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SAÚDE

Ministro da Saúde participa de simpósio sobre hospitais inteligentes e uso da inteligência artificial no cuidado

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, nesta quarta-feira (5), em São Paulo, da abertura do 1º Simpósio Internacional de Hospitais Inteligentes e IA na Saúde. O evento debateu os novos caminhos na área da saúde no Brasil com o uso das melhores inovações, medicina intensiva e monitoramento conectado, além da implementação da Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes e Medicina de Alta Precisão no Sistema Único de Saúde (SUS).

O projeto prevê a modernização da rede pública por meio da integração entre assistência, pesquisa e inovação, com foco na transformação digital da atenção especializada e no uso de inteligência de dados para apoiar a tomada de decisão dos profissionais de saúde. A iniciativa contempla a implantação do Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI), a modernização de hospitais estratégicos da rede pública e a Rede Nacional de UTIs Inteligentes, atualmente em funcionamento em seis unidades de saúde do país.

“O Brasil está estruturando um mercado de tecnologia e de produtos para a saúde, desenvolvidos a partir das características do nosso país e que poderão ser utilizados tanto pela rede pública quanto pela rede privada. Com a execução desse projeto, vamos atrair empresas internacionais, gerar mais empregos, renda e tecnologia. O SUS precisa ser visto como um estimulador da produção nacional de produtos em saúde”, afirmou o ministro.

O Hospital Inteligente, que contará com financiamento do Banco do BRICS, será voltado ao atendimento de urgências e emergências e foi concebido para integrar inteligência artificial, conectividade 5G e sistemas digitais aos processos assistenciais. O projeto prevê capacidade para aproximadamente 190 mil internações por ano, com 800 leitos, dos quais 250 destinados à emergência, 350 à terapia intensiva e 200 à enfermaria, além de 25 salas cirúrgicas.

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As UTIs Inteligentes já estão em funcionamento em seis unidades de saúde do país, localizadas em Manaus, Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro (Hospital Universitário Clementino Fraga Filho), Recife e Belo Horizonte. As tecnologias adotadas permitem o monitoramento contínuo dos pacientes, auxiliam na identificação precoce de alterações no quadro clínico, utilizam inteligência artificial para apoiar a avaliação de riscos e a priorização do atendimento e organizam, de forma integrada ao prontuário eletrônico, informações relevantes para a tomada de decisão pelas equipes de saúde.

A estratégia também inclui o projeto-piloto do SAMU Inteligente, inicialmente implementado em Recife (PE), Belo Horizonte (MG) e Porto Alegre (RS). A proposta prevê a integração entre UTIs, ambulâncias e centrais de regulação por meio do compartilhamento de dados clínicos em tempo real, permitindo a transmissão antecipada de sinais vitais durante o transporte dos pacientes para qualificar a assistência pré-hospitalar e reduzir o tempo de resposta.

Rafaelle Pereira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Inaep amplia colegiado com especialistas de diferentes regiões do Brasil

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A Instância Nacional de Ética em Pesquisa (Inaep), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, realizou na última sexta-feira (14), em Brasília, a primeira reunião ordinária com a formação completa de seus membros. A composição foi definida por meio de edital público que selecionou 30 representantes da comunidade científica, sendo 15 titulares e 15 suplentes, com representantes de todas as regiões do país, com diferentes formações e conhecimentos nas diversas áreas do saber.

O acolhimento dos selecionados foi realizado no dia anterior (13) com a participação virtual do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que destacou a pluralidade de representantes que integra o colegiado. “Ela demonstra que a ética e pesquisa é uma política de Estado, construída por diferentes órgãos e instituições, com diálogo, dependência e compromisso com o interesse público.”

Instituída em 2024, a Instância integra o Sistema Nacional de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (Sinep) e é responsável por orientar e definir as diretrizes de ética em pesquisas científicas que envolvem pessoas. “Esse novo marco regulatório aproxima o país das melhores práticas internacionais, fortalece a confiança da sociedade na ciência e cria condições para que o Brasil amplie sua participação em estudos multicêntricos”, afirmou Padilha.

O ministro ressaltou ainda os resultados já alcançados desde a implementação do Sinep. Entre novembro de 2025 e julho de 2026, mais de 59 mil pesquisas envolvendo seres humanos já foram aprovadas. Atualmente, o país conta com 915 Comitês de Ética em Pesquisa credenciados, reunindo mais de 16 mil profissionais.

