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POLÍTICA NACIONAL

Preso, ‘faraó dos bitcoins’ pretende concorrer a deputado federal

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Glaidson Acácio dos Santos
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Glaidson Acácio dos Santos

Mesmo preso preventivamente desde agosto do ano passado, Glaidson Acácio dos Santos, o “Faraó dos bitcoins” , se filiou ao partido Democracia Cristã (DC) e pretende disputar uma vaga de deputado federal pelo Rio de Janeiro. Ele se juntou à sigla de José Maria Eymael, pré-candidato pela sexta vez na disputa pela presidência da República.

A informação foi publicada pela revista “Veja” e confirmada pelo GLOBO. Ex-garçom, Glaidson é acusado pela Operação Kryptos de lesar milhares de investidores a quem prometia rendimentos vultosos mediante supostas transações com criptomoedas operadas através de sua empresa GAS Consultoria.

Ele é alvo de acusações de lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o sistema financeiro nacional. Também responde pela tentativa de homicídio de um concorrente, que também atuava oferecendo investimentos com criptomoedas em Cabo Frio, cidade da Região dos Lagos que era a base das operações do grupo.

Glaidson encontra-se preso no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio. Segunda sua defesa, como o ex-garçom está preso preventivamente e ainda não há condenações na Justiça, sua candidatura não pode ser barrada pela Lei da Ficha Limpa.

“A defesa de Glaidson dos Santos informa que ele não foi condenado em nenhuma instância e se encontra há mais 200 dias preso por prisão preventiva decretada em caráter cautelar, sem qualquer sentença, portanto. A defesa tem certeza que as alegações feitas até agora contra Glaidson são uma compilação de elementos frágeis, sem provas e que não resistirão quando e se forem confrontados com o amplo contraditório”, diz em nota sua equipe.

Ex-pastor da Igreja Universal, ele quer se apresentar ao eleitor como uma espécie Moisés, inspirado na figura bíblica que libertou os hebreus do Egito, para se contrapor ao apelido de “faraó”, fruto das acusações sobre suas transações financeiras.

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No mês passado, Glaidson abriu um novo perfil no Instagram, no qual já soma mais de 18 mil seguidores. Na página, há uma publicação anunciando que o canal é destinado a “todos que por algum motivo tenham uma dúvida ou queiram enviar algum recado diretamente” ao CEO da GAS.

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POLÍTICA NACIONAL

Santos Cruz é internado em Brasília após sofrer princípio de infarto

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Carlos Alberto dos Santos Cruz, general de divisão da reserva do Exército Brasileiro
Commons/Sylvain Liechti

Carlos Alberto dos Santos Cruz, general de divisão da reserva do Exército Brasileiro

Ex-ministro do governo Bolsonaro, o general Carlos Alberto dos Santos Cruz está internado no Hospital das Forças Armadas, em Brasília. O militar da reserva sofreu um princípio de infarto na segunda-feira.

Ainda não há informações sobre o estado de saúde dele ou sobre procedimentos médicos realizados.

Aos 69 anos, o nome de Santos Cruz chegou a ser ventilado como possível candidato à Presidência pelo Podemos. O general se tornou conhecido ao assumir como ministro-chefe da Secretaria de Governo, de janeiro a junho de 2019, e passou a ser crítico ao Governo após o presidente Jair Bolsonaro demiti-lo do cargo.

Procurado pelo GLOBO, o HFA informou que as informações seriam divulgadas pelo Ministério da Defesa, responsável por gerenciar o hospital. A pasta não respondeu até a publicação deste texto. A reportagem também tenta contato com a família do general.

