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Ministério das Mulheres integra pacto com os Três Poderes para fortalecer o enfrentamento ao feminicídio

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O Governo do Brasil lança, nesta quarta-feira (4), o Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, uma iniciativa é uma atuação inédita dos Três Poderes em torno de ações integradas de prevenção, proteção e responsabilização nos casos de violência letal contra mulheres. A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, está presente na solenidade realizada no Salão Nobre do Palácio do Planalto, em Brasília, com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, demais chefes dos Poderes e autoridades.

No âmbito do Poder Executivo, o Ministério das Mulheres integra o Comitê Interinstitucional de Gestão do pacto, junto à Secretaria de Relações Institucionais e ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. A pasta tem atuado de forma articulada para ampliar e fortalecer políticas públicas estruturantes voltadas à proteção da vida das mulheres, com presença nos territórios, integração da rede de atendimento e qualificação dos serviços.

A expansão da rede física de serviços especializados é uma das prioridades do Ministério das Mulheres. Atualmente, o país conta com 11 Casas da Mulher Brasileira em funcionamento, sendo quatro inauguradas na atual gestão. Outras seis unidades estão em obra, com previsão de inauguração em 2026, nos municípios de Macapá (AP), Aracaju (SE), Vila Velha (ES), Belo Horizonte (MG), Foz do Iguaçu (PR) e Rio Branco (AC). Além disso, 26 Casas da Mulher Brasileira encontram-se em outras fases de implementação, como elaboração de projetos, definição de terrenos e processos licitatórios. Desde 2023, mais de R$ 323 milhões já foram investidos nessa política.

“Estamos reconstruindo e ampliando a política de enfrentamento à violência contra as mulheres com ações concretas, presença nos territórios e integração entre os serviços. Proteger a vida das mulheres exige políticas públicas estruturadas, permanentes e articuladas entre os Poderes da República”, afirma a ministra das Mulheres, Márcia Lopes.

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A iniciativa tem alcance nacional, orientada pelo conceito “Todos juntos por todas”, que amplia o chamado para além de mulheres e meninas e convoca toda a sociedade — especialmente os homens — a assumir um papel ativo como aliado no enfrentamento à violência.

Centros de Referência da Mulher Brasileira

No caso dos Centros de Referência da Mulher Brasileira, 15 unidades já foram inauguradas na atual gestão. Outras cinco estão em obra, com previsão de entrega em 2026, localizadas em Guarapuava (PR), Tubarão (SC), Picos (PI), São Domingos do Norte (ES) e Cariacica (ES). Há ainda 13 centros em diferentes fases de implementação, com mais de R$ 25 milhões investidos desde 2023.

O fortalecimento da política de enfrentamento à violência também passa pela reestruturação da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, que vem recebendo melhorias para ampliar o acesso e qualificar o atendimento. Entre os avanços estão o lançamento do atendimento via WhatsApp (61) 9610-0180, a ampliação do atendimento em Libras, a implementação dos Painéis da Rede de Atendimento, com informações atualizadas de mais de 2.600 serviços especializados em todo o país, além do Painel de Dados do Ligue 180, que fortalece a transparência e o uso de evidências na formulação de políticas públicas.

Somente em 2025, o Ligue 180 realizou mais de 1 milhão de atendimentos e registrou, em média, 425 denúncias por dia, evidenciando a importância do canal como porta de entrada da rede de proteção. Também foi retomada a capacitação permanente das atendentes, com foco no atendimento humanizado e na escuta qualificada.

As ações de ampliação das Casas da Mulher Brasileira, dos Centros de Referência da Mulher Brasileira e a reestruturação do Ligue 180 integram o Programa Mulher Viver sem Violência, instituído pelo Decreto nº 11.431/2023, que organiza e articula a política nacional de enfrentamento à violência contra as mulheres.

