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Brasil vence principal competição latino-americana de Direito Espacial

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O Brasil alcançou um feito inédito no Direito Espacial: uma equipe brasileira venceu a etapa latino-americana da Competição de Júri Simulado em Direito Espacial Manfred Lachs, principal disputa internacional da área para estudantes universitários. A vitória garantiu ao País uma vaga na final mundial, em outubro, durante o Congresso Internacional de Astronáutica (IAC), em Antália, na Turquia.  

A final da VI Rodada Latino-Americana ocorreu na quinta-feira (21), na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF). O evento foi organizado pela Agência Espacial Brasileira (AEB) e pela Rede Latino-Americana e do Caribe do Espaço (ReLaCa Espaço). Esta também foi a primeira vez que o Brasil sediou a competição.  

A equipe vencedora foi da Universidade Federal do Pará (UFPA), formada pelos estudantes Antony Davi Costa de Sena, Giovanna Reis Miranda e Lívia Ribeiro de Azevedo, com orientação da professora Mariana Monteiro de Matos. Na final, os brasileiros disputaram contra a Universidade Católica da Colômbia.  

Além do título principal, o Brasil conquistou outros dois prêmios inéditos na competição: o prêmio de melhor oradora para Lívia Ribeiro de Azevedo (UFPA) e a categoria de melhor memorial jurídico para Camila Ribas dos Reis e Natália Lucena dos Santos, da Universidade Católica de Santos (Unisantos).  

Para a professora Mariana Monteiro de Matos, a conquista é resultado de anos de dedicação e fortalecimento da educação e da pesquisa na Amazônia. Segundo ela, a equipe foi movida pela vontade de aprender, compartilhar experiências e ampliar o acesso ao Direito Internacional e ao Direito Espacial entre jovens da região.   

“O resultado não foi por acidente, mas uma coroação de anos de trabalho duro e um sonho maior: fortalecer a educação e o Direito Internacional na Amazônia. Meu coração está cheio de alegria de ver isso acontecendo e espero que outros jovens se contagiem com este espírito e se juntem a nós, estejam onde estiverem, mas, especialmente, na Amazônia”, disse a professora Mariana.  

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Os estudantes vencedores demonstraram que a competição foi mais do que uma disputa universitária. Durante meses de preparação, eles aprofundaram conhecimentos em áreas ainda pouco conhecidas no Brasil, como Direito Espacial, tecnologia e Direito Internacional. O grupo também ilustrou a importância de incentivar mais estudantes da Amazônia e da América Latina a se aproximarem do setor espacial.  

A Competição Manfred Lachs foi promovida em conjunto com o XI Encontro Internacional da Rede Latino-Americana de Direito Espacial.  

Sobre a AEB  

A Agência Espacial Brasileira é vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e responsável pela coordenação da Política Espacial Brasileira. Criada em 1994, a instituição atua no desenvolvimento das atividades espaciais no País e na promoção do uso estratégico do setor espacial para a sociedade brasileira.  

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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O que é e como ocorre a Microlua Cheia Azul? A ciência explica

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A Microlua Cheia Azul vai acontecer neste domingo, 31 de maio. O fenômeno é raro por se tratar de dois em um: uma microlua e uma Lua Azul juntas. A próxima vez que isso vai ocorrer novamente vai ser daqui a 40 anos. A boa notícia é que vamos conseguir acompanhar o evento facilmente no horizonte leste por volta das 18h. Ele ficará visível a noite toda e só vai desaparecer às 6h do dia 1º. O melhor horário para apreciar será por volta da meia-noite, quando ela fica mais alta no céu.

A Lua Azul, nome dado à segunda Lua Cheia registrada no mesmo mês, não tem fisicamente uma mudança na cor. O que ocorre é um fenômeno óptico raro, em que realmente vemos o astro com coloração azulada, mas isso é decorrente da presença de partículas de vulcões ou de grandes incêndios florestais suspensas na alta atmosfera. 

Já a Microlua Cheia é o nome dado quando o satélite está mais distante da Terra. Isso ocorre porque a órbita lunar funciona em uma elipse, ou seja, ela se aproxima (perigeu) e se afasta (apogeu) do planeta periodicamente. Quando a fase cheia coincide com o apogeu, ocorre a microlua cheia. Já quando isso ocorre no perigeu, é a superlua cheia.

