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TURISMO

‘Melhores Vilas Turísticas do Mundo’: Araçá, em Porto Belo (SC), é um dos destinos brasileiros na disputa

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Os sabores de mar, aliados ao conhecimento passado de geração em geração, ditam o ritmo da Vila do Araçá, reduto histórico de Porto Belo (SC) e uma das sete localidades brasileiras indicadas ao selo internacional “Melhores Vilas Turísticas do Mundo”. Concedido pela ONU Turismo, o reconhecimento celebra destinos globais, que transformam a preservação ambiental, o desenvolvimento sustentável e atrativos culturais em seus maiores cartões de visita.

Em Araçá, a tradicional pesca artesanal não apenas abastece a rica gastronomia local, como também passou a integrar a experiência turística: antigas embarcações ganharam nova vida para guiar turistas pela Baía da Caixa D’Aço, famosa por restaurantes flutuantes, que unem boa mesa e proximidade com o mar – os clientes quase tocam os pés na água. A capacidade de transformar tradição em inovação é o motor do turismo de base comunitária no local, que oferece uma imersão na rotina de moradores por meio de trilhas, passeios náuticos e um convívio genuíno com a cultura pesqueira.

A identidade do vilarejo se mantém viva no cotidiano de seu povo. É lá que resistem as benzedeiras, guardiãs de uma prática de cura e fé transmitida há anos. O orgulho local se manifesta ainda na Festa de Santa Terezinha, uma celebração reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial de Porto Belo.

Toda a herança cultural convive em harmonia com um santuário ecológico: a Área de Proteção Ambiental da Ponta do Araçá abriga cerca de 140 hectares de ecossistemas costeiros e biodiversidade intocada, servindo de base para o desenvolvimento de um turismo que respeita os limites da natureza. Mais do que um mero destino de praia, Araçá se tornou um modelo de desenvolvimento onde os maiores protagonistas são os próprios habitantes, provando ser possível gerar economia preservando a história e o meio ambiente.

Leia mais:  ‘Melhores Vilas Turísticas do Mundo’: São José do Barreiro (SP) é um dos destinos brasileiros na disputa

A seleção dos concorrentes

As localidades que disputam o selo internacional foram escolhidas pelo Ministério do Turismo (MPor), após a seleção de dez inscrições. Entre os critérios, estão ter população de até 15 mil habitantes, estar situada em uma paisagem com presença significativa de atividades tradicionais, como agricultura, silvicultura (cultivo e manejo de florestas), pecuária ou pesca, e compartilhar valores e estilo de vida comunitário.

O resultado final das vilas selecionadas será divulgado em dezembro, em Buenos Aires, na Argentina. As vilas brasileiras concorrem com outras 261 espalhadas por todos os continentes.

Sobre o Selo

Desde sua criação, a ONU Turismo recebeu mais de mil inscrições, de mais de 100 países. Atualmente, a Rede de Melhores Vilas Turísticas da ONU Turismo tem 319 destinos rurais em todo o mundo. No total, contabilizado este ano, 27 vilas turísticas brasileiras já foram indicadas. Duas delas alcançaram o reconhecimento internacional, sendo Testo Alto, em Pomerode (SC), conhecida pela Rota do Enxaimel, e Antônio Prado (RS).

A Rota do Enxaimel reúne a maior concentração, fora da Europa, de casas construídas com a técnica arquitetônica trazida por imigrantes alemães, em que estruturas de madeira são construídas sem pregos ou parafusos, apenas com encaixes. São cerca de 50 residências ao longo de 16 km, em um percurso tombado como patrimônio paisagístico pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Já Antônio Prado é referência na preservação da herança da imigração italiana no Brasil. O município gaúcho possui um valioso patrimônio histórico e cultural: aproximadamente 80% dos moradores falam talian, dialeto resultante da mistura de idiomas do norte da Itália com o português.

Conheça os outros representantes do Brasil na edição deste ano:

  • Conceição de Ibitipoca (Lima Duarte/MG): situada na Serra da Mantiqueira, a vila preserva um rico patrimônio histórico e cultural ligado aos antigos caminhos do ciclo do ouro. Com cerca de 1.100 moradores é conhecida por sua proximidade com o Parque Estadual do Ibitipoca, um dos principais destinos de ecoturismo do país, reunindo trilhas, cachoeiras, grutas e experiências voltadas ao bem-estar e à contemplação da natureza.

