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POLÍTICA NACIONAL

Documentos sobre o processo eleitoral podem ser divulgados, diz Fachin

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Edson Fachin, presidente do TSE
Abdias Pinheiro/SECOM/TSE

Edson Fachin, presidente do TSE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmou ao Ministério da Defesa que não se opõe à divulgação dos documentos com as sugestões e os pedidos de esclarecimento, feitos pela pasta, sobre o processo eleitoral e as urnas eletrônicas. O ofício do TSE é uma resposta a um documento publicado pelo ministro Paulo Sérgio Nogueira nesta quinta-feira.

No texto, Fachin afirma que não há qualquer objeção do tribunal à sugestão de divulgar, em ação conjunta dos dois órgãos, “documentos de interesse da Comissão de Transparência das Eleições”.

“Cumprimentando-o, em atenção à sugestão de V. Sa. no sentido de que documentos de interesse da Comissã o de Transparê ncia das Eleiçõ es sejam divulgados em ação conjunta deste Tribunal e do Ministério da Defesa, noticio que os documentos remetidos pelo Ministério da Defesa ao Tribunal Superior Eleitoral podem ser colocados ao pleno conhecimento público, sem que haja qualquer objeção por parte da Corte Eleitoral”, diz o ministro.

O presidente do TSE, no entanto, afirma que há, “dentre os documentos enviados”, um ofício “classiicado, pelo próprio Ministério da Defesa, como de caráter reservado”.

No ofício, Fachin ainda lembra que os documentos produzidos pela Comissão de Transparência das Eleições, “sua portaria constitutiva e alteradora, o relatório compilado de sugestõ es de seus integrantes e o Plano de ação para ampliação da transparência do processo eleitoral, resposta aos primeiros ofícios encaminhados pelo Ministério da Defesa, foram devidamente publicizados por este Tribunal”. Essa publicidade a que o ministro se refere foi feita em fevereiro.

Em um outro ofício, dirigido ao general de Divisão Heber Garcia Portella, representante das Forças Armadas na Comissão de Transparência Eleitoral, Fachin aponta que parte dos novos documentos enviados pelo Ministério da Defesa ao tribunal foi classificada como “reservada” pelo próprio Executivo.

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“Ressalvo, por necessário, que há, dentre os documentos enviados o Ofícío nº 8 e seus anexos, classificado, pelo próprio Ministério da Defesa, como de caráter reservado, com base no art. 23, VI, da Lei nº 12.527/2021”, afirmou o presidente do TSE.

Ofício da Defesa Nesta quinta-feira, o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, enviou um ofício a Fachin solicitando que sejam divulgadas as “propostas de aperfeiçoamento e segurança do processo eleitoral” feitas pelas Forças Armadas.

O pedido do ministro se refere a novos questionamentos enviados por militares após o TSE ter divulgado, em fevereiro, respostas a uma série de perguntas que havia sido feita pelas Forças Armadas em dezembro. O conteúdo da tréplica das Forças Armadas é desconhecido. Cobrado a divulgar as propostas, o Ministério da Defesa diz que cabe ao TSE dar publicidade ao documento.


As Forças Armadas foram convidadas pelo ex-presidente da Corte Eleitoral, ministro Luís Roberto Barroso, a integrar o Comitê de Transparência das Eleições (CTE). O convite ocorreu diante da insistência do presidente da República, Jair Bolsonaro, sem provas, questionar a confiabilidade das urnas eletrônicas. 

Na semana passada, o titular do Palácio do Planalto defendeu que as Forças Armadas façam uma apuração paralela e vem cobrando que o TSE atenda as sugestões dos militares.

Integrantes do governo dizem que a sugestão de uma sala para militares fazerem também a contabilidade de votos consta neste documento que segue sob sigilo e que agora o ministro Paulo Sérgio pede que seja divulgado pela Corte Eleitoral.

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POLÍTICA NACIONAL

Relator do Orçamento 2021 usou R$ 11 milhões para beneficiar amigo

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Márcio Bittar foi relator-geral do orçamento da União em 2021
Agência Senado

Márcio Bittar foi relator-geral do orçamento da União em 2021

Relator-geral do orçamento da União em 2021, o senador Márcio Bittar (União-AC) encaminhou R$ 11 milhões em emendas do Fundo Nacional de Saúde (FNS) para a Santa Casa da Amazônia, acusada de cometer fraude para receber os recursos. Na recepção da entidade, administrada por um amigo do parlamentar, há fotos do congressista e da mulher dele, Márcia Bittar, candidata a senadora pela PL. O Ministério Público Federal entrou com ação na Justiça em março para pedir a anulação do repasse.

Na condição de relator, Bittar era o responsável por coletar sugestões de alteração ao orçamento apresentadas por deputados e senadores e enviá-las ao Executivo. Parte delas era feita por meio das emendas de relator ao orçamento secreto, instrumento usado por parlamentares para destinar verbas federais a seus redutos eleitorais sem serem identificados. O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou a falta de transparência e determinou a divulgação dos autores das indicações e das destinações.

