EDUCAÇÃO
MEC conclui restauração do Painel Educação em maio
Publicado
4 de maio de 2026
Símbolo do compromisso com a educação pública no país, o Painel Educação está em fase final do seu processo de restauro – a previsão é que a obra seja entregue em aproximadamente um mês, no fim de maio. Localizado no 9º andar do edifício-sede do Ministério da Educação (MEC), em Brasília, a obra da artista Gilda Reis (1928-2017) possui relevância histórica, artística e cultural, sendo uma peça significativa no conjunto arquitetônico e urbanístico da capital federal.
O painel é um afresco – uma pintura feita diretamente na parede – e foi encomendado pelo arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) durante a construção de Brasília. Na obra, a autora apresentou duas realidades distintas: de um lado, estudantes uniformizados e sorridentes e, do outro, uma mãe e seus filhos descalços, com olhares distantes e sem esperança. Com cerca de 15 metros quadrados, o painel integra arte, história e cultura ao evidenciar contrastes sociais e reforçar o papel transformador da educação. A obra já ocupou lugar de destaque no gabinete de ministros à época de sua criação, mas, ao longo dos anos, enfrentou períodos de descaso e negligência.
Sua restauração ficou a cargo da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). A parceria do MEC com a universidade acontece por meio de um termo de execução descentralizada (TED) e integra o Programa Multiações para o Patrimônio Cultural, do curso de conservação e restauração de bens culturais móveis da universidade. A finalização da restauração e a entrega da obra estavam inicialmente previstas para o fim do primeiro semestre de 2026.
A equipe da UFPel que atua no projeto é multidisciplinar e tem ampla experiência na restauração de obras artísticas. Entre elas, constam as 20 obras vandalizadas no Palácio do Planalto, no 8 de janeiro de 2023, que foram recentemente restauradas. Todo o trabalho é feito por especialistas em áreas como pintura mural, pesquisa histórico-artística, conservação preventiva, restauração sustentável, documentação científica, fotografia e mapeamento de dados, além dos responsáveis pela análise química e compatibilidade dos materiais a serem utilizados.
Modernismo – Sobre a relevância da artista Gilda Reis, Roberto Heiden, professor de história da arte no Departamento de Museologia, Conservação e Restauro (DMCOR), do Instituto de Ciências Humanas (ICH) da UFPel, explica a relação da obra da autora com o modernismo brasileiro – um movimento artístico, literário e cultural que repercutiu no século 20 – e com a criação e a construção de Brasília.
Segundo o especialista, Niemeyer é reconhecido pela sensibilidade em relação às artes e pelos inúmeros projetos desenvolvidos em parceria com artistas. “É nesse contexto histórico que se insere o mural Educação, pintado no início da década de 1960, período em que outros artistas também realizavam obras importantes na cidade. O convite feito por Niemeyer para que Gilda executasse o mural acrescenta uma camada adicional de importância histórica ao trabalho e sempre foi motivo de orgulho para a pintora”, afirma.
Heiden completa que, para muitos pintores, a escolha entre formas abstratas ou figurativas se fazia necessária e por vezes conflituosa, mas Gilda transitou com naturalidade entre as duas vertentes, e o mural Educação congrega ambas. A análise visual da obra também evidencia a assimilação, por parte da artista, de diferentes referências estilísticas, como o cubismo e o expressionismo, algo recorrente entre artistas modernistas brasileiros.
“Apesar da relevância dessas características formalistas, não se pode perder de vista que o tema central da pintura possui uma dimensão social: a obra retrata crianças em idade escolar, algumas vestindo uniforme estudantil, outras de origens humildes, com roupas simples e pés descalços. Gilda buscava representar a importância da assistência estatal às crianças mais vulneráveis, oferecendo acolhimento e acesso à educação. A pintura, assim, configura-se como um apelo visual por justiça social”, especifica o pesquisador da UFPel.
Legado – Aos 80 anos de idade, a arqueóloga e profissional da cultura Marta Reis da Fonseca lembra com carinho da Gilda Reis mãe, mulher, amiga e artista. A única filha da pintora enfatiza que a mãe era uma pessoa diversa, com muitas particularidades, não sendo possível lhe atribuir algum rótulo. “Eram muitas Gildas, a maioria fascinante, outras apaixonantes, e isso se reflete nas obras dela. Tem arte religiosa, anjo, favela, Cristo, figuras abstratas… Tem tudo ao mesmo tempo, as obras dela não estão inseridas somente em um lugar”, conta.
