já permite monitoramento em tempo real, algo que antes não existia de forma automatizada nesses municípios. Além disso, a disponibilização de dados horários possibilita antecipação de avisos internos, elevando o nível de prontidão das Coordenadorias Municipais de Defesa Civil”, avalia o subtenente.  

Depois de instalados, os pluviômetros geram dados acumulados que ampliam a capacidade de análise das equipes técnicas. “Em Macapá e Santana, que já possuíam monitoramento consolidado, os dados têm sido fundamentais para antecipar comunicados à população em áreas urbanas sujeitas a alagamentos, mobilizar equipes para desobstrução de canais e drenagens, reduzir o tempo de resposta operacional e subsidiar o preenchimento de formulários nas decretações de emergência para alagamentos”, enfatiza.  

Na avaliação de Givaldo Soares, de Alagoa Nova (PB), a gestão de riscos e a proteção da vida dependem de uma atuação firme e contínua das defesas civis municipais, especialmente nos períodos de normalidade. Ele destaca a importância da elaboração de planos de contingência, do treinamento das equipes e da conscientização da população e considera que, para essa ação preventiva, o Cemaden é imprescindível. “Esse suporte técnico traz facilidades para que os agentes de defesa civil possam atuar com instrumentos propícios”, finaliza.  

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Programação dos 15 anos  

A data será marcada por uma programação especial em São José dos Campos (SP), onde está localizada a sede da unidade de pesquisa. A solenidade comemorativa ocorrerá no Auditório do Parque de Inovação Tecnológica (PIT), reunindo representantes de instituições nacionais e internacionais e da sociedade civil, pesquisadores, gestores públicos, profissionais das defesas civis e parceiros do sistema de monitoramento e alerta.   

Entre os destaques da programação está a realização do II Seminário Nacional de Avaliação de Alertas do Cemaden (SNAAC), entre os dias 1º e 3 de julho. O encontro promoverá debates, mesas-redondas, oficinas temáticas e intercâmbio de experiências entre especialistas e representantes das defesas civis municipais e estaduais, principais usuários dos dados e alertas emitidos pelo Centro.   

A programação comemorativa contará com a participação de representantes de instituições nacionais e internacionais, incluindo a coordenadora regional da iniciativa Early Warnings for All (EW4All) Jennifer Guralnick, do Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (UNDRR).  

Ainda estão previstas visitas guiadas à Sala de Situação do Cemaden e atividades culturais. No hotsite comemorativo dos 15 anos do Cemaden, estão disponíveis informações sobre a programação, iniciativas institucionais e conteúdos especiais sobre a trajetória do Centro. 

 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Como usar a carta celeste? A ciência explica

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Observar as estrelas é uma prática milenar, usada para agricultura, navegação marítima e para medir a passagem do tempo. A carta celeste é uma representação gráfica do céu noturno, um mapa das estrelas, mostrando a localização de astros, constelações e galáxias, sendo usada a partir de uma data, hora e localização.

A carta celeste pode ajudar a entender o que se observa no céu como um guia no universo. Podendo ser utilizada por qualquer pessoa que queira aprender mais sobre estrelas e constelações, sem equipamento especial para usar.

Por onde começar?
É necessário usar a carta própria para a sua localização e no horário especificado por aplicativos ou websites, pois as estrelas mudam de posições conforme o tempo passa. Com o mapa em mãos:

  • Fique de frente para a direção sul;
  • Coloque sua carta voltada para o céu, alinhando a indicação “Sul” do papel com o sul real;
  • Oriente-se por constelações de fácil reconhecimento, como a do Cruzeiro do Sul, o cinturão de Órion ou algum planeta que esteja brilhando intensamente no momento.

A partir daí, ficará mais fácil para se guiar e encontrar as demais constelações. O astrônomo do Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), Eugênio Reis, explica as melhores condições para observar as estrelas com a carta celeste “Procure um local com pouca ou nenhuma poluição luminosa, com o céu limpo sem nuvens e horizonte desimpedido, de preferência, para ajudar na visualização.”

Todos os meses, o Mast, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com sede no Rio de Janeiro (RJ), publica sua carta celeste para esta cidade. Também é possível baixar ou visualizar uma carta celeste de acordo com sua localidade e horário desejado por aplicativos ou websites.

