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POLÍTICA NACIONAL

Moro enfrentará cúpula bolsonarista do União para concorrer no Paraná

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Sergio Moro ainda não definiu para qual cargo concorrerá
Reprodução/Redes sociais – 17/05/2022

Sergio Moro ainda não definiu para qual cargo concorrerá

Após ter sua transferência de domicílio eleitoral para São Paulo negada pelo Tribunal Regional Eleitoral paulista, o  ex-ministro Sergio Moro terá obstáculos para concorrer nas eleições pelo seu estado de origem, o Paraná, como pretende fazer. Antes de mudar de domicílio, ele ainda estava filiado ao Podemos, partido que decidiu trocar pelo União Brasil. Agora de volta a seu estado, terá de se acertar com a cúpula do União, que no estado é chefiado pelo clã Francischini .

O deputado federal bolsonarista Felipe Francischini é o presidente estadual da sigla, e filho do deputado estadual Fernando Francischini, que teve sua cassação pelo TSE por promover fake news contra o processo eleitoral confirmada na terça-feira pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Para garantir que o partido lhe dará legenda, Moro tentará superar o problema “por cima”. Como informou a colunista Bela Megale , Moro terá um encontro com o vice-presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, para definir a que cargo se candidatará.

Qualquer que seja a escolha, ele terá novas questões a enfrentar. Uma nova possibilidade é que ele se lance a governador. O União Brasil apoia o governador Ratinho Jr. (PSD), candidato à reeleição e aliado do presidente Jair Bolsonaro.

Se optar pelo Legislativo e obtiver aval do comando nacional do partido, também há obstáculos. A aliança do União com Ratinho Júnior traria desconforto para uma disputa ao Senado. Nesse caso, Moro também teria de concorrer contra um de seus primeiros aliados políticos, e que articulou sua primeira filiação ao Podemos: o senador Álvaro Dias (Podemos).

Dias já chegou a dizer que decidiu abrir mão da concorrer à presidência da República neste ano para se engajar na candidatura de Moro, que posteriormente deixou seu partido sem informar a direção.

Recentemente, o senador afirmou que o desgaste político do ex-juiz com sua indefinição de projeto pode ser ‘irreversível’, mas que não teria problemas em recebê-lo de volta ao Podemos. Porém, Dias vem indicando que não deve abrir mão de buscar sua reeleição ao Senado. Essa postura provocou uma alfinetada da esposa de Moro, Rosangêla Wolff, que publicou mensagem dizendo que ele “não largaria o osso” em prol do ex-juiz.

Já se escolher pleitear uma vaga de deputado federal, ele terá que disputar outro símbolo da operação Lava-Jato, o ex-coordenador da força tarefa Deltan Dallagnol. A entrada de Moro na disputa poderia minar o potencial de votos de Dallagnol, que deixou a carreira no Ministério Público para se lançar à Câmara.

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POLÍTICA NACIONAL

Datafolha Rio: Lula lidera com 41% dos votos; Bolsonaro tem 34%

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Lula lidera com 41% no Rio de Janeiro
Ricardo Stuckert/Divulgação e Presidência da República

Lula lidera com 41% no Rio de Janeiro


Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como líder na disputa ao Palácio do Planalto entre os eleitores do estado do Rio de Janeiro, com 41% das intenções de voto. O presidente Jair Bolsonaro (PL) segue em segundo, com 34%.

Veja o desempenho dos pré-candidatos à Presidência no Rio:

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – 41% Jair Bolsonaro (PL) – 34% Ciro Gomes (PDT) – 8% Simone Tebet (MDB) – 2% André Janones (Avante) – 1% Vera Lúcia (PSTU) – 1% Sofia Manzano (PCB) – 1% Felipe d’Avila (Novo) – 1% Pablo Marçal (Pros), Leonardo Péricles (UP), Eymael (Democracia Cristã) e Luciano Bivar (União Brasil) foram citados, mas não alcançaram um ponto percentual. O General Santos Cruz (Podemos) não foi citado.

