conecte-se conosco


POLÍTICA NACIONAL

Isolado, Doria tenta tirar rejeição e imagem de ‘almofadinha’

Publicado

source
Isolado, Doria tenta tirar rejeição e imagem de 'almofadinha'
Reprodução: commons – 08/04/2022

Isolado, Doria tenta tirar rejeição e imagem de ‘almofadinha’

Em meio à desarticulação da terceira via e enfrentando isolamento no PSDB, o ex-governador João Doria tem um único caminho para viabilizar sua candidatura à Presidência: aplacar sua alta rejeição nas pesquisas de intenção de voto. Embora reconheça as dificuldades, a equipe do tucano aposta nas inserções de propaganda partidária, que começaram na semana passada na TV, para reverter sua imagem de “marqueteiro” e “almofadinha”. A estratégia combina humor, ao assumir de vez o apelido de “calça apertada”, e mostra realizações de sua gestão em São Paulo.

Essa receita foi apresentada numa inserção de 30 segundos na sexta-feira. A peça brinca com a camisa “justinha” de Doria e com a famosa calça. Depois, emenda que as peças são usadas por aquele que “trouxe a vacina” Coronavac contra a Covid-19 para o Brasil. No final, Doria propõe “comida no prato, emprego e dinheiro no bolso”.

Para se aproximar do eleitorado e afastar a pecha de empresário rico, a equipe do marqueteiro Lula Guimarães resgatou o nome “João”, que remete à campanha vitoriosa para a prefeitura paulistana em 2016. Guimarães argumenta que pesquisas qualitativas mostram que a alta rejeição de Doria é possível de ser quebrada porque está ligada à sua imagem pessoal, enquanto que a população reconhece suas realizações.

“É muito mais fácil diminuir a rejeição de um candidato que é acusado por usar calça apertada do que um que foi contra a vida e a vacina ou outro que se envolveu em denúncia de corrupção”.

Em outra frente, Doria quer convencer o eleitor de que as opções não se restringem apenas a Lula ou a Bolsonaro. O tucano busca se apresentar como alternativa a eleitores que podem optar pelo voto útil para evitar qualquer um dos lados da polarização. Em sabatina do UOL e “Folha de S.Paulo”, Doria admitiu abrir diálogo com Lula em nome da preservação da democracia e da derrota de Bolsonaro.

Leia mais:  Ipespe: Lula segue com 44%; Bolsonaro, 32%; Ciro, 8% e Doria, 4%

Lula Guimarães disse que as declarações de Doria referem-se à defesa da democracia. Segundo ele, apesar das divergências entre Doria e Lula, não há como negar que o petista é um democrata e que Bolsonaro atenta diariamente contra as instituições.

“Os resultados dos governos Lula, Dilma e Bolsonaro foram ruins pro Brasil. Neste aspecto a diferença entre eles é nenhuma. A única diferença entre os dois é especificamente em relação à democracia, que o Bolsonaro tenta a todo tempo derrubar”, afirma.

Leia Também

No PSDB, a avaliação é a de que Doria errou a dose na comunicação e provocou uma “superexposição” de sua imagem, com mais de 130 coletivas no Palácio dos Bandeirantes, sendo muitas delas com agendas negativas, como fechamento de comércio e estatísticas de mortes pelo novo coronavírus.

Antes do Carnaval, Doria conseguiu uma momentânea vitória interna na resistência que sofre no partido quando o ex-governador gaúcho Eduardo Leite recuou publicamente da posição de contestar o resultado das prévias tucanas e seguir se apresentando como pré-candidato do PSDB ao Planalto. Sua aceitação, porém, ainda é baixa na sigla. Na atual bancada de 22 deputados federais tucanos, nenhum deles pode ser considerado hoje um entusiasta da candidatura Doria, como informou o colunista Lauro Jardim.

Ainda assim, o pré-candidato tem dito a interlocutores que vai levar a sua candidatura até o final e que está disposto inclusive a judicializar — na sigla há um grupo que ainda tenta viabilizar o nome de Eduardo Leite.

