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AGRONEGÓCIOS

Segurança jurídica e risco de judicialização no campo vão centralizam debates

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A crescente onda de litígios jurídicos envolvendo contratos agrários, recuperação judicial de produtores e regularização ambiental será o tema central de um dos debates mais aguardados do Summit Pensar Agro. O evento, marcado para a próxima sexta-feira (29.05), na Arena Central do GreenFarm (Parque Novo Mato Grosso), na capital Cuiabá, posiciona a segurança jurídica como pilar indispensável para a estabilidade econômica e atração de investimentos no campo.

Sob a curadoria do presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende (foto), o Summit foi estruturado para apresentar respostas técnicas e estratégicas aos gargalos modernos que afetam a rentabilidade do produtor rural. De acordo com a curadoria do evento, a governança jurídica deixou de ser uma demanda secundária e passou a integrar a matriz de riscos financeiros das propriedades e das tradings.

“Para continuarmos crescendo de forma sustentável, o Brasil precisa construir um ambiente onde a segurança jurídica ande lado a lado com a expansão da nossa infraestrutura. Casos como a disputa judicializada da Ferrogrão evidenciam o tamanho do prejuízo quando as regras do jogo mudam no meio do caminho. Esse cenário de incerteza nos tribunais acaba criando um custo invisível que pesa diretamente no bolso do produtor rural, encarecendo o frete e comprometendo o planejamento de longo prazo de toda a cadeia”, pontuou Rezende.

“O agro brasileiro aprendeu a dominar os riscos do clima e do mercado global, mas o risco jurídico interno tornou-se o nosso principal gargalo econômico. A judicialização excessiva de contratos de venda futura e o aumento desordenado nos pedidos de recuperação judicial que vimos recentemente acabam encarecendo as linhas de financiamento privadas. Quando a quebra de um contrato ou de uma garantia agrária é banalizada na Justiça, o sistema de crédito se retrai, e o custo dessa desconfiança é cobrado de todo o setor na forma de juros mais altos e exigências de garantias muito mais severas”, comentou o presidente do IA.

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“Por isso, estruturamos esse painel no Summit para mudar a postura do setor, migrando do combate reativo para a blindagem preventiva por meio da inteligência jurídica. O produtor precisa compreender que governança, contratos bem desenhados e regularização ambiental ativa não são custos burocráticos, mas ferramentas de sobrevivência patrimonial. Precisamos de um ambiente de negócios previsível no Brasil, onde o avanço tecnológico das nossas fazendas seja respaldado pela segurança jurídica nos tribunais, e não punido por interpretações instáveis da legislação”, concluiu o executivo.

O Painel Jurídico no Agro, agendado para as 17h10, abordará de forma analítica temas sensíveis como a mitigação de riscos contra a judicialização, contratos de parceria, renegociação de crédito rural e conformidade ambiental. O objetivo é oferecer balizamento técnico em um momento de transição e incertezas regulatórias no cenário nacional.

Para liderar o debate, foram escalados especialistas de forte trânsito no ecossistema jurídico e corporativo:

  • Marco Marrafon: Jurista, professor de Direito Constitucional e advogado com sólida experiência em articulação institucional e direito público, fundamental para debater a estabilidade das regras de transição ambiental e tributária no setor.

  • Bruno Castro: Advogado especialista em contencioso estratégico, direito penal e ambiental, com atuação focada na defesa de direitos de propriedade e na resolução de conflitos de alta complexidade no campo.

  • Dr. Marcelo Caetano: Especialista em Direito Agrário e governança jurídica para o agronegócio, com foco em estruturas de financiamento, garantias reais e segurança em contratos de arrendamento.

A escolha das pautas reflete a visão da curadoria do Summit de que a eficiência da porteira para dentro — como o ganho de produtividade obtido pela aviação agrícola e o uso de bioinsumos — necessita do respaldo de um ambiente legal previsível. Além do painel jurídico, a programação do dia 29 contará com os eixos de Inteligência Financeira (18h20), focado em sucessão patrimonial, e o Fórum Brasil Central (19h30), voltado para a integração logística e o escoamento de grãos e biocombustíveis pelos corredores de exportação regionais.

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Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIOS

Ampliação da cota para captura de tainha na modalidade de arrasto de praia no litoral norte catarinense

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O Governo Federal, por meio do Ministrério da Pesca e Aquicultura, informa sobre a ampliação da cota da tainha no arrasto de praia para os pescadores artesanais da região Norte de Santa Catarina, garantindo que todos possam ser beneficiados durante a safra de 2026. Baseada na avaliação mais recente do estoque da espécie, a medida equilibra o acesso à pesca com a conservação da tainha para as próximas safras.

