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Líderes do MDB gaúcho são a favor de chapa com Leite

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Tebet e Eduardo Leite precisam convencer seus partidos a aceitarem uma solução para o governo gaúcho
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Tebet e Eduardo Leite precisam convencer seus partidos a aceitarem uma solução para o governo gaúcho

Após semanas de entraves nas negociações na disputa ao governo gaúcho, líderes históricos do MDB no Rio Grande do Sul se manifestaram favoráveis nesta quarta-feira a uma aliança estadual com os tucanos e que, consequentemente, teria como contrapartida o apoio do PSDB à candidatura da senadora Simone Tebet à Presidência da República.

As sinalizações foram feitas por emedebistas como o ex-governador Germano Rigotto e por José Fogaça, que é ex-prefeito de Porto Alegre. No entanto, interlocutores afirmam que eles condicionam o apoio a discussão com as bases da sigla naquele estado antes da formalização.Para viabilizar a coligação, o PSDB quer que o MDB abra mão da pré-candidatura do deputado estadual Gabriel Souza (MDB-RS), que já foi lançada. Souza seria o vice de Leite, ainda que já apareça como candidato da sigla nas propagandas do partido na TV e percorra o estado como postulante ao Palácio do Piratini.

Para destravar a composição e aplacar as discordâncias, os presidentes do MDB, Baleia Rossi, e Bruno Araújo, do PSDB, estão reunidos nesta tarde na tentativa de afinar o discurso de união, ainda que não haja nenhuma decisão oficial.

No entanto, Souza mantém o discurso a pessoas próximas de que segue candidato e inclusive lançou uma página na internet nesta manhã sobre a sua campanha ao Palácio do Piratini. Ele tem o apoio da militância da sigla e de outros quadros da velha guarda.

Em meio a resistência dos emedebistas gaúchos, Rigotto adotou tom conciliador ao tratar da chapa Ele foi seguido por Fogaça, que divulgou uma nota em que enaltece o papel de Tebet na tentativa de quebrar a polarização representada pelo ex-presidente Lula (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL).

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“O Rio Grande do Sul sabe do seu papel nos momentos decisivos da história. Precisamos pacificar o país, e isso só será possível com candidatura alternativa aos polos, e, em especial, sem divisão do Centro Democrático”, afirma Rigotto.

Fogaça fez coro com o ex-governador por meio de nota: ” O país inteiro olha atento para o MDB-RS. Temos sido procurados pelo Governador Eduardo Leite e pelos dirigentes nacionais do PSDB. As idas e vindas da política colocaram a candidatura de Simone Tebet e o MDB-RS como pilares fundamentais do centro democrático neste país e como as últimas forças capazes de romper a polarização”, disse Fogaça.

O presidente do MDB gaúcho, Fábio Branco, que nesta terça-feira publicou uma nota negando que já tivesse fechada uma aliança com Leite após um encontro, ainda não se manifestou sobre o assunto.

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Jantar de Lula para celebrar documentário arrecada R$ 2 milhões

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Jantar de Lula para celebrar documentário arrecada R$ 2 milhões
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Jantar de Lula para celebrar documentário arrecada R$ 2 milhões

O jantar de advogados que terá a presença do  ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no próximo domingo servirá para celebrar o lançamento do documentário “Amigo secreto”, sobre a operação Lava-Jato. A diretora Maria Augusta Ramos deve estar presente no evento, que será realizado em um restaurante de São Paulo.

O encontro é organizado pelo Grupo Prerrogativas, que reúne profissionais do direito críticos à operação e simpatizantes do petista. Devem estar presentes advogados como Marco Aurélio de Carvalho, Pedro Serrano e Alberto Zacharias Toron, entre outros.

Parte dos integrantes do Prerrogativas ajudou a bancar o filme que trata do episódio que ficou conhecido como Vaza-Jato, o vazamento de conversas entre integrantes da força-tarefa da Lava-Jato. O documentário aborda o impacto político das investigações sobre corrupção na Petrobras e a anulação dos processos. Segundo o colunista Lauro Jardim, “Amigo secreto” foi o oitavo longa mais assistido nos cinemas do país entre os dias 16 e 19 deste mês.

Advogados que participam da organização do evento de domingo afirmam que o jantar não tem objetivos de arrecadação. Para entrar não será necessário comprar convites, dizem eles, tanto que foram convidados também defensores públicos e advogados de movimentos sociais.

Muitos dos que estarão presentes, porém, fizeram doações ao PT, que chegaram a a valores de até R$ 20 mil. Foram arrecadados cerca de R$ 2 milhões, que irão para o partido, já que a campanha de Lula ainda não pode receber recursos. As doações ocorreram dentro de uma campanha de arrecadação de recursos do PT voltada a categorias específicas de profissionais.

