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SAÚDE

Plano de Expansão da Radioterapia do SUS recebe prêmio nacional por ampliar acesso ao tratamento do câncer

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Para milhares de brasileiros que enfrentam o câncer, iniciar o tratamento no tempo adequado pode significar mais chances de cura, menos sofrimento e mais qualidade de vida. Foi com esse propósito que o Ministério da Saúde (MS) estruturou o Plano de Expansão da Radioterapia no SUS (PER/SUS), iniciativa que acaba de receber reconhecimento nacional no Prêmio Gestão PRIMME 2026, na categoria Infraestrutura e Operação.

A premiação destaca projetos que fortalecem a saúde filantrópica e ampliam o acesso da população a serviços especializados de qualidade. O reconhecimento foi recebido por Thiago Rodrigues Santos, assessor do Departamento de Atenção ao Câncer do MS, durante cerimônia realizada nesta semana.

Integrado ao programa Agora Tem Especialistas, o Plano de Expansão da Radioterapia tem transformado a rede pública de atenção oncológica ao ampliar e modernizar os serviços de radioterapia em diversas regiões do país. A iniciativa busca reduzir o tempo de espera para tratamento, expandir a oferta regionalizada e garantir que pacientes possam acessar terapias essenciais mais perto de onde vivem.

O reconhecimento premia uma estratégia construída para enfrentar um dos principais desafios da assistência oncológica brasileira: a insuficiência histórica de equipamentos e serviços de radioterapia, que obrigava muitos pacientes a percorrer longas distâncias ou enfrentar filas para iniciar o tratamento.

Para mudar essa realidade, o Ministério da Saúde investiu na implantação de novos serviços, aquisição e instalação de aceleradores lineares, construção e adequação de estruturas hospitalares e modernização tecnológica da rede. As ações foram desenvolvidas de forma articulada com estados e municípios para atender às necessidades regionais e reduzir vazios assistenciais.

Os resultados já são expressivos. Entre 2023 e 2025, o projeto ampliou em 22% a radioterapia no SUS, com 36 aceleradores lineares entregues e a previsão de 70 novos equipamentos em todo o país até o fim de 2026. Pela primeira vez, todos os estados brasileiros passarão a contar com aceleradores lineares, ampliando a capacidade de atendimento, reduzindo desigualdades regionais e permitindo que mais pacientes iniciem o tratamento dentro do prazo recomendado.

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“O reconhecimento recebido pelo Ministério da Saúde reforça que estamos no caminho certo ao investir em uma política pública que coloca o paciente no centro do cuidado. Cada equipamento entregue, cada serviço implantado e cada fila reduzida representam pessoas que conseguem iniciar o tratamento mais rapidamente, perto de suas famílias e com mais dignidade. O fortalecimento da radioterapia é uma etapa fundamental para ampliar o acesso ao cuidado oncológico e reduzir desigualdades históricas em todo o país”, destacou Thiago Rodrigues Santos, assessor do Departamento de Atenção ao Câncer.

Mais acesso e cuidado especializado

A expansão da radioterapia é uma das frentes prioritárias do Ministério da Saúde para fortalecer a assistência oncológica no SUS. Além de ampliar a capacidade instalada, o projeto contribui para a modernização tecnológica da rede e para a qualificação dos serviços ofertados à população.

O modelo adotado também se destaca pelo uso eficiente dos recursos públicos, com planejamento nacional, padronização de processos e fortalecimento da cooperação entre governo federal, gestores locais e instituições de saúde. Essa estratégia tem permitido ampliar a oferta de tratamento especializado e garantir maior equidade no acesso aos serviços oncológicos.

Ao receber o Prêmio Gestão PRIMME 2026, o Ministério da Saúde reafirma seu compromisso com a inovação na gestão pública, a modernização da infraestrutura do SUS e a ampliação do cuidado integral às pessoas com câncer em todas as regiões do Brasil.

Patrícia Coelho
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

SUS registra aumento de 138% na distribuição de medicamentos para parar de fumar

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O Sistema Único de Saúde (SUS) tem avançado nas ações de combate ao tabagismo. Nos anos de 2022 e 2025, a distribuição de medicamentos para o tratamento da dependência de nicotina registrou um aumento de 138,51%. Em números absolutos, o volume de itens enviados a estados e municípios saltou de 19,5 milhões para 46,6 milhões de unidades. Os dados reforçam a importância do Dia Mundial Sem Tabaco, celebrado no último domingo (31/05).

A oferta dos itens integra o Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT), que tem a disponibilização dos medicamentos coordenada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE) do Ministério da Saúde.

Para a secretária da SCTIE, Fernanda De Negri, o crescimento dos números reflete diretamente a busca dos cidadãos por uma vida mais saudável. “Esse aumento evidencia o desejo da população por apoio especializado para abandonar o cigarro, cenário que reforça a importância das políticas públicas de prevenção e tratamento”.