Sobre a relação da artista com o modernismo, Marta acrescenta que essas múltiplas facetas de Gilda Reis sempre seguiram um caminho próprio. “Foi uma trajetória independente, marcada por autonomia e muita convicção. Ela era feliz e profundamente orgulhosa do legado que construiu”, relata. Disponíveis no acervo virtual de Gilda organizado pela filha, registros em jornais nacionais e internacionais evidenciam a relevância da artista.
Perfil – Nascida no Rio de Janeiro, Gilda Reis Neto teve uma longa trajetória artística e participou de mais de 50 exposições individuais e coletivas no Brasil e exterior. Estudou com Ivan Serpa e André Lhote no Brasil e, em Paris, foi bolsista do governo francês na Académie de la Grande Chaumière e no Ateliê Kokoschka. Em Brasília, pintou murais na Escola Parque da 307/308 Sul, no Plano Piloto, entre 1959 e 1961, e no Iate Clube de Brasília, em 1962. Todos foram destruídos. Outros murais da artista encontram-se no Museu Casa dos Pilões, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, e em uma residência particular em Anápolis (GO).
Gilda foi condecorada com a medalha de bronze no 33º Salão de Artes Plásticas da Associação dos Artistas Brasileiros no Rio de Janeiro em 1962; participou da VII Bienal de São Paulo em 1963; e foi artista convidada do 2º Salão de Arte Moderna do Distrito Federal em Brasília em 1966. Entre 1967 e 1982, viveu e trabalhou nos Estados Unidos e na Argentina, retornando ao Brasil em 1982. Continuou a expor até 1999, quando fez sua última exposição individual no Rio de Janeiro.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação
Conciliar maternidade, estudos e carreira acadêmica ainda é um desafio para milhares de brasileiras. Entre pesquisas, aulas, produção científica e os cuidados com os filhos, muitas mulheres acabam enfrentando barreiras que impactam diretamente sua permanência e progressão na educação. Para enfrentar essa realidade, o Ministério da Educação (MEC) vem ampliando políticas públicas voltadas ao acolhimento, à permanência estudantil e à valorização das trajetórias de mães estudantes, pesquisadoras e profissionais da educação.
Uma das iniciativas é o Programa Aurora, lançado em março deste ano pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), vinculada ao MEC. Instituído pela Portaria nº 129/2026, o programa prevê a concessão de bolsas para apoiar professoras orientadoras vinculadas a programas de pós-graduação stricto sensu e que estejam gestantes ou sejam mães de crianças de até dois anos. Atualmente, 50.629 mulheres possuem bolsas da Capes em cursos de mestrado e doutorado no país, o equivalente a 57,4% do total de bolsistas da fundação.
O programa foi proposto pelo Comitê Permanente de Ações Estratégicas e Políticas para Equidade de Gênero com suas Interseccionalidades da Capes, criado para discutir medidas de enfrentamento às desigualdades de gênero no ambiente acadêmico. Entre os eixos de atuação do grupo estão o combate à violência e à discriminação, o aumento da representatividade de grupos minorizados e o fortalecimento de políticas de apoio à parentalidade e maternidade.
Segundo integrantes do comitê, a criação do Aurora foi motivada por levantamentos nacionais e internacionais que apontam os impactos da maternidade na trajetória acadêmica de mulheres. Estudos realizados pelo movimento “Parent in Science” mostram que, após o nascimento dos filhos, há uma queda de mais de 66% na produtividade científica de pesquisadoras, especialmente na publicação de artigos e no desenvolvimento de orientações acadêmicas – impacto que não se repete na mesma proporção entre homens.
Por isso, o programa prevê apoio às docentes desde o segundo trimestre da gestação até os dois anos da criança. A iniciativa permitirá que pesquisadoras contem com bolsistas de pós-doutorado para auxiliar nas atividades acadêmicas e científicas durante esse período, contribuindo para a continuidade das pesquisas e para a permanência dessas mulheres na pós-graduação.
Esse programa teria ajudado muito em minha trajetória. Eu teria tido alguém para me auxiliar nas atividades de laboratório e na orientação dos alunos”. Letícia de Oliveira, mãe e neurocientista.