Se o cenário dentro do partido é complicado, nos últimos dias as possibilidades de aliança com outras siglas também se tornaram mais incertas. A negociação com MDB e União Brasil para um nome único se complicou desde que o União sinalizou a intenção de se descolar do grupo. Além disso, aliados da senadora Simone Tebet (MDB-MS), que tentam frear o bolsonarismo no partido com sua candidatura, acreditam que Doria tem pouca viabilidade e são mais simpáticos ao nome de Leite.

Com isso, o entorno de Doria já começa a avaliar a possibilidade de uma candidatura única pelo PSDB. No partido, há quem não descarte uma composição com Leite, embora o entorno do gaúcho negue. Leite tocava uma campanha a presidente paralela, mas tem dado sinais de que vai focar suas atenções na reeleição do seu estado. Na sexta-feira, ele abriu mão de seis inserções no rádio na TV que o PSDB havia oferecido. Ele disse que sua intenção é para que Doria tenha mais espaço para crescer nas pesquisas. No partido, porém, o gesto é lido com ironia, e opositores afirmam que o gaúcho aposta que, quanto mais espaço o paulista tiver, menos viabilidade ele terá.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo.

Fonte: link

Comentários Facebook
publicidade

POLÍTICA NACIONAL

Relator do Orçamento 2021 usou R$ 11 milhões para beneficiar amigo

Publicado

source
Márcio Bittar foi relator-geral do orçamento da União em 2021
Agência Senado

Márcio Bittar foi relator-geral do orçamento da União em 2021

Relator-geral do orçamento da União em 2021, o senador Márcio Bittar (União-AC) encaminhou R$ 11 milhões em emendas do Fundo Nacional de Saúde (FNS) para a Santa Casa da Amazônia, acusada de cometer fraude para receber os recursos. Na recepção da entidade, administrada por um amigo do parlamentar, há fotos do congressista e da mulher dele, Márcia Bittar, candidata a senadora pela PL. O Ministério Público Federal entrou com ação na Justiça em março para pedir a anulação do repasse.

Na condição de relator, Bittar era o responsável por coletar sugestões de alteração ao orçamento apresentadas por deputados e senadores e enviá-las ao Executivo. Parte delas era feita por meio das emendas de relator ao orçamento secreto, instrumento usado por parlamentares para destinar verbas federais a seus redutos eleitorais sem serem identificados. O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou a falta de transparência e determinou a divulgação dos autores das indicações e das destinações.

No caso das emendas de Bittar, o MPF sustenta que o administrador da entidade beneficiada, o ex-deputado federal José Aleksandro da Silva, lançou mão de estratégias de confusão patrimonial para que o dinheiro chegasse ao destino. O hospital que ele comandava inicialmente se chamava Santa Casa de Rio Branco. Criada em 1975, a unidade acumulou dívidas trabalhistas e tributárias, o que a impedia de receber verbas públicas. Nesse cenário, de acordo com o procurador Lucas Almeida, responsável pela investigação, Aleksandro reativou o CNPJ de uma outra entidade, com o nome de Santa Casa da Amazônia, para onde foram destinadas as emendas de Bittar. Os dois hospitais, porém, funcionam no mesmo endereço, em Rio Branco, capital do estado.

Leia mais:  Ao lado de Collor, Bolsonaro critica "velha política brasileira"

Relação próxima

“Pela análise das consultas realizadas em relação à inscrição da Santa Casa da Amazônia (…), fica claro por que os dirigentes das entidades fizeram uso deste CNPJ alternativo: sabiam, antecipadamente, que os impedimentos da Santa Casa de Rio Branco inviabilizaram a destinação das emendas parlamentares”, afirmou o integrante do MPF na ação. O processo mira transferências ao hospital que totalizam R$ 96 milhões em verbas públicas, entre elas as emendas de Márcio Bittar.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo. Siga também o perfil geral do Portal iG .

Procurado, o senador não respondeu às tentativas de contato do GLOBO. Aleksandro afirmou que não há provas de qualquer irregularidade supostamente cometida por ele. Disse ainda que atua há mais de 20 anos pela causa social para “melhorar o sistema de atendimento ao paciente”.

