Desde 2024, a Polícia Civil tem desencadeado, de forma permanente, em todo Estado, a Operação Mobile, que consiste na investigação de crimes de roubos, furtos e comércio ilegal de telefones celulares, bem como a localização e devolução desses aparelhos às respectivas vítimas dessas ações criminosas.
Esse trabalho, associado a ferramentas tecnológicas, acredita a instituição, tem desestimulado essas práticas criminosas. De acordo com dados estatísticos da Polícia Civil, desde a deflagração da operação, em 2024, o Estado tem apresentado uma redução nos índices de furto e roubo.
Em Mato Grosso, em 2023 (ano anterior à realização da operação), foram registrados 6.365 casos de furtos e 2.387 de roubos. Em 2024, os índices caíram para 5.786 casos furto e 1.923 registros de roubo. Uma redução de 9,10 % e 19,44% respectivamente.
Se comparado o índice de 2024, sendo 5.786 casos de furtos e 1.923 de roubos, com a primeira quinzena de 2025, a redução dos índices foi ainda maior. Até 15 de dezembro de 2025, foram registrados 4.777 casos de furtos e 1.535 de roubos, representando uma redução de 17,44% e 20,18%, respectivamente.
Na região metropolitana (Cuiabá e Várzea Grande), em 2023, foram registrados 2.961 casos de furtos e 1.454 de roubos. Em 2024, os índices caíram para 2.830 casos furtos e 1.130 registros de roubos. Uma redução de 4,42 % e 22,28% respectivamente.
Quando comparado o índice de 2024 com a primeira quinzena de 2025, a queda desses índices foi ainda maior. Até 15 de dezembro de 2025, foram registrados 2.403 casos de furtos e 954 de roubos, representando uma redução de 15% e 15,58%, respectivamente. Analisando o período dos três anos, de 2023 a 2025 (até a primeira quinzena de dezembro), as reduções são de 18,84% e 34,39%, respectivamente.
“Esse trabalho permanente que vem sendo permanentemente contribui de forma efetiva para tornar os crimes de furtos e roubos menos interessante, afetando diretamente na redução desses índices de criminalidade. É um trabalho eficiente e eficaz que a Polícia Civil vem desenvolvendo e que vemos, sim, que desestimula o criminoso a seguir nessa empreitada”, pontuou o diretor da Diretoria Metropolitana, Wagner Bassi Junior.
Operação Mobile
A Operação Mobile é uma ação permanente da Polícia Civil, com o objetivo de rastrear, localizar e recuperar celulares furtados ou roubados; identificar autores de crimes patrimoniais e receptadores; combater o comércio ilegal desses aparelhos; aplicar medidas legais incluídas autuações, intimações, TCOs e prisões, bem como devolver os celulares às vítimas legítimas.
Dia D
A Polícia Civil realizou, no dia 15 de dezembro, o “Dia D” da Operação Mobile, com a devolução de 1.166 aparelhos celulares, provenientes de roubos, furtos e comércio ilegal.
A ação é resultado dos trabalhos investigativos realizados no decorrer da operação, desencadeada pela Diretoria Metropolitana, por meio das Delegacias Especializadas de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá e de Várzea Grande; e da Diretoria do Interior, com auxílio das 13 Delegacias Regionais.
A entrega ocorreu concomitantemente em todo Mato Grosso.
Tecnologia
Em novembro de 2025, cerca de 60 policiais das delegacias da Diretoria Metropolitana e Diretoria de Atividades Especiais (DAE) da Polícia Civil participaram de um treinamento técnico com a big tech Google Brasileira. O evento foi realizado com o objetivo de difundir conhecimentos sobre os mecanismos de segurança para aparelhos Androids, desenvolvidos pela empresa, cujo proposito é assegurar a inviolabilidade dos dados pessoas do proprietário, bem como a localização do aparelho de forma remota.
O diretor Metropolitano, Wagner Bassi, ressaltou que o treinamento foi uma oportunidade de capacitação profissional em um dos crimes mais comuns no universo policial, que se trata de roubo ou furto de aparelho celular.
“O treinamento foi maravilhoso, acho que todos os policiais deveriam fazer para atender melhor a população, pois umas das coisas apresentadas foram formas de localizar o celular pelas ferramentas da Google, quanto mais agilidade no atendimento da vítima em casos de celulares subtraídos maior a chance no êxito de rastreamento. Parcerias entre empresas de tecnologia e a polícia são muito vantajosas para a atualização da polícia, pois os criminosos sempre estão achando brechas e quando recebemos cursos com novas informações e ferramentas de trabalho como essa nos sentimos valorizados e capacitados a exercer nosso trabalho da melhor forma”, disse o diretor.
Parceria
Segundo o especialista em Comunicação Jurídica da Google Brasil, Antonio Trigueiro, no evento foram repassados conhecimentos sobre “Recursos de Segurança nos Dispositivos Androids” e “Ferramentas e Procedimentos Técnicos”, que colaboram para o fornecimento de informações que contribuem às investigações policiais.
O gerente de Parcerias Técnicas para Android da Google Brasil, Fabricio Ferracioli, destacou que o conhecimento técnico adquirido os policiais poderá melhorar o atendimento aos cidadãos que possam, por ventura, serem vítimas de ocorrências de furto ou roubo de aparelhos celulares além de proteger os dados pessoais contidos neles. “Hoje, o valor de um assalto não está limitado ao aparelho, também está associado ao que está dentro do aparelho”, disse Fabricio.
