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POLÍTICA NACIONAL

Plano de governo de Lula fala em investir na valorização de policiais

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Alckmin e Lula
Reprodução: Twitter – 13.04.2022

Alckmin e Lula

O texto que servirá de diretriz para a elaboração do programa de governo da chapa formada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) será alterado para incluir a “valorização dos policiais” como um dos pontos da política de segurança pública. A mudança foi acertada em reunião organizada ontem pelos representantes dos sete partidos que compõem a aliança (PT, PV, PCdoB, PSB, Solidariedade, Rede e PSOL).

Após ser finalizado — o que deve acontecer em uma nova reunião hoje —, o documento ainda passará pelo crivo dos pré-candidatos a presidente e a vice. A expectativa é que o texto seja divulgado na próxima terça-feira em um evento com Lula e Alckmin.

A primeira versão das diretrizes, elaborada pela equipe da Fundação Perseu Abramo, braço teórico do PT, previa “uma segurança pública cidadã para a proteção da vida”. Na nova versão, que incorpora propostas apresentadas pelo PSB e aprovadas pelos demais partidos, fica explícito o gesto aos policiais: “A integração com governos estaduais e municipais, o foco na priorização da vida, no controle de armas, em inteligência policial, em tecnologia de ponta e na valorização profissional dos policiais nortearão nossas ações, que enfrentarão a violência, a corrupção, a lavagem de dinheiro, as movimentações financeiras e a rede de negócios ilegais dos grupos armados organizados.

Carreiras e fiscalização

Um outro tema que deve aparecer é o aprimoramento do Sistema Único de Segurança Pública, com modernização das instituições do setor, das carreiras policiais e dos mecanismos de fiscalização da atividade policial. Também deve haver referência à reformulação dos processos de seleção e à defesa dos direitos humanos dos policiais.

Reportagem do GLOBO mostrou ontem que policiais ligados ao PT estão preocupados com recentes declarações de Lula e com alegadas dificuldades para incluir demandas da classe no programa de governo do partido. O temor era que a falta de diálogo com os agentes empurre as corporações ainda mais para o bolsonarismo. A segurança pública é tópico de um dos 17 núcleos no PT dedicados a temas específicos.

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Num evento com mulheres em São Paulo, em 30 de abril, o pré-candidato a presidente do PT afirmou que “Bolsonaro não gosta de gente, gosta é de policial”. No dia seguinte, o petista se desculpou com a categoria.

Na reunião de ontem, também foi acertado que não haverá mais uma menção à “revogação” completa da reforma trabalhista feita no governo Michel Temer, como na versão original das diretrizes. A nova redação seguirá o documento elaborado este ano pela conferência de nove centrais sindicais, o Conclat, que fala em “revogar os marcos regressivos” da legislação trabalhista.

O tema era fruto de divergência entre os partidos. O Solidariedade se colocava contra a revogação, enquanto o PSOL considerava o ponto como central para declarar apoio a Lula.

Liberdade de imprensa

Os demais temas econômicos, como a defesa da revogação do teto de gastos, devem ser discutidos na reunião de hoje. Ontem, houve mudanças nos itens relacionados à questão ambiental. Foi incorporada de forma explícita a defesa da proteção do espaço marítimo brasileiro, a Amazônia Azul.

Segundo Pedro Ivo, representante da Rede, o texto vai prever que a questão ambiental e a sustentabilidade devem nortear todos os aspectos do desenvolvimento do país:

“Houve um avanço importante na questão ambiental.”

Ele ainda diz que o item sobre direito de acesso à informação ganhará uma nova redação para que não haja dúvidas sobre o compromisso da candidatura com a liberdade de imprensa.

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POLÍTICA NACIONAL

Queiroga pode prestar esclarecimentos na Câmara sobre atuação do filho

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 Queiroga é convidado a prestar esclarecimentos na Câmara sobre atuação de seu filho na pasta da Saúde
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Queiroga é convidado a prestar esclarecimentos na Câmara sobre atuação de seu filho na pasta da Saúde

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, foi convidado pela Comissão do Trabalho, Administração e Serviço Pública da Câmara dos Deputados para explicar a atuação de seu filho, Antônio Cristovão Neto, o Queiroguinha, na pasta. Reportagens do GLOBO revelaram que Queiroguinha tem atuado como intermediário para a liberação de recursos do ministério, segundo prefeitos. Como se trata de um convite, o ministro Marcelo Queiroga não é obrigado a comparecer.

