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POLÍTICA NACIONAL

Lula: Bolsonaro poderia resolver alta dos combustíveis com ‘canetada’

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Lula em pronunciamento
Reprodução/Facebook Lula – 19.01.2022

Lula em pronunciamento

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pré-candidato do PT à Presidência da República , criticou nesta quarta-feira a redução do ICMS, proposta do governo federal para tentar frear a alta no preço dos combustíveis, e afirmou que a medida não terá efeitos práticos para a população.

Lula afirmou que o presidente Jair Bolsonaro, “se tivesse coragem”, deveria enquadrar a Petrobras para revogar a política atual, que equiparou o preço dos combustíveis no Brasil ao mercado internacional, com uma “canetada”. A declaração foi feita em entrevista à rádio Itatiaia, no Vale do Aço, em Minas Gerais.

“O aumento da gasolina ao preço internacional não foi feito com uma votação no Congresso. Foi uma canetada do Pedro Parente, presidente da Petrobras. Portanto, se para aumentar o preço do combustível e transformar em preço internacional foi numa canetada, para você tirar também pode ser numa canetada. O presidente, se tivesse coragem, se não fosse um fanfarrão, um embusteiro, já teria feito isso”, afirmou Lula.

Para o ex-presidente, a redução do ICMS levará a uma perda de arrecadação de estados que afetará o caixa dos municípios e, consequentemente, políticas públicas nas cidades. Ele declarou que a redução do ICMS “não vai resultar na bomba nem no botijão de gás e nem no diesel”.

“Para beneficiar as pessoas que têm carro, que não são a maioria, o presidente vai jogar o peso da culpa em toda a sociedade. Porque quando ele diz que vai fazer compensação, vai fazer até dezembro. Depois quero saber quem vai arcar com falta de arrecadação dos municípios. Esses municípios vão ser empobrecidos”, declarou.

O ex-presidente teve de cancelar uma viagem que faria a Uberlândia (MG) após ser diagnosticado com covid-19. Ele deve fazer um novo exame nesta quinta-feira para saber se está liberado para agendas públicas.

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Críticas ao Telegram

Questionado se a regulamentação da mídia que chegou a propôr, embora sem muitos detalhes, resultaria em alguma forma de censura, o petista afirmou que os avanços tecnológicos e a internet tornaram mudanças na legislação mais necessárias, negou cerceamento de informação, mas não conseguiu explicar detalhes do plano.

Ele afirmou que um eventual projeto de regulamentação seria debatido pela sociedade e por representantes dos meios de comunicação.

“Ninguém quer censura. O que a gente quer é que os meios de comunicação sejam efetivamente democratizados, que as pessoas possam ouvir a oposição, que tenha sempre o outro lado falando. Não pode ser um meio de comunicação que fala só um lado. Não pode permitir que a internet, que essa imprensa digitalizada, que é uma coisa nova, fantástica, se transforme numa base de construção de mentiras”, declarou.

Em seguida, ele mencionou o Instagram, aplicativo de imagens pertencente ao grupo Meta, o mesmo de WhatsApp e Facebook, ao se referir ao Telegram, aplicativo de troca de mensagens amplamente usado por apoiadores de Bolsonaro.

“O dono do Instagram não pode fazer o que ele quer. Não pode ser um retransmissor de mentiras porque ele quer ganhar dinheiro. Ele tem que levar em conta a cultura de cada país, tem que respeitar as leis do país, e não pode permitir que mentiras, inverdades, grosserias, ofensas façam parte da cultura brasileira”, disse o ex-presidente.

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POLÍTICA NACIONAL

Como foi o dia de ‘campanha antecipada’ de pré-candidatos em Salvador

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Bolsonaro participa de motociata em Salvador
Reprodução / Twitter – 02.07.2022

Bolsonaro participa de motociata em Salvador

Além da multidão que tradicionalmente já toma as ruas de Salvador a cada 2 de julho, data em que é comemorada a Independência da Bahia, o feriado de ontem teve um componente especial: os quatro principais pré-candidatos a presidente estiveram na capital baiana, numa demonstração de que, mesmo ainda não autorizada oficialmente, a campanha eleitoral já começou.

A exatos três meses do primeiro turno, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) participaram da principal cerimônia do dia, um cortejo que saiu do Largo da Lapinha e foi em direção ao centro histórico. Jair Bolsonaro, por sua vez, optou por um evento “paralelo” a alguns quilômetros dali: uma motociata que percorreu a orla da cidade.

Depois do desfile, Lula também foi a um ato em clima de comício em outro ponto da capital, na Arena Fonte Nova. Apesar da proximidade, a Polícia Militar não registrou ocorrências relevantes envolvendo apoiadores dos políticos. O que não faltou, contudo, foram provocações de lado a lado.

A Bahia é um estado chave por ser o quarto colégio eleitoral do país e o maior da região Nordeste. A Independência baiana marca o dia em que os portugueses foram expulsos do estado, em 1823, quase 10 meses após a independência formal do Brasil.

A concentração para esperar os pré-candidatos em Salvador começou cedo. Às 7h, aqueles que iriam acompanhar o cortejo já esperavam o inicio da caminhada. A oito quilômetros de distância, os apoiadores de Bolsonaro também já se reuniam no Farol da Barra, ponto de partida do passeio de moto.

Em um dos prédios em frente à concentração bolsonarista, em meio a algumas bandeiras do Brasil, um morador estendeu na janela uma toalha com o rosto de Lula. Recebeu em resposta xingamentos e gestos de “roubo” feitos com a mão.

