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Ministério das Cidades escuta demandas e tira dúvidas de moradores da Vila da Barca, em Belém

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Belém (PA) – Para garantir a participação social e o diálogo entre os entes públicos e a população, uma comitiva do Ministério das Cidades visitou a comunidade da Vila da Barca, em Belém (PA), na quinta-feira (7), para conhecer melhor a realidade da área, conversar com os moradores e, principalmente, esclarecer as dúvidas das famílias que vivem no espaço.

Em uma assembleia realizada na Associação de Moradores da Vila da Barca (AMVB), a comitiva, composta pelo secretário nacional de Periferias do Ministério das Cidades, Vitor Araripe; a chefe de gabinete do ministro Vladimir Lima, Lucile Licari; a coordenadora-geral de articulação e planejamento da SNP, Luana Alves; a chefe da Consultoria Jurídica do MCid (CONJUR), Fernanda Morais; e o assessor da Secretaria Nacional de Habitação (SNH), Eurides Viana, dialogaram com os moradores e explicaram, em especial, o funcionamento do Minha Casa, Minha Vida na modalidade Compra Assistida, que vai garantir às mais de 800 famílias da comunidade de palafitas da Vila da Barca a possibilidade de conquistarem uma casa própria digna de até R$ 195 mil em qualquer bairro de Belém ou município do Pará.

Algumas das principais dúvidas trazidas pelos moradores envolvem as Portarias MCID nº 469 e nº 470, publicadas no Diário Oficial da União (DOU) nesta semana, as quais estabelecem os critérios e regras de funcionamento do MCMV Compra Assistida na comunidade. A comitiva esclareceu que ninguém precisará pagar nenhum real para aderir à modalidade e conseguir uma nova casa. “É importante esclarecer que o Compra Assistida vai, como o próprio nome diz, assistir a todos que optarem por esta solução. Vamos, junto com a prefeitura e com a Caixa, auxiliar cada passo do processo para que quem opte por deixar a Vila da Barca consiga sua casa nova até o fim de 2026”, disse o secretário Nacional de Periferias, Vitor Araripe.

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O projeto de urbanização da Vila da Barca prevê a conclusão dos últimos blocos do habitacional já existente e a desocupação da área de palafitas para a implantação de infraestruturas urbanas, como uma orla da comunidade às margens da Baía do Guajará, um parque urbano, um novo habitacional e um espaço destinado à instalação de equipamentos públicos e serviços, como um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e uma creche. Haverá, ainda, investimentos voltados a melhorias domiciliares a uma parte dos imóveis da Vila da Barca.

O projeto de urbanização tem a meta de resolver os problemas de uma comunidade centenária que sofre com problemas históricos relacionados a saneamento, habitabilidade, segurança e saúde. Por isso, cerca de 70% dos moradores da localidade já demonstraram interesse em aderir ao Compra Assistida pela possibilidade de conquistar uma moradia digna ainda em 2026.

PORTARIAS

A Portaria MCID nº 469 define os critérios para identificação e enquadramento das famílias que poderão ser atendidas. Para ter acesso ao benefício, a família deverá residir em unidade habitacional da Vila da Barca impactada pelas obras públicas federais até 4 de maio de 2026, conforme cadastramento realizado pela Prefeitura de Belém, além de observar os limites de renda das Faixas Urbano 1 e 2 do Minha Casa, Minha Vida e outras disposições previstas na legislação do programa.

As famílias atendidas ficarão dispensadas de participação financeira, e não será permitida a complementação do valor de aquisição do imóvel pelos beneficiários. A contratação deverá ser formalizada prioritariamente em nome da mulher, conforme as regras do Minha Casa, Minha Vida, e o contrato terá cláusula de inalienabilidade pelo prazo de 60 meses.

Já a Portaria MCID nº 470 estabelece as regras para a oferta dos imóveis. Poderão ser adquiridas unidades habitacionais novas ou usadas, desde que estejam localizadas no Pará, tenham condições de habitabilidade, registro em cartório, regularidade urbanística e edilícia, e estejam livres para alienação. Proprietários, empresas da construção civil e instituições financeiras poderão ofertar imóveis, que serão analisados pela Caixa.

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REGULARIZAÇÃO

Outro ponto de dúvidas dos moradores diz respeito à exigência da Portaria MCID nº 470 sobre a regularidade da documentação do imóvel a ser adquirido por meio do MCMV Compra Assistida. Famílias que já começaram a buscar por novas casas em Belém apontam que uma parte dos imóveis à venda na capital paraense não possuem registro em cartório, o que impediria a aquisição por meio da modalidade. O secretário Vitor Araripe reforçou que há uma parceria entre os ministérios das Cidades e da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) para uma grande ação de regularização fundiária em terrenos da União na capital paraense, que vai beneficiar com a entrega dos títulos de propriedade definitiva mais de 35 mil imóveis, facilitando, assim, o acesso ao Compra Assistida.

