conecte-se conosco


POLÍTICA NACIONAL

PSDB tenta montar estratégia para possível ofensiva judicial de Doria

Publicado

source
João Doria (PSDB) não anunciou sua decisão após escolha favorável a Tebet, mas cobra
Valter Campanato/Agência Brasil – 23.04.2019

João Doria (PSDB) não anunciou sua decisão após escolha favorável a Tebet, mas cobra “paridade de armas” em reunião

Embora a direção nacional do PSDB ainda não esteja totalmente convicta de que o ex-governador de São Paulo João Doria vai recorrer à Justiça para ser candidato a presidente , o partido escalou o deputado federal Carlos Sampaio (SP), que é ex-promotor de Justiça e foi aliado de Doria nas prévias, para elaborar uma linha de argumentação jurídica caso a Justiça Eleitoral seja acionada pelo paulista.

Sampaio tem dito internamente que a convenção nacional da sigla, normalmente organizada entre julho e agosto, tem autonomia para apoiar uma aliança com os partidos da terceira via , independentemente do resultado das prévias.

O entendimento pressupõe que o acordo entre PSDB, MDB e Cidadania está acima das prévias presidenciais, cuja eleição interna foi vencida por Doria em dezembro . A defesa do ex-governador diverge e se vale de um artigo do estatuto tucano segundo o qual o vencedor das prévias deve ter a candidatura homologada pela convenção. Mesmo com as estratégias jurídicas em construção, os dois lados entendem que perderiam com a judicialização e passaram a adotar cautela ao tratar do tema.

Sampaio se distanciou de Doria recentemente e está empenhado na reeleição do governador de São Paulo, Rodrigo Garcia , cujo entorno avalia que a rejeição do antecessor nas pesquisas de opinião pode prejudicá-lo. Em reunião da executiva do partido em Brasília na última terça-feira, o deputado federal contestou a narrativa jurídica de Doria numa carta assinada junto com seu advogado — o texto cobrava respeito as prévias e foi lido como uma ameaça ao partido.

Leia mais:  Tráfico de influência: PF pediu quebra de sigilo de Renan Bolsonaro

O documento elevou a pressão para que Doria retirasse sua candidatura, e lideranças pediram sua presença na sede do PSDB. Sob risco de ficar em desvantagem, Doria cobra um encontro equilibrado, com “paridade de armas”, e nomes escolhidos pelos dois lados.

Essa reunião deve acontecer em São Paulo na segunda-feira, quando devem comparecer também o presidente do PSDB, Bruno Araújo, e os líderes da bancada na Câmara, Adolfo Viana (BA), e do Senado, Izalci Lucas (DF). Na ocasião, deve ser apresentada ao paulista a pesquisa do professor Paulo Guimarães, do instituto que leva seu nome. A campanha de Doria tem reclamado que os  líderes da terceira via escolheram a senadora Simone Tebet (MDB-MS) sem que antes o paulista tenha sido informado dos resultados do levantamento.

Nos últimos dias, cresceu uma articulação entre integrantes da sigla em São Paulo na tentativa de evitar a via judicial. Aliados do governador Rodrigo Garcia têm dito nos bastidores que o discurso de Doria se dizendo como vítima de um “golpe” não faz sentido. Eles sustentam que o paulista já havia sido alertado de que o pacto da terceira via com MDB e Cidadania poderia deixá-lo de fora da cabeça de chapa. O ex-governador, dizem eles, inclusive participou das negociações para a discussão de um nome. Para refutar a tese do ex-governador, o partido compilou uma série de frases de entrevistas na quais Doria dizia ser favorável a um acordo da terceira via.


Garcia distante

Embora tenha se descolado de Doria e não faça agendas públicas junto com ele, Garcia tem evitado tratar sobre a briga que envolve o antecessor e o PSDB. Ainda assim, quando foi provocado, nesta semana, a tratar sobre a possibilidade de Doria ir à Justiça para ser candidato, ele se opôs a ideia: “Quando a política precisa ir ao Judiciário, não é a política”, afirmou o governador.

Diante do isolamento, o espaço de Doria na terceira via tem se estreitado, e uma das opções seria o posto de vice de Tebet. No entanto, ele resiste a essa hipótese. Aliados afirmam que o paulista tem mais currículo que a senadora por ter sido prefeito e governador de São Paulo, além de ter legados com a vacina Coronavac durante a pandemia de Covid-19, um contraponto ao governo do presidente Jair Bolsonaro.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo.  Siga também o  perfil geral do Portal iG.


Comentários Facebook
publicidade

POLÍTICA NACIONAL

Partidos driblam federações e apoiam candidatos ‘rivais’ nos estados

Publicado

Partidos driblam federações e apoiam candidatos 'rivais' nos estados
Fernando Frazão/Agência Brasil – 14.11.2020

Partidos driblam federações e apoiam candidatos ‘rivais’ nos estados

Partidos que resolveram criar federações — o que os obriga a atuar como uma única agremiação partidária — vêm anunciando apoios a candidatos rivais a governos dos estados. Por conta de interesses locais divergentes, o cenário nas disputas vêm resultando em uniões de fachada entre as legendas que formalizaram os acordos políticos.

