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POLÍTICA NACIONAL

Celso de Mello classifica Bolsonaro como ‘intolerante’

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Celso de Mello criticou o presidente Jair Bolsonaro
Nelson Jr./SCO/STF

Celso de Mello criticou o presidente Jair Bolsonaro

Ex-decano e ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello  afirmou nesta terça-feira que o  presidente Jair Bolsonaro (PL) tem um comportamento “intolerante” e que ignora “valores democráticos”. Na avaliação de Mello, o país passa por um grave momento político diante dos reiterados ataques ao sistema eleitoral e às instituições.

“Muito grave o momento político que estamos a viver, notadamente quando se tem presente o comportamento intolerante e audacioso de Bolsonaro que insiste em ignorar o sentido essencial dos valores democráticos e a importância fundamental das instituições da República!”, afirmou Celso de Mello.

Acrescentou o ministro:

“Os diversos pronunciamentos de Bolsonaro, especialmente aqueles que injustamente ofendem e atacam o Supremo Tribunal Federal, o Tribunal Superior Eleitoral e o sistema eleitoral, são suficientes para revelar a figura de um político sem qualquer noção dos limites que o regime democrático e o dogma constitucional da separação de poderes impõem a quem, como ele, exerce as altas funções de Presidente da República!”.

À reportagem, o ex-presidente do Supremo diz confiar que não haverá ruptura institucional, “não obstante o comportamento do Chefe de Estado que tem demonstrado ostensivo desapreço pela Constituição”. Na avaliação do ministro, essa confiança se dá pelo fato de haver, nos Poderes da República, “pessoas sensatas, responsáveis e conscientes da necessidade de preservar-se a integridade da ordem constitucional”.

“Embora confie em que não haverá ruptura institucional (seguida do triste cortejo de abusos governamentais e de subversão da ordem institucional), não obstante, o comportamento do Chefe de Estado que tem demonstrado ostensivo desapreço pela Constituição, tenho plena certeza de que há, nos Poderes da República, pessoas sensatas, responsáveis e conscientes da necessidade de preservar-se a integridade da ordem constitucional fundada em bases democráticas!”, pontua Celso de Mello.

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Ainda de acordo com o ex-decano, “o sentimento de respeito à Constituição da República, por ser mais intenso, haverá de sobrepujar e neutralizar quaisquer impulsos emanados de mentes autocráticas! Torna-se necessário resistir, sempre pelos meios legítimos proporcionados pela nossa Carta Política, a quaisquer ensaios que visem a fragilizar, a desvalorizar e a transgredir a ordem constitucional!”.

O ministro aposentado do STF, que deixou a Corte em outubro de 2020, é um dos signatários da “Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado democrático de Direito”, que será lançada em evento na Faculdade de Direito da USP no dia 11 de agosto. No lugar dele, entrou Nunes Marques, primeiro indicado por Bolsonaro ao Supremo.

Na última segunda-feira,  Bolsonaro usou reunião com embaixadores para fazer novos ataques sem provas ao TSE e às urnas eletrônicas – os equipamentos são usados nas eleições brasileiras desde 1996, sem nenhuma suspeita de fraude comprovada até hoje.

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Fonte: IG Política

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POLÍTICA NACIONAL

‘Humilhação’, diz atriz pornô que ficou sem candidatura pelo PT, em MT

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Atriz pornô teve filiação ao Partido dos Trabalhadores do Mato Grosso suspensa
Reprodução/Redes Sociais – 25.05.2022

Atriz pornô teve filiação ao Partido dos Trabalhadores do Mato Grosso suspensa

Mesmo tendo conseguido a sua filiação ao PT por meio de uma liminar na Justiça, a atriz pornô e influencer Ester Caroline Pessato, de 24 anos, não foi incluída na lista de candidatos do partido. Conhecida como Tigresa Vip nas redes sociais, ela pretendia a disputar a uma vaga de deputada estadual em Mato Grosso e chegou a ter sua pré-candidatura anunciada em um evento do partido. Pelas redes sociais, Ester lamentou o episódio:

“Maior humilhação que eu já vivi na minha vida até hoje. Não foi humilhação passar fome, morar nos sem-terra. Não é humilhação ser atriz pornô, entendeu? A maior humilhação foi quando o PT me expulsou e excluiu a minha filiação”, disse Ester Pessato em vídeo compartilhado nas suas redes sociais na última sexta-feira.