Mas atenção: a pesca só estará liberada depois de publicação de portaria conjunta do Ministério da Pesca e Aquicultura e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Até a publicação, a pesca segue suspensa. 

A medida reafirma o compromisso do Governo Federal com a pesca artesanal brasileira, sempre com participação social, transparência e base técnica.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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AGRONEGÓCIOS

Mapa reconhece servidores e iniciativas de destaque no Prêmio Ouv+ Integridade 2026

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Nesta terça-feira (9), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou a cerimônia de entrega do Prêmio Ouv+ Integridade – Edição 2026, na sede da Pasta, em Brasília. A premiação integra o conjunto de ações estratégicas do plano de integridade do Mapa e reflete o compromisso institucional com a escuta ativa, a transparência, a resolutividade e a melhoria contínua dos serviços públicos.

“Hoje estamos reconhecendo servidores e iniciativas que compreenderam que a excelência no serviço público não é um conceito abstrato; ela se materializa no atendimento prestado, na qualidade da informação disponibilizada, na agilidade das respostas, na capacidade de resolver problemas e na busca permanente por inovação e melhoria dos serviços”, destacou a chefe de gabinete, Adriana Toledo, que representou o ministro André de Paula na cerimônia.

Adriana também enfatizou a missão do Mapa e seu impacto direto na vida dos brasileiros, por meio de agendas relacionadas à produção agropecuária, à segurança alimentar, à defesa agropecuária e à abertura de mercados. Segundo ela, há igualmente o compromisso de oferecer serviços públicos de qualidade aos cidadãos.

O prêmio foi instituído pela Portaria nº 781, de 13 de março de 2025, com o objetivo de reconhecer e valorizar agentes públicos e unidades que se destacaram na promoção da excelência no atendimento aos usuários, no tratamento de manifestações registradas na plataforma Fala.BR, da Controladoria-Geral da União (CGU), na melhoria dos serviços públicos e na gestão da Carta de Serviços ao Usuário.

Durante a cerimônia, a ouvidora do Mapa, Graças Salles, apresentou dados extraídos de relatórios do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), que apontam indicadores positivos da Ouvidoria em 2025. No período, foram respondidas 7.426 manifestações, com tempo médio de resposta de nove dias e índice de resolutividade de 98,27%.

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“É importante destacar que a Ouvidoria do Mapa conseguiu manter um padrão de atendimento superior em relação aos prazos, com agilidade, eficiência e resolutividade. Mais do que um canal de atendimento, a Ouvidoria é um instrumento de escuta institucional e um observatório permanente da experiência do cidadão. Além disso, atua como mecanismo de monitoramento da qualidade dos serviços públicos prestados e como importante fonte de inteligência para subsidiar a tomada de decisões pela alta administração”, comemorou Salles.

Também participaram da cerimônia o secretário-executivo adjunto do Mapa, Fábio Rodrigues; a ouvidora-geral da União, Valdirene Medeiros; e o coordenador-geral de Relacionamento e Parcerias da Secretaria de Governo Digital do MGI, Walid Ghazale.

PREMIADOS E HOMENAGEADOS

A criação do prêmio é uma homenagem ao comprometimento e à dedicação dos servidores que contribuem para o aperfeiçoamento contínuo dos serviços públicos, promovendo uma cultura de escuta ativa, transparência e integridade institucional.

A premiação é dividida em quatro categorias: Atuação dos Agentes Públicos; Agilidade e Eficiência no Atendimento; Destaques da Carta de Serviço; e Melhoria dos Serviços Públicos.

Na categoria Atuação dos Agentes Públicos, que reúne elogios registrados pelos próprios cidadãos na plataforma Fala.BR, 11 servidores foram reconhecidos pelo atendimento prestado e pela qualidade dos serviços oferecidos à sociedade.

Na categoria Agilidade e Eficiência no Atendimento, foram reconhecidos o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov), o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), ambos da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Os agraciados na categoria Destaques da Carta de Serviços foram os serviços: “Obter certificado para exportação de bebidas, fermentados acéticos, vinhos e derivados da uva e do vinho”; “Obter certificado de registro de produto inoculante, biofertilizante e remineralizador”; e “Obter registro de produtos de origem animal”.

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Por fim, na categoria Melhoria dos Serviços Públicos, foram reconhecidas e premiadas as seguintes iniciativas: “Programa e-Monitora – Monitoramento e Combate ao Comércio Eletrônico de Produtos Agropecuários Irregulares”, da Coordenação-Geral de Operações Especializadas; “Inovação no atendimento ao usuário do Sisa-São Paulo – Proposta de transformação digital”, do Serviço de Fiscalização de Insumos e Saúde Animal da SFA/SP; e “As caravanas de educação como método de atuação do Programa Nacional de Educação Sanitária em Defesa Agropecuária”, da Coordenação-Geral do Suasa.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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