conecte-se conosco


POLÍTICA NACIONAL

Em áudio, prefeito de Apucarana (PR) tenta abafar caso de pedofilia

Publicado

Vereador Mauro Bertoli (DEM), acusado de pedofilia
Reproducao: Facebook

Vereador Mauro Bertoli (DEM), acusado de pedofilia

Áudio vazado do prefeito do município de Apucarana, no Paraná, Sebastião Ferreira Martins Junior (PSD), conhecido como “Junior da Femac”, exibe trecho de conversa em que ele pede para que vereadores da base não formalizem a abertura de comissão para investigar um suposto caso de pedofilia envolvendo o vereador Mauro Bertoli (DEM), vice-presidente da Câmara.

A gravação foi obtida pelo Portal 38 News na segunda-feira (11), mas, de acordo com a assessoria do prefeito, teria sido enviada a um vereador da base, que não foi identificado, em maio. Na conversa, definida por Junior da Femac como um “contorno político”, ele orienta um parlamentar a conversar com Bertoli e pede para que a ideia de criar a comissão seja barrada. O prefeito ainda faz um alerta para que o vereador tome cuidado, caso “esses caras (aliados) se voltem, por exemplo, contra você”.

“Se alguém perguntar, fala que a Câmara está acompanhando a investigação, que está sendo feita pelo Ministério Público. Daqui a pouco esses caras se voltam, por exemplo, contra você… Não precisamos disso, você é um cara que nós apostamos muito para frente. Então assim, quando você puder, chama o Mauro, fala: ‘Mauro, fique tranquilo”. Por favor não crie comissão, eu queria te passar esse contorno político”, diz o prefeito em áudio.

Reeleito em 2020, Bertoli é investigado por pedofilia, após um inquérito que apurava compra de votos nas eleições municipais encontrar material impróprio, com crianças e adolescentes, em um dos celulares apreendidos do vereador. O material, que está sob análise da promotoria criminal, foi enviado também para a Câmara de Apucarana.

Leia mais:  Delator da Lava-Jato, Paulo Roberto Costa, morre aos 68 anos

Procurado pela reportagem, Bertoli disse que não iria se pronunciar. O Ministério Público do Paraná informou que o caso é investigado pela 6ª Promotoria de Justiça de Apucarana e a ação penal corre em segredo de justiça, “o que impossibilita a disponibilização de outras informações”.

Por meio de nota, o prefeito Junior da Femac apontou que, no áudio, “apenas argumentou sobre fato que já está sendo investigado pelo Ministério Público e a Justiça Criminal da Comarca de Apucarana, há cerca de um ano e meio”, e que “apoia toda investigação, sem que haja a politização do caso”.

“Como pai de duas meninas, repudio com veemência fatos desta natureza. Como gestor público, mantenho várias políticas de enfrentamento da violência contra crianças e mulheres”, completou a nota.

A iniciativa de instaurar uma CPI partiu da ativista LGBTQIA+ Renata Borges, que é presidente do PDT de Apucarana. Em maio do ano passado, cerca de três meses depois da denúncia do suposto crime, Renata fez um ato em frente a Câmara de Vereadores cobrando um posicionamento da instituição sobre o caso. O GLOBO procurou a Câmara, que informou que não vai se pronunciar. Em maio, Renata enviou um novo pedido de respostas sobre a investigação à Promotoria de Justiça.

“Há uma cobrança porque ninguém nos dá um posicionamento sobre o caso. Temos uma Câmara falida, que não se posiciona e um poder que banaliza a pedofilia, os direitos humanos e qualquer causa social. Apucarana é como se a gente estivesse dentro de um sistema oligárquico, regida por coronéis. Precisamos fazer oposição a isso”, afirmou Renata.

A lei considera crime “adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente”. A pena varia de um a quatro anos de reclusão, além de multa.

Leia mais:  Ciro diz que polarização pode criar um 'estelionato eleitoral' no país

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo. Siga também o perfil geral do Portal iG .

