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POLÍTICA NACIONAL

‘Não perdi nada, nada vai me deter’, diz Sergio Moro

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Sergio Moro ainda não definiu candidatura
Reprodução: Flickr – 31/03/2022

Sergio Moro ainda não definiu candidatura

Sergio Moro ainda não definiu se vai se candidatar nas Eleições de 2022. Em um pronunciamento realizado hoje em Curitiba, o ex-juiz e ex-ministro anunciou que deve percorrer o Paraná antes de decidir qual cargo vai pleitear.

“Há muitos questionamentos se eu vou ser candidato a deputado, senador, governador. Meu objetivo é rodar o Paraná. Essa decisão vai ser tomada com o União Brasil”, disse.

“Acima de tudo, quem vai decidir isso é a população paranaense, ouvindo-os, vendo o que eles têm, seus relatos, são eles é que vão decidir qual vai ser meu destino dentro da política paranaense.”

Moro tentou se candidatar ao senado por São Paulo, mas o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) não permitiu a transferência de domicílio eleitoral com base no entendimento de que ele não tem vínculos com o estado. A decisão cabe recurso.

Ao ser questionado sobre o precalço, ele negou que tenha sido ‘engolido’ pela política, e se colocou à disposição da população do estado. 

“Niguém me engoliu, estou no maior partido do país, com um projeto presidencial, no meu Paraná, colocando meu nome à disposição. Independentemente do que aconteça, eu sempre vou defender as mesmas bandeiras”, disse. 

“Hoje, concordo que a preocupação das pessoas é economia, inflação, falta de emprego, mas a gente não consegue resolver se não tiver um projeto modernizador para o país, que exige reformas, integridade na política, combate a corrupção. Eu não perdi nada, ao contrário, estou aqui e vou continuar defendendo as mesmas coisas. Não desisto do Brasil. Nada vai me deter.”

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No Paraná, ele acredita que não terá nenhum problema relacionado ao domicílio eleitoral, e classifica como ‘tentativas de tapetão’ as iniciativas contra sua eventual candidatura. 

“Tudo isso é bobagem, uma tentativa de tapetão. Existe resistência do mundo político que não quer transformação, reforma. Integridade na política. Mas existe um risco zero [de problemas com o domícilio eleitoral].”

Uma das possibilidades é a candidatura ao senado pelo Paraná, onde teria Álvaro Dias (Podemos), um de seus “padrinhos políticos” como adversário. O Planalto foi inviabilizado com a troca de partido, já que o União Brasil já escolheu o seu presidente, Luciano Bívar, como pré-candidato.

Na disputa como deputado federal, Deltan Dallagnol (Podemos), ex-coordenador da Lava Jato no Paraná, pode ser um dos adversários. “Eu o respeito muito, não há chance de conflito. Há espaço, acredito que a população paranaense reconhece que a Lava Jato trouxe orgulho para o Paraná. Não é por acaso que foi feita aqui. Tínhamos apoio do Brasil inteiro, vamos lembrar da manifestação da Av. Paulista, mas tivemos o contínuo apoio da população paranaense. Aquilo colocou o Paraná no centro dos acontecimentos do país por quatro anos, da onda de corrupção que varreu a América Latina. Tenho certeza que a população paranaense reconhece os méritos da operação”, disse. 

“Em que pese muitos revezes, que não entendemos bem, mas entendemos que bandidos estão sendo colocados soltos, e sendo permitidos que concorram a eleição. Um perigo para o Brasil. Mas a população reconhece: a corrupção existiu, é grave, e tem que ser combatida. É por isso que pessoas como eu estão na política. “

‘Suspense’

Moro diz que o partido deve manter o ‘suspense’ sobre o cargo ao qual ele deve se candidatar, ao menos até as prévias do partido, enquanto ouve ‘os problemas das pessoas’. 

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“Vamos manter esse suspense, esperar as convenções, não é uma decisão minha, mas também do partido e dos paranaenses. Vamos ouvir os problemas das pessoas e descobrir qual a melhor forma de colaborar. Manteremos esse suspense e logo mais, nas convenções partidárias, isso vai ser definido.

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POLÍTICA NACIONAL

Lula pretende fazer um ‘revogaço’ nos sigilos de 100 anos de Bolsonaro

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Lula e Bolsonaro
Ricardo Stuckert/Divulgação e Presidência da República

Lula e Bolsonaro

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse em entrevista a rádio Educadora de Piracicaba nesta terça-feira (29), que pretende aprovar decreto , caso eleito, para fazer um “revogaços” dos sigilos de 100 anos impostos na gestão do presidente Jair Bolsonaro (PL). 

“[…] o Bolsonaro, ediz que não tem corrupção mas decreta sigilo de 100 anos para qualquer denúncia contra ele. Decreta sigilo pro filho, decreta sigilo de 100 anos para os amigos, para o Pazzuelo. Nada ele deixa ser investigado, só daqui há 100 anos quando ele não existir mais. […] Nós vamos ter que fazer um decreto, fazer um revogaço desse sigilo que o Bolsonaro está criando para defender os seus amigos”, disse Lula. 

Jair Bolsonaro, desde que assumiu o gabinete há pouco mais de 3 anos, determinou ‘sigilo de 100 anos’ em 6 ocasiões. Nesses casos envolvem uma investigação do STF sobre um possível gabinete paralelo do Ministério da Educação (MEC).  Há suspeitas de que pastores evangélicos, que não atuavam oficialmente no governo, negociaram verbas da educação com prefeitos mediante o pagamento de propinas. O caso tomou maiores proporções com a prisão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro , já solto pela justiça. 

