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POLÍTICA NACIONAL

Conselheiro de Lula defende diálogo com partidos pró-impeachment

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O ex-governador do Piauí, Wellington Dias (PT): integrante do grupo mais próximo de conselheiros da campanha do ex-presidente
Divulgação – 06.05.2022

O ex-governador do Piauí, Wellington Dias (PT): integrante do grupo mais próximo de conselheiros da campanha do ex-presidente

Ex-governador do Piauí e um dos conselheiros da pré-campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência , o petista Wellington Dias defendeu em entrevista ao GLOBO o diálogo com partidos que apoiaram o impeachment de Dilma Rousseff (PT), como MDB, PSD e Republicanos. Dias, que é pré-candidato ao Senado, fez uma espécie de desagravo ao ex-presidente Michel Temer (MDB), que tem sido procurado por interlocutores de Lula, e disse que ele “foi feito de refém” pelo Centrão, que “se apropriou do governo”.

O senhor acredita que a economia será um fator determinante na eleição presidencial?

Economia sempre pesa. É claro que temos um legado nessa área, não só do governo Lula, mas também de governos estaduais e municipais desse conjunto de partidos. Esse legado prosseguiu até as pautas-bomba começarem a inviabilizar o governo da presidenta Dilma.

Ela não aceitou ser refém de um grupo no Congresso, que se acostumou a colocar presidentes como reféns e depois se apropriou do governo. Fizeram o presidente Michel Temer de refém. Eu era governador, fui parlamentar junto com ele e pude ver a mudança. Hoje, se algum gestor quer liberar verba para uma obra ou ação, vai falar com o presidente da Câmara ou o relator do orçamento.

O PT tem buscado lideranças de siglas como MDB, PSD e Republicanos, partidos que têm forte presença no Congresso e se envolveram no impeachment. Há limites nessa busca?

O segredo é não olhar para siglas partidárias. A partir da realidade de cada estado, é possível separar o joio do trigo. E há ampla maioria no Congresso que tem compromisso com o Brasil. No caso do MDB, respeitando o nome da senadora Simone Tebet, estamos aqui acenando que queremos esse diálogo até para o primeiro turno, caso resolvam não ter candidatura.

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Em entrevista exclusiva para assinantes, Dias, que é pré-candidato ao Senado, defende reforma tributária, explica a posição do PT em relação à reforma trabalhista e conta que Lula discutirá em viagem ao Piauí, prevista para o início de junho, propostas para reformular o Bolsa Família, renomeado de Auxílio Brasil por Bolsonaro.

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POLÍTICA NACIONAL

Santos Cruz é internado em Brasília após sofrer princípio de infarto

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Carlos Alberto dos Santos Cruz, general de divisão da reserva do Exército Brasileiro
Commons/Sylvain Liechti

Carlos Alberto dos Santos Cruz, general de divisão da reserva do Exército Brasileiro

Ex-ministro do governo Bolsonaro, o general Carlos Alberto dos Santos Cruz está internado no Hospital das Forças Armadas, em Brasília. O militar da reserva sofreu um princípio de infarto na segunda-feira.

Ainda não há informações sobre o estado de saúde dele ou sobre procedimentos médicos realizados.

Aos 69 anos, o nome de Santos Cruz chegou a ser ventilado como possível candidato à Presidência pelo Podemos. O general se tornou conhecido ao assumir como ministro-chefe da Secretaria de Governo, de janeiro a junho de 2019, e passou a ser crítico ao Governo após o presidente Jair Bolsonaro demiti-lo do cargo.

Procurado pelo GLOBO, o HFA informou que as informações seriam divulgadas pelo Ministério da Defesa, responsável por gerenciar o hospital. A pasta não respondeu até a publicação deste texto. A reportagem também tenta contato com a família do general.

