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POLÍTICA NACIONAL

Lula e Bolsonaro agem para reverter pontos fracos na pré-campanha

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Lula e Bolsonaro
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Lula e Bolsonaro

Com pouco mais de três meses ainda pela frente até o primeiro turno da eleição, o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificaram uma ofensiva para tentar atenuar pontos fracos identificados pelos próprios estrategistas de campanha. No caso do titular do Palácio do Planalto, um dos principais objetivos é reduzir os índices de rejeição no Nordeste, região por onde ele iniciará um novo tour a partir de quinta-feira. O petista, por sua vez, estreou ontem no TikTok, rede social de vídeos curtos na qual seu oponente já tem 1,7 milhão de seguidores. O desempenho e a estratégia para usar as redes sociais, especialmente na comparação com o que Bolsonaro conseguiu fazer em 2018, são tidos como ponto de atenção na campanha petista.

Atrás de Lula nas pesquisas de intenção de voto — distância que é ainda maior no Nordeste —, Bolsonaro chegará em Caruaru (PE) daqui a dois dias para participar das festas de São João. Na sexta-feira, as festividades vão ocorrer em Campina Grande e João Pessoa. Na semana que vem, o destino é Maceió.

O comitê da campanha à reeleição considera fundamental que o presidente divulgue ações do governo na região, com intuito de diminuir a diferença para Lula. De acordo com a pesquisa Datafolha mais recente, de maio, a vantagem do ex-presidente para o atual titular do Palácio do Planalto entre os eleitores do Nordeste é de 45 pontos percentuais — 62% contra 17%. No cenário geral, o petista tem 48%, contra 27% do presidente.

A expectativa é que Bolsonaro mostre na viagem uma versão mais leve do que exibe em Brasília e tente uma aproximação com os eleitores. Ao comparecer ao lado do ex-ministro do Turismo e pré-candidato ao Senado por Pernambuco, Gilson Machado, o presidente vai reforçar que, em dezembro do ano passado, reconheceu oficialmente o forró como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.

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Além disso, as imagens de Bolsonaro cercado de apoiadores buscam reforçar o discurso que ataca a confiabilidade das pesquisas que apontam sua derrota. As visitas ao Nordeste também são fundamentais para ele mirar em dois grupos de eleitores nos quais enfrenta resistência: as mulheres e os beneficiários do Auxílio Brasil, que substituiu o Bolsa Família, criado no governo Lula.

Segundo o Datafolha, o ex-presidente chega a 59% entre os inscritos no programa, contra 20% do chefe do Executivo. No grupo feminino, há 57% de rejeição a Bolsonaro, índice superior ao verificado entre os homens — no recorte por renda, as taxas são de 60% para a classe mais baixa e de 56% para os dois estratos mais altos. A busca pelas mulheres do Nordeste já foi colocada em prática na semana passada, em Natal. Ao participar da entrega de título fundiários, ele destacou a importância delas nas famílias.

“Desses mais de 360 mil títulos, mais de 300 mil estão em nome das mulheres. Nós confiamos bem nelas para administrar esse pedaço de papel que vale muito.”

Digital é foco de atenção

Enquanto mantém ampla vantagem nas pesquisas, em especial no Nordeste, Lula tem no ambiente digital um foco de atenção, já que tem menos alcance do que o adversário em todas as principais plataformas. A presença no TikTok, onde estreou ontem com um vídeo em que sua mulher, Janja, canta o jingle da campanha de 1989, já era cobrada por militantes, em especial pela capacidade de atingir o público jovem. Até a noite de ontem, o petista, que chegou à plataforma oito meses depois do presidente, tinha cerca de 25 mil seguidores — com 1,7 milhão. O volume de Bolsonaro é 68 vezes maior.

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Por ter disputado uma eleição pela última vez ainda na era analógica, Lula é incentivado rotineiramente por aliados a mergulhar no mundo digital, o que ainda vê com ressalvas — o ex-presidente não usa WhatsApp, por exemplo. Há a preocupação na campanha de a estrutura ficar muito atrás da que já existe atuando a favor de Bolsonaro. No Telegram, rede com alta capacidade de disseminação de mensagens, o canal do titular do Planalto tem mais de um milhão de seguidores, enquanto o de petista tem pouco mais de 70 mil. A preocupação com a comunicação já gerou mudanças na campanha: o prefeito de Araraquara, Edinho Silva, assumiu a coordenação geral, e o marqueteiro Sidônio Pereira foi escalado para cuidar dos programas de televisão.

Mesmo antes da estreia oficial, Lula já se fazia presente por meio de seus apoiadores. A principal conta festejando o petista tem 198 mil seguidores e alterna a replicação de conteúdos oficiais do ex-presidente em outras redes com vídeos de produção própria.

Dados da ByteDance, empresa que controla a plataforma, indicam que o TikTok bateu 1 bilhão de usuários ativos por mês em 2021. Além disso, o aplicativo foi o mais baixado na loja da Apple em 2021e foi usado como trunfo para o empresário Rodolfo Hernández desbancar candidatos da direita e chegar ao segundo turno da eleição colombiana, em que foi derrotado no domingo por Gustavo Petro.