Para o especialista em direito constitucional, Camilo Onoda Caldas , a Constituição Federal brasileira garante o sigilo como em praticamente todo lugar do mundo. Porém, também assegura o princípio da publicidade, além disso, a  Lei da Transparência  também estabelece a publicidade como preceito geral, como a regra, e o sigilo como exceção.

“Portanto, se há uma decretação de sigilo indevida por parte do Presidente da República, Jair Bolsonaro, então pode haver sim um controle por parte do Poder Judiciário , revertendo essa decisão a fim de que a lei e, sobretudo, a Constituição Federal seja respeitada”, explica Caldas.

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Sigilo na gestão Dilma Roussef

A declaração de sigilo ou uso da Lei de Acesso à Informação para restrir o acesso à informações também foi utilizada por Dilma Roussef em 2016, quando  Casa Civil decidiu que o teor dos e-mails do servidor Jorge Rodrigo Messias, o “Bessias”, deviam estar sob sigilo por 100 anos . O funcionário é conhecido por mencionar conversa gravada pela Polícia Federal (PF) entre a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no tratamento do termo de posse que a ex-presidente daria ao petista para assumir o cargo de ministro da Casa Civil.

“Infelizmente, o atual presidente [Jair Bolsonaro] tem abusado do poder ao decretar sigilos, bem como ter negado sistematicamente o fornecimento [de informações] por intermédio da Lei de Acesso à Informação . Nenhum governo anterior fez o que o atual está fazendo. Quanto menos transparência existe, maior o risco de corrupção e outras atividades ilegais sejam acobertadas. Logo, a divulgação de informações será benéfica para a democracia e para que haja o respeito aos princípios constitucionais”, conlui o especialista.

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Fonte: IG Política

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POLÍTICA NACIONAL

Bolsonaro falou mal de Lula para Biden, diz assessor da Presidência

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O presidente Jair Bolsonaro reuniu-se com o presidente dos EUA, Joe Biden, à margem da IX Cúpula das Américas, em Los Angeles.
Reprodução/Itamaraty Brasil – 10.06.2022

O presidente Jair Bolsonaro reuniu-se com o presidente dos EUA, Joe Biden, à margem da IX Cúpula das Américas, em Los Angeles.

O assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais Filipe Martins afirmou, em entrevista ao apresentador americano Tucker Carlson, do canal Fox News, que  Jair Bolsonaro falou mal do  ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante encontro com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

Segundo ele, na reunião que aconteceu durante a Cúpula das Américas, em Los Angeles, no início de junho, Bolsonaro pôde lembrar ao norte-americano “quem Lula da Silva é”.

“Demorou muito, tomou um tempo, mas finalmente quando o presidente Bolsonaro pôde se sentar com o presidente Biden, pôde lembrar a Biden quem Lula da Silva é e a quantidade de corrupção e a quantidade de escândalos que tínhamos aqui no Brasil (…). E eu acho que o presidente Biden entendeu que é melhor para os Estados Unidos que o presidente Bolsonaro e um governo pró-democracia continue no poder no Brasil”, afirmou Martins.

O apresentador Tucker Carlson é uma das vozes mais proeminentes da televisão americana ligada à direita. Em sua passagem pelo Brasil, ele gravou também com Jair Bolsonaro e seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Segundo o parlamentar, durante a conversa o presidente abordou temas como economia, pandemia, armas e Amazônia.

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Parte da entrevista já vai ao ar nesta quarta-feira, mas o registro completo será divulgado na manhã de quinta-feira. O presidente chegou a divulgar em suas redes uma foto ao lado de Carlson , afirmando mostrou “ao mundo a verdade sobre o Brasil”.

Em outro registro divulgado pelo apresentador, ele aparece ao lado de Bolsonaro vestindo um cocar indígena.

Na sabatina com Martins, que durou aproximadamente 4 minutos e foi veiculada nesta terça-feira, o assessor também ligou Lula a grupos terroristas e ao crime organizado. A declaração foi dada após uma pergunta de Tucker onde ele afirma que Lula é pró-China e questiona a ligação do petista com o país asiático, que definiu como ” o maior adversário dos Estados Unidos”.

“Desde 2009 a China vem ganhando posição aqui no Brasil e Lula da Silva é muito aberto à sua posição. Não só em dar suporte à China e a outras superpotências em nossa região, mas também sobre apoiar grupos terroristas, sobre apoiar o crime organizado e apoiar ditaduras como Venezuela, Cuba e Nicarágua”, disse o assessor especial.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro comentou a entrevista.

Filipe Martins, discípulo do escritor Olavo de Carvalho, integra a base ideológica do governo de Jair Bolsonaro. Ele chegou a ser denunciado pela Procuradoria da República no Distrito Federal por fazer um gesto alusivo a movimentos racistas de supremacia branca durante uma sessão no Senado, mas foi absolvido sumariamente pela 12ª Vara Federal do Distrito Federal.

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A denúncia citou também postagens do assessor de Bolsonaro nas redes sociais sobre ideias, emblemas e símbolos relacionados a símbolos fascistas e de extrema-direita.

Questionado por Carlson sobre a demora para o encontro entre Jair Bolsonaro e Joe Biden, Filipe Martins respondeu que por dois anos o país enfrentou dificuldades para se conectar com Washington, especialmente com a Casa Branca.

O assessor contou ainda que um dos fatores que atrapalhou a relação bilateral foi a demora de Bolsonaro em aceitar o resultado das eleições após o anúncio da vitória de Biden e aguardar as discussões internas no país.

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Fonte: IG Política

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