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POLÍTICA NACIONAL

Exame/Ideia: Haddad lidera e Garcia empata com França e Tarcísio

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Candidatos a governador no estado de São Paulo
Reprodução/Montagem iG 12.5.2022

Candidatos a governador no estado de São Paulo

Divulgada nesta quarta-feira (8), a nova pesquisa Exame/Ideia mostra um cenário positivo para o petista Fernando Haddad (PT), que lidera as intenções de voto para o governo do estado de São Paulo.

O ex-prefeito da capital do estado segue na frente com 27% das intenções de voto dos entrevistados. Haddad é seguido pelo ex-ministro da Infraestrutura Tarcísio de Freitas (Republicanos), com 17%, o ex-governador de SP Márcio França (PSB), com 14%, e o atual governador, Rodrigo Garcia (PSDB), que aparece com 11%.

Primeiro turno (Estimulada)

Cenário 1

  • Fernando Haddad (PT): 27%
  • Tarcísio de Freitas (Republicanos): 17%
  • Márcio França (PSB): 14%
  • Rodrigo Garcia (PSDB): 11%

A pesquisa também elaborou um segundo cenário para as eleições do estado de São Paulo, sem Márcio França. A simulação foi feita por conta dos arranjos estaduais da coligação nacional entre PT e PSB (com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin como vice), que podem fazer com que ele saia da disputa ao Palácio dos Bandeirantes.

Sem França na corrida pelo governo de São Paulo, o petista amplia sua vantagem em relação aos demais candidatos. Haddad tem 31% das intenções de voto, seguido do ex-ministro Tarcísio, com 17%, e do atual governador, Rodrigo Garcia, com 14%.

Cenário 2

  • Fernando Haddad (PT): 31%
  • Tarcísio de Freitas (Republicanos): 17%
  • Rodrigo Garcia (PSDB): 14%
  • Vinicius Poit (NOVO): 2%

Segundo Cila Schulman, vice-presidente do instituto de pesquisa Ideia, o que contribui para o bom desempenho de Fernando Haddad é a memória do eleitor em relação ao ex-prefeito. O fato dele ter sido candidato a presidente, em 2018, disputando o segundo turno contra o presidente Jair Bolsonaro (PL) também é um fator que contribui para que ele permaneça nas lembranças dos votantes.

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“Uma parcela dos eleitores que aprovam o governo Rodrigo Garcia, do PSDB, escolhem para votar na pesquisa estimulada em Fernando Haddad, do PT. Isso demonstra o tamanho do recall do nome do ex-prefeito da capital na visão do eleitorado paulista. O principal desafio de Haddad será diminuir a sua rejeição, que é a maior entre os candidatos colocados até aqui”, afirma.

Segundo turno

A pesquisa Exame/Ideia simulou seis possíveis cenários para o segundo turno. Haddad tem vantagem contra Garcia e Tarcísio. Na disputa contra o ex-ministro do governo do presidente Jair Bolsonaro, o petista está à frente dentro da margem de erro, portanto é considerado empate. Sua liderança só é colocada a prova na disputa contra França: ambos aparecem com 34% das intenções de voto.

Cenário 1

  • Fernando Haddad (PT): 38%
  • Rodrigo Garcia (PSDB): 29%
  • Branco/Nulo: 22%
  • Não sabem: 12%

Cenário 2

  • Fernando Haddad (PT): 36%
  • Tarcísio de Freitas (Republicanos): 31%
  • Branco/Nulo: 26%
  • Não sabem: 10%

Cenário 3

  • Tarcísio de Freitas (Republicanos): 32%
  • Rodrigo Garcia (PSDB): 30%
  • Branco/Nulo: 20%
  • Não sabem: 19%

Cenário 4

  • Márcio França (PSB): 34%
  • Fernando Haddad (PT): 34%
  • Branco/Nulo: 18%
  • Não sabem: 14%