O astrônomo parceiro do Observatório Nacional no programa O Céu em Sua Casa e professor da Universidade Federal de Itajubá, Gabriel Hickel, explica que a Lua Azul ocorre a cada 2 anos, 8 meses e 18 dias, já a microlua, a cada 1 ano, 1 mês e 18 dias. “Elas raramente coincidem”, diz. O Observatório Nacional é uma unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Estrela Antares

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A noite de domingo guarda mais um fenômeno, o ápice da aproximação entre Lua e Antares, estrela conhecida como o Coração do Escorpião, a mais brilhante da constelação e facilmente identificada por ter a coloração avermelhada. 

 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Pesquisadores apresentam projetos de bioeconomia financiados pelo MCTI

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Terminou nesta sexta-feira (29) a apresentação de 45 projetos beneficiados por chamadas públicas do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Os recursos financiaram iniciativas que ajudam a desenvolver a bioeconomia no Brasil, como estudos e projetos sobre uso sustentável da biodiversidade brasileira em diferentes regiões do País; a produção de medicamentos naturais feitos a partir de plantas brasileiras; e ações para fortalecer atividades econômicas ligadas aos recursos da natureza. 

Também foram financiadas novas tecnologias para melhorar o cultivo, a coleta e o aproveitamento de produtos já conhecidos, como açaí, cacau e erva-mate, além de soluções para reaproveitar resíduos da produção industrial e agrícola. Isso ajuda a reduzir desperdícios, criar novos produtos e gerar mais renda. 

Outra frente apresentada foi o uso de microrganismos e de recursos naturais em produtos de maior valor, além de iniciativas que unem preservação ambiental e desenvolvimento econômico. Na prática, essas ações ajudam a fortalecer a bioeconomia, gerar oportunidades para comunidades locais e incentivar um modelo de produção mais sustentável. Foram investidos, nos 45 projetos, R$ 117,2 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). 

O I Seminário de Apresentação e Integração de Projetos das Chamadas Públicas 01/2022 do Programa Cadeias Produtivas da Bioeconomia (PCPBio) foi promovido pela Coordenação-Geral de Bioeconomia e Ciências Exatas, Humanas e Sociais, vinculada à Secretaria de Políticas e Programas Estratégicos (Seppe), do MCTI. O encontro remoto reuniu, desde o dia 11, representantes de instituições de pesquisa, universidades, empresas e gestores públicos de diferentes regiões do País.  

A secretária da Seppe, Andrea Latgé, classifica o PCPBio como uma ação de Estado estruturante, pioneira e relevante. “O seminário comprovou a importância do fomento à ciência e tecnologia em apoio à bioeconomia, não apenas pelo conhecimento dos resultados dos projetos aprovados nas chamadas e dos três projetos-pilotos que serviram de base para a formulação do programa, mas também pela possibilidade de integração entre diferentes grupos de pesquisa, proporcionando futuras colaborações”, afirma. 

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A coordenadora-geral de Bioeconomia e Ciências Exatas, Humanas e Sociais do MCTI, Joana Marie Girardd Nunes, complementou que o seminário aproxima pesquisadores, Finep e MCTI, com o intuito de construir um espaço permanente de diálogo. “Além disso, ele fornece subsídios importantes para o projeto de Avaliação Colaborativa do Programa Cadeias Produtivas da Bioeconomia do MCTI coordenado pela Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da Universidade de São Paulo, em parceria com a Seppe. 

Estímulo à bioeconomia 

As Chamadas Públicas 01/2022 do PCPBio/MCTI foram lançadas para incentivar iniciativas que usem os recursos da natureza de forma sustentável, gerem renda para as comunidades e criem oportunidades de trabalho e desenvolvimento. 

Um dos principais diferenciais da seleção foi exigir a participação das associações e cooperativas que trabalham diretamente nessas atividades. Na prática, isso garantiu que as comunidades envolvidas participassem desde o início da construção dos projetos, ajudando a definir prioridades e necessidades reais.  

Participaram do seminário pesquisadores de instituições de ciência, tecnologia e inovação (ICTs) de todas as regiões do País nos projetos de fomento, empresas associadas nos 11 projetos de subvenção econômica, além de representantes da Finep, do MCTI, e do Projeto FEA/USP com a Coordenação de Programas e Projetos em Bioeconomia do MCTI.  

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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