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POLÍTICA NACIONAL

Bolsonaro intensifica estratégia de campanha entre evangélicos

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Bolsonaro em evento evangélico no Maranhão: nos últimos três meses, ele esteve, em média, em um ato com o segmento religioso por semana
Reprodução/Facebook – 15.07.2022

Bolsonaro em evento evangélico no Maranhão: nos últimos três meses, ele esteve, em média, em um ato com o segmento religioso por semana

Pré-candidato à reeleição, o presidente Jair Bolsonaro esteve em média, nos últimos três meses, em um evento evangélico por semana. A maior presença do titular do Palácio do Planalto em cerimônias ou encontros desse segmento religioso coincide com a melhora de seu desempenho nas pesquisas de intenção de voto nesse estrato — um dos únicos em que ele aparece à frente do ex-presidente Lula. O petista, por sua vez, não participou de nenhum ato público com evangélicos este ano. Esse segmento representa 31% da população, segundo pesquisa Datafolha de 2019.

No último fim de semana, as duas maiores capitais do Brasil foram palco de eventos evangélicos que arrastaram multidões de fiéis: a Marcha Para Jesus, em São Paulo, e a Grande Concentração de Fé, no Rio. Além das orações e louvores, os dois atos religiosos tiveram em comum a presença de pré-candidatos de centro e de direita — da presidenciável do MDB, Simone Tebet, a Bolsonaro — e a ausência de políticos de esquerda. Amanhã, Bolsonaro deve participar de mais uma edição da Marcha para Jesus, em Fortaleza.

Apesar de acenos a igrejas e da busca de diálogo com pastores, pré-candidatos de esquerda têm ficado de fora de grandes agendas públicas de evangélicos. Com a direita avançando sobre este segmento — principalmente nas vertentes neopentecostais — eles temem ser hostilizados nesses espaços. Além disso, defendem que as agendas com esse público sejam de teor civil, com debate de propostas, e não em atos voltados à manifestação religiosa, como a Marcha Para Jesus.

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Na última pesquisa Datafolha, divulgada no fim de junho, Lula lidera a disputa presidencial, com 47%, seguido de Bolsonaro, com 28%. Entre os evangélicos, o atual presidente lidera e se distanciou do petista, a ponto de deixar o empate técnico. O atual presidente tem entre eles 40%, ante 35% de Lula. Em maio, os percentuais eram 39% e 36%. E em março, 37% a 34%. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Pautas sensíveis

Além da intensificação da agenda voltada para esse segmento, a ampliação da vantagem de Bolsonaro entre os evangélicos coincide com ofensiva feita por lideranças desse segmento religioso contra o petista, após ter defendido, no início de abril, a descriminalização do aborto, por uma questão de saúde pública.

Bolsonaro costuma usar esses eventos para mobilizar o eleitorado conservador, incitando o medo de que pautas de esquerda sejam implementadas. Na quarta-feira, em discurso em evento da Assembleia de Deus, em Imperatriz (MA), o presidente atacou a população LGBTQIA+, afirmando que “menino é menino e menina é menina”.

No último sábado, em cima do trio elétrico na Marcha para Jesus em São Paulo, o presidente disse que os cristãos “são a maioria do país, a maioria do bem, que vencerá outra vez o mal” e pediu para que o povo não “experimente as dores do socialismo”.

Diante da hostilidade de lideranças evangélicas como o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, a pré-campanha de Lula vem focando em criar pontes com pastores de pequenas igrejas e abrir canais diretos com os fiéis, apostando principalmente em propostas para a melhoria da economia e o combate à pobreza.

A equipe de Lula quer criar comitês em todos os estados do país voltados para esse eleitorado. Em outra ponta, o pastor Paulo Marcelo Schallenberger, ligado à Assembleia de Deus no Brasil, vem se apresentando como emissário para dialogar com evangélicos “com os quais o PT não fala”. Ele tem organizado grupos de pastores para reuniões políticas para “desmistificar” as posições de Lula e ressaltar os atos dos governos petistas que beneficiaram as igrejas e o público evangélico.