Mãe, neurocientista, professora da Universidade Federal Fluminense (UFF) e integrante do Comitê da Capes, Letícia de Oliveira avalia que o Programa Aurora pode representar uma mudança importante na pós-graduação brasileira. “Esse programa teria ajudado muito em minha trajetória. Eu teria tido alguém para me auxiliar nas atividades de laboratório e na orientação dos alunos. No meu caso, contei com o apoio de outras colegas docentes, também mães. Formamos uma rede de mães que se apoiaram e ainda se apoiam”, conta.
Assistência estudantil – Ações do MEC de apoio às mães também integram a Política Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes), instituída pela Lei nº 14.914/2024. A iniciativa busca ampliar as condições de permanência e o êxito de estudantes das instituições federais de educação superior e da educação profissional e tecnológica, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade socioeconômica.
O Programa de Permanência Parental na Educação (Propepe), parte da Pnaes, busca assegurar que estudantes com filhos consigam permanecer estudando com dignidade até concluir seus cursos de graduação, como forma de reduzir as desigualdades no ambiente universitário. Em 2025, o programa contou com um investimento total de mais de R$ 4,5 milhões. Desse total, R$ 2,3 milhões foram destinados especificamente ao auxílio-creche.
Além do Propepe, outros equipamentos de assistência estudantil, como os restaurantes universitários, assumem papel estratégico ao assegurar alimentação adequada, suporte social e melhores condições de permanência acadêmica não apenas às estudantes mães, mas também aos seus filhos.

- Camila Silva, formada em serviço social pela Ufpa, com sua filha no restaurante universitário. Foto: Arquivo pessoal
Segundo Camila Cristina de Souza e Silva, egressa da Universidade Federal do Pará (Ufpa), o restaurante universitário garantiu a segurança alimentar da família e viabilizou sua permanência na universidade. Poder almoçar diariamente com a filha por um preço acessível permitiu que ela superasse os desafios da jornada acadêmica e concluísse sua graduação em serviço social.
Na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), o projeto “Maternidade Plena: entre colo e livros, uma jornada de equilíbrio”, instalou no restaurante universitário do campus sede cadeiras de alimentação infantil. Para a Pró-Reitora de Assistência Estudantil da UFSM, Jaciele Carine Vidor Sell, “as políticas de parentalidade no ensino superior são fundamentais para garantir a permanência estudantil de mães e pais universitários. Com a assistência estudantil, nós aprendemos, diariamente, que permanecer não significa apenas acesso financeiro, mas envolve condições concretas de vida, cuidado, acolhimento e possibilidade real de conciliar estudo, trabalho e maternidade”.
As políticas de parentalidade no ensino superior são fundamentais para garantir a permanência estudantil de mães e pais universitários. A assistência estudantil envolve condições concretas de vida, cuidado, acolhimento e possibilidade real de conciliar estudo, trabalho e maternidade”. Jaciele Sell, pró-reitora de Assistência Estudantil da UFSM.
A UFSM também ampliou o direito à moradia estudantil para filhos menores de 12 anos e alterou a estruturação dos apartamentos para serem adaptados às necessidades de estudantes com filhos, além de permitir a oferta integrada de alimentação, saúde, apoio psicossocial e assistência estudantil. “Essas iniciativas reforçam o compromisso da universidade com inclusão, equidade e construção de condições mais justas para que mães e pais universitários possam concluir suas trajetórias acadêmicas”, defendeu.
Cuidotecas – Como iniciativa complementar, o MEC vai financiar a multiplicação de estruturas de acolhimento de crianças de estudantes nas instituições federais de ensino. Em março deste ano, a pasta anunciou que destinará recursos para a criação desses espaços, chamados cuidotecas, que integram o Plano Nacional de Cuidados – Brasil que Cuida. Os ambientes ficam abertos às crianças durante todo o calendário letivo das universidades, especialmente no período noturno, permitindo que mães e pais consigam participar de aulas, atividades acadêmicas e compromissos de pesquisa com mais tranquilidade.
Em todo o Brasil, a iniciativa de implementação das cuidotecas tem como referência uma experiência piloto desenvolvida na UFF. A proposta é ampliar o modelo por meio da implantação de cuidotecas em todas as regiões do país.