Além do ex-presidente, o seu vice, Geraldo Alckmin também deverá participar. Eles devem conversar com os presentes. Na terça-feira, Lula deve ter um outro jantar com advogados e empresários, também em São Paulo.

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Após áudios, governistas veem dificuldade para retirar apoio a CPI

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Após áudios, governistas veem dificuldade para retirar apoio a CPI
Agência Senado

Após áudios, governistas veem dificuldade para retirar apoio a CPI

Após a divulgação dos áudios do  ex-ministro Milton Ribeiro, nos quais ele cita o presidente Jair Bolsonaro (PL), a  base governista no Senado acredita, que com a avançar das investigações da Polícia Federal, será difícil evitar a CPI do MEC, articulada pela oposição na Casa. A lista para pedir a abertura da comissão parlamentar de inquérito já tem as assinaturas necessárias para ser apresentada ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Senadores aliados de Bolsonaro apostam agora na resistência da presidência da Casa em instalar o colegiado.

Nesta sexta-feira, em conversa telefônica grampeada pela Polícia Federal, Milton Ribeiro afirma que Bolsonaro o avisou que estava com um “pressentimento” de que poderia haver uma operação de busca e apreensão contra o ex-ministro. O diálogo foi interceptado no dia 9 deste mês. Nesta semana, Ribeiro foi alvo de uma ação da PF.

Em caráter reservado, governistas já admitem que uma articulação política não será suficiente para conseguir reverter os apoias à abertura do colegiado. Até o momento, a CPI do MEC já conta com 28 assinaturas, uma a mais do que necessário para ser aberta.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), responsável em recolher as assinaturas, espera conseguir mais três nomes antes de apresentar o requerimento para Pacheco. Segundo o líder da oposição no Senado, isso faz parte da estratégia para evitar que o pedido não possa ser protocolado caso algum signatário retire seu nome da lista, como aconteceu em abril.

Naquele mês, o governo conseguiu convencer três senadores a retirar seu nome da lista: Weverton Rocha (PDT-MA), Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) e Styvenson Valentim (Podemos-RN). Agora, líderes do governo acreditam que repetir a mesma estratégia será mais difícil.

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O responsável na articulação para barrar a abertura da CPI é o líder do governo no Senado, Carlos Portinho (PL-R). Em abril, quando as primeiras denúncias de irregularidades no MEC vieram à tona e a oposição começou a colher a assinatura para o colegiado, Portinho apresentou um pedido para abrir uma comissão que investigue obras paradas do Ministério da Educação em governos passados.

Uma das estratégias do governo é retomar esse pedido de CPI, que também conta com 28 assinaturas. Os suplentes dos senadores Márcio Bittar (União Brasil-AC) e Carlos Fávaro (PSD-MG), Eduardo Velloso (União Brasil-AC) e Margareth Buzzetti (PP-MT), respectivamente, assinaram a lista da comissão governista, fazendo com que o rol voltasse a ter o número de nomes necessários.

A ideia é que, caso Pacheco decida abrir a CPI da oposição, ele também precisará dar prosseguimento à comissão dos governistas e a outras duas que já foram apresentadas no Senado — uma de autoria do senador Plínio Valério, para investigar a atuação de ONG, e outra de Eduardo Girão (Podemos-CE), sobre aumento da violência nos estados do Norte e Nordeste.

No entanto, o regimento da Casa não obriga que seu presidente siga a ordem de apresentação de pedidos de CPI para instalar os colegiados. Há uma estimativa, porém, que os governistas judicializem o caso se Pacheco resolver a comissão apoiada pela oposição antes de todas as outras.

Outra estratégia é tentar dissuadir os senadores que assinaram a lista para a CPI do MEC alegando que faltam cerca de 100 dias para eleição e que o colegiado será usado como palanque eleitoral do PT. Um dos argumentos usados para isso é que Randolfe é um dos coordenadores da campanha do ex-presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva.

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O próprio presidente do Senado já afirmou que a proximidade com a eleição pode prejudicar o trabalho da comissão. Porém, na mesma ocasião que fez essa declaração, também afirmou que poderá instalar a CPI se ela cumprir os critérios necessários — isto é, número suficiente de assinaturas e fato determinados a ser investigado pelo colegiado.

Randolfe espera ter mais três apoios antes de protocolar o pedido de CPI à presidência do Senado: Marcelo Castro (MDB-PI), presidente da Comissão de Educação na Casa, Otto Alencar (PSD-BA) e Alexandre Silveira (PSD-MG). Este último é um aliado próximo de Pacheco, e seu apoio à comissão é considerado fundamental para que ela seja aberta.

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