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Ambiente hostil

Na pré-campanha de Ciro Gomes, o presidente do Movimento Cristão Trabalhista do PDT, pastor Alexandre Gonçalves, é um dos principais interlocutores com os evangélicos. Ele se opõe à participação de políticos nesses eventos argumentando que seria “antiético” usar um ato voltado ao culto religioso como palanque político — apesar de reconhecer que eleitoralmente seria estratégico ocupar esses espaços.

Ele afirma que eventos como a Marcha Para Jesus, fundada pelo pastor Estevam Hernandes, apoiador de Bolsonaro, acabaram sendo apropriados pela direita e se tornando ambientes hostis à esquerda:

“A edição em Balneário Camboriú (SC), por exemplo, não era uma marcha para evangélicos, era praticamente uma marcha de apoiadores ferozes de Bolsonaro. Se o Ciro fosse ali, o Lula, ou qualquer um de esquerda, corria o risco até de ser agredido.”

De acordo com os organizadores da Marcha, apenas autoridades do Executivo — prefeitos, governadores e presidente — recebem convites e têm espaço para discursar. Segundo o evento, outros políticos podem participar por iniciativa própria e“são bem recebidos”, mas não têm espaço para se manifestar no palco e trios. A organização diz que não faz distinção ideológica ou política.

“Os presidentes anteriores, por exemplo, Temer, Dilma, Lula, todos foram convidados, mas não compareceram”, disse, por meio de nota, a organização da Marcha Para Jesus.

Segundo o cientista político da Universidade de São Paulo (USP) e autor do livro “Entre a religião e o lulismo”, Vinicius do Valle, a ausência desses políticos nesses atos é resultante da dificuldade de diálogo e inserção da esquerda principalmente nas denominações pentecostais.

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Fonte: IG Política

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POLÍTICA NACIONAL

Aprovação do governo é maior entre quem recebe auxílio, diz PoderData

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Jair Bolsonaro
Isac Nóbrega/PR – 07.06.2022

Jair Bolsonaro

A primeira rodada da pesquisa PoderData, após início do pagamento do Auxílio Brasil com reajuste para R$ 600, mostra que o governo de Jair Bolsonaro (PL) está mais bem avaliado entre quem recebe o benefício do que entre a população em geral. Segundo o levantamento, que foi realizado entre 14 e 16 de agosto de 2022, a taxa de aprovação da atual gestão atual é de 45% entre as pessoas que receberam algum pagamento do programa substituto do Bolsa Família no último mês.

Já a taxa de desaprovação do governo nesse grupo é de 51%. No entanto, a pesquisa aponta um movimento favorável à administração Bolsonaro nos últimos 15 dias.

O levantamento aponta, ainda, um crescimento de Bolsonaro entre os beneficiários em termos de intenção de voto. Há duas semanas, o mandatário tinha 25% nesse grupo. Agora, são 39%.

Os dados da pesquisa foram coletados através de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 3.500 entrevistas em 331 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais parta mais ou para menos. O intervalo de confiança é de 95%. O registro no TSE é BR-02548/2022

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Fonte: IG Política

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POLÍTICA NACIONAL

PoderData: 56% desaprovam governo de Jair Bolsonaro

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PoderData: 56% desaprovam governo de Jair Bolsonaro
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

PoderData: 56% desaprovam governo de Jair Bolsonaro

O governo de  Jair Bolsonaro (PL) é desaprovado por 56% do eleitorado brasileiro, de acordo pesquisa PoderData realizada de 14 a 16 de agosto. Além disso, 40% aprovam a gestão do atual presidente.

De acordo com a pesquisa, a aprovação do governo é ligeiramente mais favorável entre os beneficiários do Auxílio Brasil: 45% aprovam e 51% desaprovam.

Veja em quais grupos Bolsonaro tem mais dificuldade:

  • sexo – só 34% das mulheres aprovam o governo; entre homens, a taxa sobe para 46%
  • idade – aprovação é mais alta entre os adultos de 25 a 44 anos (47%)
  • região – moradores do Nordeste (61%) são os que mais desaprovam a gestão Bolsonaro
  • renda – desaprovação é de 61% entre os que têm renda familiar de até 2 salários mínimos

Os dados foram coletados de 14 a 16 de agosto de 2022, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 3,5 mil entrevistas em 331 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O registro no TSE é BR-02548/2022.

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Fonte: IG Política

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