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POLÍTICA NACIONAL

Datafolha Rio: Lula lidera com 41% dos votos; Bolsonaro tem 34%

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Lula lidera com 41% no Rio de Janeiro
Ricardo Stuckert/Divulgação e Presidência da República

Lula lidera com 41% no Rio de Janeiro


Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como líder na disputa ao Palácio do Planalto entre os eleitores do estado do Rio de Janeiro, com 41% das intenções de voto. O presidente Jair Bolsonaro (PL) segue em segundo, com 34%.

Veja o desempenho dos pré-candidatos à Presidência no Rio:

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – 41% Jair Bolsonaro (PL) – 34% Ciro Gomes (PDT) – 8% Simone Tebet (MDB) – 2% André Janones (Avante) – 1% Vera Lúcia (PSTU) – 1% Sofia Manzano (PCB) – 1% Felipe d’Avila (Novo) – 1% Pablo Marçal (Pros), Leonardo Péricles (UP), Eymael (Democracia Cristã) e Luciano Bivar (União Brasil) foram citados, mas não alcançaram um ponto percentual. O General Santos Cruz (Podemos) não foi citado.

Votos nulos e brancos no estado representam 7%; e 3% não sabem ou não responderam. O Datafolha ouviu 1.218 eleitores em 32 municípios do Rio de Janeiro entre quarta e sexta-feira desta semana. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo RJ-00260/2022. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.


Se comparado com o cenário nacional, a distância entre Lula e Bolsonaro é menor entre os fluminenses. Segundo o último levantamento, o petista tem 47% das intenções de voto no país, enquanto o atual chefe do Planalto marca 28%.

Os nomes da chamada terceira via, por outro lado, seguem tentando se viabilizar na disputa. Considerando o cenário nacional, Ciro Gomes (8%) e Simone Tebet (1%), assim como o deputado federal André Janones (2%), mantiveram seu desempenho ou oscilaram dentro da margem de erro da pesquisa no estado do Rio, que é de 3 pontos percentuais.

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Fonte: IG Política

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POLÍTICA NACIONAL

Fachin afirma que o sistema eleitoral brasileiro é ‘rígido e seguro’

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Fachin enalteceu o trabalho do TSE em dar transparência ao processo eleitoral
Abdias Pinheiro/SECOM/TSE

Fachin enalteceu o trabalho do TSE em dar transparência ao processo eleitoral

Na última sessão antes do recesso de julho, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Edson Fachin , enalteceu o trabalho do tribunal em dar transparência ao processo eleitoral e afirmou que “as regras do jogo eleitoral são conhecidas por todos e devem ser respeitadas”. 

O sistema eleitoral brasileiro vem sendo alvo de constantes ataques por parte do presidente Jair Bolsonaro (PL).

“As diferenças de compreensão estão permeadas no tecido republicano que vivenciamos, contudo, é no reconhecimento mútuo das distintas dimensões e alcances do entendimento dos interlocutores que se pavimenta o caminho para a solução dessas distensões, sempre informadas pelo respeito absoluto pela Constituição Federal, pela forma Republicana de Governo adotada no Brasil, e pelo trato cordial, respeitoso e honesto entre os atores institucionais”, afirmou Fachin.

De acordo com o presidente do TSE, que deixa o cargo em agosto, quando passa a função para o ministro Alexandre de Moraes, a Corte tem se dedicado a demonstrar a transparência em todas as etapas de sua atuação, especialmente no papel de administrador das eleições e a confiabilidade de todo o aparato nacional para a realização do certame eleitoral.

“Reforçando que as urnas eletrônicas são seguras, são confiáveis, que foram aprovadas no recente Teste Público de Segurança e não há qualquer indicação segura de que não protegem o sigilo e a veracidade do voto de todos os brasileiros”, explicou.

“Nossa certeza de que o sistema eleitoral brasileiro é hígido, confiável e seguro transborda os limites da Instituição e nos permite transferir essa inabalável certeza a todos os nossos compatriotas, a todos os cidadãos brasileiros. O seu voto está protegido e será contabilizado nas eleições”, ressaltou.

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Ao longo do último ano, as urnas eletrônicas vêm sendo um cavalo de batalha travado entre o governo Jair Bolsonaro e o TSE. Nos últimos meses, o Ministério da Defesa tem protagonizado uma troca de ofícios com a Corte, em razão de uma série de propostas feitas pelas Forças Armadas no âmbito da Comissão de Transparência Eleitoral, boa parte delas acolhidas pelo tribunal.

Após o pronunciamento de Fachin, o subprocurador-geral da República Humberto Jacques de Medeiros, que participou da sessão como vice-procurador-geral Eleitoral substituto, reforçou a confiança do Ministério Público nas eleições.

“Dou o meu testemunho da absoluta lisura, da correção, da estrutural confiança que nosso processo eleitoral merece”, afirmou.

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Fonte: IG Política

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