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POLÍTICA NACIONAL

Lula não exige desculpas de Alckmin: ‘Deixou o passado para trás’

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Lula diz não exigir desculpas de Alckmin:
Reprodução: twitter – 13/04/2022

Lula diz não exigir desculpas de Alckmin: “Deixou o passado para trás”

Nesta quarta-feira (5), em entrevista à CBN Campinas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse que não há motivos para exigir desculpas de seu candidato a vice, Geraldo Alckmin (PSB), que, no passado, como integrante do PSDB, foi adversário do PT em duras campanhas.

Para Lula, que será lançado pré-candidato pelo PT no próximo sábado (7), Alckmin já provou, ao abandonar o ninho tucano e se filiar ao PSB para ser seu vice, “ter deixado o passado para trás”.

“Você não acha que o gesto do Alckmin, de ser meu candidato a vice, é uma demonstração inequívoca de que aquilo fez parte de um passado desse país e que as pessoas decentes não querem lembrar? Você não acha que o fato do Alckmin ter se filiado ao PSB, aceitado fazermos um programa de governo juntos e governar esse país junto é um gesto extraordinário de quem está falando assim: ‘vamos deixar pra lá o passado. Nós todos fomos enganados’?”.

“Vamos agora tocar o barco para frente porque o Brasil precisa ser recuperado, o Brasil precisa de emprego, o Brasil precisa de salário, o Brasil precisa de alguém que governe esse país falando um pouco de amor, falando um pouco de solidariedade, de fraternidade e nem alguém falando de ódio. Eu acho que o gesto do Alckmin por si só já diz tudo que ele pensa daquilo que ele fez” , devolveu Lula.

O petista fará uma visita à cidade do interior de São Paulo nesta quinta-feira (5), onde é esperado para dar uma aula mágna na Unicamp.

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Para o petista, é preciso ter respeito por Geraldo Alckmin e seus eleitores, que deram a ele quatro mandatos como governador de São Paulo. “É claro que vamos querer uma parte desses eleitores votando no Haddad agora”, disse.

“Eu tenho que levar em conta e respeitar o homem que governou esse estado de São Paulo por mais de vinte anos” , observou. “Eu acho que uma pessoa que foi eleita como ele foi eleito e ganhou todas as vezes, inclusive do meu partido, eu acho que nós temos que respeitar.”

“Eu acho que o ar do Alckmin agrega experiência, agrega algum setor da sociedade que durante muito tempo não votou no PT ou não quis votar no PT” , destacou.

Imprensa

Lula não teve a mesma complacência em relação à imprensa durante a entrevista. O ex-presidente a cobrar um reconhecimento de que a imprensa adotou como verdadeiras as acusações da Lava Jato, hoje anuladas pela Justiça e reconhecidas como ineptas pela Organização das Nações Unidas (ONU).

“Eu acho que o que deveria acontecer era que uma parte da imprensa poderia pedir desculpa por ter sido enganada pelo (Sergio) Moro e pelo (Deltan) Dallagnol e pela equipe da Lava Jato, pedir desculpa ao povo brasileiro por tanta insensatez dessas pessoas que deveriam por serem homens de Estado, por serem empregados do Estado, deveria ter respeitado mais a sociedade brasileira”, enfatizou o petista.

“O saldo que ficou da Lava Jato foram 4 milhões de pessoas desempregadas e a quebradeira da indústria de engenharia brasileira. Foram mais de 170 bilhões de reais que deixaram de ser investidos no setor produtivo desse país e mais 58 milhões de reais que deixaram de ser arrecadados” , disse Lula.

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Pesquisas

Lula afirmou, ainda, que está “tranquilo” em relação à divulgação das pesquisas que mostram uma melhoria do desempenho do presidente Jair Bolsonaro (PL) na disputa e atribuiu o crescimento à saída de Moro do quadro eleitoral.

Para Lula ainda há uma “distância muito grande” nas pesquisas recentes. “O Bolsonaro recuperou três ou quatro pontos nas pesquisas depois da saída do Moro, mas se você perceber bem a nossa distância continua acima de 15 pontos no Brasil, e isso é uma distância muito grande.”

“Eu estou tranquilo e estou com certeza que nós temos todas as condições para ganhar as eleições em 2022”.


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POLÍTICA NACIONAL

‘É provável que eu seja candidato ao Senado por São Paulo’, diz Moro

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Sergio Moro, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública
Rafael Cautella/Lide Ribeirão Preto

Sergio Moro, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública

O ex-ministro  Sergio Moro declarou ser “provável” uma candidatura ao Senado por São Paulo. Filiado ao União Brasil desde março, o ex-juiz da Lava-Jato ainda precisa garantir apoio de sua nova legenda à empreitada. 