No ano passado, participei do projeto como bolsista e, neste ano, minha filha também foi contemplada com uma vaga. Nos dias em que estudo à noite, ela fica no espaço. Isso permite que eu continue minha formação”. Hestefania Motta, mãe e estudante de pedagogia da UFF.
Estudante de pedagogia na UFF e integrante do Movimento de Mães da Universidade (MMU), Hestefania Motta vivencia a cuidoteca da universidade de duas formas: como bolsista do projeto e como mãe. Para ela, a criação do espaço representa uma resposta concreta a uma demanda histórica de estudantes que conciliam maternidade e formação acadêmica: “esse projeto foi muito sonhado pelas mães da UFF. No ano passado, participei como bolsista e, neste ano, minha filha também foi contemplada com uma vaga. Nos dias em que estudo à noite, ela fica no espaço. Isso permite que eu continue minha formação”.
- Leia mais: MDS e MEC expandem Plano Brasil que Cuida com R$ 20 milhões para Cuidotecas em universidades
Formação profissional – Na educação profissional e tecnológica, o MEC também desenvolve ações voltadas à inclusão educacional e produtiva de mulheres por meio do programa Mulheres Mil. Retomada pela Portaria MEC nº 725/2023, a iniciativa oferece cursos gratuitos de qualificação profissional para mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica, com prioridade para aquelas responsáveis pelos cuidados familiares, com baixa escolarização ou vítimas de violência doméstica.
Além da formação profissional, o programa prevê apoio à permanência das estudantes, com auxílio para transporte e alimentação e acolhimento de crianças sob cuidados das participantes e assistência social. Entre 2023 e 2026, o MEC investiu R$ 216,1 milhões no programa, garantindo mais de 127,1 mil vagas em mais de 520 municípios brasileiros.
As oportunidades estão distribuídas em mais de 600 cursos gratuitos de qualificação profissional, organizados em 12 eixos tecnológicos. Entre os cursos mais procurados estão cuidadora de idosos, assistente administrativa, microempreendedora individual e maquiadora.
- Leia mais: MEC lança Mulheres Mil: o documentário
Equidade – Em abril de 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 15.124/2025, que proíbe discriminação contra estudantes e pesquisadoras em processos de seleção e renovação de bolsas acadêmicas por motivo de gestação, parto, adoção ou guarda judicial.
A legislação também proíbe perguntas sobre planejamento familiar em entrevistas de seleção e amplia em dois anos o período de avaliação de produtividade científica em casos de licença-maternidade. A medida vale para todas as instituições de educação superior e agências de fomento à pesquisa.
Outra frente de atuação é o fortalecimento de medidas de prevenção e enfrentamento à violência contra mulheres nas instituições de ensino. Em parceria com o Ministério das Mulheres (MMulheres), a pasta lançou o “Protocolo de Intenções para Prevenção e Enfrentamento da Violência contra as Mulheres nas Instituições de Ensino”.
- Leia mais: Lei proíbe discriminação contra mães em bolsas acadêmicas
- Leia mais: Protocolo combaterá violência contra mulheres em instituições federais
A iniciativa prevê ações de formação para a comunidade acadêmica, fortalecimento de canais de acolhimento e denúncia, além da implementação de mecanismos institucionais de prevenção à violência em universidades federais e instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.
O protocolo também prevê a criação ou ampliação de estruturas permanentes de acolhimento às vítimas, orientação jurídica e campanhas educativas voltadas à promoção de ambientes acadêmicos mais seguros e respeitosos para mulheres estudantes, pesquisadoras, docentes e servidoras.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sesu, Capes e da Setec
Fonte: Ministério da Educação
EDUCAÇÃO
MEC participa de seminário sobre políticas educacionais na China
Publicado
8 de maio de 2026
O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Básica (SEB), participou do Seminário sobre Política Educacional realizado na Shanghai Normal University, em Xangai, na China, reunindo especialistas, pesquisadores e estudantes da universidade para debates sobre desenvolvimento educacional e cooperação internacional.
A missão no país asiático ocorre entre 4 e 15 de maio, e inclui também um intercâmbio pedagógico com visitas técnicas a cinco instituições de ensino de Xangai, sendo elas: Shanghai High School Affiliated to Theatre Academy; Qibao High School; Dongchang High School; Hiba Academy Shanghai; e Shanghai Gezhi High School. Na China, a comitiva brasileira também conta com representantes da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), da Universidade Federal do Ceará (UFC) e de parceiros institucionais da olimpíada.