O Ministério das Cidades manterá o canal de comunicação com as famílias da Vila da Barca e uma nova assembleia para tratar sobre o pronto de urbanização e o MCMV Compra Assistida será realizada ainda neste mês de maio. A pasta avalia, ainda, a implantação de um posto territorial para servir de base física de diálogo entre o poder público e a população, fazendo atendimentos e tirando dúvidas da comunidade.

“Só sabe onde o calo dói quem calça o sapato. Por isso a gente estar aqui para debater e tirar dúvidas com a equipe do Ministério das Cidades é tão importante, já que a solução para a Vila da Barca não tem que vir de Brasília para cá. Nós é que temos que dizer o que precisamos e enviarmos a nossa demanda daqui para lá”, pontuou o presidente da Associação de Moradores da Vila da Barca (AMVB), Gerson Bruno.

EXPERIÊNCIA

Nesta semana, uma comitiva do Ministério das Cidades e da Prefeitura de Belém visitou a cidade de São Paulo para conhecer o projeto de urbanização da Favela do Moinho. Por lá, o processo de reassentamento das famílias que viviam na comunidade, em condições insalubres, está perto de ser concluído e a experiência realizada servirá para aperfeiçoar o processo à realidade da Vila da Barca, em Belém.

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Assessoria Especial de Comunicação Social do Ministério das Cidades
Atendimento à Imprensa
Telefone: (61) 2034-4282
E-mail: [email protected]

Fonte: Ministério das Cidades

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Brasil apresenta compromissos para concretizar Política Nacional em fórum da ONU sobre migração

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Nova Iorque, 11/5/2026 – O Brasil voltou a participar do debate internacional sobre políticas públicas de migração durante o II Fórum Internacional de Revisão das Migrações, realizado em Nova York (EUA), de 5 a 8 de maio. O encontro contou com a participação dos ministérios da Justiça e Segurança Pública (MJSP), das Relações Exteriores (MRE) e dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC).

O fórum ocorre a cada quatro anos na sede da Organização das Nações Unidas, no âmbito do Pacto Global para Migração Segura, Ordenada e Regular, e é considerado o principal espaço internacional de debate sobre políticas migratórias. O MJSP foi representado pela Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), com a participação da secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Loula, e do diretor do Departamento de Migrações (Demig), Victor Semple.

Durante o evento, países, organismos e sociedade civil debateram temas como integração social, governança de dados, mudanças climáticas, direitos trabalhistas e reunificação familiar de migrantes. Em painel sobre migração, qualificação profissional e transição justa, Maria Rosa Loula destacou que o Brasil tem demonstrado ser possível conciliar acolhimento e responsabilidade, com garantia de acesso à saúde, trabalho e proteção para migrantes.

“Fortalecer essas políticas é essencial não apenas para acolher pessoas com dignidade, mas também para construir uma mobilidade laboral mais justa e integrada, enfrentando desafios como idioma e qualificação com apoio conjunto do setor público e privado”, ressaltou.

Em parceria com os governos do México e da Colômbia, a delegação brasileira também promoveu evento sobre a implementação do Pacto Global na América Latina, que contou com a participação de representantes de Portugal, Uruguai e Guatemala.

O Brasil apresentou, pela primeira vez, avanços em governança migratória e boas práticas de acolhimento desenvolvidos nos últimos anos. Além disso, o País anunciou 11 compromissos para fortalecer essas políticas e ampliar a proteção a migrantes, refugiados e apátridas.

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Compromissos apresentados pelo Brasil

1. Promover a coesão social e combater a xenofobia;
2. Promover o retorno seguro e digno de brasileiros retornados;
3. Promover a implementação, o acompanhamento e o monitoramento da Política Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia (PNMRA);
4. Promover governança migratória inclusiva e ampliar mecanismos de participação direta de migrantes, refugiados e apátridas;
5. Fortalecer a prevenção e a erradicação da apatridia nos âmbitos regional e global, com incentivo à adesão à Convenção para Redução dos Casos de Apatridia e ampliação da participação na Aliança Global para a Erradicação da Apatridia;
6. Aperfeiçoar normativas internas e políticas públicas voltadas à garantia do direito à reunião familiar de migrantes e refugiados;
7. Promover a implementação dos planos de trabalho das cinco redes temáticas da Conferência Sul-Americana sobre Migrações (CSM);
8. Fortalecer o Programa Brasileiro de Acolhida Humanitária por Patrocínio Comunitário, em parceria com organizações da sociedade civil, como via complementar de admissão e acolhimento de pessoas em necessidade de proteção internacional;
9. Fortalecer respostas sustentáveis e centradas na vítima no atendimento a pessoas afetadas pelo tráfico humano;
10. Fortalecer a governança de dados sobre tráfico de pessoas e contrabando de migrantes;
11. Fortalecer ações de prevenção e cooperação internacional no enfrentamento ao tráfico de pessoas e ao contrabando de migrantes.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Brasil registra primeiras operações com cotas tarifárias do Acordo Mercosul-União Europeia