Aleksandro e Bittar não tentam ocultar a proximidade entre eles. Em setembro de 2021, ambos estavam no lançamento da pedra fundamental da reforma da Santa Casa. Na referida pedra há um texto onde se lê que o “estimado amigo Márcio Bittar” estará “em cada ambiente, em cada inauguração, em cada evento ou serviço”, “abrilhantando” o local “com uma foto oficial sua, ao lado da foto oficial do nosso presidente da República Jair Messias Bolsonaro”. De fato, a imagem do senador foi exposta na parede ao lado da de Bolsonaro.

“Está demonstrado que houve violação aos princípios da impessoalidade, moralidade e publicidade, porque o evento realizado em 23 de setembro de 2021 e as homenagens registradas pela vistoria do MPF demonstram que há promoção política de Senador da República e favorecimento à ex-esposa do Senador da República”, afirmam os procuradores.

Noutro trecho da ação, o MP diz: “o uso de emendas parlamentares como moeda de troca de favores entre os Poderes Executivo e Legislativo e seus apoiadores locais viola a finalidade e a motivação dos atos administrativos, em afronta à moralidade administrativa.”

Sistema sucateado

Os procuradores abordam a precariedade do sistema de saúde local para questionar a escolha da Santa Casa como o destino da verba. Eles “narram um cenário de ‘falta de equipamentos, ineficiência no funcionamento, carência de especialistas’ que assolam outros hospitais como Hospital das Clínicas, Maternidade Bárbara Heliodora e INTO.”

Conforme O GLOBO revelou na semana passada, a Fundo Nacional de Saúde tem sido utilizado para abastecer redutos eleitorais de aliados do governo, sem critérios técnicos. As transferências via FNS dificultam a fiscalização, pois são realizadas na modalidade conhecida como “fundo a fundo”: o dinheiro do orçamento vai para o fundo nacional e, de lá, é repassado diretamente para um fundo estadual ou municipal de saúde.

Comentários Facebook
Continue lendo

POLÍTICA NACIONAL

Em aceno a evangélicos, Bolsonaro participa de evento religioso no PR

Publicado

source
Presidente Jair Bolsonaro discursa na Marcha para Jesus, em Curitiba
Reprodução

Presidente Jair Bolsonaro discursa na Marcha para Jesus, em Curitiba

O presidente Jair Bolsonaro (PL) participou, neste sábado, da Marcha para Jesus, evento religioso em Curitiba. O mandatário estava acompanhado do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR) . Mais cedo, ele se encontrou com o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD).

Durante a marcha, Bolsonaro ficou em cima de um carro de som e divulgou vídeos em que acena a apoiadores. A participação do presidente no evento é mais um aceno aos eleitores evangélicos, uma base cara a ele para a eleição deste ano.

Bolsonaro recebeu o convite para participar do evento no início do mês, em uma reunião com pastores no Palácio da Alvorada. O encontro foi organizado pelo bispo Robson Rodovalho, que foi colega de Bolsonaro na Câmara dos Deputados.

A Marcha para Jesus acontece anualmente em várias cidades do país, em datas diferentes, e é organizado por igrejas evangélicas de diversas denominações.

Apoio do governador

Na sexta-feira, o governador paranaense afirmou que deve apoiar a reeleição de Bolsonaro ao Planalto. Ratinho Júnior, porém, afirmou que por ora vai aguardar a definição de qual será a posição do PSD na disputa presidencial.

“Eu tenho uma gratidão muito grande pelo presidente Bolsonaro porque o governo federal foi muito importante para o Paraná nestes últimos três anos. É natural que essa gratidão tenha que se transformar em uma parceria política”, disse Júnior em entrevista coletiva após evento para duplicação da Rodovia dos Minérios.

Leia mais:  Casamento de Lula e Janja repercute na imprensa internacional

O governador também afirmou: “Eu tenho meu partido político, tenho que respeitar esse momento de decisão das convenções, mas o PSD caminhando para a neutralidade, eu fico liberado para poder tomar a minha decisão e caminhar junto neste projeto.”

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo.  Siga também o  perfil geral do Portal iG.


Comentários Facebook
Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie

DIAMANTINO

POLÍTICA MT

POLICIAL

MATO GROSSO

POLÍTICA NACIONAL

ESPORTES

Mais Lidas da Semana