No caso das emendas de Bittar, o MPF sustenta que o administrador da entidade beneficiada, o ex-deputado federal José Aleksandro da Silva, lançou mão de estratégias de confusão patrimonial para que o dinheiro chegasse ao destino. O hospital que ele comandava inicialmente se chamava Santa Casa de Rio Branco. Criada em 1975, a unidade acumulou dívidas trabalhistas e tributárias, o que a impedia de receber verbas públicas. Nesse cenário, de acordo com o procurador Lucas Almeida, responsável pela investigação, Aleksandro reativou o CNPJ de uma outra entidade, com o nome de Santa Casa da Amazônia, para onde foram destinadas as emendas de Bittar. Os dois hospitais, porém, funcionam no mesmo endereço, em Rio Branco, capital do estado.

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Relação próxima

“Pela análise das consultas realizadas em relação à inscrição da Santa Casa da Amazônia (…), fica claro por que os dirigentes das entidades fizeram uso deste CNPJ alternativo: sabiam, antecipadamente, que os impedimentos da Santa Casa de Rio Branco inviabilizaram a destinação das emendas parlamentares”, afirmou o integrante do MPF na ação. O processo mira transferências ao hospital que totalizam R$ 96 milhões em verbas públicas, entre elas as emendas de Márcio Bittar.

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Procurado, o senador não respondeu às tentativas de contato do GLOBO. Aleksandro afirmou que não há provas de qualquer irregularidade supostamente cometida por ele. Disse ainda que atua há mais de 20 anos pela causa social para “melhorar o sistema de atendimento ao paciente”.

Aleksandro e Bittar não tentam ocultar a proximidade entre eles. Em setembro de 2021, ambos estavam no lançamento da pedra fundamental da reforma da Santa Casa. Na referida pedra há um texto onde se lê que o “estimado amigo Márcio Bittar” estará “em cada ambiente, em cada inauguração, em cada evento ou serviço”, “abrilhantando” o local “com uma foto oficial sua, ao lado da foto oficial do nosso presidente da República Jair Messias Bolsonaro”. De fato, a imagem do senador foi exposta na parede ao lado da de Bolsonaro.

“Está demonstrado que houve violação aos princípios da impessoalidade, moralidade e publicidade, porque o evento realizado em 23 de setembro de 2021 e as homenagens registradas pela vistoria do MPF demonstram que há promoção política de Senador da República e favorecimento à ex-esposa do Senador da República”, afirmam os procuradores.

Noutro trecho da ação, o MP diz: “o uso de emendas parlamentares como moeda de troca de favores entre os Poderes Executivo e Legislativo e seus apoiadores locais viola a finalidade e a motivação dos atos administrativos, em afronta à moralidade administrativa.”

Sistema sucateado

Os procuradores abordam a precariedade do sistema de saúde local para questionar a escolha da Santa Casa como o destino da verba. Eles “narram um cenário de ‘falta de equipamentos, ineficiência no funcionamento, carência de especialistas’ que assolam outros hospitais como Hospital das Clínicas, Maternidade Bárbara Heliodora e INTO.”

Conforme O GLOBO revelou na semana passada, a Fundo Nacional de Saúde tem sido utilizado para abastecer redutos eleitorais de aliados do governo, sem critérios técnicos. As transferências via FNS dificultam a fiscalização, pois são realizadas na modalidade conhecida como “fundo a fundo”: o dinheiro do orçamento vai para o fundo nacional e, de lá, é repassado diretamente para um fundo estadual ou municipal de saúde.

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POLÍTICA NACIONAL

Em aceno a evangélicos, Bolsonaro participa de evento religioso no PR

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Presidente Jair Bolsonaro discursa na Marcha para Jesus, em Curitiba
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Presidente Jair Bolsonaro discursa na Marcha para Jesus, em Curitiba

O presidente Jair Bolsonaro (PL) participou, neste sábado, da Marcha para Jesus, evento religioso em Curitiba. O mandatário estava acompanhado do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR) . Mais cedo, ele se encontrou com o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD).

Durante a marcha, Bolsonaro ficou em cima de um carro de som e divulgou vídeos em que acena a apoiadores. A participação do presidente no evento é mais um aceno aos eleitores evangélicos, uma base cara a ele para a eleição deste ano.

Bolsonaro recebeu o convite para participar do evento no início do mês, em uma reunião com pastores no Palácio da Alvorada. O encontro foi organizado pelo bispo Robson Rodovalho, que foi colega de Bolsonaro na Câmara dos Deputados.

A Marcha para Jesus acontece anualmente em várias cidades do país, em datas diferentes, e é organizado por igrejas evangélicas de diversas denominações.

Apoio do governador

Na sexta-feira, o governador paranaense afirmou que deve apoiar a reeleição de Bolsonaro ao Planalto. Ratinho Júnior, porém, afirmou que por ora vai aguardar a definição de qual será a posição do PSD na disputa presidencial.

“Eu tenho uma gratidão muito grande pelo presidente Bolsonaro porque o governo federal foi muito importante para o Paraná nestes últimos três anos. É natural que essa gratidão tenha que se transformar em uma parceria política”, disse Júnior em entrevista coletiva após evento para duplicação da Rodovia dos Minérios.

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O governador também afirmou: “Eu tenho meu partido político, tenho que respeitar esse momento de decisão das convenções, mas o PSD caminhando para a neutralidade, eu fico liberado para poder tomar a minha decisão e caminhar junto neste projeto.”

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