Cenário 5

  • Fernando Haddad (PT): 37%
  • Tarcísio de Freitas (Republicanos): 33%
  • Branco/Nulo: 18%
  • Não sabem: 12%

Cenário 6

  • Márcio França (PSB): 38%
  • Rodrigo Garcia (PSDB): 33%
  • Branco/Nulo: 13%
  • Não sabem: 16%

Metodologia

Para a realização do levantamento eleitoral, foram ouvidas 1.200 pessoas do estado de São Paulo, entre os dias 3 e 8 de junho. As pessoas foram entrevistadas pelo telefone, com ligações tanto para fixos residenciais quanto para celulares. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número SP-08096/2022.

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POLÍTICA NACIONAL

Lula pretende fazer um ‘revogaço’ nos sigilos de 100 anos de Bolsonaro

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Lula e Bolsonaro
Ricardo Stuckert/Divulgação e Presidência da República

Lula e Bolsonaro

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse em entrevista a rádio Educadora de Piracicaba nesta terça-feira (29), que pretende aprovar decreto , caso eleito, para fazer um “revogaços” dos sigilos de 100 anos impostos na gestão do presidente Jair Bolsonaro (PL). 

“[…] o Bolsonaro, ediz que não tem corrupção mas decreta sigilo de 100 anos para qualquer denúncia contra ele. Decreta sigilo pro filho, decreta sigilo de 100 anos para os amigos, para o Pazzuelo. Nada ele deixa ser investigado, só daqui há 100 anos quando ele não existir mais. […] Nós vamos ter que fazer um decreto, fazer um revogaço desse sigilo que o Bolsonaro está criando para defender os seus amigos”, disse Lula. 

Jair Bolsonaro, desde que assumiu o gabinete há pouco mais de 3 anos, determinou ‘sigilo de 100 anos’ em 6 ocasiões. Nesses casos envolvem uma investigação do STF sobre um possível gabinete paralelo do Ministério da Educação (MEC).  Há suspeitas de que pastores evangélicos, que não atuavam oficialmente no governo, negociaram verbas da educação com prefeitos mediante o pagamento de propinas. O caso tomou maiores proporções com a prisão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro , já solto pela justiça. 

Para o especialista em direito constitucional, Camilo Onoda Caldas , a Constituição Federal brasileira garante o sigilo como em praticamente todo lugar do mundo. Porém, também assegura o princípio da publicidade, além disso, a  Lei da Transparência  também estabelece a publicidade como preceito geral, como a regra, e o sigilo como exceção.

“Portanto, se há uma decretação de sigilo indevida por parte do Presidente da República, Jair Bolsonaro, então pode haver sim um controle por parte do Poder Judiciário , revertendo essa decisão a fim de que a lei e, sobretudo, a Constituição Federal seja respeitada”, explica Caldas.

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Sigilo na gestão Dilma Roussef

A declaração de sigilo ou uso da Lei de Acesso à Informação para restrir o acesso à informações também foi utilizada por Dilma Roussef em 2016, quando  Casa Civil decidiu que o teor dos e-mails do servidor Jorge Rodrigo Messias, o “Bessias”, deviam estar sob sigilo por 100 anos . O funcionário é conhecido por mencionar conversa gravada pela Polícia Federal (PF) entre a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no tratamento do termo de posse que a ex-presidente daria ao petista para assumir o cargo de ministro da Casa Civil.

“Infelizmente, o atual presidente [Jair Bolsonaro] tem abusado do poder ao decretar sigilos, bem como ter negado sistematicamente o fornecimento [de informações] por intermédio da Lei de Acesso à Informação . Nenhum governo anterior fez o que o atual está fazendo. Quanto menos transparência existe, maior o risco de corrupção e outras atividades ilegais sejam acobertadas. Logo, a divulgação de informações será benéfica para a democracia e para que haja o respeito aos princípios constitucionais”, conlui o especialista.

