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POLÍTICA NACIONAL

Datafolha: 55% acham que Bolsonaro pode tentar invalidar eleição

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Presidente comumente critica o uso de urnas eletrônicas
Reprodução/ TRE-RN

Presidente comumente critica o uso de urnas eletrônicas

A mais recente pesquisa do Datafolha, divulgada neste sábado (28), mostra que uma parcela de 55% da população entende que é preciso se preocupar com a possibilidade de o presidente Jair Bolsonaro (PL) tentar invalidar o resultado das eleições de outubro.

O instituto aponta ainda que uma fatia de 40% dos brasileiros não enxerga esse risco. Outros 5% não souberam responder. A pesquisa foi realiza na quarta-feira (25) e na quinta-feira (26) com 2.556 eleitores acima dos 16 anos em 181 cidades de todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou menos. O levantamento, contratado pelo jornal “Folha de S. Paulo”, foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-05166/2022.

A pesquisa também mostra que entre os eleitores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a preocupação com a possibilidade de tentativa de invalidação do resultado da eleição por parte de Bolsonaro é maior, chegando a 70%. Para 26% dos que têm preferência pelo petista, não há risco.

Já entre os que declaram voto no presidente, o percentual dos que enxergam risco de Bolsonaro tentar invalidar a eleição é de 26%, enquanto 68% descartam essa hipótese.

O Datafolha também mostra que as mulheres têm uma preocupação maior do que os homens com a questão. Entre as entrevistadas pelo instituto, 57% disseram ver a possibilidade de Bolsonaro contestar o resultado da eleição. Já entre os homens, o patamar foi de 52%.

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POLÍTICA NACIONAL

Partidos driblam federações e apoiam candidatos ‘rivais’ nos estados

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Partidos driblam federações e apoiam candidatos 'rivais' nos estados
Fernando Frazão/Agência Brasil – 14.11.2020

Partidos driblam federações e apoiam candidatos ‘rivais’ nos estados

Partidos que resolveram criar federações — o que os obriga a atuar como uma única agremiação partidária — vêm anunciando apoios a candidatos rivais a governos dos estados. Por conta de interesses locais divergentes, o cenário nas disputas vêm resultando em uniões de fachada entre as legendas que formalizaram os acordos políticos.

Federações partidárias passarão a valer a partir das eleições deste ano, e três uniões foram oficializadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE): PT, PCdoB e PV; PSOL e Rede; e PSDB e Cidadania.

No caso de PSOL e Rede, por exemplo, dois estados estão atualmente com apoios conflitantes: Minas Gerais e Espírito Santo. Segundo dirigentes dos partidos, acordos políticos feitos antes da criação da federação criaram “exceções” para os dois casos, onde, na prática, as siglas pretendem se comportar como se não estivessem federadas.

Em Minas, apesar de o PSOL ter lançado Lorene Figueiredo como pré-candidata na disputa ao executivo do estado, a Rede quer apoiar o pré-candidato do PSD, o ex-prefeito Alexandre Kalil. Já no Espírito Santo, o cenário é inverso: enquanto a Rede vai lançar Audifax Barcelos como candidato próprio ao governo, o PSOL já bateu o martelo de que não vai apoiá-lo e busca uma outra candidatura para encampar.

“Não tem impasse algum, a gente fez um acordo com a Rede”, diz o presidente do PSOL, Juliano Medeiros.

Para Eduardo Damian, presidente da Comissão de Direito Eleitoral do Conselho Federal da OAB, formalmente, é impossível a Rede estar na coligação de Kalil:

“Dois partidos, quando federados, funcionam como um único partido. Pode ter uma traição, uma infidelidade, mas só é possível punir se for no rádio ou na TV (com a legenda reduzindo tempo de propaganda eleitoral, por exemplo). Não tem como a Justiça Eleitoral punir eventual infidelidade, se ela não for formalizada”.

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PSDB e Cidadania enfrentam cenários parecidos no Rio de Janeiro e Amazonas. Ex-governador, Amazonino Mendes tentará novo mandato no estado do norte pelo Cidadania. Porém, o tucano Plínio Valério já chegou a anunciar que é pré-candidato e articula para disputar o mesmo cargo.

Legislação é clara 

No caso do Rio, o cenário ainda está indefinido e envolve negociações dos dois partidos de centro-direita com candidaturas de esquerda: o PSB e o PDT. O diretório estadual do Cidadania aprovou recentemente o apoio ao ex-prefeito de Niterói Rodrigo Neves.

Em outra frente, o tucano Rodrigo Maia articula para que seu pai, o ex-prefeito Cesar Maia (PSDB), seja vice na chapa do deputado federal Marcelo Freixo (PSB). Essa mesma configuração chegou a ser prometida pelo ex-presidente da Câmara ao candidato do PSD, de Eduardo Paes, o ex-presidente da Ordem Nacional dos Advogados (OAB), Felipe Santa Cruz.

Membro do Instituto Paulista de Direito Eleitoral (Ipade), Fernando Neisser explica que esse cenário até pode ocorrer, mas PSD e Cidadania não poderão estar formalmente nas duas coligações majoritárias:

“Ou eles não integram chapa alguma ou a federação decide apoiar um dos candidatos e o outro se torna apoio informal. Não tem como dividir o tempo da federação para dois candidatos. E não me parece que haja dúvida ou debate jurídico. Está claro na legislação”.

Segundo o presidente do diretório fluminense do Cidadania, o ex-deputado Comte Bittencourt, as opções ainda serão avaliadas pelas lideranças das duas legendas nas convenções partidárias em julho.

