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POLÍTICA NACIONAL

Aliança de Damares com Ibaneis frustra planos de José Arruda no DF

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Ibaneis (ao centro) terá Damares como candidata ao Senado e como vice a deputada Celina Leão (PP)
Divulgação – 16.07.2022

Ibaneis (ao centro) terá Damares como candidata ao Senado e como vice a deputada Celina Leão (PP)

O lançamento da candidatura da ex-ministra Damares Alves (Republicanos) ao Senado numa aliança com o atual governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), que disputará a reeleição, definiu o palanque do presidente Jair Bolsonaro (PL) na capital do país. O anúncio frustou os planos do correligionário José Roberto Arruda (PL), ex-governador cassado, que negociava o apoio do presidente após reconquistar o direito de concorrer nas eleições deste ano.

A situação de Arruda, porém, ainda está indefinida. Uma decisão liminar (provisória) do Superior Tribunal de Justiça (STJ) na semana passada restabeleceu os direitos políticos do ex-governador sob o argumento de que ainda é preciso esperar a palavra final sobre quem pode ser beneficiado com as mudanças que afrouxaram a Lei de Improbidade Administrativa. A situação deve ser resolvida no próximo dia 3 de agosto, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar se as novas regras têm efeito retroativo, ou seja, se valem para réus condenados antes das alterações, aprovadas em outubro do ano passado.

As condenações suspensas de Arruda envolvem o escândalo conhecido como Mensalão do DEM, que apurou crimes de corrupção e improbidade administrativa no DF. Arruda foi condenado por acusação de compra de apoio político, com base na antiga lei de improbidade.

Após a liminar, Arruda passou a articular uma nova candidatura ao Palácio do Buriti. A aposta do ex-governador era que o apoio de Bolsonaro seria capaz de fazer frente politicamente a Ibaneis, que figura como favorito na corrida eleitoral local. Agora, porém, mesmo aliados reconhecem que as chances de isso ocorrer são baixíssimas e admitem que ele deve concorrer a deputado federal.

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Ibaneis tinha um compromisso com a mulher de Arruda, a ex-ministra e deputada federal Flávia Arruda (PL), como sua candidata ao Senado. Para confirmar o apoio, porém, ele pediu que Arruda declarasse publicamente que não seria candidato ao governo. As articulações do ex-governador para disputar o Buriti irritaram o emedebista, que decidiu então anunciar a chapa sem a presença do PL.

Flávia prejudicada

Embora o cenário ainda possa mudar, a articulação de Arruda prejudicou o plano de Flávia de se lançar ao Senado. Eleitoralmente, dirigentes partidários consideravam inviável que o marido disputasse a governador e a mulher, a senadora.

Damares, por sua vez, tem o apoio da primeira-dama Michelle Bolsonaro, mas não era a preferida da ala política do governo. Ela é vista como novata na política para disputar um cargo majoritário do porte do Senado. Segundo interlocutores, internamente, Bolsonaro havia declarado até mesmo preferência por Flávia. Mas a insistência de seu marido em se candidatar prejudicou a ex-ministra da Secretaria de Governo, que acabou preterida da chapa.

A interlocutores, a ex-ministra tem dito que as conversas continuam e ainda não admite desistir da candidatura ao Senado.

Vaga na Câmara

Sem o apoio do Planalto para reconquistar o governo do Distrito Federal, Arruda tem sido aconselhado pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, a concorrer a uma vaga na Câmara. Nesse caso, Flávia, ex-ministra da Secretaria de Governo, ficaria com um futuro indefinido, uma vez que não iria disputar votos com o próprio marido.

Ibaneis lançou sua candidatura como um palanque bolsonarista no Distrito Federal, já que conta com a deputada Celina Leão (PP) como vice. A composição teve a bênção do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP), que declarou durante o evento de lançamento, na quarta-feira, que a chapa é uma “união de Bolsonaro com Ibaneis”.

O ex-deputado Alberto Fraga (PL), que deve tentar voltar à Câmara neste ano, mantém a esperança na candidatura de Arruda ao Executivo, citando Paulo Octávio (PSD) como possível candidato a senador e algum candidato a vice-governador no União Brasil. Diante das dificuldades, porém, o próprio ex-governador não está convicto deste plano.

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Fonte: IG Política

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POLÍTICA NACIONAL

Haddad assume compromisso com Boulos

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Haddad diz que apoiará Boulos em 2024
Reprodução/YouTube – 17.08.2022

Haddad diz que apoiará Boulos em 2024

Nesta quarta-feira (17), o candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) afirmou publicamente que apoiará a candidatura de Guilherme Boulos (PSOL) para a prefeitura de São Paulo, em 2024. A declaração foi dada em sabatina realizada pelo jornal O Globo, Valor Econômico e Rádio CBN.

Durante a entrevista, o ex-prefeito foi perguntado se o Partido dos Trabalhadores ficaria sem candidato na capital paulista para estar no mesmo palanque que o psolista, que abriu mão da candidatura ao Palácio dos Bandeirantes para apoiar o petista na corrida eleitoral deste ano.

Haddad garantiu que negociou com Boulos e se comprometeu a apoiá-lo em 2024, independentemente do resultado da eleição deste ano. O ex-ministro da Educação deixou claro que, além dele, o PT também avisou que não lançará nenhum nome para concorrer ao cargo de prefeito.

“Eu vou apoiar, vou estar no palanque dele [Boulos], qualquer que seja o resultado da eleição, porque eu assumi um compromisso pessoal, e o PT também”, resumiu o candidato.

No ano passado, o psolista se colocou como pré-candidato ao governo de São Paulo, mas se retirou da disputa para concorrer ao cargo de deputado federal, tendo como objetivo ser o nome mais votado.

Desta forma, o PSOL passou a fazer parte da coligação que apoia Haddad. Agora a expectativa é que o PT cumpra o combinado e esteja com Boulos na corrida eleitoral de 2024 para a prefeitura da capital paulista.

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POLÍTICA NACIONAL

Lula diz que vai melhorar o país e chama Bolsonaro de “tralha”

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Lula detonou Bolsonaro
Reprodução/YouTube – 17.08.2022

Lula detonou Bolsonaro

Nesta quarta-feira (17), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que o Brasil tem totais condições para “deixar de ser pequeno” mundialmente e que o país não está conseguindo se desenvolver por “incapacidade” e pela “falta de gestão” do presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Este país está pronto [para voltar a crescer], é só tirar essa tralha que tem lá e colocar a gente no lugar que vocês vão ver como vamos melhorar este país”, disse o petista na fundação Perseu Abramo no encontro com empresários de micro, pequenos e médios empreendimentos.

Ele relatou que tem muita experiência porque governo o Brasil por oito anos e agora terá a “a experiência” de Geraldo Alckmin (PSB), que foi governador de São Paulo em quatro oportunidades. “A vantagem é que vai ter dois caras que gostam de conversar, então é o momento oportuno de fazer a pauta de reivindicações”, destacou.

O ex-presidente ressaltou que sua maior preocupação é a questão econômica. Na avaliação dele, seu plano é controlar a inflação, diminuir o desemprego e permitir com que as empresas se desenvolvam.

“Vamos voltar a fazer com que os bancos públicos atuem como bancos públicos. Não queremos que eles deem prejuízo, mas que prestem uma função social a este país. O BNDES, por exemplo, vai ter que deixar de fazer empréstimos para grandes empresas e vai ter que se dedicar a pequenos e médios negócios, porque o restante pode pegar empréstimo em dólar em qualquer banco”, completou.

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Fonte: IG Política

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