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POLÍTICA NACIONAL

Eleição: MDB lança Simone Tebet com apelo a voto em mulheres

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Eleição: MDB lança Simone Tebet com apelo a voto em mulheres
Reprodução: flickr – 23/05/2022

Eleição: MDB lança Simone Tebet com apelo a voto em mulheres

Ainda que tenha lançado a senadora Simone Tebet (MS) à Presidência, o mapa das pré-candidaturas e das posições de comando do MDB mostra que as mulheres ocupam pouco espaço no partido. Levantamento feito pelo GLOBO revela que os homens representam 80% dos emedebistas que devem disputar os Executivos estaduais e pouco mais de 70% dos nomes em vias de concorrer ao Senado. Internamente, só duas mulheres estão à frente dos 27 diretórios estaduais: a senadora Rose de Freitas, no Espírito Santo, e a ex-governadora Roseana Sarney, no Maranhão.

Para o governo, há duas pré-candidatas apresentadas (Mara Rocha, no Acre, e Teresa Surita, em Roraima), enquanto são oito homens. No caso do Senado, são duas mulheres (Jéssica Sales, no Acre, e Rose de Freitas, no Espírito Santo) e cinco homens. As informações foram reunidas com base em posicionamentos públicos e checadas com fontes da sigla. Como as convenções ainda não foram realizadas, o cenário pode sofrer alterações.

Na comparação com o pleito de 2018, os números do MDB representam um avanço, mas são bem próximos da proporção de candidaturas femininas em 2014, ano em que o partido elegeu mais mulheres do que homens ao Senado. Para o Executivo estadual, há oito anos, foram eleitos seis governadores — nenhuma mulher foi candidata. Já em 2018, a sigla não conseguiu emplacar nenhuma de suas duas candidatas ao Senado, mesmo caso da única mulher disputando um governo estadual.

A baixa representatividade feminina no partido é uma amostra do quadro político nacional. Na América Latina, o Brasil só está à frente do Haiti na lista de países com menos mulheres na política, segundo o ranking da União Interparlamentar, que representa os legislativos mundiais. Apesar de representarem mais da metade do eleitorado, apenas 16% das cadeiras do Legislativo federal são ocupadas por mulheres — e só há uma governadora entre as 27 unidades da Federação.

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Mudanças recentes na legislação tentam reverter esse cenário, com cotas e novas regras de distribuição financeira dentro dos partidos, para tornar a disputa mais igualitária entre homens e mulheres. No ano passado, o Congresso reservou uma parcela mínima de 30% do Fundo Eleitoral às candidaturas femininas. No caso do MDB, a legenda formalizou um compromisso com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para garantir pelo menos 30% das vagas de comandos dos diretórios nas esferas federal, estadual e municipal às mulheres. Há também na sigla, desde 1985, o MDB Mulher, núcleo dedicado a incentivar a participação feminina na política.

Segundo a cientista política Débora Thomé, pesquisadora associada da Universidade Federal Fluminense (UFF), há uma demanda do eleitorado por mais mulheres na política, mas esse interesse esbarra no fato de que muitas candidaturas femininas não são consideradas viáveis politicamente.

“Muitas vezes, o eleitorado escolhe quem já está eleito, que no caso são os homens, porque entende que as mulheres têm pouca chance de vitória. Para que as candidatas se tornem viáveis, os partidos precisam colocar dinheiro nas suas campanhas”, explica.

Já a coordenadora da Pós-Graduação em Ciências Políticas da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Maria do Socorro Sousa Braga, afirma que há uma contradição entre a postura de Tebet e o histórico de atuação do MDB. Para ela, é preciso diferenciar o discurso de um candidato da forma como o partido se comporta internamente para dar conta da representação política:

“O discurso da Simone Tebet, de que ‘mulher vota em mulher’, entra em contradição com o MDB, porque não há essa tradição de incentivar a entrada das mulheres na política. Isso vale para espaço e cargos na burocracia interna do partido, mas também para incentivos financeiros”.

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Tebet cita “vanguarda”

Para Tebet, o MDB “é o partido que mais promove a participação feminina” e foi pioneiro ao assinar o acordo com o TSE tratando dos comandos locais.

“O MDB está lançando uma mulher à Presidência da República. Como maior partido do Brasil, segue, como no passado, na vanguarda, abrindo caminhos para melhorar a representatividade feminina no país”, afirmou ao GLOBO. Procurado, o MDB preferiu não se manifestar.

