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POLÍTICA NACIONAL

Bolsonaro critica ex-líder do governo: ‘Não fala nosso nome em PE’

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 Bolsonaro disse que grupo de Bezerra faz campanha pró-Lula
Isac Nóbrega/PR – 08/06/2022

Bolsonaro disse que grupo de Bezerra faz campanha pró-Lula

O presidente Jair Bolsonaro criticou nesta segunda-feira o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), que foi líder do governo entre 2019 e o fim do ano passado. De acordo com Bolsonaro, Bezerra não menciona mais seu nome em Pernambuco, e o “grupo” do senador tem feito campanha para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O comentário foi feito em entrevista à CBN Recife. O presidente citava realizações do governo em Pernambuco quando mencionou o ex-aliado.

“Tem liderança aí, não quero citar nomes. um senador que era líder do governo, trabalhava aqui atendendo a gente no Senado. Ele teve tudo da nossa parte, tudo da nossa parte, e hoje em dia não fala nosso nome em Pernambuco”, reclamou Bolsonaro.

O presidente reconheceu que há uma “tendência” de apoio a Lula no estado, onde o ex-presidente tem um histórico de boas votações.

“O que acontece é o seguinte. Tem uma tendência, o estado mais à esquerda, em apoiar o Lula. Simplesmente não se fala mais o nome do governo, não se fala mais (sobre) as obras. Mas o Fernando Bezerra vai fazendo a parte dele. Ele tem que levar recursos para o estado, tudo bem.”

Bolsonaro negou que tenha rompido com Bezerra e disse não ser “rancoroso”, mas manteve as críticas ao senador.

“Não, não está rompido. Mas o grupo dele, basicamente, que foi muito beneficiado pelo nosso governo, faz campanha para outro candidato. Mas deixa para lá, não quero entrar nesse detalhe. Não sou rancoroso. Ele tem que levar recurso para o estado dele, faz muito bem, só lamento que poderia, o grupo que o apoia, falar que em grande parte ou quase todo o recurso do estado foi do nosso governo.”

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Atualmente, Bezerra é relator de um projeto que cria um teto para o ICMS, uma das prioridades do governo para tentar reduzir o preço dos combustíveis. Bolsonaro elogiou sua atuação nesse caso.

“Fernando Bezerra é senador, está lá no Senado, é relator de um projeto sobre combustíveis. Está trabalhando muito bem. Isso é muito bom para o Brasil, parabéns ao Fernando Bezerra.”

O senador entregou o cargo de líder de governo em dezembro, após sofrer uma derrota expressiva na disputa pela vaga no Tribunal de Contas da União (TCU).

Um dos filhos de Bezerra, o ex-prefeito Miguel Coelho (União Brasil), é pré-candidato ao governo de Pernambuco. Ele tem tentado, contudo, se distanciar da polarização entre Lula e Bolsonaro.

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POLÍTICA NACIONAL

Tebet critica forma como foi aprovada PEC Eleitoral no Senado

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Simone Tebet critica forma como PEC Eleitoral foi aprovada no Senado
Jefferson Rudy/Agência Senado

Simone Tebet critica forma como PEC Eleitoral foi aprovada no Senado

Pré-candidata à Presidência, a  senadora Simone Tebet (MDB-MS) criticou nesta quinta-feira a forma com a PEC Eleitoral foi aprovada no Senado, mas votou a favor do texto com a justificativa de que é preciso combater a crise econômica e o aumento da fome no país.

A proposta viola restrições da lei eleitoral para criar e ampliar uma série de benefícios sociais, ao custo de R$ 41,2 bilhões, a apenas três meses do primeiro turno. A campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) vê na medida uma forma de conquistar votos no momento em que aparece atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas pesquisas eleitorais.

Entre os pré-candidatos ao Planalto, além de Tebet, Bolsonaro e Luiz Felipe D’Avila (Novo) também reagiram à aprovação da PEC no Senado. Enquanto o atual titular do Palácio do Planalto comemorou o projeto, D’Avila criticou o caráter eleitoreiro da proposta. Lula e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), por sua vez, não comentaram o assunto.

