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POLÍTICA NACIONAL

PF vai apurar ‘eventual interferência’ em investigação contra Ribeiro

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Ex-ministro da Educação Milton Ribeiro foi preso na manhã desta quarta (22) em operação da PF
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Ex-ministro da Educação Milton Ribeiro foi preso na manhã desta quarta (22) em operação da PF

A Polícia Federal determinou abertura de apuração sobre “eventual interferência” no inquérito contra o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro. A suspeita veio a público depois que o delegado da Polícia Federal Bruno Calandrini escreveu uma mensagem a colegas dizendo ter havido “interferência” do órgão na operação deflagrada na quarta-feira. Ele citou como exemplo o fato de, após a prisão, o ex-ministro não ter sido transferido de São Paulo para a carceragem da PF no Distrito Federal, como determinado pela Justiça.

A mensagem foi revelada pelo jornal “Folha de S.Paulo” e obtida pelo GLOBO. Em nota divulgada nesta quinta, a PF informou que determinou a instauração de investigação “para verificar a eventual ocorrência de interferência, buscando o total esclarecimento dos fatos”.

No texto, Calandrini diz que Milton Ribeiro “foi tratado com honrarias não existentes na lei” e reclamou que a transferência para o DF não foi executada. Fontes da PF afirmam que não houve planejamento prévio para realizar a transferência dele e dizem que, por isso, a ação acabou não sendo cumprida. A decisão do juiz autorizando as prisões foi proferida na segunda-feira e a ação foi executada na quarta, tempo considerado rápido para os padrões operacionais da PF.

“O deslocamento de Milton para a carceragem da PF em SP é demonstração de interferência na condução da investigação, por isso, afirmo não ter autonomia investigativa e administrativa para conduzir o inquérito policial deste caso com independência e segurança institucional”, escreveu.

Calandrini afirmou na mensagem que foi informado que, “por decisão superior, não iria haver o deslocamento de Milton Ribeiro para Brasília”. Para ele, isso significa que a investigação foi “obstaculizada”.

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“O principal alvo, em São Paulo, foi tratado com honrarias não existentes na lei, apesar do empenho operacional da equipe de santos que realizou a captura de Milton Ribeiro, e estava orientada, por este subscritor, a escoltar o preso até o aeroporto em São Paulo para viagem a Brasília”, escreveu.

Estava prevista para esta quinta-feira a realização de audiência de custódia com Milton Ribeiro perante o juiz Renato Borelli, da 15ª Vara Federal do Distrito Federal. Por isso, o juiz havia determinado sua transferência para o DF. Como não foi realizada, ele faria a audiência por videoconferência.

Nesta audiência, o juiz apenas questiona se houve algum abuso durante o cumprimento da prisão e verifica as condições do alvo preso, sem adentrar no mérito dos fatos investigados. Participam, além do magistrado, um membro do Ministério Público e seus advogados, sem a presença de representantes da polícia. O evento, entretanto, foi cancelado depois que o desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, determinou a soltura de Ribeiro e dos demais alvos.

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POLÍTICA NACIONAL

Bolsonaro é o padrinho que mais atrapalha em SP, aponta Datafolha

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O presidente Jair Bolsonaro, em cerimônia no Palácio do Planalto
Isac Nóbrega/PR

O presidente Jair Bolsonaro, em cerimônia no Palácio do Planalto

Para candidatos que participam da disputa eleitoral em São Paulo, o presidente Jair Bolsonaro (PL) continua sendo o pior padrinho político , segundo pesquisa do Datafolha divulgada nesta sexta-feira pela Folha de S. Paulo. Dos ouvidos, 64% não votariam de forma alguma num nome apoiado pelo titular do Palácio do Planalto. Já 17% disseram que talvez pudessem fazê-lo. Outros 17% seguiriam a orientação com certeza e 2% não souberam opinar.

O levantamento tem margem de erro de dois pontos para mais ou para menos. Isso mostra uma estabilidade na rejeição aos nomes apoiados por Bolsonaro em relação à rodada realizada em abril deste ano. Agora, foram ouvidos, entre os dias 28 e 30 de junho, 1.806 eleitores. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-01822/2022.

De acordo com o Datafolha, Bolsonaro é o segundo colocado na corrida de sua sucessão. Na semana passada, uma pesquisa apontou que ele tinha 28% das intenções de voto. O candidato dele para o governo de São Paulo é o ex-ministro Tarcísio de Freitas (Infraestrutura).

Freitas foi escolhido pelo presidente e, para a corrida pelo Palácio dos Bandeirantes, se filiou ao Republicanos. Ele vem enfrentando críticas e aliados de Bolsonaro por não estar promovendo essa associação, mas há ao seu redor a certeza de que o segundo lugar nas pesquisas é fruto direto da transferência de votos do ex-chefe. Ele teve 13%, empatando com o governador de SP, Rodrigo Garcia (PSDB). Na frente de ambos, no cenário em que se exclui o ex-governador Márcio (PSB), que deve sair para o Senado, está o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad (PT), com 34%.