Federações partidárias passarão a valer a partir das eleições deste ano, e três uniões foram oficializadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE): PT, PCdoB e PV; PSOL e Rede; e PSDB e Cidadania.

No caso de PSOL e Rede, por exemplo, dois estados estão atualmente com apoios conflitantes: Minas Gerais e Espírito Santo. Segundo dirigentes dos partidos, acordos políticos feitos antes da criação da federação criaram “exceções” para os dois casos, onde, na prática, as siglas pretendem se comportar como se não estivessem federadas.

Em Minas, apesar de o PSOL ter lançado Lorene Figueiredo como pré-candidata na disputa ao executivo do estado, a Rede quer apoiar o pré-candidato do PSD, o ex-prefeito Alexandre Kalil. Já no Espírito Santo, o cenário é inverso: enquanto a Rede vai lançar Audifax Barcelos como candidato próprio ao governo, o PSOL já bateu o martelo de que não vai apoiá-lo e busca uma outra candidatura para encampar.

“Não tem impasse algum, a gente fez um acordo com a Rede”, diz o presidente do PSOL, Juliano Medeiros.

Para Eduardo Damian, presidente da Comissão de Direito Eleitoral do Conselho Federal da OAB, formalmente, é impossível a Rede estar na coligação de Kalil:

“Dois partidos, quando federados, funcionam como um único partido. Pode ter uma traição, uma infidelidade, mas só é possível punir se for no rádio ou na TV (com a legenda reduzindo tempo de propaganda eleitoral, por exemplo). Não tem como a Justiça Eleitoral punir eventual infidelidade, se ela não for formalizada”.

Leia mais:  Eleições: MDB, PSDB e Cidadania formam apoio a Eduardo Leite no RS

PSDB e Cidadania enfrentam cenários parecidos no Rio de Janeiro e Amazonas. Ex-governador, Amazonino Mendes tentará novo mandato no estado do norte pelo Cidadania. Porém, o tucano Plínio Valério já chegou a anunciar que é pré-candidato e articula para disputar o mesmo cargo.

Legislação é clara 

No caso do Rio, o cenário ainda está indefinido e envolve negociações dos dois partidos de centro-direita com candidaturas de esquerda: o PSB e o PDT. O diretório estadual do Cidadania aprovou recentemente o apoio ao ex-prefeito de Niterói Rodrigo Neves.

Em outra frente, o tucano Rodrigo Maia articula para que seu pai, o ex-prefeito Cesar Maia (PSDB), seja vice na chapa do deputado federal Marcelo Freixo (PSB). Essa mesma configuração chegou a ser prometida pelo ex-presidente da Câmara ao candidato do PSD, de Eduardo Paes, o ex-presidente da Ordem Nacional dos Advogados (OAB), Felipe Santa Cruz.

Membro do Instituto Paulista de Direito Eleitoral (Ipade), Fernando Neisser explica que esse cenário até pode ocorrer, mas PSD e Cidadania não poderão estar formalmente nas duas coligações majoritárias:

“Ou eles não integram chapa alguma ou a federação decide apoiar um dos candidatos e o outro se torna apoio informal. Não tem como dividir o tempo da federação para dois candidatos. E não me parece que haja dúvida ou debate jurídico. Está claro na legislação”.

Segundo o presidente do diretório fluminense do Cidadania, o ex-deputado Comte Bittencourt, as opções ainda serão avaliadas pelas lideranças das duas legendas nas convenções partidárias em julho.

Já no caso da federação entre PT, PCdoB e PV, um exemplo de imbróglio é o caso do Tocantins. Lá, o PT lançou ao governo a pré-candidatura do ex-deputado Paulo Mourão. Por outro lado, o PV integra a base do atual governador Wanderlei Barbosa (Republicanos), e o presidente regional do partido, Marcelo Lelis, não esconde a proximidade com o chefe do Palácio Araguaia.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo. Siga também o  perfil geral do Portal iG.

Fonte: IG Política

Comentários Facebook
Continue lendo

POLÍTICA NACIONAL

Em TV Americana, Bolsonaro cita tratamento precoce e critica vacinação

Publicado

O presidente Jair Bolsonaro, durante entrevista ao apresentador Tucker Carlson, em Brasília
Reprodução/Twitter @TuckerCarlson – 30.06.2022

O presidente Jair Bolsonaro, durante entrevista ao apresentador Tucker Carlson, em Brasília

Em entrevista ao canal americano Fox News nesta quinta-feira,  o presidente Jair Bolsonaro defendeu o uso de medicamentos ineficazes contra a covid-19 e questionou mais uma vez a eficácia da vacinação. Bolsonaro também minimizou o desmatamento da Amazônia e elogiou a decisão da Suprema Corte Americana de revogar o direito ao aborto.