  • Delfinópolis (MG): integrante da região da Serra da Canastra, o município alia turismo de natureza, cultura e produção rural. O destino é reconhecido pelas inúmeras cachoeiras, trilhas e paisagens naturais, além da tradição na produção do Queijo Minas Artesanal da Canastra e do Café da Canastra, produtos que reforçam a identidade local e enriquecem a experiência dos visitantes.

  • Holambra (SP): Conhecida como a Capital Nacional das Flores, Holambra preserva a herança cultural deixada pelos imigrantes holandeses em sua arquitetura, gastronomia e manifestações culturais. O município responde por grande parte da produção e exportação de flores do país e tem como um de seus principais símbolos o Moinho Povos Unidos, o maior da América Latina.

  • Lençóis (BA): Porta de entrada da Chapada Diamantina, Lençóis reúne patrimônio histórico, riqueza natural e forte participação comunitária no desenvolvimento do turismo. Cercada por cachoeiras, cavernas, rios e cânions, a cidade oferece experiências de ecoturismo e aventura, associadas à valorização das tradições culturais locais e ao protagonismo de guias e empreendedores da própria comunidade.

  • São José do Barreiro (SP): Localizada no Vale do Paraíba e cercada pela Serra da Bocaina, a cidade combina natureza exuberante e patrimônio histórico. O destino preserva fazendas e construções ligadas ao Ciclo do Café e oferece atrativos como a Trilha do Ouro, cachoeiras e experiências gastronômicas baseadas em produtos artesanais da região.

  • Vila Flores (RS): Localizado na Serra Gaúcha, o município de Vila Flores (RS) combina tradições, gastronomia típica, turismo rural e paisagens preservadas da Mata Atlântica, em um modelo de turismo baseado na autenticidade e na valorização da comunidade local. O principal símbolo dessa identidade é o Filó Italiano, tradição que garantiu a Vila Flores o título de Capital Estadual do Filó.

Leia mais:  Conheça as 7 vilas brasileiras indicadas ao prêmio máximo da ONU Turismo

Por André Martins
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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TURISMO

Férias escolares no Centro-Oeste: confira roteiros para curtir em família

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Com a chegada do período de férias escolares, famílias de todo o país buscam destinos que combinem diversão para as crianças, descanso para os adultos e experiências para todas as idades.

Para transformar essa pausa em memórias inesquecíveis, os brasileiros contam com uma enorme diversidade de atrativos espalhados pelas cinco regiões do país, que reúnem muitas belezas naturais, cultura, lugares históricos e roteiros ligados à natureza que tornam o Brasil um dos destinos mais plurais do mundo.

Começamos nossa jornada pelo Centro-Oeste, uma região marcada pela exuberância do Pantanal e do Cerrado, pelo charme de cidades históricas, pela modernidade da capital federal e por complexos de águas termais perfeitos para os pequenos.

Distrito Federal

A capital do país vai muito além dos monumentos políticos. Brasília é um verdadeiro museu a céu aberto, com parques arborizados e atrações ideais para as crianças.

Atrativos:

– Parque da Cidade: um dos maiores parques urbanos do mundo oferece ciclovias, quadras esportivas, pedalinhos, brinquedos na areia e muito espaço verde para piqueniques, sendo o lugar perfeito para crianças.
– Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB): com grandes gramados e jardins, é um espaço seguro e cultural. Durante as férias, sempre traz exposições interativas, oficinas, sessões de cinema e teatro voltadas ao público infantil.
– Planetário de Brasília: é uma verdadeira viagem pelo espaço! As crianças se fascinam com as projeções imersivas na cúpula, que ensinam sobre astronomia, sistema solar e ciência de uma forma lúdica.
– Zoológico de Brasília: abriga uma grande variedade de espécies, com foco na preservação da fauna do Cerrado. O local é muito arborizado, ideal para caminhadas em família.
– Torre de TV: além de oferecer um mirante panorâmico com uma vista espetacular de Brasília, a feira aos pés da torre é ótima para apresentar a culinária regional às crianças e comprar lembrancinhas.