De acordo com Fabricio, essas tecnologias já foram implantadas pelas polícias dos estados da Bahia, do Rio de Janeiro e São Paulo. “Em São Paulo, inclusive, já tem nos aparelhos corporativos da Polícia Militar, essas ferramentas de segurança implantadas”.
A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu, nesta sexta-feira (23.1), quatro mandados de prisão no município, todos expedidos pela Quarta Vara Criminal de Rondonópolis.
As ações resultaram na prisão de quatro homens condenados por crimes graves, cujas penas somadas chegam a 50 anos, dois meses e 21 dias de reclusão, todos a serem cumpridos em regime prisional inicialmente fechado.
O primeiro mandado foi cumprido no bairro Tropical, em desfavor de um homem de 63 anos, condenado pelo crime de estupro de vulnerável, com pena de 17 anos e seis meses de reclusão.
Outro mandado foi executado contra um homem de 27 anos, no bairro Dom Osório, condenado por homicídio qualificado, cuja pena é de 12 anos de reclusão, em regime fechado.
Também foi preso um homem de 27 anos, no bairro Jardim Liberdade, condenado pelos crimes de roubo majorado, associação criminosa com aumento de pena e receptação, com pena de 8 anos e 10 meses de reclusão, igualmente em regime fechado.
O quarto mandado resultou na prisão de um homem de 26 anos, no bairro Jardim Brasília, condenado por roubo majorado, com pena remanescente de 11 anos, 10 meses e 21 dias de reclusão, a ser cumprida em regime fechado.
A Operação Inter Partes é uma macro-operação contínua da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, que integra o programa Tolerância Zero, tendo como um de seus objetivos o cumprimento de mandados de prisão contra integrantes de facções criminosas e autores de crimes graves, reforçando o combate a grupos criminosos em todo o Estado.
Com foco na ampliação e na qualificação das investigações de crimes de feminicídio na Região Metropolitana de Cuiabá, a Diretoria da Polícia Civil de Mato Grosso designou a delegada Jéssica Cristina de Assis para atuar na Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), especialmente nesta frente.
A delegada chega à DHPP como mais um dos delegados adjuntos, assumindo todas as investigações de feminicídio em Cuiabá, Várzea Grande, Acorizal e Nossa Senhora do Livramento, sem prejuízo do atendimento e das investigações de outros homicídios que ocorrerem durante a escala de plantão.
Jéssica já é conhecida pela atuação no combate à violência contra a mulher na Polícia Civil de Mato Grosso. Ao ingressar na instituição em 2021, ela atuou no Núcleo de Atendimento à Mulher, Criança, Adolescente, Idoso e Minorias da Delegacia de Sorriso, de agosto de 2022 a abril de 2025, assumindo também a titularidade da unidade em dezembro de 2023.
Antes de ser lotada na DHPP, a delegada atuava na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança e Idoso de Várzea Grande, onde ficou de abril a dezembro de 2025.
O diretor metropolitano, Wagner Bassi Júnior, explica que a decisão de lotar a delegada na unidade tem a finalidade de intensificar as ações de enfrentamento ao crime.
“Neste sentido, a diretoria escolheu a delegada, extremamente qualificada, para concentrar todas as investigações de feminicídio da região metropolitana, com o fim de buscar o resultado mais ágil e efetivo possível para a conclusão dos inquéritos. Não permitiremos que nenhum feminicida fique solto ou que deixe de responder pelos seus crimes. O foco da Polícia Civil é o esclarecimento de 100% dos feminicídios”, disse o diretor.
O delegado titular da DHPP, Caio Fernando Alvares de Albuquerque, destacou a necessidade da presença de uma delegada, diante da temática de feminicídios, especialmente com conhecimento prévio sobre o tema e também com foco no atendimento mais humanizado às vítimas indiretas, uma vez que só chega a ocorrência na DHPP quando o crime já foi consumado.
“É um grande reforço para a DHPP, uma vez que a delegada já vinha desempenhando um trabalho no interior do estado e, atualmente, na região metropolitana, com expertise na temática de violência doméstica e creio que, com sua chegada à unidade, contribuirá muito, tanto com os homicídios usuais quanto, principalmente, com os feminicídios”, disse o delegado.
Jéssica destacou que a apuração dos crimes de feminicídio exige uma atuação técnica, sensível e rigorosa, necessariamente orientada por uma perspectiva de gênero, conforme estabelecem as diretrizes do Protocolo Nacional de Investigação e Perícia nos Crimes de Feminicídio.
A delegada explica que, nesse sentido, a abordagem reconhece que a violência letal contra mulheres não ocorre de forma isolada ou fortuita, mas está inserida em um contexto estrutural de desigualdades históricas de gênero, frequentemente atravessadas por fatores como raça, classe social, orientação sexual, identidade de gênero e outras vulnerabilidades.
“Recebo com profundo senso de responsabilidade e genuíno entusiasmo a missão de atuar à frente das investigações de feminicídios ocorridos nos municípios de Cuiabá e Várzea Grande. O exercício da função de delegada de polícia, especialmente nesse contexto, representa não apenas o cumprimento de um dever legal, mas um compromisso ético com a proteção da vida das mulheres e com a efetivação dos direitos humanos”, destacou a delegada.