Segundo prefeitos e vídeos de eventos do Ministério da Saúde, Queiroguinha tem atuado como representante do seu pai e trabalhado para conseguir a liberação de recursos públicos da pasta para atender a demandas de prefeituras da Paraíba. Queiroguinha é pré-candidato a deputado federal pelo PL, mesmo partido do presidente Jair Bolsonaro. Segundo prefeitos ouvidos pelo GLOBO. “Ao que se verifica, mesmo não investido em cargo público, o filho do Ministro da Saúde vem exercendo atribuições que legalmente são acometidas a servidores públicos, assumindo papel relevante no Ministério da Saúde, no que diz respeito às escolhas políticas para a destinação de recursos públicos, orientando decisões administrativas e interferindo diretamente na gestão do interesse públicos”, afirmou o deputado Bira do Pindaré (PSB-MA) no requerimento aprovado nesta terça-feira pela Comissão.

O caso também é investigado pelo Ministério Público Federal. Na semana passada, Queiroguinha esteve ao lado do presidente Jair Bolsonaro durante evento de entrega de residências populares em João Pessoa, na Paraíba. Ao final do seu discurso, Bolsonaro agradeceu Queiroguinha pela presença. “Agradecer a presença também do Queiroguinha”, disse Bolsonaro citando nominalmente diversas autoridades presentes.

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No palco, reservado para as autoridades, Queiroguinha sentou atrás de Bolsonaro e em determinado momento chegou a sussurrar em seu ouvido. Na abertura do evento, ele também foi citado pelo prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena. “Presidente Jair Bolsonaro, ministro da Defesa, Paulo Sergio Nogueira de Oliveira, ministro da Saúde, o conterrâneo, Marcelo Queiroga e aos demais, Queiroguinha, também aqui presente”, disse o prefeito.

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Fonte: IG Política

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POLÍTICA NACIONAL

Câmara convida ministro da Justiça para explicar interferência na PF

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Bolsonaro e Anderson Torres, ministro da Justiça, exibem novo passaporte
Divulgação/Ministério da Justiça

Bolsonaro e Anderson Torres, ministro da Justiça, exibem novo passaporte

A Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira um convite para que o ministro da Justiça, Anderson Torres, preste esclarecimentos sobre a suposta interferência na investigação que resultou na prisão do ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro.

Como se trata de um convite, o ministro não é obrigado a comparecer. De acordo com o requerimento, Torres foi convidado para explicar a participação da cúpula da instituição ou de integrantes do Poder Executivo na operação “Acesso Pago”.

O requerimento citou, entre outros pontos, a mensagem enviada pelo delegado Bruno Calandrini em um grupo de policiais afirmando que não teria autonomia e independência investigativo. Posteriormente, áudios de ligações de Milton Ribeiro interceptadas pela Polícia Federal indicaram que o ex-ministro conversou com o presidente Jair Bolsonaro, que teria dito que tinha um pressentimento de que uma operação poderia ser realizada contra Ribeiro.

Segundo os deputados do PT, Bohn Gass, Rogério Correia e Reginaldo Lopes, autores do requerimento, “qualquer interferência numa investigação dessa magnitude deve ser apurada com rigor e identificado os responsáveis”.

Na última sexta-feira, o Ministério Público Federal pediu que a investigação sobre a possível interferência de Bolsonaro seja enviada ao Supremo Tribunal Federal, já que o presidente tem foro privilegiado.

Na ligação a Ribeiro, Bolsonaro estava em viagem a Los Angeles, nos Estados Unidos, onde participou da Cúpula das Américas. O ministro da Justiça, Anderson Torres, fez parte da comitiva para a cidade americana.

Em suas redes sociais, Anderson Torres negou que tenha conversado com o presidente sobre operações da Polícia Federal durante a viagem.

“Diante de tanta especulação sobre minha viagem com o Presidente Bolsonaro para os EUA, asseguro categoricamente que, em momento algum, tratamos de operações da PF. Absolutamente nada disso foi pauta de qualquer conversa nossa, na referida viagem”, escreveu Ribeiro.


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Fonte: IG Política

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