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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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MCTI anuncia chamada de R$ 300 milhões para ampliar a popularização da ciência em todo o Brasil

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Levar a ciência para mais perto da população é o objetivo da nova Chamada Pública de R$ 300 milhões anunciada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), nesta segunda-feira (22). O investimento apoiará iniciativas de popularização da ciência em todos os estados e no Distrito Federal, ampliando o acesso ao conhecimento científico e fortalecendo a educação científica no país.

O anúncio foi realizado durante a cerimônia de premiação da 20ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), no Rio de Janeiro, que reuniu estudantes medalhistas de todo o País, além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.

A chamada integra o Programa Nacional de Popularização da Ciência (Pop Ciência) e prevê a estruturação das Redes Pop Ciência nos estados e no Distrito Federal. A proposta estimula a articulação entre governos estaduais, instituições de pesquisa, escolas, museus e centros de ciência para ampliar o alcance das ações de divulgação científica.

Entre as iniciativas que poderão receber apoio estão olimpíadas científicas, feiras de ciência, clubes de ciências, projetos de ciência itinerante, programas de formação de jovens cientistas e ações de comunicação pública da ciência. O programa também contempla investimentos em museus, centros de ciência, planetários e outras estruturas dedicadas à difusão do conhecimento científico.

A iniciativa faz parte da estratégia do MCTI de fortalecer a cultura científica e aproximar a produção de conhecimento do cotidiano da população, ampliando oportunidades de aprendizagem e contribuindo para o enfrentamento à desinformação.

Obmep 2026

A cerimônia também marcou a entrega das medalhas de ouro da 20ª edição da Obmep. Ao todo, 684 estudantes de todas as regiões do Brasil foram premiados.

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Realizada pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) com recursos do MCTI e do Ministério da Educação (MEC), a olimpíada reúne estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio e alcança 99,9% dos municípios brasileiros.

A Obmep é considerada uma das principais iniciativas de incentivo à educação científica do país. Entre seus objetivos estão estimular o estudo da matemática, identificar talentos e incentivar o ingresso de jovens em carreiras científicas e tecnológicas.

Em discurso aos estudantes, o presidente Lula destacou a importância da educação para a redução das desigualdades e para o desenvolvimento nacional. “O Estado precisa garantir que todos, independentemente do berço em que nasceram, tenham direito à mesma qualidade de educação, porque somente assim a gente vai fazer justiça nesse país. Não existe nenhum país que se desenvolveu sem investir em educação”, afirmou.

A ministra Luciana Santos ressaltou o papel da olimpíada na formação de novos talentos para a ciência brasileira. “Quando olhamos para esta plateia, não vemos apenas estudantes premiados. Vemos talentos que começam a desenhar o futuro da ciência brasileira. Ao longo de mais de duas décadas, a Obmep se consolidou como uma das mais importantes políticas públicas de educação científica do Brasil”, disse.

Diretor-geral do Impa, Marcelo Viana destacou o alcance da iniciativa. “São mais de 23 milhões de jovens que todo ano participam da olimpíada de matemática do país. É mais de 10% da população brasileira, no mesmo dia, fazendo prova de matemática”, afirmou.

Durante a cerimônia, o Impa também anunciou que a unidade do Impa Tech no Nordeste deverá iniciar suas atividades em março do próximo ano, em Teresina (PI), com apoio do governo estadual, do MCTI e do MEC. Outra novidade é o intercâmbio de estudos para a China destinado a 26 medalhistas de ouro da Obmep, com todas as despesas custeadas pela instituição.

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Mais do que um reconhecimento pelo desempenho nas provas, as medalhas também podem abrir caminho para novas oportunidades acadêmicas. Muitos dos premiados passam a integrar o Programa de Iniciação Científica Jr. (PIC), que oferece aulas avançadas de matemática e bolsa mensal de R$ 300 concedida pelo CNPq a estudantes de escolas públicas.

Para Lilithy Torenzani, de 16 anos, estudante de São Roque do Canaã (ES), a olimpíada ampliou horizontes e despertou o interesse pela matemática. “A olimpíada me fez acreditar que meus sonhos podem se tornar realidade. Foi por meio dela que conheci novas oportunidades e descobri que a matemática vai muito além de contas e fórmulas. Ela envolve criatividade, raciocínio e a possibilidade de enxergar o mundo de outra forma”, afirmou.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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