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POLÍTICA NACIONAL

Bolsonaro diz que não viu Allan dos Santos durante viagem aos EUA

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Bolsonaro durante encontro com o presidente dos EUA, Joe Biden
Alan Santos / Presidência da República – 11.10.2022

Bolsonaro durante encontro com o presidente dos EUA, Joe Biden

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que não viu o blogueiro Allan dos Santos durante a viagem que fez aos Estados Unidos na semana passada mas que o cumprimentaria caso o encontrasse. Allan dos Santos é alvo de um mandado de prisão expedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, mas está foragido nos Estados Unidos.

Moraes já determinou o início do processo de extradição, que não foi concluído. No Supremo, Allan é alvo de investigações que apuram ataques ao STF e a participação em atos antidemocráticos.

“Eu não vi o Allan dos Santos nos Estados Unidos. Se tivesse visto, teria apertado a mão dele. Sem problema nenhum. Ele não está na lista vermelha da Interpol”, afirmou Bolsonaro.

Apesar de Bolsonaro ter dito que não viu o blogueiro, Allan dos Santos esteve em pelo menos dois eventos aos quais Bolsonaro compareceu em Orlando, na Flórida: um culto evangélico e uma motociata. Ao comentar sobre o assunto, Bolsonaro aproveitou para criticar o ministro Alexandre de Moraes.

“Você pode falar que eu tenho que reconhecer o que o Supremo decide. Espera aí. Aquilo, para mim, não é crime o que ele (Allan) cometeu. Se for alguma coisa passível de qualquer ação, é injúria, calúnia, difamação, e a pena não é prisão. E outra coisa, existe acordo de extradição entre Brasil e EUA, no caso do Allan dos Santos, mesmo que ele venha a ser condenado aqui. Condenado porque é o cara que denuncia, julga, cara que investiga, cara que condena. É o mesmo cara”, disse Bolsonaro, em referência a Moraes.

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Bolsonaro também comentou sobre outra polêmica em torno da sua viagem aos Estados Unidos: a informação de que ele teria pedido ajuda para o presidente Joe Biden nas eleições brasileiras.

De acordo com a agência de notícias “Bloomberg”, dos Estados Unidos, no encontro, que aconteceu às margens da Cúpula das Américas, em Los Angeles, o líder brasileiro retratou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como perigoso para os interesses dos EUA, segundo fontes com conhecimento sobre a conversa.

“Quem é que disse? Afirmam fontes. Fala quem foi. Você acha que eu tratei isso? A primeira bilateral tinha mais ou menos 20 pessoas, e eu tratei com Biden? ‘Biden, me ajuda nos Estados Unidos, grava um vídeo comigo aqui, tira uma selfie’? Pelo amor de Deus”, afirmou.

Bolsonaro afirmou, contudo, que também se reuniu reservadamente com o presidente americano.

“Eu, o Carlos França, nosso chanceler, o Biden, o chanceler dele e mais uma senhora que serviu de intérprete. Ponto final. O que tratamos ali? Ninguém falou. Ou fala eu, ou fala o França. Nós não falamos nada, coisas reservadas. E do lado do Biden? Se alguém Biden quiser falar o que aconteceu, não posso fazer nada. Agora, segundo a imprensa, eu fui pedir apoio do Biden”, afirmou.

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POLÍTICA NACIONAL

Datafolha Rio: Lula lidera com 41% dos votos; Bolsonaro tem 34%

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Lula lidera com 41% no Rio de Janeiro
Ricardo Stuckert/Divulgação e Presidência da República

Lula lidera com 41% no Rio de Janeiro


Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como líder na disputa ao Palácio do Planalto entre os eleitores do estado do Rio de Janeiro, com 41% das intenções de voto. O presidente Jair Bolsonaro (PL) segue em segundo, com 34%.