Diálogo e diversidade

Além dos especialistas, a Inaep é composta por representantes dos Ministérios da Saúde; da Educação; e da Ciência, Tecnologia e Inovação; da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap); e do Conselho Nacional de Saúde (CNS).

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A articulação de um espaço diverso também foi evidenciada pela secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE/MS), Fernanda De Negri.  “A ética é uma construção coletiva que se faz no dia a dia do diálogo entre pessoas que pensam diferente, que têm seus pontos de vista diferentes”.

Com esse entendimento, explicou a secretária, a seleção dos participantes considerou critérios como a formação acadêmica, a qualificação técnico-científica, a experiência profissional em pesquisa com seres humanos e atuação em Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs).  A iniciativa estabeleceu ainda requisitos de representatividade, promoção da diversidade regional, étnico-racial e de gênero. Além disso, a participação no colegiado tem caráter voluntário e não remunerado.

Ao destacar a atuação, a coordenadora da instância, Meiruze Freitas, reiterou que “a Inaep se fortalece ao congregar diferentes perspectivas e trajetórias, o que amplia o diálogo para o desenvolvimento da pesquisa científica”.

Rodrigo Eneas
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Dia D de vacinação contra 20 doenças acontece neste sábado (22) em todo o país

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Mães, pais e responsáveis poderão levar crianças e adolescentes menores de 15 anos às Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e demais pontos de vacinação de todo o país neste sábado (22), Dia D da Campanha de Multivacinação, para atualizar a caderneta vacinal. A campanha segue até 1º de setembro, com a oferta de 20 vacinas do Calendário Nacional, que protegem contra doenças graves, como meningites, tuberculose e cânceres associados ao HPV.

“Este é um momento importante para todo o país. Embora o Brasil tenha eliminado algumas doenças, como a poliomielite, é fundamental manter a vacinação em dia para evitar a reintrodução dessas doenças”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Esta é a primeira vez que a campanha conta com a vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo 20), incorporada em junho deste ano ao Calendário Nacional de Vacinação. O imunizante amplia a proteção contra doenças causadas pelo pneumococo, incluindo pneumonias e meningites, e é indicado para crianças menores de 5 anos, conforme o esquema vacinal.

A estratégia busca ampliar as coberturas vacinais, fortalecer a proteção coletiva e facilitar o acesso às vacinas ofertadas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), contribuindo para a prevenção de doenças imunopreveníveis em todo o país.

Até o momento, a pasta distribuiu mais de 180 milhões de doses para garantir a vacinação em todo o país ao longo do ano. Entre os imunizantes, as vacinas contra influenza, sarampo (tríplice viral) e poliomielite foram as mais aplicadas.

Durante o Dia D, poderão ser aplicadas vacinas conforme a faixa etária, o histórico vacinal e a indicação:

  • BCG;
  • Hepatite B;
  • Penta (DTP/Hib/HB);
  • Poliomielite (VIP);
  • Rotavírus humano;
  • Pneumocócica conjugada 10-valente e 20-valente;
  • Meningocócica C;
  • Influenza;
  • Covid-19;
  • Febre amarela;
  • Meningocócica ACWY;
  • Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola);
  • Varicela;
  • DTP;
  • Hepatite A;
  • dT;
  • HPV4;
  • Dengue tetravalente.
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Sarampo

Diante do aumento de casos de sarampo na Região das Américas e do registro de casos importados no Brasil, o Ministério da Saúde mantém a vacinação indiscriminada contra a doença para pessoas de 6 meses a 59 anos em Guarulhos, São Bernardo do Campo e na capital paulista para evitar a reintrodução do sarampo no país.

Desde o início da mobilização, em 3 de agosto, até 14 de agosto, mais de 529,8 mil doses da vacina tríplice viral foram aplicadas nos três municípios. Desse total, 87,2 mil doses foram destinadas a crianças de 5 a 11 anos, o equivalente a 16,5% das aplicações.

O Brasil recebeu, em novembro de 2024, a recertificação da eliminação da circulação endêmica do sarampo pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e mantém esse status. No Dia D e até o fim da campanha, a proteção contra o sarampo também pode ser atualizada em todos os estados.

João Vitor Moura
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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