Votos nulos e brancos no estado representam 7%; e 3% não sabem ou não responderam. O Datafolha ouviu 1.218 eleitores em 32 municípios do Rio de Janeiro entre quarta e sexta-feira desta semana. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo RJ-00260/2022. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.


Se comparado com o cenário nacional, a distância entre Lula e Bolsonaro é menor entre os fluminenses. Segundo o último levantamento, o petista tem 47% das intenções de voto no país, enquanto o atual chefe do Planalto marca 28%.

Os nomes da chamada terceira via, por outro lado, seguem tentando se viabilizar na disputa. Considerando o cenário nacional, Ciro Gomes (8%) e Simone Tebet (1%), assim como o deputado federal André Janones (2%), mantiveram seu desempenho ou oscilaram dentro da margem de erro da pesquisa no estado do Rio, que é de 3 pontos percentuais.

Leia mais:  Eleições: partidos e federações devem cumprir cota de gênero, diz TSE

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Fonte: IG Política

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POLÍTICA NACIONAL

Fachin afirma que o sistema eleitoral brasileiro é ‘rígido e seguro’

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Fachin enalteceu o trabalho do TSE em dar transparência ao processo eleitoral
Abdias Pinheiro/SECOM/TSE

Fachin enalteceu o trabalho do TSE em dar transparência ao processo eleitoral

Na última sessão antes do recesso de julho, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Edson Fachin , enalteceu o trabalho do tribunal em dar transparência ao processo eleitoral e afirmou que “as regras do jogo eleitoral são conhecidas por todos e devem ser respeitadas”. 

O sistema eleitoral brasileiro vem sendo alvo de constantes ataques por parte do presidente Jair Bolsonaro (PL).

“As diferenças de compreensão estão permeadas no tecido republicano que vivenciamos, contudo, é no reconhecimento mútuo das distintas dimensões e alcances do entendimento dos interlocutores que se pavimenta o caminho para a solução dessas distensões, sempre informadas pelo respeito absoluto pela Constituição Federal, pela forma Republicana de Governo adotada no Brasil, e pelo trato cordial, respeitoso e honesto entre os atores institucionais”, afirmou Fachin.

De acordo com o presidente do TSE, que deixa o cargo em agosto, quando passa a função para o ministro Alexandre de Moraes, a Corte tem se dedicado a demonstrar a transparência em todas as etapas de sua atuação, especialmente no papel de administrador das eleições e a confiabilidade de todo o aparato nacional para a realização do certame eleitoral.

“Reforçando que as urnas eletrônicas são seguras, são confiáveis, que foram aprovadas no recente Teste Público de Segurança e não há qualquer indicação segura de que não protegem o sigilo e a veracidade do voto de todos os brasileiros”, explicou.

“Nossa certeza de que o sistema eleitoral brasileiro é hígido, confiável e seguro transborda os limites da Instituição e nos permite transferir essa inabalável certeza a todos os nossos compatriotas, a todos os cidadãos brasileiros. O seu voto está protegido e será contabilizado nas eleições”, ressaltou.

Leia mais:  Dallagnol pede 'isonomia' em defesa sobre diárias da Lava-Jato

Ao longo do último ano, as urnas eletrônicas vêm sendo um cavalo de batalha travado entre o governo Jair Bolsonaro e o TSE. Nos últimos meses, o Ministério da Defesa tem protagonizado uma troca de ofícios com a Corte, em razão de uma série de propostas feitas pelas Forças Armadas no âmbito da Comissão de Transparência Eleitoral, boa parte delas acolhidas pelo tribunal.

Após o pronunciamento de Fachin, o subprocurador-geral da República Humberto Jacques de Medeiros, que participou da sessão como vice-procurador-geral Eleitoral substituto, reforçou a confiança do Ministério Público nas eleições.

“Dou o meu testemunho da absoluta lisura, da correção, da estrutural confiança que nosso processo eleitoral merece”, afirmou.

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Fonte: IG Política

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