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Haddad tem como padrinho Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a quem substituiu na eleição de 2018, vencida por Bolsonaro. De acordo com o Datafolha, Lula não é um padrinho infalível em São Paulo, seu berço político. Cinquenta e um por cento dos entrevistados não votariam num indicado dele. Já 23% talvez o fizessem e 24% afirmam apoiar com certeza um indicado do petista.

Rodrigo Garcia deixou de ter um padrinho oficial este ano cm a desistência de João Doria (PSDB) de concorrer à Presidência. Ele empatou com Bolsonaro no quesito de mau padrinho na rodada anterior.

O Datafolha questionou eleitores sobre o apoio do prefeito de sua cidade: se isso ajudaria um candidato. Cinquenta por cento disseram que nunca votariam num nome indicado por Bolsonaro. Já 13% talvez votassem e 15% certamente o fariam.

Sobre a influência de Geraldo Alckmin — que apoiará Haddad, mas não como padrinho —, 53% nunca apoiariam um nome do ex-governador. Vinte e nove porcento talvez o fizessem e 13% votariam com certeza.

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Fonte: IG Política

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Tebet critica forma como foi aprovada PEC Eleitoral no Senado

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Simone Tebet critica forma como PEC Eleitoral foi aprovada no Senado
Jefferson Rudy/Agência Senado

Simone Tebet critica forma como PEC Eleitoral foi aprovada no Senado

Pré-candidata à Presidência, a  senadora Simone Tebet (MDB-MS) criticou nesta quinta-feira a forma com a PEC Eleitoral foi aprovada no Senado, mas votou a favor do texto com a justificativa de que é preciso combater a crise econômica e o aumento da fome no país.

A proposta viola restrições da lei eleitoral para criar e ampliar uma série de benefícios sociais, ao custo de R$ 41,2 bilhões, a apenas três meses do primeiro turno. A campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) vê na medida uma forma de conquistar votos no momento em que aparece atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas pesquisas eleitorais.

Entre os pré-candidatos ao Planalto, além de Tebet, Bolsonaro e Luiz Felipe D’Avila (Novo) também reagiram à aprovação da PEC no Senado. Enquanto o atual titular do Palácio do Planalto comemorou o projeto, D’Avila criticou o caráter eleitoreiro da proposta. Lula e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), por sua vez, não comentaram o assunto.

“O Auxílio Brasil vai de R$ 400 para R$ 600. O auxílio para o caminhoneiro é de R$ 1.000. Sei que é pouco, que os caminhoneiros gastam bastante combustível, mas é uma ajuda. Também vamos dobrar o valor do vale gás e vem mais coisa”, disse Bolsonaro em sua live semanal.

A PEC viabiliza “bondades” do governo com o objetivo liberar a ampliação de gastos e viabilizar a criação e a ampliação de uma série de benefícios sociais em período eleitoral.

Tebet votou a favor da proposta, alegando que a crise econômica e o aumento da fome no país tornavam necessária a ampliação dos auxílios sociais.

“Este é o caminho certo no que se refere esta questão dramática em que o Brasil está vivendo. A fome tem pressa, nós sabemos disso. Nós não estamos diante de uma escolha de Sofia. Não quando tantas Sofias e Marias estão sofrendo a dor da fome. Então não é uma escolha de Sofia, nós temos que efetivamente avançar e avançar rapidamente em uma solução para quem hoje não tem o que dar de comer a seus filhos.”

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No entanto, a senadora criticou que a PEC não respeitou os ritos habituais de projetos do tipo, que costumam passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A matéria foi analisada direto no plenário.

“Esse projeto começou errado e termina errado. O meu voto é favorável, mas eu quero fazer um apelo à vossa excelência”, disse Tebet, se dirigindo ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). 

“Que nenhuma PEC, nenhuma emenda constitucional deixe de passar pela Comissão de Constituição e Justiça, nem que façamos isso em 48 horas.”


A declaração da senadora foi feita durante a sessão que aprovou a PEC Eleitoral. Em um comentário duro, Tebet classificou a tramitação da proposta como algo feito “na coxa”.

“Não é possível nós entrarmos para os anais da história do Brasil, de votarmos uma PEC tão relevante, que fura teto, que viola lei de responsabilidade fiscal, que atinge a regra de ouro, fazendo alterações de vírgula ou de parágrafo na coxa. Porque é isso que estamos fazendo.”

O candidato do partido Novo, Luiz Felipe D’Avila, por sua vez, criticou o caráter eleitoreiro da proposta e disse que o projeto serve como um “cheque em branco” ao governo Boslonaro.

“Com caráter eleitoreiro, a PEC/16 é mais uma ameaça ao Brasil, disfarçada de bondade. São quase R$ 39 bi destinados para criar gastos em pleno ano de eleição. Reitero que não sou contrário ao subsídio às famílias, contudo, é inegável que tal projeto está sendo usado para contemplar objetivos eleitorais”, escreveu D’Avila.

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Fonte: IG Política

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