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Lula, Ciro e Tebet participam de desfile cívico em Salvador; Bolsonaro faz passeio de moto — Foto: Arte/O Globo Bolsonaro chegou no local por volta das 9h30. Em um rápido discurso em cima de um trio elétrico, criticou governadores por recorrerem ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a lei que limitou a cobrança de ICMS sobre combustíveis.

“Lamento que os nove governadores do Nordeste (quatro deles do PT) tenham entrado na Justiça contra a redução de impostos da gasolina. Isso é inadmissível”, afirmou o presidente. Pouco depois, subiu numa moto com o ex-ministro e pré-candidato ao governo estadual João Roma (PL) em sua garupa.

Enquanto isso, no Largo da Lapinha, Lula chegava acompanhado de aliados, incluindo o seu vice na chapa, Geraldo Alckmin (PSB), para percorrer um trecho do desfile. Cercado pela multidão, avançou com certa dificuldade. A participação no evento não constava na agenda do petista e, segundo o GLOBO apurou, havia sido desaconselhada por alguns aliados que temiam por sua segurança.

Fonte: IG Política

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POLÍTICA NACIONAL

Em evento, Bolsonaro acena aos conservadores e se diz do ‘lado do bem’

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Presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a criticar opositores e se colocou como
Foto: Isac Nóbrega/PR

Presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a criticar opositores e se colocou como “lado do bem” da nação

O presidente Jair Bolsonaro (PL) foi ao Rio de Janeiro para participar de evento com evangélicos na Praça da Apoteose, no início da tarde deste sábado (2). Em seu discurso, em meio a apresentações de artistas gospel, ele voltou a afirmar que o “Brasil enfrenta uma luta do bem contra o mal” e fez apelo a pautas conservadoras e caras aos fiéis, como a legalização do aborto e das drogas, e recebeu o apoio do pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, que também esteve no local.

A agenda com os fiéis é mais uma dentre os diversos compromissos de Bolsonaro com evangélicos nos últimos meses. Na última semana, ele participou de uma Marcha para Jesus em Balneário Camboriú (SC), assim como já havia feito em Curitiba (PR) e Manaus, no fim de maio. O eleitorado é visto como importante na sua busca pela reeleição, já que impulsionou sua vitória em 2018 e faz parte da base de apoio de seu governo desde então.

Em pouco menos de dez minutos de discurso, o presidente lembrou da origem do bordão comumente associado ao seu governo — “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos” — e citou o versículo bíblico que também costuma ser repetido por seus apoiadores: “conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”.

Sem mencionar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu principal adversário na disputa ao Planalto — o petista tem 47% das intenções de voto, contra 28% de Bolsonaro, segundo o Datafolha —, ele também se colocou como “o lado do bem”, junto aos evangélicos, e voltou a marcar posição contrária a pautas que ele atribui ao seu opositor.

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“O Brasil enfrenta uma luta do bem contra o mal. Sabemos o que nosso lado quer, assim como nós sabemos o que o outro deseja. O outro lado quer legalizar o aborto. Nós não queremos. O outro lado quer legalizar as drogas. Nós não queremos. O outro lado quer legalizar a ideologia de gênero. Nós não queremos. O outro lado quer se aproximar de países comunistas. Nós não queremos. O outro lado ataca a família. Nós defendemos a família brasileira. O outro lado quer cercear as mídias sociais. Não queremos a liberdade das mídias sociais. Ou seja, tudo que o outro lado quer, nós não queremos”, disse Bolsonaro.

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O presidente tem buscado manter a fidelidade do eleitorado evangélico, em meio à tentativa de Lula de atrair esse público. Pesquisas recentes mostram que o petista tem dividido as intenções de voto com Bolsonaro nesse estrato, embora o chefe do Planalto siga à frente. Mais uma vez sem citar diretamente as eleições, ele pediu aos indecisos que não tomassem sua decisão “baseado no que manda seu coração ou na sua emoção”.

“Tudo que o outro lado quer, nós não queremos. E isso é o que está em jogo em nosso país. Então peço neste momento que Deus ilumine a cada um de vocês. Porque nesses momentos difíceis de decisão, onde cada um importa o que vai fazer. Não faça baseado no que manda seu coração ou na sua emoção. Faça baseado na sua razão. Sempre digo: quem tem dúvida, converse com seus pais ou seus avós. São os melhores conselheiros para você que ainda está indeciso com o que fazer”, completou o presidente.

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Em seguida, foi a vez de Silas Malafaia falar à plateia, que acompanhava o evento. Apoiador ferrenho de Bolsonaro desde o início de seu governo, o pastor conclamou os fiéis a orarem Bolsonaro, independemente de seu apreço pelo presidente.

“Não estou perguntando se você gosta de A ou B, de presidente ou de governador. Quem é povo de Deus entende o que eu estou falando. Estou falando para a gente interceder pelas autoridades para que tenhamos uma vida quieta e sossegada. Ou alguém aqui quer bagunça? Ou alguém aqui quer comunismo? Ou alguém aqui quer desgraça, igreja fechada?”, convocou Malafaia.

“Há um movimento no mundo espiritual neste momento. Porque quando a igreja liga na terra ligada no céu, declaro que nós não vamos ter mais corruptos governando esse país. Não vamos ter gente que odeia família, casamento, que quer destruir crianças”, completou o pastor.

Fonte: IG Política

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