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POLÍTICA NACIONAL

PT e PSD negociam chapa em Minas Gerais para possível aliança nacional

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Lula discutiu a situação da eleição em Minas em reunião na última segunda-feira
Divulgação/PT

Lula discutiu a situação da eleição em Minas em reunião na última segunda-feira

PT e PSD negociam a retirada da pré-candidatura ao Senado do deputado Reginaldo Lopes em Minas Gerais para destravar um dos obstáculos que impedem uma aliança nacional entre as duas legendas ainda no primeiro turno das eleições. Em troca dessa desistência, o PSD ofereceu ao PT a possibilidade de indicar o vice da chapa do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil .

Na segunda-feira, Lula discutiu a situação da eleição em Minas em reunião com a presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), e com Lopes. Reservadamente, lideranças do PT mineiro e aliados dão como certa a retirada do deputado da disputa pelo Senado.

O parlamentar saiu do encontro com a missão de coordenar as negociações no estado, mas negou que o martelo já tenha sido batido sobre a sua desistência de tentar uma vaga de senador. 

“Vou coordenar a aliança entre Lula e Kalil em Minas. Estamos fazendo as conversas agora e ainda não há nenhum formato (de chapa) definido”, afirmou. 

Lopes admite, porém, que haverá um empenho para atrair o PSD nacional:

“Queremos ajudar a compor em Minas para que o PSD nacional também possa integrar a aliança com Lula”.

O acordo no estado estava emperrado, porque o PSD quer manter a candidatura à reeleição do senador Alexandre Silveira, presidente do partido em Minas e braço direito do dirigente nacional da legenda, Gilberto Kassab. Na semana passada, Lula esteve em três cidades mineiras e, por causa do impasse, acabou não se encontrando com Kalil. 

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, tem consultado diretórios estaduais para saber qual deve ser o caminho da legenda na eleição presidencial. Com a saída de Reginaldo da corrida pelo Senado, os petistas acreditam que o PSD de Minas passará a defender o apoio a Lula. Deputados federais do partido no estado, porém, vinham manifestando preferência pelo presidente Jair Bolsonaro (PL).

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Silveira chegou a ser sondado pela segunda vez para assumir a liderança do governo no Senado. Ele chegou a ter uma reunião no Planalto, mas, após conversa com petistas, recusou a oferta. Assim como da primeira vez que foi convidado ao posto, no início do ano, o parlamentar alegou que não poderia contrariar interesses de seu partido.

A expectativa agora é que o senador mineiro se aproxime de Lula para tentar impulsionar a sua votação na disputa pela reeleição. Embora esteja apenas no primeiro ano de seu mandato, após assumir a vaga do ex-senador Antonio Anastasia, Silveira é visto por seus pares como um grande articulador no Congresso e, por isso, mesmo uma aproximação com o Lula não atrapalharia a relação com aliados de Bolsonaro.

A relação do mineiro com o PT já é antiga: ele foi diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) durante a primeira gestão de Lula e é afilhado político do ex-vice presidente José Alencar. 

Kassab já declarou que, em caso de segundo turno entre Lula e Bolsonaro, como indicam as pesquisas, vai apoiar o petista. Nas consultas que têm feito, o presidente do PSD já ouviu 12 estados, dos quais apenas dois (Bahia e Amazonas) defendem o apoio a Lula no primeiro turno. Nove querem a liberação dos diretórios e um (Ceará) é favor de aliança com Ciro Gomes (PDT). O diretório de Minas ainda não se manifestou formalmente. 

A vaga de vice da chapa de Kalil estava reservada para o presidente da Assembleia Legislativa, Agostinho Patrus, também do PSD. Agora, com o acordo com o PT, o deputado estadual espera ser indicado uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE). A indicação do posto que está aberto será da assembleia, onde Agostinho tem bastante influência. 

Para a posição de vice, o PT avalia tanto o nome de Reginaldo quanto o deputado estadual André Quintão.

Ainda que a retirada de candidatura de Reginaldo esteja dada como certa por aliados, o deputado ainda aguarda a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pode liberar a indicação de mais de um candidato ao Senado nas chapas aos Executivos estaduais. Essa opção, porém, não seria aceita por Silveira.

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