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O Ministério das Mulheres também atua de forma articulada no Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios, instituído em 16 de agosto de 2023, pelo Decreto nº 11.640/2023, que já conta com a adesão de 19 estados. De forma complementar, a pasta desenvolve estratégias focadas nos territórios, como a Tenda Lilás, iniciativa itinerante que reúne ações culturais, oficinas, rodas de conversa e atendimentos especializados, com o objetivo de informar, conscientizar e fortalecer a proteção dos direitos das mulheres.

Confira as principais mudanças previstas pelo Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio

  • Medidas protetivas mais rápidas e que funcionem de verdade

Menos tempo entre a denúncia e a proteção efetiva da mulher. A ideia é que decisões judiciais, polícia, assistência social e rede de acolhimento passem a agir de forma coordenada, sem “empurra-empurra”.

  • Estado inteiro olhando para o mesmo caso

Executivo, Legislativo e Judiciário e órgãos de controle compartilham informações e acompanham os casos de forma integrada, do pedido de ajuda até o desfecho, reduzindo falhas que hoje colocam mulheres em risco.

  • Mais prevenção antes da violência virar morte

Campanhas permanentes, educação para direitos, capacitação de agentes públicos e ações para mudar a cultura de violência — inclusive envolvendo homens como parte da solução.

  • Agressores responsabilizados com mais rapidez

Processos mais céleres, menos impunidade e respostas mais firmes a quem descumpre medidas protetivas ou comete violência.

  • Atenção especial a quem corre mais risco

Foco em mulheres negras, indígenas, quilombolas, periféricas, do campo, com deficiência, jovens, idosas e moradoras de áreas remotas ou em maior vulnerabilidade.

  • Resposta a novas formas de violência

Enfrentamento da violência digital, como perseguição, ameaças e exposição online, que muitas vezes antecedem agressões físicas.

  • Cobrança pública de resultados

Relatórios periódicos, metas e prestação de contas: o pacto não fica só no anúncio — ele cria obrigação de mostrar o que está funcionando e o que precisa mudar.

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O portal TodosPorTodas.br reúne informações sobre o pacto, as ações previstas, canais de denúncia e políticas públicas de proteção às mulheres, além de estimular o engajamento de instituições públicas, empresas privadas e da sociedade civil. A plataforma traz um guia para download, com informações sobre os diferentes tipos de violência, políticas de enfrentamento e orientações práticas para uma comunicação responsável, alinhada ao compromisso de salvar vidas. O pacto tem o compromisso de longo prazo, com monitoramento contínuo, divulgação periódica de relatórios públicos e participação social, assegurada pelo diálogo com especialistas e organizações da sociedade civil.

Fonte: Ministério das Mulheres

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Primeiras casas rurais de Santo Antônio do Tauá (PA) são entregues em tempo recorde pelo Ministério das Cidades

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Santo Antônio do Tauá (PA) – Famílias do município de Santo Antônio do Tauá, no nordeste do Pará, vão passar o feriadão de carnaval em uma casa nova. Nesta sexta-feira (13), o Ministério das Cidades realizou a entrega de 17 moradias do Minha Casa, Minha Vida Rural na comunidade de São Raimundo de Borralhos. As chaves foram entregues pelo ministro das Cidades, Jader Filho.

O ministro esteve em Santo Antônio do Tauá, em agosto de 2025, para assinar os contratos com 44 famílias de São Raimundo de Borralhos. Agora, apenas seis meses depois, as primeiras 17 casas deste total são entregues, em tempo recorde.

“Essa é a quarta vez em que estou visitando o município de Santo Antônio do Tauá e sempre que estivemos aqui, trouxemos novidades. Agora, estamos entregando o resultado do compromisso que fizemos com as famílias da zona rural de Tauá, que sonharam com a casa própria e, agora, estão com suas casas novas”, disse o ministro Jader Filho.

O investimento federal para construção das 17 moradias foi de R$ 1,2 milhão. Em Santo Antônio do Tauá, o Minha Casa, Minha Vida Rural contratou 141 habitações que vão beneficiar famílias nas comunidades rurais de São Raimundo de Borralhos, Santo Amaro, Santa Maria do Ubintuba, Campo Cerrado e Vila Espírito Santo.