Já no caso da federação entre PT, PCdoB e PV, um exemplo de imbróglio é o caso do Tocantins. Lá, o PT lançou ao governo a pré-candidatura do ex-deputado Paulo Mourão. Por outro lado, o PV integra a base do atual governador Wanderlei Barbosa (Republicanos), e o presidente regional do partido, Marcelo Lelis, não esconde a proximidade com o chefe do Palácio Araguaia.

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Fonte: IG Política

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Em TV Americana, Bolsonaro cita tratamento precoce e critica vacinação

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O presidente Jair Bolsonaro, durante entrevista ao apresentador Tucker Carlson, em Brasília
Reprodução/Twitter @TuckerCarlson – 30.06.2022

O presidente Jair Bolsonaro, durante entrevista ao apresentador Tucker Carlson, em Brasília

Em entrevista ao canal americano Fox News nesta quinta-feira,  o presidente Jair Bolsonaro defendeu o uso de medicamentos ineficazes contra a covid-19 e questionou mais uma vez a eficácia da vacinação. Bolsonaro também minimizou o desmatamento da Amazônia e elogiou a decisão da Suprema Corte Americana de revogar o direito ao aborto.

Ao âncora e comentarista Tucker Carlson – conhecido por ser o nome do conservadorismo na TV Americana – Bolsonaro afirmou que não tomou a vacina contra a covis e que talvez tenha sido o “único chefe de estado do mundo a não aceitar as medidas restritivas”. O presidente justificou a sua decisão de não se vacinar alegando que uma pessoa que já tenha sido contaminada está imune.

“Uma pessoa que já tenha sido contaminada, já está imune, e não precisa tomar a vacina. E esse foi o meu caso. Agora, comprei vacina para todos os brasileiros. Eu não obriguei as pessoas a tomarem vacina, eu respeitei a liberdade individual”, disse o presidente.

Bolsonaro, mais uma vez, questionou a eficácia da vacinação e defendeu o uso de medicamentos com ineficácia comprovada contra o vírus. Ser dar detalhes, o presidente citou “estudos” disponíveis fora do Brasil que mostram que mortes poderiam ter sido evitadas se não houvesse uma pressão contra o tratamento precoce. Disse, também, que apesar das doses de reforço, a população continua se contaminando e morrendo por causa do vírus.

“Pelos estudos que temos disponíveis fora do Brasil, muitas mortes poderiam ter sido evitadas se não tivesse tido tanta pressão por parte da mídia contra o tratamento precoce”, disse, completando em outro momento: “Hoje você vê pessoas tomando terceira, quarta dose de vacina e continuam contraindo o vírus e morrendo.”

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As declarações de Bolsonaro, no entanto, não têm respaldo científico. Um estudo divulgado nesta semana pela revista científica Lancet concluiu que a vacinação evitou quase 20 milhões de mortes por covid no primeiro ano da campanha da vacinação. Além disso, especialistas já afirmaram que a vacinação não impede a contaminação, mas reduz significativamente o risco de uma evolução grave da doença.

Sem aborto, mais armas

Bolsonaro também elogiou a decisão da Suprema Corte Americana de derrubar o direito legal ao aborto. Ele reafirmou que defende a vida “desde a sua concepção”.

“A Suprema Corte Americana quando recentemente trocou o entendimento sobre aborto a esquerda não gostou disso. Nós gostamos, porque nós defendemos a vida desde a concepção.”

Na sexta-feira, a Suprema Corte dos Estados Unidos, de maioria conservadora, derrubou por seis votos a três o direito ao aborto legal no país, revertendo a histórica decisão Roe contra Wade, de 1973. O veredicto, cujo esboço havia vazado em maio, significa que o aborto será banido ou significativamente limitado em ao menos 21 dos 50 estados americanos, com impactos que serão piores para as mulheres pobres e pertencentes a minorias.

Recentemente, Bolsonaro chamou de “inadmissível” o aborto realizado em uma menina de 11 anos no Brasil depois de ter sido estuprada. “Um bebê de SETE MESES de gestação, não se discute a forma que ele foi gerado, se está amparada ou não pela lei. É inadmissível falar em tirar a vida desse ser indefeso!”, escreveu Bolsonaro na rede social.

O presidente também defendeu a política armamentista de seu governo e afirmou que o resultado da flexibilização de porte e posse de arma no país foi a redução no número de mortes por armas de fogo. Ele ainda sinalizou a possibilidade de aprovar leis neste sentido caso tudo “realmente” for bem nas eleições.

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“E nas eleições, se tudo realmente for bem, nós teremos um apoio substancial no Congresso e poderemos passar leis sobre armas de fogo nas mesmas linhas que os Estados Unidos.”

Por fim, o presidente minimizou o desmatamento na Amazônia. Bolsonaro foi questionado por Tucker se a floresta está sendo “destruída na velocidade que lemos”. Bolsonaro, então, afirmou:

“Não, não é verdade isso. Atualmente, dois terços do território brasileiro estão preservados e permanecem intocados, assim como nos anos 1500, quando este país foi descoberto pelos portugueses. Atos criminosos que acontecem, não vamos negar isso. Tem muita visibilidade porque há um interesse enorme em tornar a nossa soberania sobre a região amazônica um fato relativo ou percebido sob uma luz relativa”, afirmou.

Bolsonaro, então, citou que agradeceu ao presidente Russo, Vladimir Putin, durante encontro por ter defendido que a Amazônia pertence aos brasileiros.

A entrevista de Bolsonaro foi ao ar com a tradução oficial do canal para o inglês. O GLOBO traduziu as falas do presidente para português a partir do que foi divulgado pela Fox News.

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Fonte: IG Política

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