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POLÍTICA NACIONAL

Flavio, Carlos e Michelle têm divergências na campanha à reeleição

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Flavio, Carlos e Michelle têm divergências na campanha à reeleição
Reprodução: redes sociais – 06/04/2022

Flavio, Carlos e Michelle têm divergências na campanha à reeleição

Pressionado diante ampla diferença aberta pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas pesquisas, o presidente Jair Bolsonaro (PL) viu personagens da sua estreita confiança protagonizarem episódios que expuserem problemas na condução de um dos departamentos mais estratégicos da campanha à reeleição: a comunicação. Seus dois filhos mais velhos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) trocaram farpas públicas em torno do assunto. Paralelamente, a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, passou a se mostrar resistente a gravar vídeos para o programa eleitoral do marido, como revelou a colunista do GLOBO Bela Megale.

Os irmãos divergiram a respeito da qualidade das propagandas partidárias do PL, estreladas pelo presidente da República, que foram ao ar na semana passada. Na ocasião, o vereador, responsável pelas redes sociais da campanha, usou o seu perfil no Twitter para fazer crítica velada às inserções veiculadas na TV. “Vou continuar fazendo o meu aqui e dane-se esse papo de profissionais do marketing…. Meu Deus!”, escreveu.

Flávio Bolsonaro foi questionado sobre o assunto durante entrevista à CNN Brasil, gravada quarta-feira e exibida ontem. Ele discordou do irmão e aproveitou para mandar um recado, ao dizer que o material veiculado não foi elaborado a partir de “achismo”.

“Olha, para mim, as inserções do partido foram perfeitas. Isso foi fruto de muito trabalho, de muito estudo. Não foi um achismo”.

O senador argumentou que as inserções ajudam a diluir eventuais “distorções” sobre o presidente.

“Aquelas pessoas que são contaminadas por distorções, acusações falsas, por mentiras em relação a Bolsonaro, precisam conhecer quem ele é de verdade. E ele é aquilo que está na propaganda. Uma pessoa que conversa, que cuida do país”.

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Os dois irmãos têm papéis diferentes na pré-campanha. Flávio atua na coordenação política, ao lado do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, entre outros. A propaganda partidária ficou sob responsabilidade do marqueteiro Duda Lima, contratado pelo partido.

Carlos, por sua vez, comandas todas as ações relativas às redes sociais da campanha de Bolsonaro, mesma função que teve em 2018. O presidente costuma atribuir sua vitória nas eleições daquele ano à atuação do filho.

A controvérsia reabre uma rixa travada entre Flávio e Carlos que é conhecida desde a disputa eleitoral de quatro anos atrás. Já naquela ocasião, integrantes do núcleo duro bolsonarista relatavam desavenças entre os dois herdeiros.

Num outro contratempo recente para o grupo que trabalha pela reeleição do chefe do Executivo federal, Michelle Bolsonaro começou a demonstrar contrariedade com o plano de participar de peças da propaganda eleitoral do PL, sigla à qual ela se filiou no mês passado, justamente para poder aparecer nos programas do partido, como exige a legislação. Estava previsto que a primeira-dama estrelasse 40 inserções. Na prática, porém, ela não estará em nenhuma dessas peças finalizadas até agora.

Michelle desmarcou sua presença na gravação prevista para a semana passada e não a reagendou num prazo que possibilitasse sua inclusão nas inserções deste mês. A esperança dentro da campanha é que ela aceite aparecer na propaganda que será exibida em agosto.

Aliados de Bolsonaro chegaram a acioná-lo para que ele a convencesse a participar. O presidente, entretanto, não se comprometeu a abraçar a missão. A própria Michelle foi procurada diretamente e ouviu apelos para que não recuasse do projeto inicial.

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Apelo com evangélicos 

Alguns dos principais nomes da campanha veem na primeira-dama um trunfo poderoso para atrair o eleitorado feminino, segmento em que o presidente enfrenta altos índices de rejeição. A pesquisa Datafolha divulgada na semana passada mostra o presidente com 27% das intenções de voto, bem atrás de Lula, que tem 48%. Junto às brasileiras, no cenário de segundo turno, Bolsonaro acumula 61% de rejeição, índice que é de 29% em relação a Lula.

Aos olhos dos aliados de Bolsonaro, a importância de Michelle extrapola a disputa pela preferência feminina. Evangélica fervorosa, ela também ajuda a reforçar os laços com grupos religiosos, outra parcela do eleitorado considerada estratégica para a reeleição do presidente. Desde o início deste ano, ela tem aumentado o número de aparições públicas ao lado de Bolsonaro, com quem estava previsto viajar pelo Brasil em busca de votos.