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O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) registrou as primeiras operações com utilização de cotas tarifárias previstas no Acordo Mercosul–União Europeia. Desde a entrada em vigor do acordo, em 1º de maio de 2026, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) já aprovou oito licenças de exportação e seis licenças de importação para produtos contemplados pelo mecanismo.

As licenças de exportação emitidas até 10 de maio correspondem a operações de carne bovina fresca, carne bovina congelada, carne de aves desossada, cachaça, entre outras. No caso da carne de aves desossada e da cachaça, as exportações ingressarão na União Europeia com tarifa zero dentro das cotas previstas no acordo.

Já a carne bovina passa a contar com duas frentes de acesso preferencial ao mercado europeu. A chamada Cota Hilton, mecanismo histórico já existente antes do acordo, previa tarifa de 20% para cortes nobres brasileiros. Com a entrada em vigor do tratado, essa tarifa foi reduzida a zero.

Além disso, o acordo criou uma nova cota de 99 mil toneladas compartilhada entre os países do Mercosul. Antes do acordo, as exportações fora da Cota Hilton estavam sujeitas à tarifa de 12,8% mais € 304,10 por 100 kg. Agora, passam a recolher tarifa intracota de 7,5%.

No caso das importações, as seis licenças emitidas autorizam operações de chocolates, tomates e queijos originários da União Europeia. Para os queijos, já há redução tarifária inicial prevista no acordo, com a alíquota passando de 28% para 25,2% dentro da preferência negociada. Para produtos como tomate e chocolate, as reduções tarifárias ocorrerão de forma progressiva a partir de 2027, mantendo-se, neste primeiro ano de vigência (“ano zero”), as mesmas tarifas atualmente aplicadas.

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As operações foram viabilizadas pelas Portarias Secex nº 491 e nº 492, publicadas em 1º de maio, que regulamentaram os procedimentos operacionais para utilização das cotas tarifárias no comércio bilateral entre Mercosul e União Europeia. As normas, posteriormente alteradas pelas Portarias nº 494 e nº 495, estabeleceram critérios e regras para a administração das cotas.

Comércio sem restrições quantitativas

Desde 1º de maio, a maior parte do comércio entre os dois blocos passou a operar com redução ou eliminação tarifária, sem restrições quantitativas e sem necessidade de utilização de cotas. Por isso, mais de 5 mil linhas tarifárias, o equivalente a 54,3% do universo tarifário, já passaram a contar com tarifa zero para ingresso na União Europeia. No Mercosul, 1.152 linhas tarifárias, equivalentes a 11% do total, também já operam com tarifa zero para produtos europeus.

Para usufruir dos benefícios tarifários previstos no acordo, basta aos operadores seguir os procedimentos ordinários de comércio exterior e comprovar a origem da mercadoria, conforme as regras negociadas entre as partes.

No caso específico dos produtos sujeitos a cotas tarifárias — que representam parcela reduzida do comércio bilateral, cerca de 4% das exportações brasileiras e 0,3% das importações —, a utilização das preferências exige procedimentos específicos de licenciamento e certificação no âmbito do Portal Único Siscomex.

Toda a regulamentação necessária, bem como os ajustes operacionais e sistêmicos para implementação dessas operações, foi concluída a tempo da entrada em vigor do acordo. O sistema já opera plenamente para recepção, processamento e emissão das licenças vinculadas às cotas tarifárias previstas no tratado.

Implementação do Acordo

As cotas tarifárias integram o conjunto de instrumentos negociados no Acordo Mercosul–União Europeia para ampliar o comércio bilateral, garantir previsibilidade regulatória e ampliar o acesso a mercados estratégicos.

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O Portal Único Siscomex já opera plenamente para receber e processar os pedidos relacionados às cotas tarifárias do Acordo Mercosul–União Europeia, garantindo segurança operacional, previsibilidade e fluidez às operações de comércio exterior.

No caso brasileiro, a operacionalização ocorre por meio do Portal Único Siscomex, onde importadores e exportadores registram os pedidos de licença vinculados às cotas previstas no acordo.

Confira mais informações sobre o Acordo Mercosul–União Europeia.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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