Dirigentes do União Brasil preferem vê-lo como candidato a deputado federal, pela possibilidade de ser um puxador de votos que ajude a levar mais parlamentares da legenda para a Câmara dos Deputados.

Moro não descarta a possibilidade, mas deixou claro ontem preferir concorrer ao Senado.

“Estou hoje em São Paulo e estou construindo aqui um espaço. Isso tem que ser construído, evidentemente, dentro do partido. Mas é possível, provável, que eu seja candidato ao Senado por São Paulo, mas isso ainda está em construção”, afirmou o ex-juiz em entrevista à webradio Insuperável, admitindo concorrer a outro cargo. “Posso ser também candidato a uma outra posição.”

Moro tinha a pretensão inicial de se lançar ao Palácio do Planalto, mas teve de abrir mão do plano quando trocou o Podemos pelo União Brasil. Ao chegar ao novo partido, trazido pelas mãos do presidente da sigla, o deputado federal Luciano Bivar (PE), Moro enfrentou resistência de diversas alas partidárias. Agora, o próprio Bivar se lançou como candidato do União Brasil ao Planalto.

Moro, então, passou a cogitar uma candidatura ao Legislativo. Uma candidatura ao Senado, porém, também enfrenta resistência de algumas lideranças do União Brasil, entre elas o deputado estadual Milton Leite (SP), principal cacique da sigla no estado.

Se conseguir o aval do União Brasil para se lançar ao Senado, Moro precisará ainda de um acordo com o o governador paulista, Rodrigo Garcia (PSDB), a cuja reeleição o União já firmou apoio.


Enquanto ainda busca decidir a qual cargo se candidatar, Moro convive com uma contestação do Ministério Público sobre sua transferência de domicílio eleitoral do Paraná para São Paulo, realizada menos de três meses após sua mudança para a capital paulista. 

Porém, uma jurisprudência do TSE estabelece que o domicílio eleitoral também ocorre pela constituição de “vínculos políticos, econômicos, sociais ou familiares”. Durante a semana, o ex-ministro rebateu:

“A todo momento surge um fato novo para tentar intimidar uma possível candidatura minha. A bola da vez é meu domicílio eleitoral. É sério que essa é a discussão?”

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Sergio Moro, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública
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O ex-ministro Sergio Moro declarou ser “provável” uma candidatura ao Senado por São Paulo. Filiado ao União Brasil desde março, o ex-juiz da Lava-Jato ainda precisa garantir apoio de sua nova legenda à empreitada. 

Dirigentes do União Brasil preferem vê-lo como candidato a deputado federal, pela possibilidade de ser um puxador de votos que ajude a levar mais parlamentares da legenda para a Câmara dos Deputados.

Moro não descarta a possibilidade, mas deixou claro ontem preferir concorrer ao Senado.

“Estou hoje em São Paulo e estou construindo aqui um espaço. Isso tem que ser construído, evidentemente, dentro do partido. Mas é possível, provável, que eu seja candidato ao Senado por São Paulo, mas isso ainda está em construção”, afirmou o ex-juiz em entrevista à webradio Insuperável, admitindo concorrer a outro cargo. “Posso ser também candidato a uma outra posição.”

Moro tinha a pretensão inicial de se lançar ao Palácio do Planalto, mas teve de abrir mão do plano quando trocou o Podemos pelo União Brasil. Ao chegar ao novo partido, trazido pelas mãos do presidente da sigla, o deputado federal Luciano Bivar (PE), Moro enfrentou resistência de diversas alas partidárias. Agora, o próprio Bivar se lançou como candidato do União Brasil ao Planalto.

Moro, então, passou a cogitar uma candidatura ao Legislativo. Uma candidatura ao Senado, porém, também enfrenta resistência de algumas lideranças do União Brasil, entre elas o deputado estadual Milton Leite (SP), principal cacique da sigla no estado.

Se conseguir o aval do União Brasil para se lançar ao Senado, Moro precisará ainda de um acordo com o o governador paulista, Rodrigo Garcia (PSDB), a cuja reeleição o União já firmou apoio.

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Enquanto ainda busca decidir a qual cargo se candidatar, Moro convive com uma contestação do Ministério Público sobre sua transferência de domicílio eleitoral do Paraná para São Paulo, realizada menos de três meses após sua mudança para a capital paulista. 

Porém, uma jurisprudência do TSE estabelece que o domicílio eleitoral também ocorre pela constituição de “vínculos políticos, econômicos, sociais ou familiares”. Durante a semana, o ex-ministro rebateu:

“A todo momento surge um fato novo para tentar intimidar uma possível candidatura minha. A bola da vez é meu domicílio eleitoral. É sério que essa é a discussão?”

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