Leia mais:  Conheça as 7 vilas brasileiras indicadas ao prêmio máximo da ONU Turismo

Como chegar:

Quem opta pelo transporte aéreo conta com o Aeroporto Internacional de Brasília, um dos maiores do país, recepcionando voos diretos de diversas cidades brasileiras. Já quem viaja de ônibus conta com a Rodoviária Interestadual, que recebe linhas diretas de quase todas as capitais. Para as famílias que preferem a viagem de carro, os acessos principais são feitos pelas rodovias federais BR-040 (vinda do Sudeste), BR-060 (vinda de Goiás) e BR-020 (vinda do Nordeste).

Goiás

Destino perfeito para quem busca diversão aquática e passeios em vilas históricas cercadas pela natureza.

Atrativos:

– Caldas Novas: cidade com águas termais, repleta de parques aquáticos com infraestrutura completa para bebês, crianças e idosos.
– Pirenópolis: cidade interiorana com casarões coloniais, ruas de pedra e cachoeiras de fácil acesso, ideais para banhos tranquilos em família.
– Chapada dos Veadeiros: para famílias aventureiras com crianças maiores, a Chapada oferece trilhas estruturadas, cachoeiras e mirantes.

Como chegar:

Para desembarcar em Goiás, os aeroportos de Goiânia (GYN) e Brasília (BSB) funcionam como os principais portais de entrada no estado, onde é possível alugar um carro ou contratar traslados para seguir viagem. Para as famílias que optam por ir de carro, os trajetos a partir das capitais são facilitados pelas rodovias BR-060, GO-139 e GO-70. Já para quem prefere o transporte rodoviário, linhas de ônibus conectam as rodoviárias de Goiânia e Brasília diretamente aos principais polos turísticos, como Caldas Novas, Pirenópolis e Alto Paraíso.

Mato Grosso

Para as famílias que amam o contato com a fauna e a flora, o Mato Grosso reserva experiências inesquecíveis que vão desde passeios de barco até o turismo de vivência indígena.

Atrativos:

– Porto Jofre e Cáceres – Pantanal: foco em pescaria esportiva familiar, passeios de barco e observação de animais, como jacarés e onças-pintadas.
– Chapada dos Guimarães: balneários, mirantes de fácil acesso e cachoeiras com poços calmos para banho.
– Bom Jardim – Nobres: águas incrivelmente cristalinas, perfeitas para a prática de flutuação com colete salva-vidas.
– Campo Novo do Parecis: referência em etnoturismo e ecoturismo, permitindo o contato com aldeias indígenas e banhos em rios de águas esmeralda.

Leia mais:  ‘Melhores Vilas Turísticas do Mundo’: Delfinópolis (MG) é um dos destinos brasileiros na disputa

Como chegar:

A principal porta de entrada para explorar o Mato Grosso é o Aeroporto Internacional de Cuiabá/Várzea Grande (CGB). A partir da capital, famílias que preferem viajar de ônibus contam com redes intermunicipais partindo da Rodoviária de Cuiabá rumo a destinos como Cáceres, Chapada dos Guimarães e Nobres.

Para quem prefere pegar a estrada de carro, os principais caminhos passam pelas rodovias BR-163 e BR-070, além da rodovia Transpantaneira (MT-060). Já na região do Pantanal (como em Porto Jofre e Cáceres), o transporte fluvial ganha protagonismo: a navegação por rios como o Paraguai e o Cuiabá é a principal via para alcançar as pousadas pantaneiras e os melhores pontos de observação da vida selvagem.

Mato Grosso do Sul

Referência global em sustentabilidade e ecoturismo, o Mato Grosso do Sul é uma verdadeira aula de biologia ao vivo para crianças e adolescentes.

Atrativos:

– Bonito: mundialmente famoso pelas flutuações em rios de águas cristalinas repletos de peixes, visita a grutas e parques ecológicos com estrutura completa para recepcionar famílias.
– Bodoquena: destaca-se pelos belíssimos circuitos de cachoeiras, balneários com poços calmos e passeios de bote em rios transparentes cercados pela mata.
– Miranda: porta de entrada pantaneira perfeita para viver a experiência de safáris fotográficos em caminhões abertos, passeios de chalana e vivência da cultura local.
– Corumbá: ideal para cruzeiros fluviais e passeios de barco pelo Rio Paraguai, além da observação da vida selvagem.

