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POLÍTICA NACIONAL

Partidos aguardam TSE para destravar pré-candidaturas ao Senado

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Ricardo Lewandowski, ministro do STF, que relata a consulta sobre candidaturas ao Senado
Nelson Jr./SCO/STF

Ricardo Lewandowski, ministro do STF, que relata a consulta sobre candidaturas ao Senado

Partidos políticos de diferentes espectros apostam em uma manifestação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para destravar negociações de alianças que estão emperradas em alguns estados.

A expectativa das legendas é que a Corte libere a indicação de mais de um candidato ao Senado em cada chapa de governador, assim resolvendo impasses para a definição de palanques, principalmente do  presidente Jair Bolsonaro (PL) e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) , nas disputas de São Paulo, Minas, Pará, Goiás e Distrito Federal. 

Uma consulta ao TSE sobre o tema foi feita pelo deputado Delegado Waldir (União Brasil-GO), que tenta uma vaga na chapa do pré-candidato à reeleição Ronaldo Caiado (União Brasil), no fim do ano passado.

O posto também é disputado por outros quatro integrantes de partidos da base do governador:  o atual senador Luiz do Carmo (PSC), o deputado federal João Campos (Republicanos), o presidente da Assembleia Legislativa, Lissauer Vieira (PSD), além do ex-deputado Alexandre Baldy (PP). Caiado tem se reaproximado de Bolsonaro no estado, mas ainda não há definição se ele abrirá palanque para o presidente.

“A jurisprudência diz que são duas candidaturas majoritárias independentes, a de governador e a de senador. Fiz essa consulta para pedir uma atualização e tirar a faca do pescoço do governador, permitir que ele tenha mais jogo de cintura com mais candidatos na disputa pelo Senado”, afirma Waldir.

No PT, a possível autorização para ter mais de um candidato é vista como solução para resolução do palanque em Minas, segundo maior colégio eleitoral do país. Lula quer apoiar o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PSD) para governador, mas há uma indefinição por causa da vaga ao Senado.  Os petistas não abrem mão que o candidato seja Reginaldo Lopes e o PSD insiste na candidatura do atual senador Alexandre Silveira. Lideranças do PT de Minas apostam na resposta favorável do TSE.

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No Rio, a liberação de duas candidaturas ao Senado também poderia ser uma solução para superar um impasse criado diante das pretensões de André Ceciliano (PT) e Alessandro Molon (PSB) de concorrerem. O candidato a governador será Marcelo Freixo (PSB). Mas lideranças petistas do estado rejeitam essa composição e ameaçam romper o acordo com o PSB.

“Só haverá coligação formal com o André Ceciliano como candidato único a senador da chapa”, afirma Alberto Cantalice, integrante do diretório nacional do PT.   

No Pará, os partidos que pretendem apoiar a reeleição do governador Helder Barbalho (MDB) também têm disputado o posto de candidato ao Senado. Três nomes são citados: o deputado federal Beto Faro (PT), a ex-secretária de Cultura Úrsula Vidal (MDB) e o ex-senador Flexa Ribeiro (PP).

A autorização do TSE poderia solucionar o problema. Helder ainda não declarou como se posicionará na eleição presidencial, mas seu pai, o senador Jader Barbalho, faz parte da ala do MDB próxima a Lula.

Já o campo bolsonarista espera usar a autorização do TSE para  destravar acordos para a chapa de Cláudio Castro (PL) ao governo do Rio. Pelo menos dois nomes têm sido cotados para a vaga de senador: Daniel Silveira (PTB), condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por ataques antidemocráticos e indultado pelo presidente, e Romário (PL), que pretende tentar a reeleição.

Para garantir a vaga, apoiadores de Silveira passaram a atacar o ex-jogador nas redes sociais. O parlamentar, por sua vez, estuda dar a suplência para Rogéria Bolsonaro, ex-mulher de Bolsonaro e mãe de três de seus filhos: Flávio, Carlos e Eduardo.

O mesmo ocorre no Distrito Federal, onde a disputa entre as ex-ministras Flávia Arruda (PL) e Damares Alves (Republicanos) tem dividido o eleitorado de Bolsonaro. As duas são de partidos da base do governador Ibaneis Rocha (MDB), pré-candidato à reeleição e que deve abrir palanque para Simone Tebet, nome de seu partido à Presidência, e Bolsonaro, de quem é aliado desde as eleições de 2018. A pessoas próximas, no entanto, Ibaneis garante que apoiará Arruda.

Leia mais:  37% dos eleitores de Ciro têm Lula como 2ª opção, e 10%, Bolsonaro

Em São Paulo, Bolsonaro tem o desafio de conciliar quatro possíveis candidatos ao Senado na chapa do ex-ministro da Infraestrutura Tarcísio de Freitas (Republicanos): Carla Zambelli (PL), Paulo Skaf (Republicanos), José Luiz Datena (PSC) e Janaina Paschoal (PRTB), que afirma ter a garantia do partido para se lançar independente.

Datena disse ao GLOBO que seu nome já está confirmado pelo próprio Bolsonaro e pelo ex-ministro da Infraestrutura. A situação, no entanto, deixaria de fora Zambelli, uma das principais aliadas do presidente, que é favorável a uma possível autorização do TSE:

“Como defensora da candidatura avulsa, vejo como positiva qualquer ação que amplie a possibilidade do escrutínio popular”, afirmou a deputada federal.