Ao âncora e comentarista Tucker Carlson – conhecido por ser o nome do conservadorismo na TV Americana – Bolsonaro afirmou que não tomou a vacina contra a covis e que talvez tenha sido o “único chefe de estado do mundo a não aceitar as medidas restritivas”. O presidente justificou a sua decisão de não se vacinar alegando que uma pessoa que já tenha sido contaminada está imune.

“Uma pessoa que já tenha sido contaminada, já está imune, e não precisa tomar a vacina. E esse foi o meu caso. Agora, comprei vacina para todos os brasileiros. Eu não obriguei as pessoas a tomarem vacina, eu respeitei a liberdade individual”, disse o presidente.

Bolsonaro, mais uma vez, questionou a eficácia da vacinação e defendeu o uso de medicamentos com ineficácia comprovada contra o vírus. Ser dar detalhes, o presidente citou “estudos” disponíveis fora do Brasil que mostram que mortes poderiam ter sido evitadas se não houvesse uma pressão contra o tratamento precoce. Disse, também, que apesar das doses de reforço, a população continua se contaminando e morrendo por causa do vírus.

“Pelos estudos que temos disponíveis fora do Brasil, muitas mortes poderiam ter sido evitadas se não tivesse tido tanta pressão por parte da mídia contra o tratamento precoce”, disse, completando em outro momento: “Hoje você vê pessoas tomando terceira, quarta dose de vacina e continuam contraindo o vírus e morrendo.”

Leia mais:  Entre os candidatos, só Tebet se compromete com lista tríplice do PGR

As declarações de Bolsonaro, no entanto, não têm respaldo científico. Um estudo divulgado nesta semana pela revista científica Lancet concluiu que a vacinação evitou quase 20 milhões de mortes por covid no primeiro ano da campanha da vacinação. Além disso, especialistas já afirmaram que a vacinação não impede a contaminação, mas reduz significativamente o risco de uma evolução grave da doença.

Sem aborto, mais armas

Bolsonaro também elogiou a decisão da Suprema Corte Americana de derrubar o direito legal ao aborto. Ele reafirmou que defende a vida “desde a sua concepção”.

“A Suprema Corte Americana quando recentemente trocou o entendimento sobre aborto a esquerda não gostou disso. Nós gostamos, porque nós defendemos a vida desde a concepção.”

Na sexta-feira, a Suprema Corte dos Estados Unidos, de maioria conservadora, derrubou por seis votos a três o direito ao aborto legal no país, revertendo a histórica decisão Roe contra Wade, de 1973. O veredicto, cujo esboço havia vazado em maio, significa que o aborto será banido ou significativamente limitado em ao menos 21 dos 50 estados americanos, com impactos que serão piores para as mulheres pobres e pertencentes a minorias.

Recentemente, Bolsonaro chamou de “inadmissível” o aborto realizado em uma menina de 11 anos no Brasil depois de ter sido estuprada. “Um bebê de SETE MESES de gestação, não se discute a forma que ele foi gerado, se está amparada ou não pela lei. É inadmissível falar em tirar a vida desse ser indefeso!”, escreveu Bolsonaro na rede social.

O presidente também defendeu a política armamentista de seu governo e afirmou que o resultado da flexibilização de porte e posse de arma no país foi a redução no número de mortes por armas de fogo. Ele ainda sinalizou a possibilidade de aprovar leis neste sentido caso tudo “realmente” for bem nas eleições.

Leia mais:  Tráfico de influência: PF pediu quebra de sigilo de Renan Bolsonaro

“E nas eleições, se tudo realmente for bem, nós teremos um apoio substancial no Congresso e poderemos passar leis sobre armas de fogo nas mesmas linhas que os Estados Unidos.”

Por fim, o presidente minimizou o desmatamento na Amazônia. Bolsonaro foi questionado por Tucker se a floresta está sendo “destruída na velocidade que lemos”. Bolsonaro, então, afirmou:

“Não, não é verdade isso. Atualmente, dois terços do território brasileiro estão preservados e permanecem intocados, assim como nos anos 1500, quando este país foi descoberto pelos portugueses. Atos criminosos que acontecem, não vamos negar isso. Tem muita visibilidade porque há um interesse enorme em tornar a nossa soberania sobre a região amazônica um fato relativo ou percebido sob uma luz relativa”, afirmou.

Bolsonaro, então, citou que agradeceu ao presidente Russo, Vladimir Putin, durante encontro por ter defendido que a Amazônia pertence aos brasileiros.

A entrevista de Bolsonaro foi ao ar com a tradução oficial do canal para o inglês. O GLOBO traduziu as falas do presidente para português a partir do que foi divulgado pela Fox News.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo. Siga também o  perfil geral do Portal iG.

Fonte: IG Política

Comentários Facebook
Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie

DIAMANTINO

POLÍTICA MT

POLICIAL

MATO GROSSO

POLÍTICA NACIONAL

ESPORTES

Mais Lidas da Semana