A assistência farmacêutica oferecida pelo SUS conta atualmente com cinco itens essenciais para o suporte aos pacientes na dependência do tabagismo: o cloridrato de bupropiona (150 mg), a goma de mascar de nicotina (2 mg) e os adesivos transdérmicos de nicotina em três dosagens (7 mg, 14 mg e 21 mg). A estratégia também abrange ações de educação em saúde.

De acordo com a secretária, a prioridade da pasta é assegurar estoques desses medicamentos em todo o país. “Assumimos o compromisso com o fortalecimento das estratégias de abastecimento, distribuição e promoção do uso racional dos medicamentos utilizados no combate ao tabagismo. Garantir que o tratamento farmacológico chegue a quem precisa, de forma contínua, segura e orientada, é um pilar inegociável para o sucesso dessa política de saúde”, ressaltou De Negri.

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Confira a relação dos itens distribuídos:

Medicamento 2022 2025
Bupropiona 150 mg 8.682.800 18.628.500
Adesivo de nicotina 7mg 3.136.805  6.326.558
Adesivo de nicotina 14mg 3.141.159  8.135.477
Adesivo de nicotina 21mg 3.581.018  8.897.007
Goma de nicotina 2mg 1.008.240 4.641.540

Roberta Paola e Rodrigo Eneas
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Inaep fortalece cooperação entre Comitês de Ética em pesquisas multicêntricas

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A Instância Nacional de Ética em Pesquisa (Inaep), órgão colegiado vinculado ao Ministério da Saúde, publicou na última segunda-feira (01/06) novas diretrizes para simplificar a análise de pesquisas no país. As orientações estão no Despacho nº 3/2026, que orienta a aplicação do parecer ético único em pesquisas multicêntricas e define os parâmetros para a atuação colaborativa dos Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs).

A medida busca harmonizar procedimentos, evitar análises éticas duplicadas e fortalecer a cooperação entre os comitês, preservando o papel dos CEPs locais na proteção dos participantes de pesquisa no Brasil, ressaltou a coordenadora da Inaep, Meiruze Freitas. “A implantação do parecer ético único celebra a maturidade do sistema de ética, construído ao longo de décadas com a colaboração de cada comitê local. Este despacho não é um comando isolado, mas sim um convite ao trabalho conjunto e em rede.” Com a consolidação da Lei nº 14.874/2024, a centralização da análise ética em um único comitê, preferencialmente o do centro coordenador, passou a ser uma determinação legal no país.

Diante desse novo cenário, o Despacho nº 3 da Inaep, que entra em vigor em 8 de junho de 2026, surge como um convite ao trabalho conjunto, oferecendo as ferramentas regulatórias para que os comitês locais participem do processo, integrando suas realidades regionais à decisão central.

“Compreendemos que toda mudança de fluxo exige adaptação, e é justamente por isso que apostamos na governança colaborativa. Queremos somar a visão global do centro coordenador à valiosa percepção regional de cada CEP participante. Juntos, faremos o Brasil avançar na ciência com passos firmes e seguros”, acrescentou Meiruze Freitas.

Mais proteção para quem participa de pesquisa

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Antes que uma pesquisa com seres humanos seja realizada, os CEPs avaliam se o estudo respeita princípios éticos fundamentais, como a dignidade, a segurança, a privacidade e os direitos dos participantes.

Na prática, os mais de 900 CEPs espalhados pelo Brasil garantem que os voluntários de pesquisas recebam informações claras e objetivas sobre os estudos. Assim, cada pessoa pode decidir livremente se quer participar, contando com canais abertos de comunicação e esclarecimento do início ao fim do processo. Além disso, os comitês

garantem suporte e canais de atendimento durante todas as etapas do estudo, com canais para recebimento de denúncias, comunicação de eventos adversos e acompanhamento das condições de execução das pesquisas em suas respectivas instituições.

O novo documento reforça ainda que, mesmo nos estudos multicêntricos, os CEPs das instituições participantes continuem exercendo papel importante na proteção dos participantes.

A transparência no Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) é outro ponto de destaque do despacho. O documento, que explica os detalhes da pesquisa aos participantes, deve apresentar os contatos do CEP responsável pela análise ética. A nova norma também orienta incluir os contatos dos CEPs locais, criando um canal complementar para acolher e tirar dúvidas dos voluntários.

Fortalecimento do Sistema Nacional de Ética em Pesquisa com Seres Humanos

A publicação integra o processo de implementação da Lei nº 14.874, de 2024, que instituiu o Sistema Nacional de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (Sinep).

Além de uniformizar entendimentos sobre pesquisas multicêntricas, a Inaep prevê a realização de fóruns nacionais, seminários técnicos e ações de capacitação para fortalecer a integração entre os Comitês de Ética em Pesquisa e disseminar boas práticas em todo o país.

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Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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