Vice-presidente do PL, o deputado federal Capitão Augusto disse que é contrário à autorização de mais de um candidato ao Senado para  eleições deste ano, pois, segundo ele, não há tempo hábil para debater a questão.

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POLÍTICA NACIONAL

Datafolha: 55% acham que Bolsonaro pode tentar invalidar eleição

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Presidente comumente critica o uso de urnas eletrônicas
Reprodução/ TRE-RN

Presidente comumente critica o uso de urnas eletrônicas

A mais recente pesquisa do Datafolha, divulgada neste sábado (28), mostra que uma parcela de 55% da população entende que é preciso se preocupar com a possibilidade de o presidente Jair Bolsonaro (PL) tentar invalidar o resultado das eleições de outubro.

O instituto aponta ainda que uma fatia de 40% dos brasileiros não enxerga esse risco. Outros 5% não souberam responder. A pesquisa foi realiza na quarta-feira (25) e na quinta-feira (26) com 2.556 eleitores acima dos 16 anos em 181 cidades de todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou menos. O levantamento, contratado pelo jornal “Folha de S. Paulo”, foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-05166/2022.

A pesquisa também mostra que entre os eleitores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a preocupação com a possibilidade de tentativa de invalidação do resultado da eleição por parte de Bolsonaro é maior, chegando a 70%. Para 26% dos que têm preferência pelo petista, não há risco.

Já entre os que declaram voto no presidente, o percentual dos que enxergam risco de Bolsonaro tentar invalidar a eleição é de 26%, enquanto 68% descartam essa hipótese.

O Datafolha também mostra que as mulheres têm uma preocupação maior do que os homens com a questão. Entre as entrevistadas pelo instituto, 57% disseram ver a possibilidade de Bolsonaro contestar o resultado da eleição. Já entre os homens, o patamar foi de 52%.

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POLÍTICA NACIONAL

Datafolha: 69% estão “totalmente decididos” para a Presidência

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7 em cada 10 brasileiros têm certeza em quem vão votar
Reprodução/ TRE-RN

7 em cada 10 brasileiros têm certeza em quem vão votar

Os números da pesquisa Datafolha mais recente, revelam o caminho estreito para as movimentações dos pré-candidatos nos quatro meses restantes até a eleição. De acordo com o instituto, 69% estão “totalmente” decididos a votar no postulante já escolhido, enquanto 30% admitem a possibilidade de mudança. No levantamento anterior, de março, o índice era semelhante: 67% diziam que a definição estava tomada, enquanto 32% consideravam a hipótese de troca.

O patamar impõe desafios tanto para os nomes que se descolaram dos adversários — casos do ex-presidente Lula (PT), que lidera com 48%, e do presidente Jair Bolsonaro (PL), que tem 27% — quanto para os que tentam crescer de forma acelerada em busca do segundo turno, a exemplo de Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB).

No grupo de aliados de Lula, há quem defenda uma intensificação do diálogo com o entorno de Ciro, com o objetivo de fazê-lo abrir mão da disputa. Entre os eleitores do pedetista, 37% apontam o ex-presidente como a segunda escolha, o que poderia alargar a margem em busca da vitória no primeiro turno. Segundo o Datafolha, Lula tem 54% dos votos válidos, o que garantiria o resultado sem a necessidade da segunda etapa, caso o pleito fosse agora.

O discurso em direção ao PDT, no entanto, já despertou reações. Segundo o presidente da sigla, Carlos Lupi, a insistência em interferir em uma “candidatura irreversível” tem revoltado a base pedetista, o que pode fazer com que Lula fique sem apoio em um eventual segundo turno contra Bolsonaro.

Na avaliação do dirigente, “ninguém tem o direito de interferir na autonomia” do PDT e da candidatura de Ciro, assim como o PDT não tenta reverter a candidatura petista. Ele explica, no entanto, que essa tentativa nunca partiu da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, mas tem sido sutilmente sugerida por parlamentares petistas. A iniciativa, segundo Lupi, pode ter efeito inverso e acabar afastando quadros pedetistas ainda mais da campanha de Lula.

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“A Gleisi nunca me falou nisso; é uma mensagem subliminar que vai sendo passada sutilmente pelos deputados do partido. Mas, cada vez que falam isso, vão destruindo pontes para relações futuras. Isso vai revoltar a nossa base, já está revoltando. Se continuar assim, vai chegar lá na frente e muita gente vai querer votar nul”, afirma.

Para o cientista político e professor da PUC-Rio Ricardo Ismael, a intensificação da campanha pode provocar movimentações, ainda que cerca de 70% do eleitorado apresente a intenção de voto como definida.

“Se isso estivesse acontecendo a 15 dias do primeiro turno, teríamos um quadro de votos consolidados. Há eventos pela frente que podem influenciar a decisão. O que temos neste momento é uma vantagem do Lula que pode ajudá-lo na formação de palanques estaduais”, analisa Ismael.

O Datafolha apontou também reflexos do discurso presidencial com ataques ao processo eleitoral e às instituições. A hipótese de Bolsonaro tentar invalidar as eleições é vista com preocupação por 55% do eleitorado, enquanto 40% dizem que não há motivo para preocupação, e 5% não souberam responder.

Em outro questionamento, 60% avaliaram que as declarações colocando em dúvida o sistema de votação atrapalham as eleições (para 39%, atrapalham muito, enquanto 21% dizem que atrapalha um pouco). Outros 37% consideram que não há interferência.

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