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POLÍTICA NACIONAL

PT e PSD negociam chapa em Minas Gerais para possível aliança nacional

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Lula discutiu a situação da eleição em Minas em reunião na última segunda-feira
Divulgação/PT

Lula discutiu a situação da eleição em Minas em reunião na última segunda-feira

PT e PSD negociam a retirada da pré-candidatura ao Senado do deputado Reginaldo Lopes em Minas Gerais para destravar um dos obstáculos que impedem uma aliança nacional entre as duas legendas ainda no primeiro turno das eleições. Em troca dessa desistência, o PSD ofereceu ao PT a possibilidade de indicar o vice da chapa do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil .

Na segunda-feira, Lula discutiu a situação da eleição em Minas em reunião com a presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), e com Lopes. Reservadamente, lideranças do PT mineiro e aliados dão como certa a retirada do deputado da disputa pelo Senado.

O parlamentar saiu do encontro com a missão de coordenar as negociações no estado, mas negou que o martelo já tenha sido batido sobre a sua desistência de tentar uma vaga de senador. 

“Vou coordenar a aliança entre Lula e Kalil em Minas. Estamos fazendo as conversas agora e ainda não há nenhum formato (de chapa) definido”, afirmou. 

Lopes admite, porém, que haverá um empenho para atrair o PSD nacional:

“Queremos ajudar a compor em Minas para que o PSD nacional também possa integrar a aliança com Lula”.

O acordo no estado estava emperrado, porque o PSD quer manter a candidatura à reeleição do senador Alexandre Silveira, presidente do partido em Minas e braço direito do dirigente nacional da legenda, Gilberto Kassab. Na semana passada, Lula esteve em três cidades mineiras e, por causa do impasse, acabou não se encontrando com Kalil. 

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, tem consultado diretórios estaduais para saber qual deve ser o caminho da legenda na eleição presidencial. Com a saída de Reginaldo da corrida pelo Senado, os petistas acreditam que o PSD de Minas passará a defender o apoio a Lula. Deputados federais do partido no estado, porém, vinham manifestando preferência pelo presidente Jair Bolsonaro (PL).

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Silveira chegou a ser sondado pela segunda vez para assumir a liderança do governo no Senado. Ele chegou a ter uma reunião no Planalto, mas, após conversa com petistas, recusou a oferta. Assim como da primeira vez que foi convidado ao posto, no início do ano, o parlamentar alegou que não poderia contrariar interesses de seu partido.

A expectativa agora é que o senador mineiro se aproxime de Lula para tentar impulsionar a sua votação na disputa pela reeleição. Embora esteja apenas no primeiro ano de seu mandato, após assumir a vaga do ex-senador Antonio Anastasia, Silveira é visto por seus pares como um grande articulador no Congresso e, por isso, mesmo uma aproximação com o Lula não atrapalharia a relação com aliados de Bolsonaro.

A relação do mineiro com o PT já é antiga: ele foi diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) durante a primeira gestão de Lula e é afilhado político do ex-vice presidente José Alencar. 

Kassab já declarou que, em caso de segundo turno entre Lula e Bolsonaro, como indicam as pesquisas, vai apoiar o petista. Nas consultas que têm feito, o presidente do PSD já ouviu 12 estados, dos quais apenas dois (Bahia e Amazonas) defendem o apoio a Lula no primeiro turno. Nove querem a liberação dos diretórios e um (Ceará) é favor de aliança com Ciro Gomes (PDT). O diretório de Minas ainda não se manifestou formalmente. 

A vaga de vice da chapa de Kalil estava reservada para o presidente da Assembleia Legislativa, Agostinho Patrus, também do PSD. Agora, com o acordo com o PT, o deputado estadual espera ser indicado uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE). A indicação do posto que está aberto será da assembleia, onde Agostinho tem bastante influência. 

Para a posição de vice, o PT avalia tanto o nome de Reginaldo quanto o deputado estadual André Quintão.

Ainda que a retirada de candidatura de Reginaldo esteja dada como certa por aliados, o deputado ainda aguarda a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pode liberar a indicação de mais de um candidato ao Senado nas chapas aos Executivos estaduais. Essa opção, porém, não seria aceita por Silveira.

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