Ministro Jader ao lado de beneficiária do programa Minha Casa, Minha Vida Rural
Ministro Jader Filho e a beneficiária Samara Carvalho. Ela recebeu as chaves de sua nova casa em São Raimundo de Borralhos, zona rural de Santo Antônio do Tauá. Foto: Lucas Lima

A manicure Samara Borges, de 27 anos, foi uma das beneficiadas com uma moradia em Borralhos. Ela, que vivia com a mãe em uma casa conquistada há anos também por meio da modalidade Rural do Minha Casa, Minha Vida, ganhou sua primeira casa própria. “Só tenho gratidão, porque eu vou poder melhorar a minha vida, a do meu marido e dos meus dois filhos. Agradeço a todo mundo que ajudou a gente a tornar esse sonho realidade”, declarou a beneficiária.

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TIRE SUAS DÚVIDAS!

Para informações sobre como aderir ao programa Minha Casa, Minha Vida, entre em contato pelo telefone: (61) 3314-6624.

Acesse a Central de Conteúdos do Ministério das Cidades

Assessoria Especial de Comunicação Social do Ministério das Cidades
Atendimento à Imprensa
Telefone: (61) 2034-4282
E-mail: [email protected]

Fonte: Ministério das Cidades

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Consulta pública para elaboração do I PlaNaMigra começa em 19 de fevereiro

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Brasília, 13/02/2026 – Em 19 de fevereiro, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), abre consulta pública para elaborar o I Plano Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia (I PlaNaMigra).

As contribuições podem ser feitas até 15 de março, por meio da Plataforma Brasil Participativo, e fazem parte de etapa estruturante do processo de construção do Plano, assegurando participação social, transparência e fortalecimento da governança democrática da Política Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia (PNMRA).

A proposta é permitir que pessoas migrantes, refugiadas e apátridas, organizações da sociedade civil, gestoras(es) públicos, pesquisadoras(es), organismos internacionais e demais interessados analisem o conteúdo preliminar do Plano Nacional e apresentem contribuições, comentários e sugestões de aprimoramento.

O texto submetido à consulta pública resulta de amplo processo participativo conduzido pelo MJSP, que incluiu os debates realizados na 2ª Conferência Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia (2ª Comigrar) e discussões com ministérios e órgãos públicos parceiros na implementação do Plano Nacional.

Agora, é a vez da população migrante, refugiada e apátrida dar mais um passo fundamental: contribuir diretamente com o texto proposto, aprofundando e enriquecendo o que foi construído coletivamente até aqui.

Mais do que coletar sugestões, a consulta busca promover o engajamento social e institucional em torno da implementação do I PlaNaMigra, fortalecendo a corresponsabilidade entre União, estados, municípios e sociedade civil. Nesse contexto, serão especialmente incentivadas contribuições que dialoguem com as realidades territoriais e considerem as especificidades de gênero, raça, etnia, geração e deficiência, bem como os desafios enfrentados por grupos em situação de maior vulnerabilidade nos contextos migratórios, de refúgio e de apatridia no Brasil.

As manifestações recebidas por meio da Plataforma Brasil Participativo serão sistematizadas pela Coordenação-Geral de Política Migratória (CGPMIG), vinculada ao Departamento de Migrações (DEMIG) da Senajus. As colaborações serão analisadas quanto à pertinência, à viabilidade institucional e ao alinhamento com os objetivos e as diretrizes do I PlaNaMigra e da PNMRA. O processo resultará no aperfeiçoamento do texto-base e subsidiará a elaboração de nova versão do Plano, que seguirá para pactuação ministerial.

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Ao promover a consulta pública, o MJSP reafirma o compromisso com a construção de políticas públicas elaboradas com e para a população migrante, refugiada e apátrida, assegurando que suas experiências, demandas e prioridades orientem as ações do Estado brasileiro.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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