Seminário – A programação do seminário contou com o painel “China-Brazil Dialogue on Basic Education Development”, composto pelo coordenador-geral do ensino fundamental do MEC, Victor Eyng, e pelo professor Zhu Xiaohu, pesquisador da área de avaliação educacional.
Durante o encontro, o representante do MEC apresentou um panorama do sistema educacional brasileiro, destacando as principais políticas públicas nacionais em curso, voltadas ao fortalecimento das aprendizagens e ao enfrentamento de desafios estruturais da educação básica.
Entre os temas abordados estiveram as políticas de recomposição das aprendizagens, iniciativas de apoio ao tempo integral e aos anos de transição escolar, programas de formação docente, além dos mecanismos nacionais de financiamento da educação e avaliação da aprendizagem. Por fim, abordou-se em mais detalhes o Compromisso Nacional Toda Matemática, política recentemente lançada com o objetivo de fortalecer a aprendizagem do componente no Brasil.
Segundo Eyng , a participação no seminário possibilitou o aprofundamento do diálogo entre Brasil e China sobre desafios comuns da educação básica, como formação de professores, avaliação, currículo e fortalecimento das aprendizagens. “Além disso, essas trocas internacionais são uma excelente oportunidade de conhecer referências e exemplos que dialoguem com nosso contexto e possam contribuir para o fortalecimento da cooperação entre os países, além de ampliar nossas perspectivas sobre inovação e desenvolvimento educacional”, destacou o coordenador.
A participação brasileira também evidenciou os esforços do MEC para promover maior equidade educacional em um país marcado pela diversidade regional e pelas desigualdades sociais, reforçando a importância da cooperação internacional e da troca de experiências para o aprimoramento de políticas públicas.
O professor Zhu Xiaohu apresentou perspectivas da pesquisa educacional chinesa, especialmente no campo da avaliação educacional e do acompanhamento da aprendizagem, promovendo um diálogo acadêmico sobre desafios comuns enfrentados pelos sistemas educacionais dos dois países.
O seminário integrou a agenda de intercâmbio educacional desenvolvida durante a missão brasileira na China, fortalecendo a aproximação entre instituições brasileiras e chinesas e ampliando oportunidades de cooperação em formação docente, currículo, avaliação e desenvolvimento de políticas para a educação básica.
Visita técnica – Durante as visitas às escolas, os educadores brasileiros acompanham aulas de matemática planejadas a partir da metodologia do Lesson Study, prática bastante consolidada e difundida no país asiático, baseada na elaboração colaborativa e observação e análise coletiva de aulas. Os planos observados foram construídos pelos grupos de pesquisa dos professores chineses, com foco em estratégias didáticas, participação dos estudantes e aprofundamento conceitual da aprendizagem matemática.
Após as observações em sala de aula, os professores brasileiros participam de reuniões pedagógicas com os grupos de pesquisa das escolas chinesas para discutir os objetivos das aulas, as escolhas metodológicas realizadas e os resultados percebidos durante a prática. O processo incluiu reflexões sobre possíveis aperfeiçoamentos dos planos de aula e das estratégias de ensino, em consonância com os princípios do Lesson Study, que compreende a formação docente como um processo contínuo, colaborativo e investigativo.
A experiência tem proporcionado aos participantes uma imersão em modelos de desenvolvimento profissional docente centrados na prática pedagógica e no trabalho colaborativo entre professores. Além da troca de experiências internacionais, a iniciativa busca fortalecer novas perspectivas para o ensino de matemática no contexto brasileiro, especialmente nos anos de transição escolar.
Essa perspectiva será um dos focos do Curso de Aperfeiçoamento em Conhecimentos Profissionais para o Ensino de Matemática na Educação Básica, iniciativa lançada pelo MEC no âmbito do Compromisso Nacional Toda Matemática. O curso está com inscrições abertas até o dia 15 de maio e mais informações podem ser acessadas no portal da Universidade Federal do Ceará (UFC).
Os professores medalhistas que participam da imersão na China atuarão como tutores da formação, compartilhando as experiências vivenciadas durante o intercâmbio e contribuindo para disseminar práticas de colaboração docente, planejamento coletivo e aperfeiçoamento metodológico no ensino de matemática em todo o país.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB
Fonte: Ministério da Educação
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