“O Auxílio Brasil vai de R$ 400 para R$ 600. O auxílio para o caminhoneiro é de R$ 1.000. Sei que é pouco, que os caminhoneiros gastam bastante combustível, mas é uma ajuda. Também vamos dobrar o valor do vale gás e vem mais coisa”, disse Bolsonaro em sua live semanal.

A PEC viabiliza “bondades” do governo com o objetivo liberar a ampliação de gastos e viabilizar a criação e a ampliação de uma série de benefícios sociais em período eleitoral.

Tebet votou a favor da proposta, alegando que a crise econômica e o aumento da fome no país tornavam necessária a ampliação dos auxílios sociais.

“Este é o caminho certo no que se refere esta questão dramática em que o Brasil está vivendo. A fome tem pressa, nós sabemos disso. Nós não estamos diante de uma escolha de Sofia. Não quando tantas Sofias e Marias estão sofrendo a dor da fome. Então não é uma escolha de Sofia, nós temos que efetivamente avançar e avançar rapidamente em uma solução para quem hoje não tem o que dar de comer a seus filhos.”

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No entanto, a senadora criticou que a PEC não respeitou os ritos habituais de projetos do tipo, que costumam passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A matéria foi analisada direto no plenário.

“Esse projeto começou errado e termina errado. O meu voto é favorável, mas eu quero fazer um apelo à vossa excelência”, disse Tebet, se dirigindo ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). 

“Que nenhuma PEC, nenhuma emenda constitucional deixe de passar pela Comissão de Constituição e Justiça, nem que façamos isso em 48 horas.”


A declaração da senadora foi feita durante a sessão que aprovou a PEC Eleitoral. Em um comentário duro, Tebet classificou a tramitação da proposta como algo feito “na coxa”.

“Não é possível nós entrarmos para os anais da história do Brasil, de votarmos uma PEC tão relevante, que fura teto, que viola lei de responsabilidade fiscal, que atinge a regra de ouro, fazendo alterações de vírgula ou de parágrafo na coxa. Porque é isso que estamos fazendo.”

O candidato do partido Novo, Luiz Felipe D’Avila, por sua vez, criticou o caráter eleitoreiro da proposta e disse que o projeto serve como um “cheque em branco” ao governo Boslonaro.

“Com caráter eleitoreiro, a PEC/16 é mais uma ameaça ao Brasil, disfarçada de bondade. São quase R$ 39 bi destinados para criar gastos em pleno ano de eleição. Reitero que não sou contrário ao subsídio às famílias, contudo, é inegável que tal projeto está sendo usado para contemplar objetivos eleitorais”, escreveu D’Avila.

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Fonte: IG Política

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POLÍTICA NACIONAL

Eleições: PT aprova teto de R$ 132 mi para campanha de Lula

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Ex-presidente Lula
Divulgação/PT

Ex-presidente Lula

O diretório nacional do PT aprovou nesta quinta-feira uma resolução que destina o máximo valor permitido pela legislação para a campanha de  Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República. O ex-presidente ficará com R$ 132 milhões do fundo eleitoral , o que equivale a 26,03% do total de recursos públicos reservados para o partido.

A mesma resolução estabelece que os candidatos a deputado federal homens receberão R$ 148 milhões, 29,41% da fatia do fundo do PT.

Por determinação da legislação, as candidatas mulheres a todos os cargos que estão em disputa este ano ficarão com 30% dos recursos, o que representa R$ 151 milhões.

O partido ainda decidiu que não repassará recursos para candidatos de outros partidos, mesmo que tenha fechada apoio no estado.

“O PT não destinará recursos diretamente às candidaturas de outros partidos e às candidaturas próprias a vice e a suplentes”, afirma um trecho da resolução.

Os candidatos a governador do partido ficarão com R$ 42 milhões, o equivalente a 8,34% do fundo eleitoral.

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Fonte: IG Política

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