As melhorias realizadas nas unidades escolares da Rede Estadual têm provocado transformações que vão além da infraestrutura física. Em diferentes municípios de Mato Grosso, estudantes e gestores relatam uma nova relação com o ambiente escolar, marcada por maior motivação, sentimento de pertencimento e valorização dos espaços de aprendizagem.
Na rede estadual quando se trata de infraestrutura escolar, a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), já inaugurou 52 novas escolas e mantém outras 64 em construção em diferentes regiões. Também concluiu a reforma de 106 unidades e tem outras 95 com obras em andamento. Já na área esportiva e de lazer, foram entregues 48 quadras poliesportivas, outras 39 estão em construção.
Para o governador Otaviano Pivetta, a ambiência faz diferença no processo de aprendizagem. Segundo ele, quando o estudante encontra uma escola bem cuidada, organizada e confortável, ele se sente acolhido e valorizado.
“Nosso papel é garantir as condições adequadas para que alunos e professores possam desenvolver todo o seu potencial. Investir na infraestrutura das escolas é investir em gente e na formação das próximas gerações”, avalia Otaviano Pivetta.
“Um lugar novo, realmente, dá mais vontade de estudar. Faz a gente sentir prazer em estar aqui. Vejo como uma conquista coletiva”. A fala da estudante Arielly Cristina Dias da Silva, de 12 anos, resume a percepção de muitos jovens que vivenciaram a mudança decorrente das reformas nas escolas da rede.
Aluna do 8º ano C da Escola Estadual Dr. Joaquim Augusto da Costa Marques, no município de Denise, Arielly conta que a nova estrutura escolar transformou a forma como enxerga a escola. “Onde nós estudávamos antes não era um local confortável. Hoje, é tudo diferente; nós temos prazer em estar na escola e em estudar”, afirma.
A experiência vivida pela estudante também é percebida pelos gestores escolares, que observam mudanças no comportamento e na relação dos estudantes com o ambiente escolar após as reformas.
Na mesma unidade, a diretora Maria Edwirgens da Silva destaca que os impactos das melhorias vão muito além do aspecto físico da escola.
“Em uma escola com uma estrutura boa, conservada e pensada com tanto carinho para recebê-los, os estudantes chegam mais motivados, se sentem importantes e pertencentes àquele ambiente”, afirma.
Segundo a gestora, a infraestrutura adequada influencia diretamente a forma como os alunos se relacionam com a aprendizagem e com a própria escola. “Isso impacta diretamente o foco dos estudantes e, consequentemente, o rendimento do aprendizado”, completa.
A percepção é compartilhada por gestores de outras unidades da rede. Para a diretora Marta Silva, da Escola Estadual Ana Maria do Couto, em Cuiabá, as melhorias estruturais fortaleceram o vínculo dos estudantes com a escola e contribuíram para um ambiente mais acolhedor. “Os estudantes se sentem pertencentes a uma unidade bonita, valorizada, segura e acolhedora”, afirma.
Segundo ela, as mudanças também se refletiram na convivência escolar, tornando o ambiente mais harmonioso para estudantes e servidores. Na avaliação da diretora, uma escola bem cuidada favorece a aprendizagem e fortalece os laços dos alunos com a comunidade escolar.
A estudante Maria Izabel de Souza Oliveira Rodrigues, do 9º ano da Escola Estadual Ana Maria do Couto, também percebeu mudanças no dia a dia após a reforma da unidade. Segundo ela, estudar em um ambiente mais organizado e acolhedor trouxe uma sensação de conforto e tranquilidade.
“A reforma da escola me trouxe um sentimento de aconchego. Saber que, durante a tarde, estarei em um ambiente seguro e confortável para mim e para meus colegas me tranquiliza e me motiva ainda mais para estar aqui”, relata.
Maria Izabel conta que passou a aproveitar mais os espaços da escola após as melhorias e afirma que seu local favorito é a área em frente ao pátio, cercada por árvores e com ambiente arejado, onde costuma permanecer antes das aulas e durante o intervalo.
Para a estudante, as mudanças também influenciaram a convivência com os colegas. “O conforto foi o que mais incentivou os alunos a fazer novas amizades, a se sentirem mais pertencentes ao ambiente escolar e a conviver de forma mais leve”, afirma.
As experiências relatadas por estudantes e gestores mostram que investir em infraestrutura é também investir nas pessoas. Mais do que novas salas, espaços revitalizados ou ambientes modernizados, as reformas têm contribuído para que os estudantes se sintam valorizados, acolhidos e motivados a aprender.