Durante o vídeo, ela aponta o presidente do PT no MT, o deputado estadual Valdir Barranco, e a deputada federal Rosa Neide como os responsáveis por articularem a suspensão da sua filiação, bem como bloquearem sua candidatura.

Procurados, Valdir Barranco e Rosa Neide não se manifestaram sobre as declarações de Ester. O espaço segue aberto.

A controvérsia no entorno da pré-candidatura de Ester Pessatto se arrasta desde meados de abril. Uma das polêmicas envolveu um áudio atribuído à deputada federal Rosa Neide (PT-MT). Nele, Rosa Neide supostamente afirma ter visto um vídeo da atriz e alertado a presidenta do partido:

“Se é para fazer campanha política sendo chacota para o país, não estou disposta. Então já enviei para a presidenta (Gleise Hoffman) e espero que segunda-feira o deputado Valdir Barranco, nosso presidente, possa fazer uma reunião e discutir a questão antes que seja tarde demais”, diz o áudio.

Procurada pela imprensa de Mato Grosso na época do vazamento, Rosa Neide não negou a autoria do áudio. Em nota, ela afirmou que o PT é um partido dinâmico e plural.

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Fonte: IG Política

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POLÍTICA NACIONAL

Jovem é demitida pelo pai após criticar Bolsonaro e pede indenização

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Brunna Venâncio será indenizada pelo próprio pai após ser demitida por críticas a Bolsonaro
Reprodução – 10.08.2022

Brunna Venâncio será indenizada pelo próprio pai após ser demitida por críticas a Bolsonaro

Foi com um “misto de indignação, tristeza e decepção” que Brunna Letícia Venancio, de 29 anos, entrou com um processo judicial contra o próprio pai. A jovem moradora de Macapá foi demitida pelo genitor após fazer críticas ao presidente Jair Bolsonaro (PL) nas redes sociais, em setembro do ano passado. Uma decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região, da última sexta-feira, estabeleceu que ela deverá ser indenizada em R$ 20 mil por danos morais.

A demissão de Brunna foi motivada por uma postagem nas redes sociais. Em 8 de setembro ela opinou sobre a manifestação feita na véspera por bolsonaristas em todo o país. “Sou completamente contra esse desgoverno e esse ser humano horroroso, corrupto, mal caráter, fascista, nazista, imbecil, incapaz e medíocre”, escreveu Brunna.

A publicação desagradou o pai da tatuadora, que era seu patrão, naquela altura.

“Bom dia, Brunna. Antes de ter as suas exposições de ira e deboche em suas posições políticas, lembre em respeitar quem está do outro lado, não se esqueça que eu tenho posições antagônicas”, enviou o pai para a filha, em áudio no WhatsApp, transcrito na sentença.

“Entrei na Justiça com um misto de indignação, tristeza e decepção. Eu não queria chegar a esse extremo. Não é fácil processar o próprio pai”, disse Brunna, ao GLOBO.

Antes desta postagem, pai e filha tinham se desentendido uma vez por motivação política: quando Brunna comentou que o Brasil voltou para o mapa da fome no governo Bolsonaro. Brunna relata ter recebido agressões verbais na ocasião.

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“Ele me chamou de esquerdopata e petralha. Desde então eu não tocava mais no assunto”, afirmou a tatuadora. “Eu sempre tive que me silenciar, ele sabia das minhas opiniões políticas e eu sabia as dele, mas a gente não entrava nesse assunto.”

Brunna explica que decidiu processar o pai por ter se sentido chantageada.

“Eu acho que [a indenização] repara o dano. Ele me mandou áudios absurdos, me humilhando, falando coisas pesadas. Eu não poderia aceitar. Ele queria me chantagear com o emprego que eu tinha: ‘Ou você apaga agora, ou você sabe que posso te punir”, disse Brunna.

A tatuadora atuava como supervisora de cadastro e vendas na empresa Grupo Popular, que tem seu pai como um dos sócios. Ela foi dispensada sem justa causa. No processo, a empresa negou que a demissão da mulher estivesse relacionada com suas opiniões políticas.

A juíza Camila Afonso de Novoa Cavalcanti, do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região, entendeu que a conduta da empresa viola a legislação por promover discriminação por opinião política. A empresa ainda pode recorrer da decisão.

Na sentença, a magistrada mencionou o áudio enviado pelo pai de Brunna. Para a juíza, a mensagem exemplifica como as opiniões políticas da mulher suscitavam atritos entre os dois.

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Fonte: IG Política

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