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POLÍTICA NACIONAL

Hackers da Lava Jato não tiveram mandantes e nem foram pagos, alega PF

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O Procurador da República Deltan Dallagnol
Reprodução: ACidade ON

O Procurador da República Deltan Dallagnol

Após três anos de investigações, a Polícia Federal concluiu que os hackers que acessaram mensagens dos integrantes da força-tarefa da operação Lava Jato, como o ex-procurador Deltan Dallagnol, e de autoridades como o ex-juiz Sergio Moro, não foram pagos para invadir o Telegram. A informação foi publicada pela revista “Veja” e confirmada pelo Globo.

Com base nas conclusões da PF, o procurador da República Wellington Divino Marques de Oliveira, do Ministério Público Federal (MPF) pediu o arquivamento do caso. O inquérito que apurava a existência de mandantes foi aberto no final de 2019 após a prisão de Luiz Molição, Walter Delgatti Neto e Thiago Eliézer.

No documento, a PF informou que “não identificou um possível agente que tenha solicitado ou determinado aos investigados a invasão dos dispositivos eletrônicos de autoridades públicas oferecendo ou fornecendo uma contrapartida financeira para a prática dos delitos investigados, tendo como objetivo embaraçar investigações criminais envolvendo organizações criminosas”.

Ainda segundo os investigadores, a análise do material não permite “concluir a existência de uma terceira pessoa que teria selecionado os alvos e determinados dispositivos”.

“Analisadas, nos e-mails e demais materiais apreendidos, bem como nas movimentações financeiras realizadas, e confrontando essas transações com o conteúdo examinado, não foi possível identificar um agente que tenha requerido aos réus que iniciassem ou continuassem as invasões aos dispositivos sob o fornecimento de qualquer tipo de vantagem ou promessa de fornecê-la”, diz a PF.

A operação foi deflagrada pela Polícia Federal em 23 de julho de 2019, com o objetivo de investigar as invasões às contas de Telegram de autoridades brasileiras e de pessoas relacionadas à operação Lava Jato. Foram alvos dos hackers, entre outras autoridades, além de Moro e Dallagnol, o presidente da República Jair Bolsonaro (PL), o então presidente do Senado Davi Alcolumbre e o então presidente da Câmara Rodrigo Maia.

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Por meio de nota, o advogado  Ariovaldo Moreira, responsável pela defesa de Delgatti Neto, disse que a conclusão da PF “não surpreende”.”A defesa sustenta desde o início que Walter agiu,sem motivação política, financeira ou a mando de terceiros”, disse.

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POLÍTICA NACIONAL

Moro fala de tentativa de intimidação ao comentar inquérito da PF

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Em vídeo publicado nas redes sociais, Moro falou sobre inquérito da Polícia Federal
Reprodução/Redes sociais – 17/05/2022

Em vídeo publicado nas redes sociais, Moro falou sobre inquérito da Polícia Federal

O ex-juiz Sergio Moro (União Brasil) criticou nesta terça-feira a determinação do Ministério Público Eleitoral (MPE) de São Paulo para que a Polícia Federal instaure inquérito policial e investigue se o ex-ministro da Justiça cometeu fraude na mudança de seu domicílio eleitoral do Paraná para São Paulo.

Como revelou O GLOBO, o MPE-SP entendeu que as explicações apresentadas por Moro e sua mulher, Rosângela, também alvo da ação, “não convencem, impondo-se a necessidade de aprofundamento das investigações para melhor compreensão dos fatos”. O promotor do caso solicitou ainda que o casal preste depoimento à Polícia Federal.

“Não sei se você já percebeu, mas a todo momento surge um fato novo para tentar intimidar uma possível candidatura minha. A bola da vez é meu domicílio eleitoral e da minha esposa. É sério que essa é a discussão? Enquanto tem condenado em três instâncias por corrupção solto por aí e posando de candidato a salvador da pátria?”, disse o ex-juiz em vídeo publicado em suas redes sociais.

Segundo ele, mudar o domicílio eleitoral é um “direito de qualquer brasileiro”.

Hoje, para fazer a troca de domicílio, a legislação exige residência de ao menos três meses no novo local. Porém, uma jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabelece que o domicílio eleitoral também ocorre pela constituição de “vínculos políticos, econômicos, sociais ou familiares”.

A denúncia feita à Procuradoria Eleitoral de São Paulo e encaminhada ao MPE do estado diz que Moro e Rosângela trocaram o domicílio sem ter “qualquer vínculo” com São Paulo.

Desde março, o ex-juiz passou a morar com sua mulher em um flat na Zona Sul, endereço que incluiu no cadastro junto à Justiça Eleitoral e onde diz ter um contrato de locação. Antes disso, ele disse que residia no Hotel Intercontinental, onde cumpria “agendas semanais” e se valia da cidade “como seu hub”.

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No vídeo gravado, Moro ressalta sua atuação na cidade paulista quando ainda era ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro (PL). De acordo com ele, as ações levaram ao “game over” de lideranças de uma facção criminosa de São Paulo.

“Transferi os criminosos mais perigosos do estado para presídios federais de segurança máxima. Eles comandavam crimes de dentro dos presídios estaduais, tinham até planos de resgates e ameaça de morte a juízes e promotores estaduais. A transferência foi uma verdadeira operação de guerra feita junto com o governo do estado de São Paulo”, afirmou Moro, que ainda assume um tom eleitoral: “Isso foi só uma amostra do que posso fazer por esse estado.”

O ex-ministro cogita ser candidato ao Senado por São Paulo, mas enfrenta resistência no diretório paulista do União Brasil. Aliados acreditam, no entanto, que o posto seria garantido a qualquer custo por Luciano Bivar, presidente da sigla.

Sobre o inquérito, a defesa de Moro disse que ambos cumpriram rigorosamente todas exigências da legislação eleitoral ao solicitarem a mudança de domicílio eleitoral. “Moro e sua esposa estão à disposição da Polícia Federal para prestar todos os esclarecimentos necessários, confiantes de que a lei vale para todos e deverá prevalecer.”

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POLÍTICA NACIONAL

Santos Cruz é internado em Brasília após sofrer princípio de infarto

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Carlos Alberto dos Santos Cruz, general de divisão da reserva do Exército Brasileiro
Commons/Sylvain Liechti

Carlos Alberto dos Santos Cruz, general de divisão da reserva do Exército Brasileiro

Ex-ministro do governo Bolsonaro, o general Carlos Alberto dos Santos Cruz está internado no Hospital das Forças Armadas, em Brasília. O militar da reserva sofreu um princípio de infarto na segunda-feira.

Ainda não há informações sobre o estado de saúde dele ou sobre procedimentos médicos realizados.

Aos 69 anos, o nome de Santos Cruz chegou a ser ventilado como possível candidato à Presidência pelo Podemos. O general se tornou conhecido ao assumir como ministro-chefe da Secretaria de Governo, de janeiro a junho de 2019, e passou a ser crítico ao Governo após o presidente Jair Bolsonaro demiti-lo do cargo.

Procurado pelo GLOBO, o HFA informou que as informações seriam divulgadas pelo Ministério da Defesa, responsável por gerenciar o hospital. A pasta não respondeu até a publicação deste texto. A reportagem também tenta contato com a família do general.

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