Veja o desempenho dos pré-candidatos à Presidência no Rio:

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – 41% Jair Bolsonaro (PL) – 34% Ciro Gomes (PDT) – 8% Simone Tebet (MDB) – 2% André Janones (Avante) – 1% Vera Lúcia (PSTU) – 1% Sofia Manzano (PCB) – 1% Felipe d’Avila (Novo) – 1% Pablo Marçal (Pros), Leonardo Péricles (UP), Eymael (Democracia Cristã) e Luciano Bivar (União Brasil) foram citados, mas não alcançaram um ponto percentual. O General Santos Cruz (Podemos) não foi citado.

Votos nulos e brancos no estado representam 7%; e 3% não sabem ou não responderam. O Datafolha ouviu 1.218 eleitores em 32 municípios do Rio de Janeiro entre quarta e sexta-feira desta semana. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo RJ-00260/2022. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.


Se comparado com o cenário nacional, a distância entre Lula e Bolsonaro é menor entre os fluminenses. Segundo o último levantamento, o petista tem 47% das intenções de voto no país, enquanto o atual chefe do Planalto marca 28%.

Os nomes da chamada terceira via, por outro lado, seguem tentando se viabilizar na disputa. Considerando o cenário nacional, Ciro Gomes (8%) e Simone Tebet (1%), assim como o deputado federal André Janones (2%), mantiveram seu desempenho ou oscilaram dentro da margem de erro da pesquisa no estado do Rio, que é de 3 pontos percentuais.

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Fonte: IG Política

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POLÍTICA NACIONAL

Fachin afirma que o sistema eleitoral brasileiro é ‘rígido e seguro’

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Fachin enalteceu o trabalho do TSE em dar transparência ao processo eleitoral
Abdias Pinheiro/SECOM/TSE

Fachin enalteceu o trabalho do TSE em dar transparência ao processo eleitoral

Na última sessão antes do recesso de julho, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Edson Fachin , enalteceu o trabalho do tribunal em dar transparência ao processo eleitoral e afirmou que “as regras do jogo eleitoral são conhecidas por todos e devem ser respeitadas”. 

O sistema eleitoral brasileiro vem sendo alvo de constantes ataques por parte do presidente Jair Bolsonaro (PL).

“As diferenças de compreensão estão permeadas no tecido republicano que vivenciamos, contudo, é no reconhecimento mútuo das distintas dimensões e alcances do entendimento dos interlocutores que se pavimenta o caminho para a solução dessas distensões, sempre informadas pelo respeito absoluto pela Constituição Federal, pela forma Republicana de Governo adotada no Brasil, e pelo trato cordial, respeitoso e honesto entre os atores institucionais”, afirmou Fachin.

De acordo com o presidente do TSE, que deixa o cargo em agosto, quando passa a função para o ministro Alexandre de Moraes, a Corte tem se dedicado a demonstrar a transparência em todas as etapas de sua atuação, especialmente no papel de administrador das eleições e a confiabilidade de todo o aparato nacional para a realização do certame eleitoral.

“Reforçando que as urnas eletrônicas são seguras, são confiáveis, que foram aprovadas no recente Teste Público de Segurança e não há qualquer indicação segura de que não protegem o sigilo e a veracidade do voto de todos os brasileiros”, explicou.

“Nossa certeza de que o sistema eleitoral brasileiro é hígido, confiável e seguro transborda os limites da Instituição e nos permite transferir essa inabalável certeza a todos os nossos compatriotas, a todos os cidadãos brasileiros. O seu voto está protegido e será contabilizado nas eleições”, ressaltou.

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Ao longo do último ano, as urnas eletrônicas vêm sendo um cavalo de batalha travado entre o governo Jair Bolsonaro e o TSE. Nos últimos meses, o Ministério da Defesa tem protagonizado uma troca de ofícios com a Corte, em razão de uma série de propostas feitas pelas Forças Armadas no âmbito da Comissão de Transparência Eleitoral, boa parte delas acolhidas pelo tribunal.

Após o pronunciamento de Fachin, o subprocurador-geral da República Humberto Jacques de Medeiros, que participou da sessão como vice-procurador-geral Eleitoral substituto, reforçou a confiança do Ministério Público nas eleições.

“Dou o meu testemunho da absoluta lisura, da correção, da estrutural confiança que nosso processo eleitoral merece”, afirmou.

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Fonte: IG Política

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