Como chegar:

Para viajar ao Mato Grosso do Sul por via aérea, há a opção de desembarcar diretamente no Aeroporto de Bonito (BYO) ou pelo Aeroporto Internacional de Campo Grande (CGR), de onde é possível seguir em transporte terrestre por cerca de 3h40 até Bonito.

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Quem prefere o transporte rodoviário conta com linhas de ônibus que conectam a capital aos principais municípios turísticos do estado. Para as famílias que optam por ir de carro, as rotas passam por rodovias como a BR-262, ligando Campo Grande ao Pantanal, e a MS-178, acesso para Bonito. Além disso, em cidades pantaneiras como Corumbá e Miranda, o transporte por barco ganha destaque pelo Rio Paraguai.

Seja explorando os parques urbanos e os monumentos da capital federal, relaxando nas águas termais goianas ou vivenciando a biodiversidade única das flutuações e safáris do Pantanal e do Cerrado, o coração do Brasil se consolida como uma escolha fantástica para transformar as férias escolares em memórias inesquecíveis.

Por Bárbara Magalhães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Das praias e chapadas às serras, florestas e montanhas: conheça as trilhas de longo curso mais famosas do Brasil

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Atravessar praias, chapadas, serras, florestas e montanhas seguindo caminhos sinalizados que ligam parques, áreas protegidas e comunidades tradicionais é uma experiência cada vez mais presente no turismo brasileiro. Atualmente, o país conta com 205 trilhas registradas na Rede Brasileira de Trilhas de Longo Curso, somando 41,5 mil quilômetros planejados, dos quais 16,2 mil já estão implementados.

Desse total, 22 rotas são reconhecidas como parte da política pública nacional de trilhas. Esses percursos conectam centenas de municípios, promovem a conservação dos biomas e aproximam visitantes da história, da cultura e da biodiversidade de cada região.

Referências

No Rio de Janeiro, a Transcarioca é considerada uma das pioneiras entre as trilhas de longo curso estruturadas no Brasil. Com cerca de 183 quilômetros, liga a Barra de Guaratiba ao Morro da Urca, cruzando áreas como o Parque Nacional da Tijuca, o Parque Estadual da Pedra Branca e outros espaços protegidos. Pela facilidade de acesso urbano e pelo apelo visual, está entre as rotas mais conhecidas do país, revelando a Mata Atlântica em plena capital fluminense.

Em Goiás, o Caminho de Cora Coralina une natureza, história regional e literatura. São 300 quilômetros que conectam Corumbá de Goiás à Cidade de Goiás. O trajeto percorre oito municípios, resgata antigas rotas do interior goiano e homenageia a poetisa em meio às paisagens do Cerrado.

Também no Cerrado, o Caminho dos Veadeiros passa por cachoeiras, cânions e formações rochosas na região da Chapada dos Veadeiros. A rota integra municípios como Formosa, Alto Paraíso de Goiás, São João d’Aliança e Cavalcante, em um dos destinos de ecoturismo mais conhecidos do interior do país.

Na Serra da Mantiqueira, a Transmantiqueira atravessa mais de 40 municípios entre São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. São cerca de 1.200 quilômetros que interligam parques e áreas protegidas, sendo uma das travessias de referência para praticantes de trekking e montanhismo.

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Em Minas Gerais, a Transespinhaço percorre aproximadamente 1.280 quilômetros ao longo da Serra do Espinhaço, região reconhecida como Reserva da Biosfera. O trajeto reúne biodiversidade, patrimônio histórico e contato com comunidades locais em um dos grandes corredores naturais do país.

No Sul, os Caminhos da Baleia Franca margeiam o litoral catarinense conectando praias, costões, dunas e lagoas. Em um percurso de aproximadamente 172 quilômetros, a trilha combina caminhada, paisagens costeiras e observação da fauna marinha, especialmente durante a temporada de migração da baleia-franca-austral.

Integração

As trilhas de longo curso contribuem para organizar o uso turístico de áreas naturais, orientar visitantes e fortalecer a conservação da natureza. A sinalização padronizada, conhecida pelas pegadas amarelas e pretas, facilita a experiência de quem percorre os caminhos e ajuda a dar identidade às rotas brasileiras.

Esses percursos também movimentam a economia local. O fluxo de visitantes gera demanda por hospedagem, alimentação, transporte, condução de visitantes, guias e pequenos serviços nos municípios atravessados pelas trilhas.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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