Para Arielly e Maria Izabel, a transformação pode ser resumida de forma simples. “A escola deixou de ser apenas um lugar para assistir às aulas e se tornou um espaço onde os estudantes sentem vontade de permanecer”.
O Tribunal do Júri de Tangará da Serra condenou três homens a penas que, somadas, ultrapassam 90 anos de reclusão pelos crimes de homicídio qualificado, roubo majorado e corrupção de menores. A sessão de julgamento foi presidida pelo juiz da 1ª Vara Criminal da comarca, Ricardo Frazon Menegucci e durou cerca de 17 horas, teve início as 9h de quinta-feira (09) e foi encerrada na madrugada desta sexta-feira (10).
Os crimes ocorreram em maio de 2024, em um contexto de disputa entre facções criminosas. A acusação aponta que os réus invadiram uma residência, renderam os moradores, levaram a vítima para uma área de pastagem, onde foi assassinada. Os réus ainda subtraírem uma motocicleta e aparelhos celulares e envolverem dois adolescentes na ação criminosa.
Os jurados reconheceram a autoria e a materialidade dos crimes, acolheram todas as qualificadoras do homicídio constantes da decisão de pronúncia e condenaram os réus E.S.S., G.M.A. e G.N.S. também pelos crimes conexos de roubo majorado e corrupção de menores.
Na sentença, o juiz fixou a pena de 29 anos e 20 dias de reclusão para E.S.S., 29 anos e 20 dias de reclusão para G.M.A. e 33 anos, 7 meses e 13 dias de reclusão para G.N.S. Os três também foram condenados ao pagamento de 10 dias-multa e deverão cumprir a pena em regime inicial fechado.
Ao proferir a sentença, o magistrado determinou a execução imediata das penas, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a soberania dos veredictos do Tribunal do Júri.
O processo tramita no Processo Judicial Eletrônico (PJe) sob o nº 1007264-63.2024.8.11.0055. A sentença é passível de recurso.
Autor: Alcione dos Anjos
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Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
A 37ª edição do programa Magistratura e Sociedade, produzida pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) com apoio da Coordenadoria de Comunicação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, recebe um dos mais reconhecidos juristas brasileiros: o advogado, professor e constitucionalista Ives Gandra da Silva Martins. O episódio, disponibilizado nesta sexta-feira (10 de julho), traz uma reflexão aprofundada sobre o tema “Como a Constituinte formatou o Poder Judiciário no Brasil”.
Conduzida pelo juiz de Direito e professor de Filosofia da Esmagis-MT, Gonçalo Antunes de Barros Neto, a entrevista percorre mais de cinco séculos de história para explicar como a tradição política e jurídica portuguesa influenciou a formação do Estado brasileiro e, consequentemente, a organização do Poder Judiciário.
Ao longo da conversa, Ives Gandra sustenta que a centralização do poder é uma característica que acompanha a trajetória institucional brasileira desde o período colonial. Segundo ele, essa herança histórica foi determinante para a consolidação da unidade territorial do país. “O Brasil se tornou um país continental porque o governo não permitia a separação. Essa centralização portuguesa permitiu que o Brasil fosse uma nação continental, não se despedaçasse como ocorreu na América Espanhola”, destaca o jurista.
Durante a entrevista, o convidado revisitou momentos marcantes da história de Portugal e do Brasil para explicar como a concentração de poder, inicialmente necessária para a manutenção da independência portuguesa, acabou influenciando a estrutura política e jurídica brasileira. Na sua avaliação, o país preservou características centralizadoras que ainda podem ser observadas nas instituições contemporâneas.
Ao abordar a organização do Judiciário, Ives Gandra ressalta que o Brasil adotou referências do sistema norte-americano, especialmente na criação do Supremo Tribunal Federal, mas manteve uma dinâmica própria, marcada pela forte concentração de competências. “Se nós verificarmos, nós temos um sistema aparentemente federativo americano, mas uma centralização de poder muito grande”, afirma.
Além do debate sobre a evolução constitucional brasileira, o episódio também apresenta aspectos da trajetória acadêmica e intelectual do entrevistado. Doutor em Direito pela Universidade Presbiteriana
Mackenzie e professor emérito da instituição, Ives Gandra possui extensa produção bibliográfica e reconhecimento em universidades e entidades jurídicas nacionais e internacionais. O programa também evidencia sua relação com Mato Grosso, onde integra a Academia Mato-Grossense de Letras como membro correspondente, fortalecendo os laços com a produção intelectual e cultural do estado.
O Magistratura e Sociedade busca promover a formação humanística da magistratura, estimular a reflexão crítica sobre o papel social da Justiça e aproximar a comunidade jurídica de grandes pensadores do Direito e das ciências humanas.