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Queiroga pode prestar esclarecimentos na Câmara sobre atuação do filho

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 Queiroga é convidado a prestar esclarecimentos na Câmara sobre atuação de seu filho na pasta da Saúde
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Queiroga é convidado a prestar esclarecimentos na Câmara sobre atuação de seu filho na pasta da Saúde

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, foi convidado pela Comissão do Trabalho, Administração e Serviço Pública da Câmara dos Deputados para explicar a atuação de seu filho, Antônio Cristovão Neto, o Queiroguinha, na pasta. Reportagens do GLOBO revelaram que Queiroguinha tem atuado como intermediário para a liberação de recursos do ministério, segundo prefeitos. Como se trata de um convite, o ministro Marcelo Queiroga não é obrigado a comparecer.

Segundo prefeitos e vídeos de eventos do Ministério da Saúde, Queiroguinha tem atuado como representante do seu pai e trabalhado para conseguir a liberação de recursos públicos da pasta para atender a demandas de prefeituras da Paraíba. Queiroguinha é pré-candidato a deputado federal pelo PL, mesmo partido do presidente Jair Bolsonaro. Segundo prefeitos ouvidos pelo GLOBO. “Ao que se verifica, mesmo não investido em cargo público, o filho do Ministro da Saúde vem exercendo atribuições que legalmente são acometidas a servidores públicos, assumindo papel relevante no Ministério da Saúde, no que diz respeito às escolhas políticas para a destinação de recursos públicos, orientando decisões administrativas e interferindo diretamente na gestão do interesse públicos”, afirmou o deputado Bira do Pindaré (PSB-MA) no requerimento aprovado nesta terça-feira pela Comissão.

O caso também é investigado pelo Ministério Público Federal. Na semana passada, Queiroguinha esteve ao lado do presidente Jair Bolsonaro durante evento de entrega de residências populares em João Pessoa, na Paraíba. Ao final do seu discurso, Bolsonaro agradeceu Queiroguinha pela presença. “Agradecer a presença também do Queiroguinha”, disse Bolsonaro citando nominalmente diversas autoridades presentes.

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No palco, reservado para as autoridades, Queiroguinha sentou atrás de Bolsonaro e em determinado momento chegou a sussurrar em seu ouvido. Na abertura do evento, ele também foi citado pelo prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena. “Presidente Jair Bolsonaro, ministro da Defesa, Paulo Sergio Nogueira de Oliveira, ministro da Saúde, o conterrâneo, Marcelo Queiroga e aos demais, Queiroguinha, também aqui presente”, disse o prefeito.

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Fonte: IG Política

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Câmara convida ministro da Justiça para explicar interferência na PF

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Bolsonaro e Anderson Torres, ministro da Justiça, exibem novo passaporte
Divulgação/Ministério da Justiça

Bolsonaro e Anderson Torres, ministro da Justiça, exibem novo passaporte

A Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira um convite para que o ministro da Justiça, Anderson Torres, preste esclarecimentos sobre a suposta interferência na investigação que resultou na prisão do ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro.

Como se trata de um convite, o ministro não é obrigado a comparecer. De acordo com o requerimento, Torres foi convidado para explicar a participação da cúpula da instituição ou de integrantes do Poder Executivo na operação “Acesso Pago”.

O requerimento citou, entre outros pontos, a mensagem enviada pelo delegado Bruno Calandrini em um grupo de policiais afirmando que não teria autonomia e independência investigativo. Posteriormente, áudios de ligações de Milton Ribeiro interceptadas pela Polícia Federal indicaram que o ex-ministro conversou com o presidente Jair Bolsonaro, que teria dito que tinha um pressentimento de que uma operação poderia ser realizada contra Ribeiro.

Segundo os deputados do PT, Bohn Gass, Rogério Correia e Reginaldo Lopes, autores do requerimento, “qualquer interferência numa investigação dessa magnitude deve ser apurada com rigor e identificado os responsáveis”.

Na última sexta-feira, o Ministério Público Federal pediu que a investigação sobre a possível interferência de Bolsonaro seja enviada ao Supremo Tribunal Federal, já que o presidente tem foro privilegiado.

Na ligação a Ribeiro, Bolsonaro estava em viagem a Los Angeles, nos Estados Unidos, onde participou da Cúpula das Américas. O ministro da Justiça, Anderson Torres, fez parte da comitiva para a cidade americana.

Em suas redes sociais, Anderson Torres negou que tenha conversado com o presidente sobre operações da Polícia Federal durante a viagem.

“Diante de tanta especulação sobre minha viagem com o Presidente Bolsonaro para os EUA, asseguro categoricamente que, em momento algum, tratamos de operações da PF. Absolutamente nada disso foi pauta de qualquer conversa nossa, na referida viagem”, escreveu Ribeiro.


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Fonte: IG Política

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