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Fonte: IG Política

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POLÍTICA NACIONAL

Bolsonaro falou mal de Lula para Biden, diz assessor da Presidência

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O presidente Jair Bolsonaro reuniu-se com o presidente dos EUA, Joe Biden, à margem da IX Cúpula das Américas, em Los Angeles.
Reprodução/Itamaraty Brasil – 10.06.2022

O presidente Jair Bolsonaro reuniu-se com o presidente dos EUA, Joe Biden, à margem da IX Cúpula das Américas, em Los Angeles.

O assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais Filipe Martins afirmou, em entrevista ao apresentador americano Tucker Carlson, do canal Fox News, que  Jair Bolsonaro falou mal do  ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante encontro com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

Segundo ele, na reunião que aconteceu durante a Cúpula das Américas, em Los Angeles, no início de junho, Bolsonaro pôde lembrar ao norte-americano “quem Lula da Silva é”.

“Demorou muito, tomou um tempo, mas finalmente quando o presidente Bolsonaro pôde se sentar com o presidente Biden, pôde lembrar a Biden quem Lula da Silva é e a quantidade de corrupção e a quantidade de escândalos que tínhamos aqui no Brasil (…). E eu acho que o presidente Biden entendeu que é melhor para os Estados Unidos que o presidente Bolsonaro e um governo pró-democracia continue no poder no Brasil”, afirmou Martins.

O apresentador Tucker Carlson é uma das vozes mais proeminentes da televisão americana ligada à direita. Em sua passagem pelo Brasil, ele gravou também com Jair Bolsonaro e seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Segundo o parlamentar, durante a conversa o presidente abordou temas como economia, pandemia, armas e Amazônia.

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Parte da entrevista já vai ao ar nesta quarta-feira, mas o registro completo será divulgado na manhã de quinta-feira. O presidente chegou a divulgar em suas redes uma foto ao lado de Carlson , afirmando mostrou “ao mundo a verdade sobre o Brasil”.

Em outro registro divulgado pelo apresentador, ele aparece ao lado de Bolsonaro vestindo um cocar indígena.

Na sabatina com Martins, que durou aproximadamente 4 minutos e foi veiculada nesta terça-feira, o assessor também ligou Lula a grupos terroristas e ao crime organizado. A declaração foi dada após uma pergunta de Tucker onde ele afirma que Lula é pró-China e questiona a ligação do petista com o país asiático, que definiu como ” o maior adversário dos Estados Unidos”.

“Desde 2009 a China vem ganhando posição aqui no Brasil e Lula da Silva é muito aberto à sua posição. Não só em dar suporte à China e a outras superpotências em nossa região, mas também sobre apoiar grupos terroristas, sobre apoiar o crime organizado e apoiar ditaduras como Venezuela, Cuba e Nicarágua”, disse o assessor especial.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro comentou a entrevista.

Filipe Martins, discípulo do escritor Olavo de Carvalho, integra a base ideológica do governo de Jair Bolsonaro. Ele chegou a ser denunciado pela Procuradoria da República no Distrito Federal por fazer um gesto alusivo a movimentos racistas de supremacia branca durante uma sessão no Senado, mas foi absolvido sumariamente pela 12ª Vara Federal do Distrito Federal.

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A denúncia citou também postagens do assessor de Bolsonaro nas redes sociais sobre ideias, emblemas e símbolos relacionados a símbolos fascistas e de extrema-direita.

Questionado por Carlson sobre a demora para o encontro entre Jair Bolsonaro e Joe Biden, Filipe Martins respondeu que por dois anos o país enfrentou dificuldades para se conectar com Washington, especialmente com a Casa Branca.

O assessor contou ainda que um dos fatores que atrapalhou a relação bilateral foi a demora de Bolsonaro em aceitar o resultado das eleições após o anúncio da vitória de Biden e aguardar as discussões internas no país.

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Fonte: IG Política

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