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POLÍTICA NACIONAL

Queiroga pode prestar esclarecimentos na Câmara sobre atuação do filho

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 Queiroga é convidado a prestar esclarecimentos na Câmara sobre atuação de seu filho na pasta da Saúde
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Queiroga é convidado a prestar esclarecimentos na Câmara sobre atuação de seu filho na pasta da Saúde

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, foi convidado pela Comissão do Trabalho, Administração e Serviço Pública da Câmara dos Deputados para explicar a atuação de seu filho, Antônio Cristovão Neto, o Queiroguinha, na pasta. Reportagens do GLOBO revelaram que Queiroguinha tem atuado como intermediário para a liberação de recursos do ministério, segundo prefeitos. Como se trata de um convite, o ministro Marcelo Queiroga não é obrigado a comparecer.

Segundo prefeitos e vídeos de eventos do Ministério da Saúde, Queiroguinha tem atuado como representante do seu pai e trabalhado para conseguir a liberação de recursos públicos da pasta para atender a demandas de prefeituras da Paraíba. Queiroguinha é pré-candidato a deputado federal pelo PL, mesmo partido do presidente Jair Bolsonaro. Segundo prefeitos ouvidos pelo GLOBO. “Ao que se verifica, mesmo não investido em cargo público, o filho do Ministro da Saúde vem exercendo atribuições que legalmente são acometidas a servidores públicos, assumindo papel relevante no Ministério da Saúde, no que diz respeito às escolhas políticas para a destinação de recursos públicos, orientando decisões administrativas e interferindo diretamente na gestão do interesse públicos”, afirmou o deputado Bira do Pindaré (PSB-MA) no requerimento aprovado nesta terça-feira pela Comissão.

O caso também é investigado pelo Ministério Público Federal. Na semana passada, Queiroguinha esteve ao lado do presidente Jair Bolsonaro durante evento de entrega de residências populares em João Pessoa, na Paraíba. Ao final do seu discurso, Bolsonaro agradeceu Queiroguinha pela presença. “Agradecer a presença também do Queiroguinha”, disse Bolsonaro citando nominalmente diversas autoridades presentes.

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No palco, reservado para as autoridades, Queiroguinha sentou atrás de Bolsonaro e em determinado momento chegou a sussurrar em seu ouvido. Na abertura do evento, ele também foi citado pelo prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena. “Presidente Jair Bolsonaro, ministro da Defesa, Paulo Sergio Nogueira de Oliveira, ministro da Saúde, o conterrâneo, Marcelo Queiroga e aos demais, Queiroguinha, também aqui presente”, disse o prefeito.

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Fonte: IG Política

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POLÍTICA NACIONAL

Câmara convida ministro da Justiça para explicar interferência na PF

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Bolsonaro e Anderson Torres, ministro da Justiça, exibem novo passaporte
Divulgação/Ministério da Justiça

Bolsonaro e Anderson Torres, ministro da Justiça, exibem novo passaporte

A Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira um convite para que o ministro da Justiça, Anderson Torres, preste esclarecimentos sobre a suposta interferência na investigação que resultou na prisão do ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro.

Como se trata de um convite, o ministro não é obrigado a comparecer. De acordo com o requerimento, Torres foi convidado para explicar a participação da cúpula da instituição ou de integrantes do Poder Executivo na operação “Acesso Pago”.

O requerimento citou, entre outros pontos, a mensagem enviada pelo delegado Bruno Calandrini em um grupo de policiais afirmando que não teria autonomia e independência investigativo. Posteriormente, áudios de ligações de Milton Ribeiro interceptadas pela Polícia Federal indicaram que o ex-ministro conversou com o presidente Jair Bolsonaro, que teria dito que tinha um pressentimento de que uma operação poderia ser realizada contra Ribeiro.

Segundo os deputados do PT, Bohn Gass, Rogério Correia e Reginaldo Lopes, autores do requerimento, “qualquer interferência numa investigação dessa magnitude deve ser apurada com rigor e identificado os responsáveis”.

Na última sexta-feira, o Ministério Público Federal pediu que a investigação sobre a possível interferência de Bolsonaro seja enviada ao Supremo Tribunal Federal, já que o presidente tem foro privilegiado.

Na ligação a Ribeiro, Bolsonaro estava em viagem a Los Angeles, nos Estados Unidos, onde participou da Cúpula das Américas. O ministro da Justiça, Anderson Torres, fez parte da comitiva para a cidade americana.

Em suas redes sociais, Anderson Torres negou que tenha conversado com o presidente sobre operações da Polícia Federal durante a viagem.

“Diante de tanta especulação sobre minha viagem com o Presidente Bolsonaro para os EUA, asseguro categoricamente que, em momento algum, tratamos de operações da PF. Absolutamente nada disso foi pauta de qualquer conversa nossa, na referida viagem”, escreveu Ribeiro.


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Fonte: IG Política

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