Fonte: IG Política

Comentários Facebook
publicidade

POLÍTICA NACIONAL

Prazo para pedir voto em trânsito termina nesta quinta-feira (18)

Publicado

Prazo para solicitar habilitação de voto em trânsito termina nesta quinta-feira (18)
Geraldo Magela/Agência Senado

Prazo para solicitar habilitação de voto em trânsito termina nesta quinta-feira (18)

Termina nesta quinta-feira (18) o prazo para os eleitores que não estiverem no seu domicílio eleitoral no dia da votação, no primeiro turno, em 2 de outubro; e, em caso de segundo turno, no dia 30 de outubro, solicitarem o voto em trânsito .

O requerimento para votar em trânsito precisa ser feito presencialmente, em qualquer cartório eleitoral, sem necessidade de agendamento. É possível solicitar o voto em trânsito para o primeiro, o segundo ou ambos os turnos.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o voto em trânsito vale apenas para o cargo de presidente da República, quando a eleitora ou eleitor indicar uma cidade localizada em outra unidade da Federação diferente da do município do seu domicílio eleitoral.

“Podem votar nos cargos de deputado federal, deputado estadual, senador, governador e presidente da República apenas eleitoras e eleitores que indicarem para o voto em trânsito um município que esteja localizado na mesma unidade da Federação do seu domicílio eleitoral”, diz ainda o TSE.

O pedido para votar em trânsito só pode ser feito para as capitais e cidades com eleitorado igual ou superior a 100 mil pessoas. É possível consultar os locais habilitados a receber o voto em trânsito no site do TSE. Não é possível indicar municípios em outros países para o voto em trânsito.

Eleitores com o título de eleitor cadastrado no exterior, poderão votar em trânsito se estiverem em viagem ao Brasil. Para isso, devem indicar o município onde estarão no dia da votação. Nesses casos, só poderão votar exclusivamente em candidatas e candidatos a presidente da República.

“O voto em trânsito funciona como uma transferência temporária de domicílio eleitoral. A habilitação para votar em trânsito não transfere ou altera quaisquer dados da inscrição eleitoral. Após as eleições, a vinculação do eleitor com a seção de origem é restabelecida automaticamente”, informa o TSE.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo.  Siga também o  perfil geral do Portal iG.

Fonte: IG Política

Comentários Facebook
Continue lendo

POLÍTICA NACIONAL

PoderData: 41% dos evangélicos desaprovam governo Bolsonaro

Publicado

PoderData: 41% dos evangélicos desaprovam governo Bolsonaro
Reprodução/YouTube Cara a Tapa 13.08.2022

PoderData: 41% dos evangélicos desaprovam governo Bolsonaro

O eleitorado evangélico mantém 55% de aprovação ao governo do presidente Jair Bolsonaro (PL), segundo pesquisa realizada pelo PoderData e divulgada nesta quinta-feira (18). Ao mesmo tempo, 41% não o aprovam.

O percentual de apoio teve leve queda em relação a 15 dias antes, quando 61% dos identificados com esse grupo religioso avaliavam positivamente a gestão. Bolsonaro tem na base evangélica o principal ponto de apoio. Os números dele com esse segmento são maiores em comparação ao quadro de aprovação geral, onde marca 40%.

Entre os pessoas da Igreja Católica, 63% reprovam o mandato de Bolsonaro. Apenas 31% o aprovam. Essa diferença na avaliação positiva transitou para a dúvida nos últimos 15 dias – se antes 2% dos católicos não sabiam avaliar a gestão, agora são 6%.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo. Siga também o  perfil geral do Portal iG.

Fonte: IG Política

Comentários Facebook
Leia mais:  Bolsonaro começa primeira semana oficial de campanha no Sudeste
Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie

DIAMANTINO

POLÍTICA MT

POLICIAL

MATO GROSSO

POLÍTICA NACIONAL

ESPORTES

Mais Lidas da Semana